Diante das forças combinadas do crescimento populacional, da prosperidade econômica e da expansão urbana, as cidades vêm registrando um aumento expressivo na circulação de pessoas e mercadorias — reflexo direto da evolução dos sistemas de mobilidade nos ambientes urbanos. Com o avanço das tecnologias e a transformação dos meios de transporte, o reaproveitamento adaptativo de vagões de trem, cabines de avião e outras infraestruturas de serviço revela novas oportunidades para explorar seu potencial criativo. Materiais, tecnologias e ferramentas de projeto convergem em torno de um mesmo propósito: restaurar e ressignificar estruturas desativadas, para dar-lhes nova vida.
O mundo moderno está desconectado. As interações on-line dominam o cotidiano das pessoas em escala global. Essa mudança não resulta apenas da ascensão da internet, mas reflete de forma nítida o declínio dos espaços públicos, em especial dos chamados "terceiros lugares". Os terceiros lugares, outrora essenciais para promover a comunidade e a coesão social, evoluíram drasticamente nas últimas décadas. No atual cenário mercantilizado, esses espaços enfrentam diversas exigências, tanto por parte de usuários/as quanto de designers, o que gera a necessidade de reconsiderar sua acessibilidade e seu propósito.
Projetos de infraestrutura de grande escala frequentemente buscam conectar locais distantes dentro de áreas urbanas, facilitando o transporte, a logística e as atividades comerciais ao longo de suas rotas. Contudo, embora esses projetos interliguem destinos distantes, sua presença física marcante pode afetar significativamente as comunidades locais. Isso pode resultar no isolamento e no distanciamento de bairros anteriormente conectados, na desestruturação de espaços públicos e, de modo geral, em experiências negativas ao ar livre causadas por ruídos, poluição e pela falta de atenção e manutenção dessas infraestruturas.
Ainda assim, diversos projetos bem-sucedidos no ambiente construído conseguiram reintegrar infraestruturas controversas às comunidades por meio de um desenho urbano cuidadoso de espaços abertos. A Coulée verte René-Dumont, em Paris, desponta como um dos primeiros exemplos, enquanto o High Line de Nova York é um dos mais célebres. O High Line demonstra como intervenções ao ar livre bem concebidas podem mitigar o distanciamento causado por grandes infraestruturas, promover a reconexão comunitária, funcionar como polos culturais e econômicos e, inclusive, impulsionar o desenvolvimento imobiliário de seu entorno, como ocorreu em Hudson Yards.
https://www.archdaily.com.br/pt/1018879/edificio-ilot-saint-germain-francois-brugel-architectes-associes-plus-h2o-archtiectes-plus-antoine-regnault-architecture-plus-elise-et-martin-hennebicque-paysagistesHadir Al Koshta
São frequentes os relatos de acidentes em banheiros, por geralmente serem locais apertados e, muitas vezes, escorregadios. Ainda que ninguém esteja imune a um escorregão após o banho, são os idosos que sofrem mais com as quedas, ocasionando ferimentos graves, sequelas e limitações funcionais. Com a redução natural dos reflexos e da massa muscular, quanto mais alta a faixa etária mais propensos a quedas nos tornamos.
Para proporcionar condições de vida mais confortáveis com o passar dos anos, o ambiente deve se adaptar às novas capacidades físicas de seus ocupantes. Tornar os banheiros mais seguros é fundamental para diminuir os riscos de acidentes ou reduzir o tempo de resposta no caso de uma queda. Apresentamos abaixo alguns pontos para se levar em conta ao desenhar banheiros para pessoas com idades avançadas: