Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes

A Universidad de los Andes divulgou os resultados do concurso privado para o Edifício Sociedad Bolivariana - Uniandes, do qual sagrou-se vencedor o escritório Juan Pablo Ortiz Arquitectos. Confira, a seguir, as 7 propostas do concurso.

Trecho do memorial descritivo oficial com o edital do concurso e material de divulgação é cortesia da Diretoria de Campus Sustentável da Universidad de los Andes.

O objetivo do concurso é definir o limite nordeste do Campus por meio do projeto de um espaço com um edifício de uso compartilhado com a Sociedad Bolivariana de Colombia, que tradicionalmente ocupa estes lotes. Um edifício localizado no sopé dos morros, vizinho ao Campus fundacional da Universidad de los Andes, é uma oportunidade única para gerar e articular conexões ecológicas e urbanas com preexistências patrimoniais e geográficas de grande importância para a cidade. Neste caso, destaca-se a presença da Quinta de Bolívar e a possível segunda fase do Eixo Ambiental, gerando uma conexão de pedestres e de paisagem com a estação do funicular para Monserrate, tendo o Rio San Francisco como elemento ordenador. Considerar os componentes da paisagem natural, urbana e patrimonial impõe desafios de alta complexidade que exigem equipes multidisciplinares de projeto, cuja experiência na intervenção em locais com características semelhantes é determinante para a relevância desta nova construção.

A proposta arquitetônica e paisagística para o edifício Universidad de los Andes - Sociedad Bolivariana de Colombia deve refletir de forma contundente os valores espaciais e conceituais de ambas as instituições.

O projeto deve incorporar aspectos de sustentabilidade, fazer uso eficiente e racional dos recursos e propor uma relação harmônica com a geografia e seu entorno natural. Prevê-se a certificação LEED ou equivalente. A encomenda é, portanto, uma intervenção urbana que, para além da resolução funcional do programa, deve refletir os valores de ambas as instituições, ao mesmo tempo que deve ser coerente com a imagem de cada uma delas. Nesse sentido, é determinante que a proposta permita a identificação da Sociedad Bolivariana de Colombia com este novo edifício, sem deixar de lado sua integração com a infraestrutura da Universidad de los Andes.

O júri, composto por nomes de destaque da cena arquitetônica nacional e internacional: Pilar Calderón Martinez, Ana Elvira Vélez e Philip Weiss Salas, apresentou o seguinte parecer em relação à proposta vencedora:

O projeto destaca os valores intrínsecos do lugar, dando atenção especial à sua condição de transição, entre os morros e a cidade, entre o campus universitário e a Quinta de Bolívar. Converte-se, assim, em um limiar e não em um limite, de modo a alcançar a permeabilidade do campus com o entorno. [...] Os espaços propostos possuem qualidades que promovem uma intensidade de uso e de atividade próprias de um campus universitário e de um ambiente urbano. [...] A disposição do programa exigido é representada na totalidade da edificação por meio de uma integração e compenetração das duas instituições, o que se percebe claramente em sua imagem conjunta.

Proposta vencedora: Juan Pablo Ortiz Arquitectos

Arquiteto: Juan Pablo Ortiz
Equipe: Arq. Santiago Sánchez, Arq. Diego Gutierrez, Arq. Fabián Castiblanco, Arq. Julián Cortés e Arq. Paola Parra

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Cortesía de Juan Pablo Ortiz Arquitectos

Trecho do memorial descritivo: 
JANUS: Na mitologia romana, é o deus das portas, dos começos, dos portais, das transições e dos fins. Representado com duas faces olhando para ambos os lados de seu perfil, nas direções leste e oeste, para o passado e para o futuro, é o deus bifronte das relações, do diálogo e da conciliação de opostos.

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Cortesía de Juan Pablo Ortiz Arquitectos

TOPOS
“Os espaços mais ricos da arquitetura são aqueles que se produzem ENTRE o seu entorno e o edifício” — Kazuo Shinohara.

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Cortesía de Juan Pablo Ortiz Arquitectos

O lote da Sociedad Bolivariana de Colombia possui uma condição particular: a de ser um terreno “ENTRE” o sopé dos morros e o início da cidade. Esta situação atual, na qual dialeticamente a cidade e os morros se encontram, exige uma estratégia urbano-arquitetônica que evite a construção de um limite rígido e contundente que separe a natureza do artifício.

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Cortesía de Juan Pablo Ortiz Arquitectos

Consequentemente, o projeto propõe a conformação de um limite suave e poroso, capaz de constituir um lugar que, de maneira dialógica e orgânica, permita que os morros e a cidade se fundam fluidamente em um espaço intermediário, ou “ENTRE” o entorno e o edifício.

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Cortesía de Juan Pablo Ortiz Arquitectos

“A forma gera o Leku*, ou, pelo contrário, é o Leku que gera a forma?” — Eduardo Chillida.
*Leku: palavra basca que significa tanto espaço quanto lugar ou paragem.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 127 de 167
Cortesía de Juan Pablo Ortiz Arquitectos

O projeto retoma esta pergunta colocada por Chillida, a qual nos permite entender que a ideia de espaço deriva da capacidade de ser e estar em um lugar, e de transformá-lo por meio da arquitetura em um pensamento, em um sentimento ou em uma experiência vivida.

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Cortesía de Juan Pablo Ortiz Arquitectos

O local onde o projeto será implantado caracteriza-se por ser uma estreita faixa de morro que, à maneira de uma península, se estende até o encontro com a cidade.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 113 de 167
Cortesía de Juan Pablo Ortiz Arquitectos

O projeto molda-se como uma homenagem a este fragmento dos morros em seu declive, conformando uma concavidade que acolhe a paisagem e sua magnífica topografia. Ao mesmo tempo, sua outra face gera uma convexidade que oferece um limite suave, poroso, aberto e democrático, permitindo uma integração harmônica do espaço público e do campus da Universidade com os morros e vice-versa.

taller de arquitectura de bogotá

Colaboradores: César David Grisales, Laura Bermúdez.
Estagiários/as: Gabriela Barreto, Carolina Zapata, Angélica Ruiz.
Renders: Taller Pizarra.

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Cortesía de taller de arquitectura de bogotá

Trecho do memorial descritivo: Em termos urbanos, a proposta para o concurso da Sociedad Bolivariana e da Universidad de Los Andes propõe um espaço por tradição de caráter privado, mas de vocação pública, que em escala urbana consolida o início/remate do eixo ambiental e do Parque Urbano da Quinta de Bolívar, propondo assim um espaço verde e coletivo para a cidade.

De forma complementar, a edificação proposta é formulada por meio de uma ocupação que permite que a construção complemente o verde circundante, mantendo praticamente toda a vegetação consolidada existente. Consequentemente, propõe-se um pavilhão educativo no qual prima a conexão fluida com o entorno, criando uma sequência de espaços ao ar livre e conectando o Parque da Quinta de Bolívar, o pátio ovalado, a rua de pedra (Calle 19A) e a praça do edifício R.

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Cortesía de taller de arquitectura de bogotá

De acordo com a normativa do lote, utiliza-se o potencial construtivo máximo permitido, conseguindo complementar as áreas verdes do entorno, manter a vegetação consolidada e resolver a maioria dos espaços com iluminação e ventilação naturais. Seguindo uma hipótese contextual como tipologia edilícia, foram adotadas premissas projetuais como: a implantação em uma quadra ortogonal, o edifício alinhado à testada do lote, o pátio, a altura homogênea em relação à rua, o beiral e a cobertura inclinada; permitindo, assim, que a Quinta de Bolívar continue sendo o elemento representativo do setor. Quanto à materialidade, optou-se pela recuperação de materiais tradicionais, como a madeira estrutural e a telha cerâmica, acompanhados por um material genérico como o vidro.

