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Reconstrução: O mais recente de arquitetura e notícia

Beirute após a explosão: traumas e o caminho para a reconstrução

No último dia 4 de agosto, em um lapso de poucos segundos, 40% de toda a cidade de Beirute voou pelos ares. Num piscar de olhos, o destino da capital libanesa, de seus habitantes e de seu vasto patrimônio arquitetônico mudou radicalmente de direção. Tempo e memória, elementos que se sedimentam lentamente ao longo dos séculos sobre a paisagem urbana de uma cidade, foram soprados para longe com uma força arrebatadora, deixando uma onda de destruição até maior que as mazelas causadas por uma guerra civil que durou 15 longos anos. Pegando todos de surpresa, as duas explosões varreram as marcas do passado, apagaram aquelas do presente, arruinando as muitas aspirações futuras de toda uma nação.

A explosão do último dia 4 de agosto no porto de Beirute, em pleno coração da histórica capital libanesa, destruiu uma vasta área da cidade, atingindo os bairros de Mdawar, Rmeil, Gemmayze, Achrafieh, Mar Mkhayel, Karantina e Geitawi. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, mais de 200.000 unidades residenciais foram gravemente afetadas pelas explosões, somando um total de aproximadamente 40.000 edifícios danificados, dos quais 3.000 já foram condenados pela defesa civil.

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Como a participação comunitária pode ajudar na reconstrução arquitetônica e urbana pós-desastres

Os conceitos de autonomia, colaboração e participação têm ganhado destaque no âmbito da arquitetura e urbanismo em práticas realizadas por comunidades em conjunto com arquitetos, urbanistas e designers. Em um período no qual o número de desastres climáticos tem aumentado significativamente – a quantidade dobrou nos últimos 40 anos segundo relatório divulgado em 2016 pelo CRED (Centre for Research on the Epidemiology of Disasters) –, somado a conflitos e outras tragédias, a demanda por reconstrução de habitações e da infraestrutura nas localidades atingidas têm crescido simultaneamente. Este fator tem demandado um grande esforço colaborativo para a reconstrução arquitetônica e urbana.

O papel da inteligência artificial na reconstrução de cidades devastadas pela guerra

Em um contexto de disputas políticas e econômicas que se desdobram em conflitos armados e consequentemente em destruição, as novas tecnologias surgem como uma solução, proporcionando uma oportunidade única para que possamos reconstruir estas cidade de forma mais equilibradas e sustentável. Ao longo da história da civilização humana, inúmeras cidade, países e até continentes inteiros tiveram que ser reconstruídos uma e outra vez por causa de guerras. Por incrível que pareça, o século 21 não será diferente.

Entretanto, nem tudo será como antes, principalmente devido aos avanços tecnológicos. Novas tecnologias estão pouco à pouco transformando a maneira que vivemos e também a forma como projetamos e construímos nossos edifícios e cidades. Com a inevitável incorporação da Inteligência Artificial em nossos processos de projeto e construção, a industria da arquitetura e da construção civil jamais será a mesma. Estas inovações transformarão para sempre o ambiente em que vivemos, e principalmente, a maneira como nos relacionamos uns com os outros. E esta mudança não necessariamente é algo negativo, muito pelo contrário. Uma vez conscientes disso, a IA poderá ser uma importante aliada dos arquitetos, ajudando-os a construir um mundo melhor para todos nós.

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Por que mitigar ao invés de reconstruir? O exemplo da resiliência chilena

O Chile é um país acostumado tanto com desastres naturais quanto com processos de reconstrução. No entanto, a frequência desses ciclos tem aumentado ao longo dos anos. De acordo com o Ministério do Interior, 43% de todos os desastres naturais registrados no Chile desde 1960 ocorreram entre 2014 e 2017. Inclusive o governo já está envolvido em vários processos de reconstrução em todo o país.

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As tendências da arquitetura em 2019

Este é o momento no qual nos projetamos ao futuro para definir as metas e focos de nossa carreira ao longo do ano que começa. Com o objetivo de ajudar os arquitetos que consultam o ArchDaily diariamente, realizamos a seguinte lista com as ideias que mais ecoaram durante 2018 e que, portanto, serão os temas que devem seguir desenvolvendo-se durante 2019.

Apenas no ano passado, mais de 130 milhões de usuários descobriram no ArchDaily novas referências, materiais e ferramentas que permitem aprimorar o desenvolvimento da arquitetura e melhorar a qualidade de vida de nossas cidades e entornos construídos. Quando nossos usuários começam a coincidir em suas buscas de informação ou demonstram maior interesse por um tema em relação a outros, estes tópicos passam a ser uma tendência.

Como projetar uma estrutura temporária de emergência

Infelizmente, os desastres naturais no mundo continuam a deixar milhares de pessoas desabrigadas todos os anos, forçando-os a buscar refúgio sem outra alternativa. Em muitas ocasiões, as cidades não conseguem abrigar os refugiados, limitando sua cobertura. Somado a isso, as dificuldades para sustentar as vítimas de forma digna tornam-se cada vez mais complexas, levando as estratégias convencionais ao colapso.

