"The Old Bridge em Mostar, Bosnia e Herzegovina / ru.wikipedia.org". Cortesia de Strelka Magazine
Este artigo, escrito por Svetlana Kondratyeva e traduzido por Olga Baltsatu para a Revista Strelka, investiga os casos mais interessantes do papel da cultura no desenvolvimento urbano sustentável, com base no relatório da UNESCO.
A UNESCO publicou o Relatório Global sobre Cultura para o Desenvolvimento Urbano Sustentável (Global Report on Culture for Sustainable Urban Development) no outono de 2016. Dois eventos da ONU estimularam sua criação: um documento intitulado Transforming our World: the 2030 Agenda for Sustainable Development, que enfatiza dezessete objetivos globais para a futura colaboração internacional, foi assinado em setembro de 2015, em Nova Iorque. Habitat III, a conferência realizada uma vez a cada vinte anos e dedicada à habitação e ao desenvolvimento urbano sustentável, ocorreu no Equador em outubro de 2016. A questão do papel da cultura no desenvolvimento urbano e quais os problemas ela pode resolver, surgiu em ambos os eventos. Para responder, UNESCO resumiu a experiência global e incluiu casos bem sucedidos de paisagismo, políticas culturais, eventos e iniciativas de diferentes cantos do mundo no relatório.
Qualquer um que tenha tentado recentemente encontrar um apartamento em uma grande área urbana confirmará: habitações com preços razoáveis podem ser difíceis de serem encontradas para a maioria e os salários nem sempre parecem corresponder ao real custo de vida. Essa lacuna vem contribuindo para uma crise habitacional em países desenvolvidos e em desenvolvimento em todo o mundo. As pessoas simplesmente estão sendo jogadas para fora das cidades, uma vez que a habitação tornou-se uma mercadoria e não um direito humano básico. A especulação financeira e o apoio dos Estados para os mercados financeiros de forma a tornar a moradia inacessível criou uma crise habitacional global insustentável.
No início deste ano, o 13º Relatório Anual de Acesso à Moradia Demographia (13th Annual Demographia International Housing Affordability Survey) foi lançado para o ano de 2017, revelando que o número de mercados imobiliários "severamente inacessíveis" aumentou de 26 para 29 este ano; o problema está cada vez pior. O estudo avalia 406 mercados de habitação metropolitanos em nove das maiores economias do mundo, utilizando a abordagem de "múltiplas medianas" para determinar a acessibilidade. Ao dividir o preço da casa mediana pelo rendimento familiar médio de uma área, esse método deve ser um sumário das condições de acesso à habitação da classe média.
O escritório dinamarquês 3XN Architects divulgou o projeto daquele que será o maior mercado de peixes do mundo em Sydney, Austrália. Selecionado dentre mais de 60 escritórios internacionais, o projeto da 3XN deslocará o atual mercado de peixe de Syndey para um cais próximo na Blackwattle Bay on Bridge Road em Glebe, criando um novo destino gastronômico.
"O SydneyFish Market é uma instituição amada entre habitantes da cidade e visitantes internacionais", disse o gerente geral do mercado, Bryan Skepper. "Portanto, foi fundamental selecionar uma equipe de projeto que irá modernizar e melhorar o lugar, reconhecendo o valor do patrimônio e mantendo a experiência autêntica que atrai clientes e visitantes".
O escritório SANAA divulgou novas imagens de seu projeto de expansão da Galeria de Arte de Nova Gales do Sul, em Sydney, Austrália. O governo do estado de Nova Gales do Sul (NSW) se comprometeu com US$186 milhões, mais de dois terços do orçamento total estimado. Uma campanha será lançada ainda este ano para angariar os US$ 70 milhões restantes.
Fabricantes: Alucobond, Curtain Wall System, Empire Facades, Empire Metal and Glass, Linea architectural + commercial joinery, +2Schüco, Stone Alliance Partnership-2
Vivid LIVE, parte do festival anual de luzes e música conhecida como Vivid Sydney, iluminou a maior cidade da Austrália há algumas semanas. Como nos anos anteriores, o evento foi inaugurado com um impressionante show de video mapping nas "velas" da icônica Ópera de Sydney. Intitulada Audio Creatures, a projeção deste ano, criada por Ash Bolland, fez a famosa casa de concertos se contorcer com uma trilha sonora de Amon Tobin.
Veja, a seguir, mais fotografias do show de luzes e assista ao vídeo completo da apresentação.