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Cortesía de taller de arquitectura de bogotá

Em termos programáticos, desenvolve-se um edifício que permite a autonomia das duas instituições, mas que, ao mesmo tempo, garante a integração delas à medida que se desenvolvem ao longo do tempo. Portanto, o primeiro nível é destinado ao programa da Sociedad Bolivariana, e os pavimentos superiores à Universidad de los Andes, incluindo a localização de um salão multiuso compartilhado. Adicionalmente, o edifício proposto apresenta uma estratégia museográfica que permite a exposição cotidiana e simbólica das coleções da Sociedad Bolivariana.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 134 de 167
Cortesía de taller de arquitectura de bogotá

Em termos estruturais, o projeto prevê uma base em concreto convencional para a fundação e o subsolo, sobre a qual se planeja um sistema aporticado em ambos os sentidos, todo em madeira proveniente de florestas de reflorestamento com mais de trinta anos, fomentando abordagens de sustentabilidade. Adicionalmente, propõe-se um travamento perimetral com uma estrutura tipo cesto, com elementos verticais (treliças de madeira) que ajudam a dissipar os efeitos de vibração nos pisos. Buscando aproveitar ao máximo as duas frentes longas do volume, formulam-se duas faixas voltadas para a fachada, livres de estrutura, que permitem máxima flexibilidade entre as salas de aula e os student commons previstos.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 118 de 167
Cortesía de taller de arquitectura de bogotá

Para estruturar o projeto de maneira sustentável, propõem-se áreas verdes, promovendo a restauração do habitat natural, a conectividade ecológica e a atração de novas espécies, bem como o cumprimento dos requisitos LEED. Em termos da vegetação proposta, foram consideradas espécies de encosta, prioritariamente nativas, além da conservação de três árvores existentes de maior valor ecológico, que atuam também como elementos estruturantes na composição.

Castro Arquitectos

Equipe de projeto: Lorenzo Castro Jaramillo, Daniela González, Santiago Angulo, Ricardo Lopez, Yezid Ropero, David Sarmiento, Julián Jerez, Santiago Gomez, Manuela Tafur, Juan Francisco Panesso, Maria Andrea González, Manuela Neu, Daniel Meléndez, Nicolas Muñoz Muñoz, Andrés Olmos Trujillo, Juliana Ceballos, Sara Ospina, Ángela María Díaz Sanchez, Sofía Hinestrosa e Álvaro Medina

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Cortesía de Castro Arquitectos

Trecho do memorial descritivo: Inserido em um entorno geográfico impressionante, o edifício transcende sua condição de construção física para celebrar o encontro entre a história da Colômbia e a constante busca pelo conhecimento. O pensamento e a memória condensam-se em diferentes instâncias que repousam no lugar: a Quinta de Bolívar, a Sociedad Bolivariana de Colombia, a Universidad de Los Andes e a imponente paisagem carregam o território de poética, valor, identidade e significado, em um ponto privilegiado entre a cidade e seus habitantes.

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Cortesía de Castro Arquitectos

O edifício procura materializar uma peça que falta, construindo relações complexas e modulando as existentes na busca pela construção de uma nova paisagem e de um novo lugar. O projeto resolve a relação estabelecida entre a Sociedad Bolivariana de Colombia e a Universidad de Los Andes, cujo programa se desenvolve em um único edifício sob o regime de propriedade horizontal, onde cada uma das partes gerenciará sua respectiva área de forma independente.

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Cortesía de Castro Arquitectos

Para isso, o edifício transcende seu programa e se transforma em uma peça que celebra o pensamento do Libertador, materializando-o em uma grande escadaria que evoca o diagrama dos lugares emblemáticos visitados por Bolívar em sua vida: os locais da independência. Esta escadaria do Libertador é o principal elemento ao qual se somam o pórtico das bandeiras dos países bolivarianos, a honra, a memória e a inquietação pela evolução do conhecimento.

