Este artigo foi publicado originalmente na Common Edge.
Desde que a pandemia atingiu às cidades, é possível perceber uma alta no número de reportagens urbanas pessimistas. E não é difícil entender o porquê. Em 2020, as cidades centrais dos Estados Unidos passaram das histórias de sucesso de "volta por cima" para lugares fantasmas; o transporte perdeu quase todos os passageiros; dezenas de milhares de lojas e restaurantes fecharam; e boa parte da população com maior poder aquisitivo se mudou para os subúrbios e ou cidades distantes.
De 12 a 18 de outubro, NYCxDESIGN apresentou o Design Pavilion, uma importante exposição pública de arquitetura em Nova York. Ocorrendo durante o Archtober, uma celebração da arquitetura no mês de outubro, o Design Pavilion deste ano destacou três instalações imaginativas que abrangem materialidade, sustentabilidade e igualdade social.
Duas instalações foram projetadas para transformar a Gansevoort Plaza, no Meatpacking District, em retiros urbanos, enquanto a terceira exposição oferece uma projeção de arte digital no World Trade Center Podium, abordando a história da escravidão do país. Além dos pavilhões, o programa Design Talks promoveu discussões sobre questões relevantes da profissão, centradas em temas de sustentabilidade, reaproveitamento e redução de resíduos.
Após mais de duas décadas em construção, o Perelman Performing Arts Center abriu ao público em 19 de setembro de 2023. O cubo luminoso foi projetado pelo escritório de arquitetura REX, liderado por Joshua Ramus, para se tornar um importante destino cultural da cidade de Nova York e a peça final do masterplan para a reconstrução da área de 6 hectares onde antes ficava o World Trade Center. A temporada inaugural contará com estreias mundiais, coproduções e trabalhos colaborativos de teatro, dança, música, ópera, cinema e muito mais. Com apenas oito pavimentos de altura, o projeto se destaca por sua fachada monolítica composta por placas de mármore português translúcido.
A Lei Local 18 da cidade de Nova York, também conhecida como Lei de Registro de Aluguel de Curta Duração, entrou em vigor em 5 de setembro, alterando a forma como os aluguéis de apartamentos de curto prazo operam na cidade. A nova legislação local determinou que, a partir de agora, os proprietários deverão se registrar no Office of Special Enforcement (OSE) para obter uma licença, e os aluguéis só serão permitidos se o anfitrião morar no local e estiver presente durante a estadia do hóspede. O número de hóspedes também é limitado a apenas dois, e a duração é limitada a 30 dias. A legislação não é uma proibição explícita de plataformas como o Airbnb, mas as regulamentações rigorosas tornam quase impossível que o serviço continue sua atividade.
Desde as cidades gregas antigas até as idealizadas pela Renascença, a história do planejamento urbano é um reflexo das estruturas de poder em evolução e das prioridades da sociedade. A estrutura organizacional de uma cidade está profundamente enraizada nas necessidades culturais e nas relações sociais. O desenvolvimento urbano contemporâneo, por sua vez, é marcado por uma dicotomia — o contraste entre estratégias de planejamento de cima para baixo (top-down), lideradas por entidades influentes e órgãos governamentais, e as iniciativas de baixo para cima (bottom-up), impulsionadas pelas comunidades locais. Essa interação molda as cidades, influenciando desde aspectos da infraestrutura e espaços públicos até os modelos habitacionais e a atmosfera urbana. Investigar as diferenças entre essas estratégias é essencial para a construção de uma paisagem urbana harmônica que atenda às necessidades de seus moradores.
Quando se pensa em espaços públicos, a imagem de uma piscina raramente vem à mente. Espaços públicos são o centro da vida cívica, lugares onde a maioria das interações, atividades e comportamentos seguem normas sociais e culturais estritas para garantir a segurança e o conforto de todos os usuários. Em contraste, nadar e tomar banho representam algo mais íntimo e primordial, uma experiência sensorial distinta de qualquer outra. Além dos benefícios para a saúde, o ato de flutuar no espaço cria uma ruptura com a vida cotidiana e suas restrições.
