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Arquitetos: Correia/Ragazzi Arquitectos
- Área: 110 m²
- Ano: 2013

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Questionado durante o Fórum do Futuro, que aconteceu no Porto entre os dias 23 e 30 de novembro, sobre o papel do arquiteto no atual contexto sociopolítico, Álvaro Siza respondeu com o humor e tom cáustico habitual: “Eu sou uma estrela cadente.”
Na ocasião, Siza tinha ao seu lado ninguém menos que Rafael Moneo, vencedor o Prêmio Pritzker em 1996. No debate, intitulado “A arquitetura na reconstrução da cidade”, ambos os arquitetos foram indagados sobre a profissão da arquitetura no cenário econômico contemporâneo e, através de suas falas, se mostraram incomodados com a atual explosão de “arquitetos estrelas”.
Tanto Siza como Moneo se mostram mais interessados em explorar os tempos passados de uma disciplina que hoje se apresentam bastante subvalorizada. Como apontou Moneo, hoje em dia, quando se contrata um arquiteto como Frank Gehry, o cliente está disposto a “pagar por uma imagem brilhante”, mas não os custos de uma construção brilhante, sólida e perene. O investimento é direcionado para o arquiteto “que trará brilho ao cliente, e não se aposta na qualidade da arquitetura."

Alcino Soutinho Realismo Confortável é a primeira grande exposição dedicada à obra do arquiteto Alcino Soutinho (1930-2013), uma das figuras de maior influência na arquitetura portuguesa dos últimos 35 anos.
Durante décadas foi autor de centenas de projetos e responsável pela formação de centenas de alunos que, entre 1972 e 1999 (na ESBAP e depois na FAUP), tiveram o privilégio de assistir e participar nas suas aulas.
Além da arquitetura, Alcino Soutinho desenvolveu uma vertente cívica ativa e participativa em prol da liberdade e democracia, estando entre os protagonistas de um novo Portugal pós-revolucionário.

A “Escola do Porto” tem uma história oficial que começa em Carlos Ramos, é estruturada por Fernando Távora e internacionalizada primeiro por Álvaro Siza e depois por Eduardo Souto de Moura.
Na sombra desta “Escola do Porto” existe um “Lado B”, um lado outro, de estórias que escaparam às teses e aos livros. São estórias esquecidas, estórias secundárias, algumas inconsequentes outras rasuradas, estórias que tentámos pensar com um conjunto de entrevistas nem sempre concordantes entre si e que, no seu desacordo, evidenciam uma realidade mais complexa, com posições mais marginais.
Desacordos que põem em causa a linearidade da história oficial e a imagem homogeneizadora da ideia de “Escola do Porto”. Estas estórias oscilam entre dois polos: entre a utopia social e política fortemente influenciada pelo Maio de 68; e a utopia formal e disciplinar que caracterizou o pensamento radical na década de 70. A narrativa proposta centra-se na geração que iniciou os estudos na ESBAP em 1970, e que opôs marxistas, leninistas, ou maoistas a trotskistas, situacionistas ou anarquistas.


Em meio a uma crise econômica global em que o dinheiro está cada vez mais escasso mesmo para o essencial da subsistência, seria a “arquitetura” algo descartável – um luxo desnecessário numa era de austeridade? É amplamente reconhecido que precisamos construir infraestruturas – hospitais, casas, escolas e mesmo cidades – mas realmente importa o aspecto dessas construções? Precisamos de universidades, aeroportos e edifícios comerciais, mas eles precisam ser produzidos por arquitetos? As cidades chinesas em expansão são certamente o produto de uma economia muito mais dinâmica que aquela em vigor no mundo ocidental. Mas na China também, o crescimento não ocorre necessariamente acompanhado de uma boa arquitetura. Afinal, isso importa?

O espaço público ou, os espaços com uso público, devem ser espaços democráticos e permitir o acesso em iguais condições a todos os cidadãos, qualquer que seja a sua condição. Esta consciência (e vontade) vem crescendo em meio à sociedade portuguesa e internamente à comunidade profissional com competências para projetar estes espaços. No entanto, é sabido que nossa vivência do espaço e visão do mundo mudam conforme o lado de que estamos e a experiência de vida que temos.
A proposta do “PERCURSO PELA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA” - realizada no dia 25 de outubro, mês da arquitetura - terá contornos muito especiais e será distinto de todos os outros “percursos” já realizados. A organização propõe percorrer e visitar alguns espaços públicos da cidade do Porto de um modo diferente, percebendo as sutilezas da arquitetura através de sua perspectiva inclusiva.
Convidado para desenvolver, juntamente com outros dois estúdios, uma proposta de identidade visual para o Porto, o Atelier Martino&Jaña compartilhou conosco um vídeo que explica sua estratégia de comunicação visual para a cidade portuguesa.
Com apenas 18 dias para desenvolver sua proposta, o atelier, que tem sede no Porto, viu nesse concurso uma oportunidade de contribuir com a cidade através do design. O grupo acredita que a comunicação visual pode ultrapassar a ideia de uma “marca” para a cidade, criando, assim, um diálogo e atuando como mediadora entre a cidade e seus habitantes.
O fotógrafo português Paulo Ferreira compartilhou conosco seu mais recente trabalho, um vídeo realizado com a técnica do timelapse mostrando a cidade do Porto.
Conhecida como “Cidade Invicta” ou “Capital do Norte”, o Porto é uma cidade mundialmente famosa por sua gastronomia, suas pontes, seu centro classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade e por sua arquitetura contemporânea.
Nesse vídeo Ferreira nos mostra através e uma montagem dinâmica essas características e lugares que fizeram o Porto o Melhor Destino Europeu de 2014, segundo a EBD.

Apresentamos aqui o teaser de "Ora sim, hora não", documentário dirigido por Lara Plácido. A estreia acontecerá amanhã, dia 28 de setembro de 2014, no Arquitetura Film Festival Lisboa.