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Cortesía de Castro Arquitectos

Konrad Brunner Arquitectos

Equipe de projeto: Cristián Undurraga, Konrad Brunner, Daniel Guzmán, Julián Valenzuela e Camilo Concha.
Renders: Gregorio Vasquez

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Cortesía de Konrad Brunner Arquitectos

Trecho do memorial descritivo: A extensão do Eixo Ambiental até as origens do rio San Francisco constitui a espinha dorsal do espaço público do projeto. Do traçado do canal proposto, que remete ao curso do rio, surge uma geometria de “ondas expansivas” desenhadas no solo, impondo uma nova ordem a esse território informe e articulando, simultaneamente, o construção e o natural. A rígida normativa do lote impõe um volume virtual de três pavimentos de altura que acompanha o declive natural da encosta. Nosso desafio foi transformar esse volume “resultante” em virtude, fazendo da topografia uma aliada estratégica do projeto.

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Cortesía de Konrad Brunner Arquitectos

Um volume compacto, inserido estritamente no volume virtual, ergue-se como contraponto à geometria íngreme da encosta. Dentro deste volume, propusemos uma “fenda horizontal” que nos permitiu “abrir” o edifício, alcançando uma transparência a partir da “Calle de Las Piedras” e obtendo, dali, uma nova visão da Quinta de Bolívar e do parque que se estende além de seus muros, aproximando, ao mesmo tempo, o Campus da Universidad de Los Andes dessa paisagem.

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Cortesía de Konrad Brunner Arquitectos

Este espaço público aberto sob o edifício, intermediário entre o interior e o exterior, constitui-se como uma praça-mirante sombreada, de onde se tem o domínio de vistas privilegiadas sobre o parque, o morro Monserrate e la Quinta de Bolívar.

Atendendo à condição topográfica do terreno, a edificação proposta é formada, em sua base, por um subsolo que abriga o estacionamento e um pavimento térreo (embasamento) destinado à Sociedad Bolivariana, cuja iluminação natural se dá por meio de poços de luz.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 147 de 167
Cortesía de Konrad Brunner Arquitectos

Entre este pavimento e o volume superior, elevado sobre pilotis, localiza-se o espaço intermediário mencionado anteriormente: uma praça aberta à vida pública.

A partir da praça coberta do edifício, tem-se uma visão ampla da Quinta de Bolívar e da extraordinária paisagem que a cerca, enquanto a área museográfica da Sociedad Bolivariana faz-se presente no hall, como se observa nas imagens. Assim, a história percorre verticalmente o edifício através do vazio central, conectando os diferentes programas e pessoas que frequentam o local.

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Cortesía de Konrad Brunner Arquitectos

A Sociedad Bolivariana organiza-se em torno de um salão luminoso consagrado à história de Bolívar e à epopeia da Independência Nacional. O Auditório (Paraninfo), como espaço compartilhado, localiza-se no pavimento superior, aproveitando o pé-direito maior proporcionado pelos gabaritos que regem a volumetria do edifício.

Reforçando a ideia do edifício de prestar tributo à natureza e à Quinta de Bolívar, foi projetado um espaço em arquibancada (mais funcional que a sala plana), com esplêndidas vistas para o morro Monserrate e para la Quinta do Libertador.

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Cortesía de Konrad Brunner Arquitectos

Propôs-se um volume compacto e radical, onde a argila expressa o caráter da arquitetura proposta. Este telhado, que nos remete à história, pretende ser, a partir de sua abstração, uma evocação distante do literal. Projetamos uma peça de argila original que se constitui em uma reformulação da história. Esta reinterpretação crítica manifesta a tensão entre o local e o global onde se faz presente, de forma virtuosa, a mestiçagem e a transferência cultural.

