Quando os passageiros estão a ponto de embarcar em um trem ou metrô, é comum que todos se aglomerem em pontos específicos, porém, dessa forma alguns vagões ficam muito lotados enquanto outros permanecem quase vazios.
Na estação de trens Den Bosch, nos Países Baixos, foi desenvolvido um sistema que ajuda a distribuir o fluxo de passageiros, indicando-lhes a lotação dos vagões para que as pessoas se organizem de modo a ocupar os menos cheios.
Para muitas pessoas é comum pensar que quanto mais estacionamentos para automóveis, mais fácil é se deslocar pela cidade. No entanto, muitas pesquisas realizadas em diversas cidades do mundo tem demonstrado que quanto mais estacionamentos, mais pessoas optam pelo automóvel, aumentando, assim, o congestionamento das vias.
Buscando mudar essa visão equivocada, o Instituto de Políticas para el Transporte y el Desarrollo de México realizou este vídeo que explica quais são as desvantagens que esse modelo traz para as cidades.
Entre estas está o aumento do preço dos imóveis nas cercanias dos novos estacionamentos, o que obriga alguns setores da população a se mudarem para áreas mais afastadas do centro, aumentando as distâncias e tempos de deslocamento.
Para se ter uma ideia, durante os próximos três anos se estima que serão construídos 175 mil novos estacionamentos na Cidade do México, porém, caso seja construída apenas a metade dessa cifra, a verba restante seria o suficiente para a implementação de cinco novas linhas de Metrobús.
A Prefeitura de São Paulo divulgou no início deste mês o Plano de Mobilidade de São Paulo – Modo Bicicleta (PlanMob), com diretrizes para a implementação da infraestrutura cicloviária da cidade até 2030. O PlanMob prevê a expansão da rede de ciclovias, o aumento do número de bicicletas compartilhadas, a criação de bicicletários e paraciclos e a implementação de programas educacionais que promovam o uso da bicicleta como meio de transporte urbano.
Passarelas, pontes, travessias subterrâneas e viadutos também receberão atenção da prefeitura. Se cumpridas as metas estabelecidas pelo PlanMob, até 2030 São Paulo terá 1522 km de infraestrutura cicloviária, além de 24 pontes, 32 viadutos, 50 passarelas, quatro passagens subterrâneas, três túneis sob os trilhos adaptados para travessia de bicicletas e de dez ciclopassarelas.
Três prazos foram definidos pelo PlanMob - 2016, 2014 e 2030 -, garantindo o avanço gradual das estratégias implementadas.
"Le périphérique": anél viário que circunda grande parte do município de Paris. ImageFotografia: François Mori, via Le Monde
Após alguns dias de negociação, as autoridades parisienses decidiram implementar a circulação alternada de veículos na capital francesa, medida que entrou em vigor nesta segunda-feira, 23 de março, reduzindo pela metade o numero de carros em circulação na cidade.
A decisão foi tomada após o Airparif, observatório da qualidade do ar na região de Île-de-France, ter apontado um nível de partículas finas (PM10) por metro cúbico de ar acima do limite aceitável – que é de 50 microgramas – na região parisiense.
O princípio da estratégia é bastante simples: os veículos leves (carros e motos particulares) com placas ímpares só podem circular nos dias ímpares. Aqueles com placas pares, por sua vez, circulam apenas em dias pares.
Nos últimos anos, a mudança de algumas das principais ruas de Nova Iorque tem sido realmente impressionante. Fotografias com milhares de automóveis têm dado lugar a outras, que mostram o desaparecimento dos carros e a apropriação dos espaços públicos por pedestres e ciclistas.
Recentemente a empresa internacional Gensler recebeu o London Planning Award de Melhor Projeto Conceitual por sua mais recente proposta: London Underline. A proposta explora o potencial de um parque para ciclistas e pedestres sob as ruas de Londres. Esse projeto não apenas utiliza os espaços subterrâneos abandonados, como também gera a eletricidade que necessita para funcionar simplesmente por ser usado.