Como espaços sociais, banhos públicos e piscinas oferecem uma experiência ainda mais incomum. Aqui, regras e normas de conduta usuais não se aplicam mais. A nudez social se torna a nova norma e, à medida que as pessoas se despem, elas também perdem seus marcos de status, transformando a piscina em um oásis igualitário. Ao longo da história, esses espaços muitas vezes desacreditados ofereceram uma experiência social intensificada, fomentando conexões e trazendo um novo elemento a ambientes urbanos densos. Como uma tipologia presente desde a antiguidade, banhos públicos e piscinas também foram um espaço disputado, como uma manifestação de tópicos difíceis, como a segregação de gênero e raça, gentrificação e vigilância em contraste com a liberdade que prometem.
O escritório Skidmore, Owings & Merrill foi selecionado para projetar a Bolsa de Clima de Nova York em parceria com a Stony Brook University, um instituto de pesquisa pública nova-iorquino. O novo campus net-zero, localizado na Governors Island, será uma instituição âncora no desenvolvimento de novas soluções climáticas. Sendo um centro internacional pioneiro, "A Bolsa" também atuará como um hub regional para a economia verde.
Em 31 de janeiro, andaimes e barreiras de construção foram desmontados na 56 Leonard Street, revelando a primeira obra de arte permanente de Anish Kapoor na cidade de Nova York. A escultura de 15 metros de comprimento, 6 metros de altura e 40 toneladas é parcialmente coberta por um edifício residencial projetado por Herzog & de Meuron. A escultura espelhada lembra outra obra de Kapoor, a Cloud Gate, também conhecida como The Bean, localizada em Chicago.
Nova York é um dos lugares mais instigantes do mundo. Como epicentro das artes, mídia e cultura, Nova York tem uma história rica e um futuro promissor, contado principalmente por meio de sua arquitetura. Talvez mais conhecida por edifícios icônicos como o Empire State Building e o Chrysler Building, ou mesmo torres residenciais mega altas como a 432 Park Avenue que estão em ascensão, a cidade também possui uma diversidade de edifícios que contam uma história diferente da big apple.
O Airbnb é uma forma confiável de encontrar uma estadia. Desde sua criação em 2008, o site já cadastrou mais de 7 milhões de residências ao redor do mundo, onde os viajantes podem ficar em um quarto, ou alugar uma casa inteira. Recentemente, muitas cidades têm reprimido estadias de curta duração, citando questões de segurança, listagens falsas e aumento dos preços dos imóveis, causando a saída das pessoas de suas casas quando a moradia é usada apenas para o aluguel do Airbnb. O que as cidades estão fazendo em relação a estas questões? O que o Airbnb está fazendo para ajudar a resolvê-los? O Airbnb será viável por muito mais tempo?
A década de 1970 foi uma época sombria para Nova York. Enquanto a economia estava em baixa, as taxas de criminalidade estavam em alta. A imagem pública negativa também afastou os turistas, levando a cidade a uma crise financeira. Para mudar as percepções sobre a Big Apple, o Departamento de Desenvolvimento Econômico do Estado de Nova York procurou a empresa de publicidade Wells Rich Greene para criar uma operação de marketing convidativa. Após 45 anos, a campanha I Love NY resultante permanece fresca nas mentes dos moradores e turistas, renovando com sucesso a marca da cidade de Nova York. Cidades de todo o mundo, como Paris, Amsterdã e Jerusalém, também investiram pesado na construção de marcas atrativas.
A cena é quase idêntica, não importa em que bairro de Nova York você esteja. Sacos de lixo e outros objetos grandes se amontoam em calçadas estreitas, esperando sua vez de serem levados pelos trabalhadores e caminhões de lixo. Grandes roedores buscam abrigo em suas casas temporárias de plástico, alimentando-se de restos descartados, sendo comum serem avistados pelos moradores da cidade de Nova York. A cidade que nunca dorme tem um problema maior do que as luzes piscando e as ruas barulhentas: é todo esse lixo que fica nas calçadas.
