Os arquitetos de hoje enfrentam uma tarefa comum que desafia a intuição - como equilibrar o desempenho da construção e metas estritas de carbono e custos. A sustentabilidade nas edificações é certamente uma meta digna e necessária, mas a quantidade de opções pode ser avassaladora e os custos proibitivos, especialmente aos olhos dos proprietários. Como os projetistas podem convencer melhor seus clientes a integrar sustentabilidade em um projeto? Manter os custos baixos e fazer decisões com análise baseada em fatos são os primeiros passos sólidos.
BIM pode ser uma ferramenta importante para a organização do canteiro de obras. Foto de Jamie Street, via Unsplash
A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura do Rio Grande do Sul - AsBEA-RS lançou em seu canal do Youtube mais de 40 horas de vídeos com aulas e discussões sobre BIM, sustentabilidade, normas técnicas e outros temas relacionados à arquitetura.
A WOHA e a Universidade BRAC publicaram recentemente novas imagens do projeto desenvolvido para o novo campus da instituição em Bangladesh. Localizado em uma propriedade de mais de vinte e cinco mil metros quadrados, o edifício de quase noventa mil metros quadrados deverá ser concluído no ano que vem. Implantada no centro da capital Dhaka, o novo Campus da Universidade BRAC transformará um antigo terreno subutilizado em um novo campus urbano público, sustentável e acessível.
Vista aérea de São Paulo. Foto de Sergio Souza, via Unsplash
As aglomerações, do ponto de vista natural, representam uma nucleação semelhante ao “modelo gravitacional”, onde os fluxos de energia e matéria seriam “otimizados”, através da aproximação e articulação – o centro urbano. Etimologicamente, como sabemos, pólis, do grego, indica o caráter coletivo e político da formação do espaço urbano.
https://www.archdaily.com.br/pt/934846/complexidade-e-alta-entropia-em-que-medida-ainda-e-possivel-planejar-a-cidade-no-seculo-xxiJosé Augusto da Silveira
Talvez a abertura zenital mais célebre já construída seja o Panteão de Roma, encomendado por Marco Vipsânio Agripa durante o reinado do imperador Augusto (r. 27 a.C.–14 d.C.) e reconstruído por Adriano (r. 117–138) por volta de 126. No ponto mais alto da sua cúpula (neste caso, o óculo) brilha a luz do sol, lançando seus feixes sobre as várias estátuas de divindades planetárias que ocupam os nichos nas paredes. A luz que adentra o espaço simbolizava uma dimensão cósmica, sagrada. A luz natural continua cumprindo esse papel cênico, quando bem utilizada, sobretudo em projetos religiosos.
Caracteriza-se iluminação zenital como a que vem de cima, do céu (zênite). Muito útil para espaços grandes que não possam ser adequadamente iluminadas por janelas, as claraboias são um artifício amplamente usado e que proporcionam uma luz difusa agradável ao espaço. Geralmente toma-se o cuidado que não permitam a entrada do sol, para não aquecer demasiadamente o local e devem ser bem projetadas e construídas para que não sejam pontos de infiltração de água. Veja, abaixo, uma coletânea de projetos que utilizam essa solução:
Estação do BHLS TransOceânica, em Niterói. Foto: Beatriz Rodrigues / ITDP Brasil
Com o avanço acelerado da emergência climática e a consolidação de um planeta urbanizado, o desafio de transformar as cidades e regiões metropolitanas em ambientes mais inclusivos e sustentáveis passa pela diminuição dos impactos negativos do transporte. Reduzir as distâncias viajadas pelos habitantes, aproximar as residências do trabalho e das oportunidades, promover a substituição do transporte individual motorizado pelos modos ativos ou coletivos e criar territórios mais plurais e democráticos são resultados de políticas alinhadas com o enfrentamento dos desafios planetários do século XXI. Implementar as transformações necessárias no território urbano em escala global, considerando também as particularidades locais, é um desafio ainda maior, porém necessário para um futuro mais sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/933994/desenvolvimento-orientado-ao-transporte-sustentavel-da-teoria-aos-territoriosITDP Brasil
Bosco Verticale / Boeri Studio. Foto de Chris Barbalis, via Unsplash
Como parte das atividades do Congresso UIA2020, o Instituto de Arquitetos do Brasil irá produzir, em parceria com o CAU/BR, uma publicação com exemplos de projetos brasileiros de arquitetura e urbanismo alinhados aos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) em mais um esforço para mostrar práticas sustentáveis de arquitetura e planejamento urbano.
Nossas cidades, vulneráveis por natureza e desenho, geraram o maior desafio que a humanidade precisa enfrentar. Com a expectativa de que a grande maioria da população se estabeleça em aglomerações urbanas, a rápida urbanização levantará a questão da adaptabilidade à futuras transformações sociais, ambientais, tecnológicas e econômicas.
De fato, a principal problemática da década questiona como nossas cidades irão lidar com fatores que mudam rapidamente. Ela também analisa os aspectos mais importantes a serem considerados para garantir o crescimento a longo prazo. Neste artigo, destacamos os principais pontos que ajudam a proteger nossas cidades no futuro criando um tecido habitável, inclusivo e competitivo que se adapta a qualquer transformação futura inesperada.
Assim como a pedra, a madeira e outros materiais naturais, desde os primórdios da história mundial o Homem já utilizava a palha como material construtivo. Contanto, com o advento de novas tecnologias, como é o caso do concreto, e a ideia de Progresso alavancada com a revolução Industrial e consequentemente, com o surgimento do aço, parte dos materiais anteriormente utilizados perderam força e foram massivamente substituídos por outras tecnologias.
A IKEA Áustria tem planos de construir uma nova loja no coração de Viena. Sem vagas para automóveis, o projeto aborda, de alguma forma, questões globais emergentes, atendendo às mudanças no comportamento de seus cliente e da mobilidade urbana.
A KPF e a Chiofaro Company divulgaram imagens de seu mais recente projeto, o The Pinnacle at Central Wharf, um desenvolvimento de alto desempenho e uso misto na orla marítima de Boston. Com o objetivo de reconectar o centro de Boston à orla, o projeto também cria um novo espaço público na cidade.
Fabricantes: Lutron, AEP Span, American Hydrotech, Big Ass Fans, Environ Biocomposites, +9Icynene, Lochinvar, Novawall, Plyboo, Renlita USA, SCOFIELD, USG, Warmboard, WattStopper-9
A Comissão de Planejamento de Nova Iorque aprovou por unanimidade a construção do 550 Madison Garden, projetado pelo escritório norueguês Snøhetta. O projeto que busca reinventar este espaço público recebeu recentemente aprovação pelo Conselho Comunitário de Manhattan.
Muito se discute a respeito das formas de reduzir o impacto ambiental que o mercado da construção civil gera, seja pelos resíduos que as atividades de canteiro tradicionais produzem, ou, ainda, pelo consumo de água vinculado aos processos produtivos que alguns tipos de edificação demandam. Os atuais movimentos de revisão destes parâmetros tradicionais da construção são impulsionados pela pauta ecológica, mas também, e talvez, sobretudo, respondem às possibilidades de melhorar a logística e rentabilidade dos processos do canteiro, tornando as obras mais ágeis e econômicas para quem constrói. A construção a seco é uma alternativa à qual o mercado tem recorrido, já que se trata de uma opção que promove uma obra rápida, limpa, eficiente e, em geral, com menor demanda material.