A história das cidades americanas e, neste caso particular, a história do bairro La Candelaria, está inexoravelmente ligada à telha.

Leonardo Álvarez Yepes arquitectos

Arquiteto autor: Leonardo Álvarez Yepes
Equipe de arquitetura: Angélica Victoria Rodríguez, Mario Corrales, Luis Aranguren, Sergio Meluk, Ricardo Baracaldo, Paula Cano, Alejandra Barragán

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Cortesía de Leonardo Álvarez Arquitectos

Trecho do memorial descritivo: O projeto responde às relações urbanas existentes entre as bordas da cidade histórica e a faixa inferior dos morros orientais de Bogotá. A verticalidade da topografia, a proximidade com a Quinta de Bolívar e o Edifício Richard da Universidad de Los Andes são condições fundamentais da memória e da paisagem urbana do setor, estabelecendo-se como as principais diretrizes para a implantação do edifício no lote; a disposição de um espaço aberto na esquina sudoeste amplia as relações com a cidade e com a paisagem natural desta parte da cidade, ao mesmo tempo que define o alinhamento da quadra sobre a rua de pedra.

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Cortesía de Leonardo Álvarez Arquitectos

Relações funcionais e ambientais
Os locais de encontro e a relação entre espaços abertos e fechados que estimulam as atividades contemplativas e de bem-estar articulam-se em duas áreas principais. A praça permite projetar a atividade entre as salas de aula e o café. As coberturas verdes localizadas sobre o salão Simón Bolívar conformam um mirante sobre o café e sobre o bosque conectado à escadaria pública.

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Cortesía de Leonardo Álvarez Arquitectos

O edifício é proposto como um bloco único articulado por um grande núcleo central, que permite a configuração de diversas formas de apropriação a partir de áreas livres externas, aproveitando as diferenças de nível. Essa disposição garante que as fachadas respondam às situações da paisagem circundante e permite localizar o programa da Universidade e da Sociedad Bolivariana de maneira que possam se articular no hall do edifício, unificando as áreas de serviços e as conexões verticais, ao mesmo tempo que permite o funcionamento autônomo de cada instituição.

O conforto térmico do edifício envolve poucos elementos de proteção solar em algumas faces laterais que, por sua localização, ficam expostas durante o dia. No entanto, as fachadas principais recebem luz do norte, evitando a insolação direta indesejada da manhã e da tarde nos espaços com maior fluxo de pessoas, utilizando sistemas passivos para garantir a máxima eficiência na edificação, enquanto as fachadas mais curtas abrigam os componentes programáticos que não exigem condições térmicas especiais.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 37 de 167
Cortesía de Leonardo Álvarez Arquitectos

Flexibilidade
A disposição de um sistema estrutural de grandes vãos permite a organização das salas de aula da Universidade a partir de um espaço flexível que pode ser distribuído e organizado de diversas formas, cumprindo com parâmetros de conforto lumínico, ventilação e rotas de fuga para todos os casos. Por outro lado, no caso da Sociedad Bolivariana, a possibilidade de estabelecer acessos em diferentes níveis e de implantar controles parciais permite a autonomia absoluta ou parcial nas diferentes atividades simultâneas das duas entidades.

Bermúdez Arquitectos

Líder de projeto: Daniel Bermúdez Samper, Ramón Bermúdez Obregón
Projeto de áreas externas: Diego Bermúdez Obregón
Equipe de projeto: Ricardo Ariza Quintero, Daniela Almansa,Valeria Gómez Lara, Juan David Herrera, Luis Ángel Rivera, Juan Camilo Ortegón.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 146 de 167
Cortesía de Bermúdez Arquitectos

