Turenscape

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O calor como parceiro de projeto: árvores, solo e corredores de vento como infraestrutura de resfriamento

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"Até 2050, quase todas as crianças do mundo — cerca de 2,2 bilhões de crianças — estarão expostas a ondas de calor frequentes." O alerta do UNICEF é frequentemente interpretado como uma previsão de saúde pública, mas também constitui um desafio para a arquitetura e para a maneira como as cidades são construídas. À medida que o calor extremo se intensifica pela Ásia, Europa e outras regiões, o conforto térmico não deve ser reduzido a um mero serviço interno fornecido por máquinas. O ar-condicionado tornou-se um sistema de suporte à vida para muitas cidades, especialmente em regiões densas, úmidas e em rápida urbanização. Contudo, depender dele como a resposta padrão significa tratar o calor como algo que pode simplesmente ser transferido para outro lugar (gerando calor adicional no processo) — expulso dos interiores para as ruas, becos de serviço, redes elétricas e a atmosfera. Sua expansão eleva a demanda energética, produz calor residual e reforça a desigualdade no acesso ao conforto.

O calor, no entanto, não se restringe ao corpo humano. Ele reorganiza o ecossistema urbano de forma mais ampla: as árvores sofrem com o solo compactado e pavimentos radiantes; pássaros e insetos perdem seu habitat quando a vegetação é reduzida a um paisagismo decorativo; os sistemas aquáticos se aquecem, a vida microbiana se altera, e os materiais absorvem e liberam calor muito depois de o sol ter se posto. O calor não é meramente um problema climático do qual se possa escapar em ambientes fechados. Trata-se de um agente urbano que remodela o espaço público, o trabalho, a mobilidade, o plantio, as escolhas de materiais e as relações frágeis entre a vida humana e a não humana.

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15 projetos contemporâneos que enfatizam os sons da natureza

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15 projetos contemporâneos que enfatizam os sons da natureza - Imagem de Destaque
© Julien Lanoo

O arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa disse certa vez que "a arquitetura é essencialmente uma extensão da natureza para o domínio construído, fornecendo a base para a percepção e o horizonte de vivência e compreensão do mundo".

No agito constante do ambiente moderno, dar um passo atrás e ouvir os sons de algo tão serenamente poderoso quanto a natureza é mais do que necessário. Além disso, escutar as belas harmonias criadas pelo canto dos pássaros e pelas ondas sonoras também pode amplificar nossa voz interior.

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Dia da Terra 2024: Estratégias urbanas e arquitetônicas para navegar pela crise climática

Todos os anos, o Dia da Terra, celebrado em 22 de abril, oferece uma oportunidade para refletirmos sobre as condições do nosso planeta e o impacto que causamos nele. Responsável por cerca de 37% das emissões globais de carbono, a indústria da construção desempenha um papel importante — e muitas vezes prejudicial —, o que impõe uma responsabilidade cada vez mais urgente a profissionais de arquitetura e da construção civil de conceber estratégias para reduzir esse índice. Ainda assim, o ambiente construído representa o habitat da maior parte da humanidade, tendo, portanto, o potencial de proteger e abrigar as pessoas dos riscos apresentados pelas mudanças climáticas. Continue lendo para descobrir uma seleção de artigos que se aprofundam nas estratégias disponíveis em escalas urbana e arquitetônica para mitigar os efeitos das alterações climáticas e minimizar o impacto do setor sobre o planeta.

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Absorver, filtrar, armazenar: 9 projetos que mostram como as cidades-esponja se adaptam aos desafios climáticos

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O conceito de "cidades-esponja" ganhou destaque desde que foi introduzido pelo/a arquiteto/a paisagista chinês/a Kongjian Yu, fundador/a da Turenscape, e foi adotado oficialmente como diretriz nacional na China em 2013 para combater as inundações urbanas. Essa abordagem prioriza a infraestrutura baseada na natureza, como áreas úmidas, jardins de chuva e pavimentos permeáveis, criando paisagens de solo poroso onde a vegetação nativa pode prosperar com manutenção mínima. Durante as chuvas, esses sistemas absorvem e retardam o fluxo da água, reduzindo os riscos de inundação. Em contrapartida, as soluções tradicionais de drenagem baseadas em tubulações e concreto — embora amplamente utilizadas — são caras, rígidas e exigem manutenção frequente, por vezes tornando as cidades ainda mais vulneráveis a enchentes devido a entupimentos e transbordamentos.

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Kongjian Yu, criador do conceito de cidade-esponja, morre em acidente de avião no Brasil

Kongjian Yu, o pioneiro arquiteto paisagista e urbanista chinês creditado pela criação do conceito de "cidade-esponja", faleceu aos 62 anos. De acordo com a Reuters, ele morreu em um acidente de avião nesta terça-feira em uma região de áreas úmidas do estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil, enquanto gravava um documentário sobre seu trabalho, após ter participado da programação de abertura da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo na semana passada.

Defensor globalmente reconhecido do urbanismo ecológico, Yu ganhou relevância internacional depois que sua filosofia de "cidade-esponja" foi adotada como política nacional na China em 2013. A abordagem prioriza soluções baseadas na natureza, como áreas úmidas, parques e pavimentos permeáveis, para absorver e reter a água. Esse novo método contrastava fortemente com a infraestrutura tradicional de concreto, oferecendo às cidades uma maneira de combater as inundações urbanas e mitigar os impactos das mudanças climáticas ao trabalhar com a natureza, e não contra ela. Desde então, suas ideias foram implementadas em centenas de cidades ao redor do mundo.

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Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

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Conclusões da COP28: pontos-chave para reduzir as emissões na arquitetura e na construção

A COP28, ou a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2023, foi realizada em Dubai entre 30 de novembro e 13 de dezembro. O encontro anual reuniu representantes de 198 países, bem como líderes da indústria, para discutir e estabelecer estratégias para limitar a extensão das mudanças climáticas e seus efeitos adversos. O objetivo final dessas reuniões é encontrar maneiras de limitar o aumento da temperatura global em menos do que 1,5 graus Celsius em comparação com os tempos pré-industriais. No momento, o aumento da temperatura global já está em 1,2 graus Celsius. Como a indústria da construção em geral responde por 39% das emissões globais, arquitetos e urbanistas têm especial interesse nos resultados desta cúpula internacional.

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Paisagista Kongjian Yu, pioneiro do conceito de "cidade esponja", recebe o Prêmio Oberlander 2023

O arquiteto paisagista de Pequim, Kongjian Yu, foi anunciado pela Cultural Landscape Foundation como o vencedor do Prêmio Internacional de Arquitetura Paisagística Cornelia Hahn Oberlander 2023 (Prêmio Oberlander). Kongjian Yu ganhou reconhecimento internacional por seu conceito de "cidades esponja", uma medida para lidar e prevenir inundações urbanas no contexto das mudanças climáticas aceleradas. O conceito foi adotado como política nacional na China em 2013, priorizando infraestruturas de grande escala baseadas na natureza, como zonas úmidas, corredores verdes, parques, proteção de árvores e bosques, jardins de chuva, telhados verdes, pavimentos permeáveis e biovaletas.

Yu foi selecionado pelo júri internacional do Prêmio Oberlander, que o reconheceu como "uma força para mudanças progressivas na arquitetura paisagística ao redor do mundo". Organizado bienalmente, o prêmio tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade à arquitetura paisagística e às formas como ela pode abordar questões relacionadas às mudanças climáticas e à sustentabilidade.

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Como as cidades podem criar resiliência frente aos desastres naturais

À medida que o mundo luta contra os efeitos das mudanças climáticas, desastres naturais como inundações e a propagação de incêndios incontroláveis estão cada vez mais ameaçando as cidades e seus habitantes. Embora a arquitetura e o urbanismo não possam evitar esses eventos, há estratégias para minimizar os danos associados a esses eventos e ajudar a proteger os cidadãos. Eventos trágicos ao longo do último ano, como o terremoto que atingiu o centro da Turquia e o noroeste da Síria em fevereiro deste ano ou o terremoto mais recente no oeste do Afeganistão, as inundações e o rompimentos de barragens na Líbia, e os incêndios que devastaram a cidade de Lahaina, no Havaí, demonstram a urgência de implementar medidas preventivas e de mitigação, além de criar procedimentos para intervenção de emergência. Este artigo explora as estratégias e recursos disponíveis para arquitetos e urbanistas enfrentarem esses desafios em três tipos de desastres naturais: enchentes, incêndios florestais e terremotos.

