Para ter sucesso hoje em dia, as bibliotecas devem abordar muitas questões diferentes, algumas tradicionalmente relacionadas às bibliotecas e outras nem tanto. Suas novas missões de múltiplas facetas devem contar com um grande projeto, características fortes e programas de atração de público. Assim é como as bibliotecas podem se converter em lugares onde se desenvolve a vida comunitária e as pessoas podem interagir. Retomando o artigo anterior “Como criar uma grande biblioteca?”, a seguir publicamos a segunda parte:
O escritório Chevalier Morales Architectes, em colaboração com DMA Architectes, venceu a competição para projetar a Biblioteca Pierrefonds em Quebec. O projeto pedia uma renovação completa do edifício existente - visando receber o certificado LEED Gold - além de uma expansão de 2.316 m² que incluiria novas tecnologias de gerenciamento de documentos. O projeto vencedor foi inspirado em antigos masterplans para Pierrefonds, bem como no pragmatismo econômico aplicado em shopping centers.
"Arquitetura é mais que criar um espaço para viver," segundo o arquiteto holandês Piet Blom, "você cria uma sociedade". Até sua morte em 1999, Blom projetou casas e sistemas urbanos em rejeição ao Modernismo frio e duro do pós-guerra, oferecendo uma arquitetura mais quente e humana. Seus desenhos, diagramas e casas mostram um comprometimento com a reconciliação entre a arquitetura e os elementos culturais que nos cercam. Caracterizados pelo uso de cores vivas e geometrias expressivas, projetos como o "Kasbah" e as casas cubo em Rotterdam são testemunhos de sua crença de que a arquitetura serve às pessoas, e não o contrário.
Um verdadeiro "Arquiteto do Povo", a obra de Blom vem encantando um número cada vez maior de entusiastas, dentre os quais moradores das residências projetadas pelo arquiteto, que esperam angariar fundos para compartilhar os registros da carreira profissional holandês com o público. Ingeborg van der Aa, secretário da Fundação Peit Blom, disse que o objetivo desta iniciativa é promover o reconhecimento da obra, na esperança de encorajar as gerações mais jovens a se tornarem criadoras ativas de suas sociedades.
Para saber mais sobre a campanha para levantar fundos para o Piet Blom Museum, clique aqui.
A seguir, uma rara coleção de desenhos de Blom.
https://www.archdaily.com.br/pt/01-145307/moradores-tentam-angariar-fundos-para-o-piet-blom-museumJose Luis Gabriel Cruz
Centro Nacional de Arte Contemporânea. Cortesia de Calvert Journal
O Ministério da Cultura da Rússia anunciou os 10 escritórios finalistas que competirão pelo projeto do complexo de exposição e museu do novo Centro de Arte Contemporânea de Moscou (NCCA). O NCCA, que funciona atualmente em uma antiga fábrica no centro de Moscou, será relocado no Khoydynskoye Pole, um antigo campo de pouso a nordeste de Moscou, como parte de um plano urbano mais amplo de desenvolvimento da região.
Dez escritórios foram selecionados para avançar à segunda etapa da competição: cinco por mérito de sua experiência e portfólio; e cinco por mérito de seus estudos preliminares submetidos ao júri. Veja a lista de finalistas a seguir...
O Museu Judaico é ainda hoje tão emocionante e absolutamente desorientador quanto era em sua inauguração. Através de um olhar cuidadoso, o estúdio Spirit of Space produziu um pequeno filme que captura momentos únicos da experiência arquitetônica que é estar nesta obra. A sonoridade é dura, os planos instáveis. A percepção oscila entre o visível e o intangível. Através da linguagem cinematográfica, o filme procura expressar a inquieta essência sequencial da obra de Daniel Libeskind.
O edifício se divide em três alas: duas laterais e uma central. As alas laterais são similares: formadas por seis abóbadas de berço, independentes entre elas e apoiadas cada uma em quatro pilares perimetrais. A ala central retrocede numa das frentes duas abóbadas, criando um patio de entrada. As fachadas são extremamente homogêneas, segundo o ritmo das abóbadas e seus pilares, e o espaço entre elas.
Projetado para a obra do artista Rei Naito, o Teshima Art Museum apresenta uma forma topográfica contínua em concreto branco que se envolve com a paisagem circundante de Teshima, no Japão. O arquiteto Ryue Nishizawa concebeu o museu como uma galeria aberta, aberta para a natureza, definida por uma superfície de concreto de 25 cm de espessura com vãos de até 60 metros.
O vídeo é uma cortesia de JA+U. mais imagens a seguir...
No ano passado, a Universidade da California, em Davis convidou três arquitetospara competir pela chance de projetar seu novo museu de arte de 30 milhões dólares museu, previsto para estrear em 2016. A competição foi um caso de concepção-construção, onde cada participante foi convidado a se juntar com um empreiteiro e apresentar um design holístico. Para quem não viu, SO - IL foramanunciados como os vencedores do concurso.
Aqui apresentamos o projeto vice-campeão, do escritório Henning Larsen Architects. O projeto ganhou o nome "The Leaf" (A Folha), e espacialmente e materialmente expressa suas funções sobrepostas. Seu nome vem da leveza da folha, como o aço e alumínio na cobertura, que filtra a luz solar e oferece sombra. A folha se apóia em uma base de concreto pesado, fornecendo alojamento para as exposições do museu.
Leia as descrições dos arquitetos depois do intervalo...