
Como parte do programa de exposições do Museo Experimental El Eco, foi lançada a convocatória para o Pavilhão Eco 2020, na qual profissionais da arquitetura no México possam dialogar com o espaço do museu. Esta edição marca os 10 anos do Pavilhão Eco, um concurso que teve início em parceria com o Buró-Buró com a missão de oferecer uma plataforma para a produção arquitetônica com ênfase na experimentação e na reflexão espacial.

O concurso consiste em realizar uma intervenção temporária na arquitetura emocional de Mathias Goeritz, que abrigará, durante dois meses, atividades que combinam artes visuais, cênicas, música e debates gerados a partir da forma e dos temas propuestos pelo projeto vencedor. O curador convidado desta edição foi o arquiteto Javier Senosiain (Cidade do México, 1948), professor da Faculdade de Arquitetura da UNAM, conhecido por desenvolver projetos de arquitetura orgânica — ou bioarquitetura, como ele a denomina — baseados na ideia de uma continuidade harmônica entre a natureza e as produções culturais, geralmente inspiradas em formas animais ou vegetais.

O curador propôs tomar como ponto de partida aquele que poderia ser considerado o primeiro pavilhão — ou espaço arquitetônico temporário — que El Eco teve: a serpente de Mathias Goeritz. Essa estrutura primária de inspiração zoomórfica não apenas se integrava plasticamente ao espaço, mas também ao contexto cultural, já que ativava conexões específicas com a história mexicana pré-hispânica. Embora a serpente já não se encontre no pátio do museu, sua ausência dá margem para que esse espaço seja agora um local para a realização de projetos de diversas naturezas.
Museo Experimental El Eco
A partir dessas reflexões, propôs-se que os participantes refletissem sobre a capacidade da arquitetura de trabalhar de maneira simultânea e harmônica com os contextos culturais e naturais, seja por meio do uso de analogias entre formas orgânicas e arquitetônicas, seja através da integração de recursos de ordem simbólica.

No dia 29 de janeiro de 2020, um júri composto pelo arquiteto Javier Senosiain, pelo artista Damián Ortega, pelo arquiteto Miquel Adrià e por membros do Museo Experimental El Eco e do Buró-Buró reuniu-se para analisar os projetos apresentados e dar o veredicto final. Em 31 de janeiro, o projeto CRONOBOROS, de TANAT | Diego Rivero Borrell, foi anunciado como o grande vencedor. Também foi concedida uma menção especial ao projeto “El huevo y la serpiente”, de ESCOBEDO SOLIZ + Annik Keoseyan, que propõe, por meio de uma intervenção em grande escala com chapas, estabelecer uma relação com a serpente de Goeritz e com a linha curatorial proposta — o que também se torna evidente na escolha de materiais e formas que dialogam com a arquitetura do museu.

CRONOBOROS trata-se de uma intervenção que propõe converter o pátio do museu em um espelho d'água e rochas, no qual tanto as partes que conformam o local (muros e torre) quanto os elementos circundantes como o jacarandá, o céu e o sol possam ser refletidos em uma imagem que ecoa suas formas e cores. Nesse sentido, aposta na criação de um espaço que celebre a transformação e a temporalidade como características inerentes à natureza e seu vínculo com a vida humana por meio da contemplação e da expressão artística.
- Museo Experimental El Eco
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Este artigo foi escrito por ArchDaily Team. A tradução é gerada por IA.










