A impressão 3D está rapidamente emergindo como uma tecnologia que pode ser aplicada à escala do ambiente urbano. Mas podemos usar materiais confeccionados a partir dessa tecnologia para criar espaços urbanos atraentes que estejam em constante mudança? A agência de comunicação The Neighbourhood imaginou uma série de arquiteturas especulativas com base em materiais criados com impressão 3D.
Imagine um sistema de iluminação que pudesse voar e iluminar as edificações ou nos guiar individualmente através do espaço. O que aconteceria ainda se pudéssemos interagir com esses pixels voadores? Esses conceitos poderiam ser concretizados num futuro próximo ao passo que os primeiro protótipos e experimentos são introduzidos. LEDs controlados por softwares combinados à tecnologia dos drones proporcionariam extraordinárias possibilidades de induzir a novas formas de experiência espacial. Essas nuvens de pixels luminosos emergiriam como padrões digitais, mas ao mesmo tempo criariam uma atmosfera romântica ao formar constelações no céu noturno. Os primeiros projetos compartilham um caráter lúdico, porém, laboratórios como o MIT's SENSEable City Lab, o ARES Lab e o Ars Electronica Futurelab mostraram um futuro fascinante no desenho urbano para os sistemas de orientação ou previsão de desenvolvimentos imobiliários, ao passo que avanços na tecnologia de baterias e controle sem fio abriram novas perspectivas para uma vida com pixels voadores inteligentes.
O Chile é um país reconhecido internacionalmente por sua arquitetura de qualidade, contudo, as obras de maior valor raramente se encontram em contextos urbanos. Num momento que a arquitetura chilena parecia em débito com suas cidades, o escritório ELEMENTAL propõe uma obra de peso e densidade conceitual, localizada na Comuna de San Joaquín, em Santiago.
Neste vídeo exclusivo para o ArchDaily, Alejandro Aravena explica os conceitos que deram origem à forma do edifício e que definiram o processo de projeto do Centro de Inovação UC - Anacleto Angelini. Indo contra as tendências tecnológicas e inovadoras - que acabam quase sempre resultando em edifícios de vidro e aço - Aravena propõe o uso do concreto, da hermeticidade e do peso para construir a imagem de uma edificação que seguramente transcenderá o tempo.
Na estréia do pavilhão de Moscou na Bienal de Veneza, a exposição "Moskva: urban space" explora o desenvolvimento histórico dos espaços públicos e examina o progresso da cidade no contexto da proposta vencedora de Diller Scofidio + Renfro para o Zaryadye Park. Com curadoria de Sergey Kuznetsov, Arquiteto Chefe de Moscou, juntamente com Kristin Feireiss do AEDES, e organizado pelo MCA - Comitê de Arquitetura e Desenvolvimento Urbano de Moscou, a exposição acontece num momento crucial na definição do futuro do desenvolvimento urbano em Moscou. Segundo Kuznetsov, "Ao passo que a aparência de Moscou nos últimos 100 anos foi bastante determinada pela arquitetura de seus edifícios que representavam o desenvolvimento político e econômico, a singularidade urbana de hoje é baseada no "tecido conectivo" de seus espaços públicos que se tornaram criadores de identidade igualmente importantes e contribuem significativamente para melhorar a qualidade de vida urbana de seus cidadãos." A seguir mais informações sobre a exposição e algumas fotografias de Patricia Parinejad.
Vista aérea do campo de refugiados Zaatari. Cortesia de Wikimedia
À medida que a guerra civil síria continua, cada vez mais cidadãos cruzam a fronteira em direção aos campos de refugiados na Jordânia. Apesar desses campos serem temporários, o número de pessoas que eles recebem e a incerteza de quando a crise na Síria cessará lhes rende uma sensação de permanência. Este artigo do New York Times analisa como esses campos estão se tornando, pouco a pouco, ocupações urbanas e o que isso significa para o futuro dos projetos de campos de refugiados.
