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Sustentabilidade: O mais recente de arquitetura e notícia

Greenbuilding Brasil 2023

Evento internacional da construção sustentável tratará de temas que também estarão na COP-28

Como novas tecnologias têm evoluído para abraçar a sustentabilidade na arquitetura

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Quando falamos de tecnologia, muitas vezes pensamos em robôs, super computadores, data centers ou smartphones. Mas a tecnologia também se refere à invenção das primeiras ferramentas de pedra lascada, ou ao desenvolvimento da máquina a vapor, responsável pela primeira Revolução Industrial. O termo provém da junção das palavras gregas techne (arte, artesanato) e logos (palavra, discurso) e, nada mais é que a aplicação do conhecimento para atingir objetivos de uma forma específica e reprodutível, para fins práticos. No setor da construção, que movimenta grandes quantidades de recursos e pessoas, mais tecnologia significa incorporar novos métodos, ferramentas, automatização e softwares que possam melhorar a eficiência das construções. Esta, uma indústria historicamente resistente a inovações, representa enorme impacto no meio ambiente, através de emissões de carbono e exploração de matérias-primas. No entanto, à medida que a construção se volta para o mundo digital, os construtores têm encarado a tecnologia como um meio de otimizar práticas e identificar, construir e gerenciar seus projetos.

A descarbonização da arquitetura deve passar pela sua decolonização

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A imaginação e a formulação de políticas são inseparáveis. Um futuro desejável primeiro deve ser imaginado para depois ser possível conceber políticas que possam concretizá-lo. Na arquitetura, em particular, estamos constantemente imaginando o futuro, uma atividade intrínseca ao verbo projetar, e essa familiaridade com o ato nos faz responsáveis por ditar rumos e regras que poderão contribuir ou não com curso do planeta.

Neste momento de mudanças climáticas, decorrente do acúmulo de práticas irresponsáveis ao longo de séculos, a ideia do futuro passou a ser invadida por um medo, um alerta que determinaria a sobrevivência da nossa existência. A arquitetura, juntamente com outras disciplinas, passou a canalizar esforços para reexaminar, reconceitualizar e reformular suas práticas rumo ao futuro que precisamos alcançar. Para além das estatísticas e projeções, a abordagem da arquitetura em relação à ação climática traz à tona inúmeros conceitos, entre eles, a necessidade de uma revisão histórica para a criação desse futuro.

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Ailton Krenak: "Em vez de operar na paisagem, devemos nos confundir com ela"

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Ailton Krenak é um ambientalista, filósofo, escritor e poeta, doutor honoris causa pela Universidade Federal de Minas Gerais e pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Como líder indígena, exerceu papel fundamental na conquista dos Direitos Indígenas na Constituição de 1988. Suas ideias têm sido compartilhadas em palestras, aulas e livros como Ideias para adiar o fim do mundo, A vida não é útil e Futuro Ancestral.

Krenak articula imagens de suas experiências vividas em conceitos, e os transmite por meio de uma linguagem baseada na oralidade e na poesia. Sua cosmovisão não distingue paisagem e ser humano, animais, rios e montanhas, e seu chamado por novos modos de vida é urgente: precisamos "arrebentar o chão para que as águas que estão canalizadas possam invadir a superfície." Em 5 de setembro, esteve em São Paulo para uma palestra no Archtrends Summit 2023 organizado pela Portobello, onde pudemos conversar sobre cidades, florestas e o futuro da Terra.

Sustentabilidade e inovação na arquitetura efêmera: 15 pavilhões de madeira

Desde os primórdios da modernidade, a arquitetura de pavilhão sempre marcou presença ao apresentar vanguardas do campo arquitetônico. A construção destas estruturas temporárias ou semipermanentes, seja em exposições, feiras, eventos culturais ou esportivos, são uma oportunidade de apresentar novas experimentações materiais e formais. Projetados para serem montados e desmontados facilmente, utilizados muitas vezes por um limitado período, é importante pensar como diminuir o impacto ambiental sem perder seu apelo estético e inovador. E, para isso, há um material que desponta como grande aliado: a madeira.

