Criado pelo fotógrafo e artista plástico argentino Federico Winer, o projeto Ultradistancia, baseado em imagens de satélite de alta resolução, lançou sua mais recente série intitulada Monsters of Mine. Apresentando imagens de grandes minas de todo o mundo, as imagens revelam fascinantes geografias escavadas.
A terra é um elemento que vem sendo utilizado para construir desde tempos imemoráveis. Seu baixo impacto ambiental e a variedade de técnicas existentes para trabalhá-la permitiram a transcendência de seu uso em projetos de arquitetura em todo o mundo. Seja na taipa, em paredes de terra batida, paredes erguidas com sistemas de barro ou estruturas em adobe, diversos projetos contemporâneos reelaboram e reinterpretam estes métodos tradicionais para dar forma a seus espaços.
Com o conhecimento adequado prontamente disponível, terra, areia, giz, cal ou cascalho podem produzir um material de construção altamente versátil, resistente e durável. Seus resultados coloridos variam de região para região, dependendo do componente natural do solo, do clima e do tratamento. Enquanto alguns preferem minimizar qualquer processamento adicional, outros apreciam a exploração das superfícies de Terra Compactada. Diferentes texturas e camadas fascinantes de terra multitonada ou multicolorida podem ser usadas para criar uma superfície sólida que enriquece a qualidade visual de um espaço e transmite uma sensação de calor a qualquer projeto.
O escritório Renzo Piano Building Workshop divulgou novas imagens da construção de seu Centro de Cirurgia Infantil Emergencial em Uganda. Desde sua concepção em 2013, o projeto procurou atender as exigências práticas do programa hospitalar com um projeto que fosse "racional, tangível, moderno, belo e firmemente ligado à tradição."
https://www.archdaily.com.br/pt/914711/renzo-piano-projeta-hospital-em-uganda-com-paredes-de-taipa-de-pilaoNiall Patrick Walsh
Ao conhecer e analisar as múltiplas possibilidades construtivas e arquitetônicas do bambu, é natural que surjam as seguintes perguntas: Como aproveitar suas qualidades e potencializar seu uso em climas mais frios, que requerem necessariamente uma espessura que possibilite o isolamento de paredes, pisos e coberturas? O que ocorre se mesclarmos com materiais que complementares?
Conversamos com Penny Livingston-Stark, arquiteta e professora de permacultura que tem trabalhado durante 25 anos no campo dos projetos regenerativos com base em materiais naturais não-tóxicos, para aprofundar as oportunidades na junção entre terra e bambu.