A Transportation Alternatives e o Massachusetts Institute of Technology iniciaram uma nova ferramenta digital, o Spatial Equity NYC, para ajudar os usuários a entender como o restrito espaço da cidade de Nova York é distribuído. A ferramenta avalia o uso de ruas, calçadas e espaços públicos - fatores que influenciam dados como poluição, fatalidades no trânsito, acessibilidade ou qualidade do ar. Os dados coletados mostram uma correlação direta entre bairros com comunidades de baixa renda e de cor e as formas prejudiciais em que o espaço público é usado, que acarretam em problemas de saúde e mobilidade.
Um desenvolvedor em Nova York comprou o primeiro edifício comercial de token não fungível (NFT) na cidade de Nova York. "Localizado" na 44 West 37th Street, o NFT de 4.700 metros quadrados serve como um ativo digital imutável que aponta para uma transformação na forma como projetamos, construímos, operamos e monetizamos nossos espaços, com apenas "um clique". O edifício de 16 andares foi criado pela empresa de inteligência espacial Integrated Projects e questiona a função da arquitetura no mercado imobiliário e no metaverso.
Futuros métodos de planejamento para calçadas e espaço de transporte público. Imagem via Global Designing Cities Initiative
Se você mora em uma área urbana, suburbana ou rural, há uma boa chance de que usar uma calçada, de alguma forma, faça parte de sua rotina diária. Seja atravessando uma calçada para chegar ao seu carro em um estacionamento ou andando vários quarteirões em seu trajeto até o centro da cidade, as calçadas são essenciais para criar locais seguros para os pedestres distante das ruas. Mas o que acontece quando as cidades não se responsabilizam pela manutenção das calçadas e elas são deixadas sob cuidado das pessoas que apenas as usam?
Em 2007, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, propôs a tarifação de congestionamento em Manhattan. A Assembleia Legislativa do Estado rejeitou o plano. Quinze anos depois, ainda estamos debatendo a ideia, perdendo tempo enquanto o planeta queima.
O problema mais recente é que um novo estudo ambiental e modelo de tráfego do MTA, a avaliação ambiental do programa de pedágios do distrito empresarial central, diz que o que é bom para os 1,63 milhão de habitantes de Manhattan e também do planeta, em geral, aumentará a poluição no já insalubre ar no Bronx. Sim, é um problema. Transformar o perfeito em inimigo do bom também é um problema. Precisamos de um plano que beneficie a todos.
Em homenagem ao legado prolífico de Virgil Abloh nos campos da arquitetura e do design, o Museu do Brooklyn apresenta "Figuras de Discurso", uma exposição que oferece aos visitantes um olhar sem precedentes sobre o trabalho de mais de duas décadas do artista. De 1º de julho de 2022 até 29 de janeiro de 2023, os protótipos do artista serão apresentados ao lado de obras de arte finalizadas, produtos e objetos de moda, com suas diversas inspirações, desde pinturas centenárias até a sinalização contemporânea em canteiros de obras.
Plano Diretor para o Terminal Rodoviário Port Authority New York New Jersey Midtown. Imagem cortesia de Foster + Partners
A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey anunciou a escolha de Foster + Partners e da empresa de design multidisciplinar A. Epstein and Sons International Inc, com sede nos EUA, para repensar o terminal de ônibus de Manhattan, o mais movimentado do mundo. O projeto visa expandir a sua capacidade, substituindo o antigo terminal de ônibus de 72 anos por uma nova instalação de padrão internacional. O novo terminal será projetado para oferecer a melhor experiência ao usuário, atendendo às necessidades de transporte público da região no século XXI, ao mesmo tempo em que impulsiona a comunidade ao redor e permite a remoção de ônibus intermunicipais das ruas locais.