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O que a madeira carbonizada tem a dizer? O simbolismo do yakisugi

A madeira na construção contemporânea é comumente associada ao aconchego, simplicidade e, de certa maneira, nobreza. Afinal, é um material que exige manutenção mais frequente que o concreto, por exemplo. Ao mesmo tempo, anuncia-se como uma possível alternativa construtiva dentro do pensamento de design regenerativo, precisamente por fazer parte de um ciclo orgânico natural ao planeta. Representantes arquitetônicos do uso da madeira não faltam, mas a madeira carbonizada (ou yakisugi) tem ganhado atenção e protagonismo dentre as opções de acabamento.

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Arquiteturas para adiar o fim do mundo

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Em 2019, quando o mundo estava prestes a enfrentar a maior pandemia dos últimos tempos, o líder indígena, ambientalista e filósofo brasileiro Ailton Krenak lançou o livro “Ideias para adiar o fim do mundo”. O pequeno encarte, com um pouco mais de 80 páginas, não poderia ter surgido em melhor época servindo simultaneamente como alento e como alerta à uma humanidade que via os rumos da história se contorcendo diante dos seus olhos.

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Green Building Day

GREEN BUILDING DAY é um evento que irá reunir profissionais criativos e detalhistas que valorizam a boa arquitetura, com o objetivo de expandir os horizontes da arquitetura sustentável, aprimorando habilidades e explorando o verdadeiro potencial do design arquitetônico inovador e sustentável.

O papel da madeira na construção das cidades do amanhã

Diante de estudos que estimam que até 2050 quase 70% da população mundial será urbana, pensar num desenvolvimento mais sustentável e equilibrado das cidades torna-se um imperativo para as próximas décadas. Essa discussão perpassa, invariavelmente, uma escolha mais assertiva de materiais de construção que tragam melhores benefícios urbanos e ambientais. Nesse cenário, um material que vem ressurgindo como uma escolha mais sustentável para a infraestrutura urbana é a madeira, sobretudo quando aliada a novos recursos tecnológicos, que vem se reintroduzido nas paisagens das cidades devido às suas características versáteis e à sua capacidade de se alinhar às construções do amanhã.

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FGKD24: Congresso Distritos do Conhecimento de Quarta Geração 2024

O FGKD24 - Congresso Distritos de Conhecimento de Quarta Geração 2024 será a 1ª Conferência Internacional do CEUCI - Centro de Estudos sobre Urbanização para o Conhecimento e a Inovação.

Tijolo por tijolo, resíduos podem moldar o futuro da construção

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Há certos símbolos que transcendem barreiras linguísticas e são prontamente reconhecidos e compreendidos por pessoas de diversas culturas. Exemplos incluem os ícones de banheiro masculino e feminino, a cruz que simboliza saúde e, mais recentemente, o símbolo universal do Wi-Fi. Entre esses ícones universais está o da reciclagem, concebido em 1971 por Gary Anderson, arquiteto e designer que, na época, era um estudante na Universidade do Sul da Califórnia. Como um ciclo contínuo, trata-se de um triângulo com três setas dispostas no sentido horário, cada qual representando a indústria, o consumidor e a reciclagem, respectivamente.

Reintegrar o que normalmente é considerado resíduo no ciclo produtivo é um princípio central da economia circular. Esse conceito é particularmente marcante na indústria da construção, que historicamente dependeu da destruição e extração de recursos para existir. E nada mais simbólico do que os tijolos, que também representam a construção de novas coisas, para aplicar os conceitos da circularidade. Mentes criativas têm abraçado este desafio, concebendo soluções que transformar materiais descartados em recursos de elevado valor,  gerando uma ampla gama de produtos, abrangendo matérias-primas residuais que vão desde algas marinhas e plásticos até cabelos humanos. Tais inovações não apenas abordam questões ambientais prementes, mas redefinem essencialmente a maneira pela qual construímos e habitamos nossos espaços. Neste artigo, destacamos 7 iniciativas que têm transformado resíduos em tijolos.

Elegância sustentável: o uso do bambu em projetos de interiores

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Nos últimos anos, a busca por abordagens mais sustentáveis e ecologicamente responsáveis tem se tornado uma tendência crescente em diversas áreas, o que inclui os projetos de arquitetura de interiores. Dentre muitos elementos, o bambu tem ganhado destaque por sua versatilidade, sobretudo quando comparado a outros materiais, ao oferecer inúmeras possibilidades criativas de uso e manipulação para a elaboração de espaços elegantes e ecologicamente mais conscientes.

