Case Study House 22. Imagem via Flickr user: mbtrama Licensed under CC BY 2.0
Entre 1945 e 1966, o programa Case Study Houses, similar à exposição Weißenhof-siedlung, abordou o estudo de habitações econômicas de fácil construção, supervisionando o projeto de 36 protótipos para construir em face do desenvolvimento residencial do pós-guerra. A iniciativa do editor John Entenza, da revista Arts & Architecture, reuniu e centralizou em Los Angeles figuras arquitetônicas renomadas para esse fim, onde foram encontrados talentos como Richard Neutra, Charles e Ray Eames, Pierre Koenig e Eero Saarinen, entre outros.
O programa experimental não só definiu o lar moderno de uma maneira diferente, exercendo forte influência sobre a arquitetura internacional até hoje, mas também promoveu a aplicação de novos sistemas de construção e materiais na arquitetura residencial. Analise detalhadamente algumas das suas características mais emblemáticas em conjunto com recomendações para enfrentar situações contemporâneas, abaixo.
O prêmio RIBA House of the Year, que destaca a melhor residência unifamiliar projetada por arquitetos no Reino Unido, foi concedido este ano à House on the Hill, projetada por Alison Brooks Architects. Localizada em Gloucestershire, a casa consiste em uma extensão contemporânea de uma casa de fazenda do século XVIII que funciona como residência e como acervo de arte. Construída ao longo de mais de dez anos, o projeto cria uma rica experiência espacial ao estabelecer uma forte conexão entre a casa e a paisagem. O júri elogiou a casa pelo “amálgama de arquitetura, paisagem, habitação e arte” que consegue criar um ambiente leve e tranquilo.
Brincando com nossa imaginação ao diluir os limites entre céu e mar, as piscinas de borda inifinita têm se tornado cada vez mais recorrentes em projetos de arquitetura. A ilusão de ótica que atrai tantos clientes acontece quando uma ou mais paredes laterais da piscina correspondem exatamente ao nível d'água, iludindo os olhos e fazendo crer que não existem limites físicos contendo o volume. Nesses sistema, a água literalmente transborda, caindo em um reservatório de onde é bombeada novamente à piscina.
A Argentina está localizada no extremo sul e sudoeste da América do Sul e, graças a seu tamanho, tem uma multiplicidade de climas e diferenças na incidência da luz solar. Estas condições levaram muitos arquitetos a recorrer, em suas propostas, aos pergolados para criar espaços de transição entre o lado de dentro e de fora das casas que atendam às necessidades de seus moradores, criando espaços de sombra, encontro e descanso ao ar livre.
Concebidos com o objetivo de aproveitar ao máximo o espaço, os móveis embutidos se tornaram cada vez mais populares como uma forma prática de atender às necessidades domésticas. A capacidade de adaptação ao espaço arquitetônico lhes permite, através de diferentes configurações ou materialidades, satisfazer diversos usos e funções e ser integrados à arquitetura. Entretanto, pode ser interessante nos fazermos a pergunta: este tipo de mobiliário é o que se adapta aos espaços residuais de nossas casas ou pode se tornar o protagonista e gerador dos espaços que projetamos?
“Nos países tropicais, é na sombra e no ar fresco que as pessoas se reunem e não em espaços fechados e cálidos como em outras regiões do planeta. Para a nossa sorte, aqui na Costa Rica não falta sombra e tampouco brisa,” comenta Bruno Stagno sobre uma possível arquitetura para os trópicos. Neste sentido, além da sombra e da ventilação natural o que é que define a arquitetura costarriquenha contemporânea?
Em 1984, o Menil Museum em Houston, Texas, contratou o arquiteto mexicano Luis Barragán para construir uma casa de hóspedes de 280 metros quadrados localizada do outro lado da rua da famosa Capela Rothko. O arquiteto voltou com um projeto para uma mansão deslumbrante em roxo, rosa e laranja de quase 750 metros quadrados que parecia mais adequada à Cidade do México do que a um lote residencial suburbano de Houston. Assim, devido ao conflito resultante entre cliente e arquiteto, a casa nunca foi construída, apenas exibida como uma exposição dentro das galerias do Menil.
Madeira de demolição é aquela que tem origem no desmonte de uma construção, geralmente casas antigas, barracões ou armazéns rurais. Por desinteresse ou inviabilidade econômica de adaptação, resta a opção de demolir estas estruturas, resultando em escombros e, também, elementos que podem ser reciclados e reutilizados na arquitetura. É o caso da madeira de demolição, que vemos empregada, do revestimento à estrutura, em projetos contemporâneos em todo o mundo.
Para inspirar seus projetos, reunimos 12 casas brasileiras fazem uso deste material reciclado em pisos, paredes, decks, banheiros, áreas externas e escadas.
Projetos residenciais de casas podem ser campos de experimentação de formas, materiais, técnicas construtivas ou organizações espaciais. Um desses recursos é o pé-direito duplo, isto é, situações nas quais a distância livre entre o piso e o teto equivale a cerca do dobro de um pé-direito padrão (considerado entre 2,50 e 2,70 m). Os grandes espaços formados nessa condição são um prato cheio para se aproveitar de entradas de luz e ventilação naturais, além de estabelecer relações verticais mais interessantes.
Em nosso país vizinho, o Paraguai, tijolo pode significar muitas coisas. Desde paredes, divisórias, muros, anteparos, lajes, abóbadas, pisos e pavimentos. Ao longo das últimas duas décadas, a arquitetura contemporânea paraguaia não só evidencia a grande versatilidade deste nobre material, mas sobretudo nos mostra a capacidade de seus arquitetos em reinventar constantemente a sua aplicação, explorando a fundo todo o seu potencial expressivo.
Pátios e jardins exteriores desempenham um papel fundamental na configuração e organização do espaço. Em muitos casos, estes elementos fornecem diretrizes para a organização de percursos, articulando espaços interiores e exteriores, proporcionando melhores condições de iluminação e ventilação natural, além de maximizar a conexão com a natureza sem no entanto, abrir mão da privacidade.
A possibilidade de tirar fotografias aéreas torna possível mostrar questões de projetos que muitas vezes são complexas de capturar ou representar através de métodos convencionais. A partir das oportunidades tecnológicas oferecidas pelos pequenos veículos aéreos não tripulados (UAVs), comumente chamados de drones, os fotógrafos de arquitetura começaram a explorar novas maneiras de mostrar as obras para comunicar as decisões arquitetônicas relativas a pontos como implementação, diálogo com o entorno ou a relação com edifícios próximos.