Semanas após a Casa da Arquitectura, centro português de documentação, acervo e exposições de arquitetura, ter anunciado o recebimento da coleção completa de projetos de Paulo Mendes da Rocha, conversamos com Nuno Sampaio, diretor executivo da instituição, sobre os trâmites envolvidos na doação, o trabalho da equipe portuguesa em catalogar e disponibilizar o material online, e os próximos passos na salvaguarda deste que é um dos acervos mais valiosos da arquitetura brasileira.
Distâncias físicas já não são um problema para os grandes museus do mundo. Outrora presos às suas localizações geográficas e, assim, acessíveis apenas a quem pudesse chegar visitá-los, hoje, muitos museus já têm seus acervos digitalizados e outros estão em vias de fazer o mesmo - uma estratégia de difusão e, em certa medida, democratização do acesso à cultura.
Na semana passada, Paulo Mendes da Rocha anunciou a doação de todo o seu acervo de projetos à Casa da Arquitectura, instituição portuguesa com sede em Matosinhos que se dedica a manter a exibir coleções de arquitetura. A notícia foi divulgada na data pelo ArchDaily e causou comoção entre arquitetos, docentes, pesquisadores e instituições brasileiras – em especial a FAUUSP, que lamentou a decisão de Rocha.
A doação do acervo de Paulo Mendes da Rocha à Casa da Arquitectura, instituição sediada em Matosinhos, Portugal, levantou intenso debate entre arquitetos e acadêmicos desde seu anúncio, no início da semana passada. Opiniões contrárias e a favor foram amplamente divulgadas nas redes sociais e meios de comunicação, e, inclusive, um acordo de colaboração institucional entre a FAUUSP e a Casa da Arquitectura chegou a ser proposto.
À luz do debate sobre a permanência de coleções de arquitetura e urbanismo no Brasil, o IABsp publicou uma carta aberta por uma rede nacional de acervos. Leia, na íntegra, a seguir:
Maquete do Museu dos Coches / MMBB Arquitetos + Paulo Mendes da Rocha + Bak Gordon Arquitectos. Cortesia dos arquitetos
O arquiteto Paulo Mendes da Rocha doou todo seu acervo à Casa da Arquitectura, instituição portuguesa com sede em Matosinhos que se dedica a preservar e difundir documentações de arquitetura. Arquiteto brasileiro vivo de maior proeminência internacional, o capixaba assinou o contrato com a Casa em dezembro do ano passado, um mês após ter recebido o convite para doar o material.
A recente doação do acervo completo de Mendes da Rocha vem na esteira da doação do projeto do Museu Nacional dos Coches, em 2015, e de um conjunto de sete projetos para a Coleção Arquitetura Brasileira, realizada em 2018. O material chegará à instituição amanhã, dia 10 de setembro, onde será recebido por mais de 30 funcionários dedicados a inventariar e organizar os milhares de itens doados, produzidos desde os anos 50 até os dias de hoje.
Paulo Mendes da Rocha é entrevistado por Paulo Markun em mais um episódio da série “Conversas na Crise – Depois do Futuro”, organizado pelo Instituto de Estudos Avançados (IdEA) da Unicamp em parceria com o portal UOL. A entrevista abordará temas como o impacto da pandemia de coronavírus nas cidades, a crise sanitária e a precariedade da habitação urbana no Brasil.
Nos últimos anos, vários movimentos Brasil afora e em diversos países fizeram grande serviço à sociedade reiterando a necessidade de ocupar os espaços públicos das cidades de forma a reivindicar qualidade e liberdade de uso para os bens coletivos. Como exemplo, temos no Brasil o Movimento Ocupe Estelita no Recife que, por meio de uma luta frente à crescente especulação imobiliária na região, confrontou as intenções mercadológicas do desenho urbano agressivo nas margens do Capibaribe. Foi a partir de alguns casos como esse que, em entrevista à organização Fora, o professor, crítico e curador Guilherme Wisnik tratou da questão do espaço público enquanto espaço de conflito.