Esta é sem dúvida uma das maiores mudanças que nossas cidades estão enfrentando. O reinado do automóvel chegou ao fim e o espaço das ruas está sendo aos poucos devolvido às pessoas,
São cada vez mais evidentes os efeitos negativos que os automóveis criam nos espaços urbanos. Os mais evidentes são a poluição do ar, os acidentes de trânsito e, claro, todo o espaço que ocupam, gerando congestionamentos e ambientes desagradáveis para as pessoas que caminham.
Em muitas cidades hoje em dia, o automóvel não é a forma mais eficiente de se deslocar. Por exemplo, em Londres os automóveis têm uma média de velocidade inferior a das bicicletas. Os motoristas de Los Angeles passam 90 horas por ano presos em engarrafamentos e, segundo um estudo britânico, os condutores passam 106 dias de suas vidas procurando uma vaga para estacionar seu carro.
A Fast Company realizou uma seleção de 7 cidades que seguem em frente na iniciativa de tirar os carros das ruas, um processo que muitas outras cidades experienciarão num futuro não muito distante.
A Cidade do México ganhou o prêmio internacional Audi Urban Future Award, organizado pela empresa Audi, que seleciona algumas cidades de diferentes partes do mundo para questionar sobre os futuros avanços na questão da mobilidade. A ideia é desmanchar os pensamentos relacionados ao estado crítico da mobilidade no século XXI dentro de um contexto de desafios complexos, mas também de novas oportunidades.
Este ano, na sua terceira edição, a Cidade do México foi escolhida, juntamente com Boston, Berlim e Seul, para oferecer uma visão de como poderia ser o futuro urbano se os dados fossem utilizados de maneira estratégica. A premiação foi entregue começo de novembro na cidade de Berlim.
Com a participação do Laboratorio para la Ciudad, Jose Castillo, co-fundador do escritório Arquitectura 911sc e Carlos Gershenson, pesquisador e chefe do Departamento de Ciências da Computação do Instituto de Pesquisas Matemáticas (IIMAS) da UNAM, a equipe da Cidade do México, chamada Living Mobilities, obteve o primeiro lugar apresentando a captação de dados de mobilidade como tarefa primordial do projeto.
Em Malmö, Suécia, 30% dos cidadãos usa a bicicleta todos os dias para ir estudar ou trabalhar; um dos motivos pelos quais em 2013 se tornou uma das 20 cidades mais adequadas do mundo para o ciclismo urbano, segundo o site Copenhagenize.
Naquele mesmo ano a cidade colocou em ação um plano de 47 milhões de euros para financiar diferentes iniciativas que pretendem elevar esta cifra. Nesse contexto, no início do ano de 2014 foi inaugurada a Estação Central de Malmö, a terceira estação intermodal mais importante da Suécia - um novo estacionamento público para 1.500 bicicletas que é um verdadeiro centro de ciclismo devido aos serviços que oferece.
As cidades que possuem um desenho centrado nos automóveis fazem com que seus cidadãos convivam com maiores tempos de deslocamento, acidentes de transito e altos níveis de contaminação (acústica e ambiental). Entretanto, uma maneira de mudar isso é pensar as cidades como lugares onde transitam pessoas e não somente automóveis.
Este é o tema abordado em um dos nove artigos da série “Cidades Orientadas às Pessoas”, desenvolvida pela Embarq e Insights, que propõem que a cidades sejam pensadas para os cidadãos, introduzindo a gestão de demanda de transporte.
Existem, ao redor do mundo, diversas estações de metrô que, com suas esculturas, iluminação e murais lembram mais museus que infraestruturas de transporte. A seguir, compilamos 20 delas a partir de listas feitas pela BBC, Lonely Planet e WebUrbanist como estações surpreendentes.