Trecho do memorial descritivo: 
Proposta urbanística
O projeto propõe o prolongamento do Eixo Ambiental até o leito aberto do rio San Francisco, na praça de La Gota, a fim de conformar um passeio urbano conectado, por um lado, a um passeio ecológico ao longo do rio e, por outro, à estação do teleférico de Monserrate sobre o passeio Bolívar. Da mesma forma, busca construir um espaço público integrador, que chamamos de Parque Vicachá, o qual constitui a entrada de pedestres para a Quinta de Bolívar e substitui o traçado atual, predominantemente veicular. Por sua vez, este parque será a frente da Sociedad Bolivariana, seu espaço representativo e um ponto adicional de acesso à Universidad de los Andes. Este elemento é fundamental na nova relação da Universidade com a cidade, orientada a abrir seu campus ao espaço público urbano. O acesso à Universidade pelo parque será de grande importância, pois prevemos que será utilizado a partir do edifício Santo Domingo, dos edifícios a serem construções no projeto Progresa Fenicia e da parte proporcional do Mario Laserna, captando assim de 28% a 30% das áreas úteis da Universidade. Este espaço público, voltado para o uso de pedestres, é a peça que faltava na conexão entre o Eixo Ambiental, o Rio San Francisco e os Morros Orientais.

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Cortesía de Bermúdez Arquitectos
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Cortesía de Bermúdez Arquitectos

Estratégia de distribuição das salas de aula e imagem do edifício
A estratégia é integrar em vez de fracionar. Assim, as duas instituições envolvidas nutrem-se mutuamente e compartilham suas forças. Para tornar efetiva essa integração entre as duas instituições, propõe-se que o jardim posterior seja o “Jardim dos Próceres” com os bustos e esculturas da Sociedad Bolivariana, e que as pinturas desta Sociedade ocupem as paredes das áreas de circulação do edifício.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 166 de 167
Cortesía de Bermúdez Arquitectos

A representação da Sociedad Bolivariana consistirá na inscrição da trajetória de vida do Libertador em uma placa de 8 x 8 metros que incluirá todos os lugares visitados por Simón Bolívar durante sua vida. Será um texto com fonte do tipo stencil, em letras maiúsculas de 18 cm de altura que perfurarão a placa, produzindo um efeito vazado que permitirá a passagem da luz e projetará uma sombra singular na fachada do edifício. O espaço público da Quinta de Bolívar também será o espaço da Sociedad Bolivariana.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 164 de 167
Cortesía de Bermúdez Arquitectos

O edifício
O projeto cumpre rigorosamente a norma de gabarito e não ultrapassa em nenhum ponto a altura regulamentar de 11,40 m + 1,50 m medida a partir do nível do terreno permitido pela norma. Como consequência, a cobertura é um plano de dupla curvatura que conforma uma geometria especial, conferindo um aspecto singular ao edifício.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 39 de 167
Cortesía de Bermúdez Arquitectos

Para garantir condições ideais de iluminação, ventilação e temperatura (evitando a umidade do subsolo), o projeto propõe um pátio traseiro de 6 metros de largura, que funciona também como o pátio de bronzes e bustos da Sociedad Bolivariana e como um espaço que confere especial imponência à entrada do segundo pavimento a partir da parte baixa da via de pedestres. Para este pátio abrem-se salas de aula, vestíbulos, banheiros e alguns escritórios, garantindo sua iluminação, desafogo visual e ventilação.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 20 de 167
Cortesía de Bermúdez Arquitectos

Para permitir flexibilidade e disponibilizar salas de aula de diversos tamanhos e configurações, o projeto se estrutura sobre uma modulação de 5,80 m x 11,60 m que comporta salas para capacidades que variam de 100 a 25 estudantes em todos os tipos de layout. Propõe-se um edifício de planta livre e núcleo de circulação vertical central para oferecer máxima flexibilidade e eficiência de áreas, resultando em uma imagem unitária e não fracionada.