A Partir do Centro é um projeto cultural composto por um ciclo de debates, workshops, entrevistas e exposição que acontecerá em espaços culturais do Centro de Vitória com o objetivo de promover a valorização da memória e do futuro. O evento de abertura ao público ocorrerá no dia 12 de março, às 19 horas, no Palácio Sônia Cabral e terá como palestrante o arquiteto e urbanista capixaba Paulo Archias Mendes da Rocha. O projeto vai abordar temas urbanos contemporâneos, de forma transversal, tendo como ponto de partida o Centro Histórico da cidade de Vitória/ES. Dentre os eventos a serem realizados, ocorrerão três debates nos dias 25, 26 e 27 de março, às 19 horas no Centro Cultural Sesc Glória, além de Workshops e Exposição previstos para maio.
Paulo Mendes da Rocha, arquiteto brasileiro mais prestigiado em atividade, fará uma palestra como parte da programação da 12ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.
Nem todo cinza de São Paulo é triste. A cidade foi o caldeirão de uma das escolas mais importantes da arquitetura brasileira, a brutalista. Com nomes fortes como Lina Bo Bardi e Vilanova Artigas, o movimento buscou a poesia dura do concreto. Mas o maior expoente do brutalismo paulista acaba de entrar também para o seletíssimo grupo de um dos maiores arquitetos do mundo. Na semana passada, Paulo Mendes da Rocha recebeu a medalha de ouro do Royal Institute of British Architects, honraria que receberam também Le Corbusier e Frank Lloyd Wright. Esse prêmio só vem a se somar a tantos outros como o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, o Praemium Imperiale japonês e o Prêmio Pritzker.
"O arquiteto tem que navegar a um tempo só, enquanto pessoa que pensa, no universo da arte, ciência e técnica." (AD Brasil Entrevista)
Hoje celebramos o aniversário de 91 anos do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha. Nascido em Vitória, Espírito Santo, em 1928, muda-se jovem para São Paulo, onde titula-se pela FAU-Mackenzie, em 1954. Em poucos anos de atuação consegue consolidar um conjunto de obras, sobretudo residenciais, de grande qualidade, onde prevalece a materialidade do concreto aparente. Sua carreira sempre esteve vinculada ao ensino da arquitetura. Foi professor de projeto da FAU-USP de 1961 a 1999.
https://www.archdaily.com.br/pt/756174/em-foco-paulo-mendes-da-rochaEquipe ArchDaily Brasil
Em Assunção, Paraguai, a XI Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo apresentou hoje os vencedores da seção Panorama das Obras desta edição do evento, "todos fiéis ao espírito da XI BIAU: o habitar, o habitante", segundo a organização.
A série de fotografias de escritórios de arquitetura de Marc Goodwin finalmente chegou ao Brasil. O experiente fotógrafo visitou vinte dos mais importantes escritórios de São Paulo, mostrando uma imagem - ou muitas - de como é o dia a dia dentro destes espaços de trabalho. Sua vasta série documental conta com registros de firmas da Cidade do Panamá, Holanda, Dubai, Londres, Paris, Pequim, Xangai, Seul, Escandinávia, Barcelona e Los Angeles. Em São Paulo, Marc visitou vinte escritórios das mais variadas escalas, dedicados a diferentes tipos de projeto. Conheça-os a seguir.
O Prêmio Building of the Year 2019 - reconhecimento anual do ArchDaily em que os projetos vencedores são eleitos por votação do público - anunciou a lista de obras vencedoras e, como de costume, a seleção abrange edifícios em todo o mundo. Entre os escolhidos por nossos leitores, um projeto brasileiro levou o prêmio na categoria "Arquitetura Pública": o Sesc 24 de Maio, de Paulo Mendes da Rocha em parceria com o escritório MMBB Arquitetos.
A Prefeitura Municipal de São Paulo homologou ontem o tombamento de sete obras modernistas, seis das quais projetadas por Paulo Mendes da Rocha e uma por Gregori Warchavchik. Além dessas, foram tombados outros 32 imóveis na capital paulista.