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O significado da COP27 para a arquitetura e a indústria da construção

A Conferência das Partes das Nações Unidas de 2022, também conhecida como COP27, foi realizada entre 6 e 18 de novembro de 2022, em Sharm El Sheikh, no Egito. A conferência contou com mais de 90 chefes de estado e cerca de 35.000 representantes, ou delegados, de 190 países. Essas conferências têm como objetivo encorajar e orientar os países a tomarem medidas efetivas contra as mudanças climáticas. Embora abordem mais questões, o ambiente construído é reconhecido por desempenhar um papel importante na garantia de que as metas de sustentabilidade sejam alcançadas.

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Wetlands: arquiteturas construídas em solo pantanoso

Wetlands: arquiteturas construídas em solo pantanoso - Imagem de Destaque
© David Lloyd, SWA

A arquitetura é moldada por seu ambiente e forças naturais. Inerentemente, a disciplina se concentra no projeto de objetos sobre sistemas, na morfologia formal sobre redes ou ecologias. No entanto, nenhum edifício existe fora de seu contexto; cada estrutura está situada entre climas e condições culturais em constante mudança. A forma como os arquitetos respondem e se conectam a esses sistemas maiores, pode mudar radicalmente a natureza e a qualidade de seu trabalho. Frequentemente, são as grandes restrições que produzem soluções inovadoras.

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11 Conselhos para projetar espaços públicos vibrantes

A 3ª Semana Internacional “Placemaking”, realizada anualmente pela organização filantrópica Project for Public Spaces (PPS), teve lugar entre os dias 1º a 4 de outubro de 2019 na cidade de Chattanooga, Tennessee. Anteriormente organizado nas cidades de Amsterdã (2017) e Vancouver (2016), este inspirador e envolvente evento é um espaço de encontro e intercâmbio de ideias entre, pessoas, profissionais e organizações comprometidas com a construção de “lugares”, promovendo a difusão deste conceito tanto no contexto local da cidade sede quanto no nível internacional.

A PPS, responsável pela criação da Placemaking Week, é uma organização focada em promover a cultura, a construção e a manutenção de “lugares”, ou seja, espaços públicos capazes de construir comunidades mais inclusivas e sustentáveis. Em 1999, a Project for Public Spaces publicou o livro “How to turn a place around”, definindo as bases do movimento “placemaking” e fornecendo diretrizes e princípios a serem seguidos para se construir lugares capazes de gerar comunidades mais vibrantes e inclusivas.

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Em meio à pandemia de Covid-19, reserve um tempo para se reconectar com a natureza

Em meio à pandemia de Covid-19, reserve um tempo para se reconectar com a natureza - Mais Imagens

Se você estiver em um local afetado pela pandemia de COVID-19, passar 20 minutos vivenciando a natureza em um parque, rua ou mesmo em seu quintal, pode reduzir significativamente seus níveis de estresse. Apenas se certifique de seguir as diretrizes federais, estaduais e locais, além de manter o distanciamento social de 2 metros (6 pés). Mas, se você não puder sair de casa, fazer uma pausa abrindo uma janela e olhando para uma árvore ou planta, também auxiliam a aliviar o estresse.

100 Espaços públicos: de pequenas praças a parques urbanos

100 Espaços públicos: de pequenas praças a parques urbanos - Image 111 of 4
© DuoCai Photograph

A chave para projetar ou recuperar com sucesso os espaços públicos de uma cidade é criar estratégias que favoreçam seu uso e os capacitem como ponto de encontro. Independentemente da escala, entre alguns dos aspectos mais importantes estão: o desenho informado pelas necessidades das pessoas; a consideração da escala humana; e uma mistura de usos que permita multifuncionalidade e flexibilidade e proporcione conforto e segurança. 

Para lhe inspirar a projetar lugares de encontro e lazer, de praças a parques, de mirantes a playgrounds infantis, reunimos a seguir 100 espaços públicos de todas as escalas. 

Parque Manancial de Águas Pluviais / Turenscape

Parque Manancial de Águas Pluviais / Turenscape - Mais Imagens+ 13

  • Arquitetos: Turenscape
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  300000
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2010

Parque Red Ribbon / Turenscape

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  • Arquitetos: Turenscape
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  200000
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2007