Construção é um exercício de frugalidade e compromisso. Para ver seu trabalho realizado, os arquitetos têm que conciliar as demandas dos empreendedores, empreiteiras, clientes, engenheiros - às vezes até mesmo os governos. As concessões resultantes deixam frequentemente os arquitetos com o ego ferido e um resultado arquitetônico que não os satisfaz. Embora esses arquitetos sempre façam o máximo para corrigir quaisquer problemas, algumas disputas são tão vorazes que o arquiteto sente que não têm escolha a não ser abrir mão de seu próprio trabalho. Veja, a seguir, seis exemplos notáveis em que isso aconteceu:
Sydney é a mais recente cidade abordada pela editora de mapas Blue Crow Media, tema do quarto mapa da série de arquitetura Brutalist. Produzido em colaboração com Glenn Harper, associado sênior da PTW Architects e fundador do @Brutalist_Project_Sydney, o Brutalist Sydney Map apresenta mais de 50 exemplos deste estilo arquitetônico em toda a cidade.
"Este mapa não só guia o leitor a descobrir muitos dos mais antigos e importantes edifícios brutalistas de Sydney, ele também permite um encontro único de Sydney e suas variadas paisagens urbanas e portuárias", disse Harper.
TRIAS criou uma proposta especulativa de um museu para o MA | UA (Museum of Architecture | Utzon Archive), um espaço de exposição permanente para o arquivo do arquiteto dinamarquês Jørn Utzon, em Sydney, Austrália.
O arquivo de Jørn Utzon está enterrado em caixas e porões em Sydney. Este rico corpo de conhecimento - com desenhos originais, protótipos, fotografias e modelos - é um recurso público valioso, vivo com pensamentos e experimentos. No entanto, permanece inacessível e intangível para a maioria.
https://www.archdaily.com.br/pt/801085/projeto-de-reutilizacao-da-agua-do-sydney-park-turf-design-studio-environmental-partnership-alluvium-turpin-plus-crawford-dragonfly-and-partridgeFlorencia Mena
O estúdio novaiorquino Architensions divulgou sua proposta Rising Ryde para um centro cívico em Sydney, Austrália. Com o intuito de envolver as comunidades e contextos locais, o projeto foi concebido como um edifício montanhoso e recoberto de vegetação local, e seu objetivo é dar prioridade às pessoas através de seu complexo sistema de relações sociais e interações com a natureza.
Kaldor Public Art Projects, em colaboração com o artista Jonathan Jones, criou a instalação barrangal dyara (pele e osso), primeiro projeto da Kaldor Public Art a ser produzido por um artista aborígene. Inspirado pela história do Garden Palace, do século XIX, construído em 1879 e destruído por um incêndio apenas três anos depois. A instalação delimita os contornos originais do edifício com 15 mil escudos brancos.
Onde o domo do Garden Palace outrora marcava a cidade, um grande tufo de vegetação nativa agora perturba o projeto paisagístico original de influência europeia.
Locuções em oito idiomas aborígenes conformam a paisagem sonora da instalação, espalhadas em diferentes partes do terreno.
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Sala de Concertos. Cortesia de Sydney Opera House
A Ópera de Sydney divulgou recentemente planos para um projeto de renovação de US$ 202 milhões, o maior programa de atualização da obra de Jørn Utzon desde sua inauguração em 1973. O Vice-Primeiro Ministro das Artes do estado de New South Wales, Troy Grant, afirmou que o principal objetivo do projeto é "melhorar o acesso e garantir que ela [a Ópera] atenda as necessidades e expectativas do público, dos artistas e das 8,2 milhões de pessoas que a visitam anualmente."
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Opera House Songlines. Cortesia de Destination New South Wales
Vivid Sydney, o festival anual de luzes da cidade australiana, teve início no dia 27 de maio, exibindo suas coloridas instalações que reinventam ícones da cidade como a Sydney Harbour Bridge e a famosa Opera House. O evento conta com mais de 90 instalações de 150 artistas oriundos de 23 países, espalhadas em 8 diferentes locais da cidade.
O Darling Harbour contratou o escritório Kengo Kuma para projetar um novo centro cívico criativo em Sydney - o primeiro projeto na Austrália do escritório japonês. Com 30 metros de altura e revestimento de madeira, o "Darling Exchange" terá seis pavimentos, contendo no térreo um centro comercial, uma biblioteca, um núcleo de acolhimento para crianças e ainda um programa para start-ups, além de um restaurante e um bar na cobertura.
“Nosso objetivo é alcançar uma arquitetura aberta e o mais palpável possível para a comunidade e isto se reflete na geometria circular que cria um edifício acessível e reconhecível de qualquer direção", afirma Kuma.