RIR arquitectos

Equipe do concurso: Arq. Andres Ortiz, Arq. Carlos Rosero, Arq. Erika León, Arq. Harold Bedoya e Arq. Pablo Zarama

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 56 de 167
Cortesía de RIR Arquitectos

Conceito principal 

Conexão e convivência: É disso que trata esta proposta, duas instituições presentes e cada uma com sua própria personalidade, mas de forma integrada, pois o entorno, a paisagem e o caráter público as definem, e a isso se subordinam essas edificações e seus materiais, em benefício da comunidade e como complemento ao que já existe.

Valores do projeto

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 53 de 167
Cortesía de RIR Arquitectos

Contexto e Morfologia
O projeto resolve sua condição de limite entre a cidade e o sopé da encosta por meio de um volume que dá continuidade à morfologia da quadra, com alinhamento de fachada e pátios, além de um volume de apenas uma ala que acompanha a topografia, resolvendo gabaritos, visuais e fluxos.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 52 de 167
Cortesía de RIR Arquitectos

Conectividade
De maneira similar ao Edifício Lleras, o espaço central proposto escalona-se e adapta-se à topografia, gerando espaços públicos e uma conexão entre a universidade e a quinta de Bolívar. Adicionalmente, esse espaço central articula os dois volumes em seus níveis inferiores.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 49 de 167
Cortesía de RIR Arquitectos

Escala
A volumetria da Sociedad Bolivariana é entendida como uma reinterpretação da situação atual do local. Sua escala austera, sua paisagem e sua topografia são respeitadas, gerando um edifício contemporâneo em harmonia com seu entorno.

Fragmentação e convivência
Compreendendo a configuração histórica da parte alta do Campus e reduzindo o impacto de massas grandes e homogêneas, o projeto se decompõe em 2 volumes, cada um caracterizado por um material e por uma abordagem figurativa distinta, com os quais se configura uma praça pública, principal espaço de conexão entre a Universidade e o entorno da Quinta de Bolívar.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 50 de 167
Cortesía de RIR Arquitectos

Materialidade e Patrimônio
Os materiais propostos, utilizados de maneira contemporânea, são os mesmos já existentes nos edifícios mais antigos do campus e na Quinta; possuem durabilidade comprovada e envelhecimento nobre, e dão continuidade ao entorno, mantendo uma tradição estabelecida e valiosa.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 137 de 167
Cortesía de RIR Arquitectos

Paisagem distante, Monserrate
A Sociedad Bolivariana mantém sua distribuição tipológica em torno de dois pátios. O pátio principal, em estilo peristilo, mantém sua relação com a paisagem distante, conservando a vista para Monserrate. O segundo pátio, um implúvio, incorpora a água ao projeto, rememorando sua proximidade com o rio San Francisco e relacionando-se com a intervenção paisagística proposta no plano diretor do campus e no plano de revitalização do rio.

O Urbano
Respeitando o plano diretor de espaço público do Campus e o que foi definido como o parque do sopé da encosta no plano diretor para Fenicia, este projeto serve como ponto de encontro para essas diretrizes, conectando-as à Universidade. Atendendo às diretrizes da proposta de revitalização do rio, a água é incorporada de diferentes maneiras como prelúdio da chegada à queda d'água do rio San Francisco, antes de sua canalização.

Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes - Imagem 136 de 167
Cortesía de RIR Arquitectos

Sustentabilidade
Devido à sua relação com o sopé da encosta e com o rio San Francisco, o projeto busca tornar-se um edifício-piloto para a gestão integrada da água, medindo, reutilizando e minimizando o consumo, de modo a gerar dados relevantes para a futura otimização do uso desse recurso por parte da universidade.

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Sobre este autor
Cita: Baraya, Santiago. "Os projetos vencedores do concurso Edifício Sociedade Bolivariana da Universidade dos Andes" [Los proyectos ganadores del concurso Edificio Sociedad Bolivariana de la Universidad de los Andes] 05 Fev 2020. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1127302/os-projetos-vencedores-do-concurso-edificio-sociedade-bolivariana-da-universidade-dos-andes> ISSN 0719-8906

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