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Coberturas naturais: alternativas sustentáveis para construções modernas

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Hoje, quando imaginamos um espaço coberto, provavelmente um teto estruturado por uma laje de concreto é a imagem que nos vem na cabeça. Também hoje, quando pensamos em concreto, surge um leve desconforto na possibilidade de utilizá-lo em construções, visto os levantamentos que apontam como ele contribui para a crise climática e danos ao meio ambiente. Ampliar nosso repertório para técnicas vernaculares e tradicionais pode ser uma boa alternativa neste cenário. E, neste sentido, as coberturas naturais surgem como uma ótima solução. Utilizadas por muito mais tempo que o concreto para abrigar os humanos, elas ainda são pouco atribuídas a edificações contemporâneas, apesar de estarem alinhadas com muitas das qualidades que buscamos num projeto: materiais biodegradáveis, portanto, mais sustentáveis, apelo estético e conforto térmico. 

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O que é sustentabilidade hedonista na arquitetura?

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Se você acompanha o gigante do mundo arquitetônico BIG — com o perdão da redundância — provavelmente já deve ter visto Bjarke Ingles falar sobre sustentabilidade hedonista e como esse conceito permeia os projetos mais ousados do escritório dinamarquês.

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Parques urbanos como focos de biodiversidade: seis projetos bem-sucedidos

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A modernidade e a globalização diminuíram as distâncias entre lugares, alteraram as formas de se relacionar, aceleraram a troca de informações entre países, e, de certa maneira, fizeram o mundo conhecido para todo mundo. Mas a verdade é que “todo mundo” é muita gente, e a dupla modernidade-globalização trouxe consigo a evidente disparidade social e tecnológica, e países privilegiados acabaram protagonizando certos modos de lazer, cultura e consumo. A hegemonia de determinadas culturas acabou incutindo a ideia de que existe um jeito “certo” de se viver e construir cidades, e o desenvolvimento indômito tem custado aos biomas do planeta Terra.

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Uma botânica arquitetônica: redefinindo a agência (e escopo) do arquivo de arquitetura

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O ensaio a seguir é um trecho de "Architectural Botany: A Conversation with William Balée on Constructed Forests", o oitavo capítulo de “Environmental Histories of Architecture”, um livro de acesso gratuito publicado pelo Canadian Centre For Architecture. A publicação completa está disponível aqui: https://www.librarystack.org/environmental-histories-of-architecture/

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No início da década de 1980, enquanto trabalhava com o povo Ka'apor, na região leste da Amazônia, o botânico norte-americano William Balée, naquela época um jovem pesquisador, deparou-se pela primeira vez com o que os Ka'apor chamam de taper, isto é, um tipo específico de formação florestal que reconhecem como sendo “plantada” por seus ancestrais:

"Build: from high to low tech" discute o impacto da arquitetura e da construção no meio ambiente

O evento Build: from high to low tech está de volta para a sua segunda edição na Casa da Arquitectura em Matosinhos, Porto.

Fabricação digital e biomateriais na arquitetura: fusão de identidade e tecnologia

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Pedras esculpidas foram as primeiras ferramentas que os hominídeos usaram para transformar seu ambiente. É emocionante imaginar como, desde a Idade da Pedra, e graças ao longo processo evolutivo da humanidade, as ferramentas que usamos evoluíram de pedras simples para sistemas robóticos complexos. Esses avanços representam uma revolução nos métodos de produção, tanto no nível industrial atual quanto em escala local.

Tecnologias como inteligência artificial (IA) e sistemas de fabricação digital têm sido percebidas como ameaças que substituem o trabalho, variando de acordo com o contexto. Na América Latina, a fabricação manual é profundamente enraizada, especializada e com bom custo-benefício em alguns setores, tornando a substituição digital menos urgente. Em contraste, biomateriais derivados de fungos ou resíduos agrícolas oferecem alternativas de construção ambientalmente amigáveis, promovendo sustentabilidade e economia circular. Isso estimula discussões significativas sobre o potencial da fabricação digital, exigindo uma compreensão dos recursos e desafios locais. Portanto, isso estabelece as bases para biomateriais que preservam a identidade ao oferecer soluções para questões locais.