Em Kuku Town as moradias foram re-arranjadas para criar espaços coletivos. Cortesia de Future Cape Town
A Cidade do Cabo adotou uma nova estratégia para qualificar os assentamentos informais - a reconfiguração e reposicionamento das habitações em assentamentos muito densos de acordo com uma estrutura espacial elaborada pela comunidade. A inciativa serve para criar espaços coletivos, tornar as comunidades mais seguras e qualificar as moradias, dentre muitos outros benefícios. Clique aqui para ver como e onde essa estratégia foi adotada.
As fases iniciais da cidade murada se caracterizaram por tipologias construtivas previsíveis e os edifícios foram construídos no princípio dos direitos dos ocupantes, com a construção em locais aleatórios de terra disponível por quem chegou lá primeiro. Os corredores e passagens evoluíram - de forma não planejada - até o "mapa" estabelecido da cidade, o qual se manteria até que fosse demolida. Uma fonte elétrica básica existia, cada vez mais sobrecarregada por ligações clandestinas que passavam do limite do sistema, e os poucos fontanários forneciam a única água disponível. O aumento da necessidade de acomodar a crescente população residencial e comercial, forçou, nos anos 60, a tipologia do edifício da cidade murada, inicialmente com um estruturas residenciais de dois a três andares, a dar um salto para seis a sete andares. Isso representou um limiar importante, pois nessas alturas maiores os edifícios, inevitavelmente, se tornam mais complexos e exigem o uso de concreto armado, mais investimento e assim por diante. Eles também exigiam uma maneira diferente de viver. A água era levada manualmente até os pavimentos mais altos, assim como os botijões de gás propano, usados para cozinhar ou aquecer a água.
Os vencedores do Prêmio Canadense de Desenho Urbano de 2014 (Canadian Urban Design Awards), um prêmio bienal que reconhece projetos que contribuem com a vitalidade e sustentabilidade das cidades canadenses, foram recentemente anunciados pelo Instituto Real do Canadá, o RAIAC (sigla em inglês para Royal Institute of Canada), o Instituto Canadense de Planejadores e a Sociedade Canadense de Arquitetos Paisagistas. Oito prêmios foram entregues para indivíduos, organizações e empresas - incluindo Perkins + Will para o masterplan em Edmonton, em reconhecimento aos seus esforços de planejamento urbano em categorias como Iniciativas Comunitárias e Projeto Cívico. Mais informações sobre os vencedores a seguir.
Neste artigo, originalmente publicado em Metropolis Magazine como "A Time-Out," Carl Robinson relembra a arquitetura de Ho Chi Minh City dos anos 1960 e discute como a paisagem urbana mudou nos anos seguintes. Com o Vietnã enfrentando uma crise econômica, ele questiona, como a cidade pode se desenvolver?
Nos últimos 15 anos, com o Vietnã finalmente deixando seus longos anos de guerra para trás, a antiga capital de South Vietnam - Saigon - se tornou a potência econômica do país. Até recentemente, Ho Chi Minh City (HCMC) era uma cidade em crescimento. Mesmo antes de seu movimentado aeroporto internacional, havia novos edifícios se erguendo entre os subúrbios alastrados e lotados, espalhados pela paisagem dos rios sinuosos ao redor da cidade.
No centro, onde as torres da catedral da cidade uma vez dominaram skyline, uma silhueta impressionante de edifícios alcançam o céu tropical. O sentimento do século XXI da cidade continua através de seu novo terminal (projetado por GWA) e por uma ampla avenida com edifícios contemporâneos de escritórios e lojas. Eventualmente cheguei às ruas arborizadas da velha Saigon, o bairro residencial criado pelos franceses há mais de 150 anos.
https://www.archdaily.com.br/pt/01-149499/pode-a-arquitetura-de-ho-chi-minh-city-ser-salva-por-sua-economiaKatherine Allen