É aqui que a inovação, a criatividade e a vontade exercem um papel importante nas diferentes práticas de construção que funcionam de forma eficaz e que, finalmente, se tornam um modelo de construção importante no mundo.

Existem alguns princípios que devem ser levados em conta se quisermos projetar uma estrutura emergente ou transitória, e é por isso que reunimos algumas dicas que esperamos que possam ser úteis.

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Escola da Esperança / Emergent Vernacular Architecture (EVA Studio)

Escola da Esperança / Emergent Vernacular Architecture (EVA Studio) - EscolasEscola da Esperança / Emergent Vernacular Architecture (EVA Studio) - EscolasEscola da Esperança / Emergent Vernacular Architecture (EVA Studio) - EscolasEscola da Esperança / Emergent Vernacular Architecture (EVA Studio) - EscolasEscola da Esperança / Emergent Vernacular Architecture (EVA Studio) - Mais Imagens+ 7

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Port-au-Prince, Haiti

Reconstrução da Vila Jintai / Rural Urban Framework

Reconstrução da Vila Jintai / Rural Urban Framework - RestauraçãoReconstrução da Vila Jintai / Rural Urban Framework - RestauraçãoReconstrução da Vila Jintai / Rural Urban Framework - RestauraçãoReconstrução da Vila Jintai / Rural Urban Framework - RestauraçãoReconstrução da Vila Jintai / Rural Urban Framework - Mais Imagens+ 22

  • Arquitetos: Rural Urban Framework; Rural Urban Framework
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  4000 m²
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2014
Acesso exclusivo

O que um arquiteto pode fazer após um terremoto? Sete lições de RAMA Estudio no Equador

Na manhã de 17 de Abril, 2016, poucas horas depois do terremoto que atingiu a costa do Equador e deixaria mais de 650 mortos e 30.000 desabrigados, o escritório RAMA Estudio associou-se com 10 jovens escritórios para contribuir na reconstrução do país. Assim nasceu o supracoletivo Actuemos Ecuador.

Conversamos com Felipe Donosco e Carolina Rodas, co-fundadores do Rama Estudio (junto a Carla Chávez), sobre sua experiência no processo de reconstrução do Equador. "O aporte que se pode dar como indivíduo é mínimo e quase imperceptível", disse Rodas, "mas se são unidas forças entre coletivos, será algo mais robusto, popular e sustentável no tempo", acrescenta.

Neste artigo abordamos sete lições compartilhadas por Felipe e Carolina. A calma, o planejamento e a participação comunitária tem sido chaves em um coletivo que recentemente inaugurou um de seus projetos, a Casa Comunal Renacer de Chamanga. Sua regra de ouro? Não vá onde não precisem de você.

Renzo Piano participará do plano de reconstrução após o terremoto na Itália

Após o terremoto que afetou a região central da Itália no dia 24 de agosto deixando cerca de 300 mortos e 2.900 edificações danificadas, o primeiro ministro Matteo Renzi se reuniu no domingo passado com Renzo Piano antes de apresentar publicamente um plano de reconstrução das regiões afetadas.

Em matéria da ABC.es, Renzo Piano -Prêmio Pritzker de 1998 e Senador vitalício desde 2013- explicou: "somos herdeiros indignos de um grande patrimônio que nos foi deixado. Indignos porque não o protegemos. Antes de catástrofes dessa natureza não se pode falar em fatalidade."

Nova sede da OASRN é inaugurada no Porto

A Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) inaugurou a nova sede no último sábado, dia 9 de abril, na Rua Álvares Cabral, N.º 144, na cidade do Porto. O Ministro do Ambiente, Eng. João Pedro Matos Fernandes, foi quem presidiu à cerimônia oficial de inauguração, tendo procedido ao descerramento da Placa Inaugural.

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Reconstrução de moradias sobre suas próprias ruínas: "Reclaiming Heritage" no Haiti

Reclaiming Heritage é um grupo de arquitetos e estudantes de arquitetura de todo o mundo cujo objetivo é realizar uma reconstrução sensível pós-desastres naturais. Sua enfase está na reutilização de materiais, buscando preservar o patrimônio arquitetônico e cultural destes.

A história começa no ano 2012, quando o grupo conquistou o primeiro lugar na categoria de moradia do concurso "Haiti: Ideas Challenge" (desenvolvido pela ACSA), com o objetivo de criar soluções permanentes após o terremoto que afetou o Haiti no dia 12 de janeiro de 2010. O projeto propõe reconstruir as moradias sobre suas ruínas, a fim de permitir a permanência das suas famílias nas suas comunidades e conservar o máximo possível suas moradias originais.

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Vencedores do "Designing Recovery": Habitações dignas para cidades vulneráveis

“Designing Recovery,” uma competição focada no planejamento e reconstrução de comunidades sustentáveis e resilientes, anunciou três propostas vencedoras, dos escritórios sustainable.to Architecture + Building, GOATstudio LLP, e Q4 Architects.

A competição - uma colaboração entre o AIA, Make It Right, Architecture for Humanity, o St. Bernard Project, e Dow Building Solutions - foi proposta para ajudar comunidades afetadas por desastres naturais - neste caso, Nova Iorque, Nova Orleans e Joplin.

Concerto para Edifício Transposto / Patricia Osses