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Bairro de Haenggung-dong, Suwon. Fonte da imagem: ITDP
No bairro Haenggung-dong, na cidade de Suwon, Coréia do Sul, foi realizada uma experiência em que, durante um mês, foi proibida a circulação de automóveis. Parte do Festival Mundial de Eco Mobilidade, evento que aconteceu há um ano, os efeitos dessa experiência perduram até hoje, já que ela gerou uma mudança de percepção em relação aos carros e motivou as autoridades a implementar iniciativas no sentido de devolver as ruas às pessoas e ciclistas.
O que aconteceu durante o mês da experiência? Que mudanças surgiram a partir dela? Mais informações a seguir.
No mês passado, a capital mexicana aprovou a Lei de Mobilidade (LM) que, além de suplantar responsabilidades entre instituições e promover alterações técnicas, deu um passo em direção a um novo foco da normativa urbana.
Desta forma, passou-se de uma normativa que estava centrada no transporte e estradas para uma lei que se sustenta na mobilidade e que a reconhece como um direito fundamental dos cidadãos.
Até o momento a Ponte de Öresund, uma das maiores da Europa com mais de 7.800 metros de extensão, que conecta Copenhague (Dinamarca) e Malmö (Suécia), permite, em seus dois níveis, apenas o tráfego de carros, caminhões e trens em dois níveis.
Recentemente, entretanto, a Dinamarca propôs um plano de conexão via bicicletas entre estas duas cidades, reconhecidas entre as mais bem preparadas para o ciclismo urbano segundo o Ranking Copenhagenize 2013. A ideia consiste em criar uma “estrada” ou ciclovia sobre a ponte que une os dois países, ampliando consideravelmente suas infraestruturas cicloviárias e conformando uma região metropolitana internacional que engloba quatro milhões de habitantes.
Há algumas semanas, os limites e alguns elementos de sinalização ao longo de 500 metros da rodovia N329, na cidade de Oss, Holanda, começaram a emitir luz proveniente da energia solar que absorvem durante o dia. Esse novo sistema permite que estes elementos horizontais e verticais liberem energia até oito horas após o sol se pôr.
A proposta foi concebida pelo artista Daan Roosegaarde e desenvolvida pela empresa de engenharia Heijmans. Após a divulgação do projeto a ideia ganhou o Dutch Design Awards 2012, sendo considerada a primeira rodovia solar do mundo.
Veja algumas fotos e um vídeo do projeto, a seguir.
Uma das características dos espaços públicos bem projetados é que as pessoas querem visitá-los e gostam de permanecer neles. Para que isto ocorra há vários fatores envolvidos, como a influência exercida pela arquitetura, os edifícios históricos e os monumentos, as atividades que existem no lugar, a facilidade de acessá-lo, entre outros.
Em relação a este último ponto, não apenas os deslocamentos são importantes, mas também os acessos através das conexões oferecidas pelo transporte público. Portanto, tem-se um equilíbrio entre desenho urbano e transporte planejado que influencia o caráter e causa um impacto social nos espaços públicos.
Conheça, a seguir, três espaços bem sucedidos nesse aspecto:
Oferecer um sistema de transporte público confiável e eficiente é a estratégia de muitas cidades para desestimular o uso dos automóveis particulares e, assim, evitar os danos ambientais e urbanos causados por estes.
Há alguns dias, Helsinki anunciou um ambicioso plano que visa integrar vários meios de transporte ao seu atual sistema público que, em teoria, funcionaria tão bem que os cidadãos não teriam mais razões para possuir um carro.
Saiba mais sobre este plano que pretende, até 2025, desestimular o transporte individual motorizado da capital finlandesa.
BiciMAD é o nome do sistema público de bicicletas elétricas recentemente inaugurado em Madri. O objetivo desse sistema é proporcionar um meio alternativo de transporte limpo para os cidadãos e fomentar o uso de bicicletas na cidade.
O sistema compreende 1.580 bicicletas distribuídas entre 123 estações localizadas no centro da cidade e nos bairros de Moncloa, Salamanca, Retiro, Pacífico e Arganzuela e funciona de forma ininterrupta (24 horas por dia, todos os dias da semana). As bicicletas têm autonomia de cerca de 70 quilômetros.
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