A rua XV de Novembro em Curitiba, Brasil, tornou-se um ponto de encontro social após ser fechada para carros em 1972. Via: CBN Curitiba
A necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor de transportes é urgente, e a implementação de medidas nesse sentido é tanto um desafio quanto uma oportunidade para as governanças locais. É o caso das Áreas de Zero Emissão (ZEAs, do inglês Zero Emission Areas), que são áreas das cidades onde as emissões de gases poluentes são neutralizadas. Essa medida beneficia principalmente as pessoas que irão usufruir de um espaço urbano mais saudável e de atividades comerciais mais ativas. Entretanto, para viabilizar seu êxito, ou ao menos reduzir o retorno negativo da opinião pública, é fundamental o engajamento social e uma comunicação efetiva com a população.
https://www.archdaily.com.br/pt/992191/o-que-sao-areas-de-zero-emissaoITDP Brasil
Em 1972, Caetano Veloso anuncia na canção Triste Bahia que “o vapor de Cachoeira já não navega mais no mar”. De fato, somos uma geração que desconhece a capacidade náutica de Salvador, uma vez que a maioria não teve a oportunidade de conviver com o cotidiano da cidade portuária. Um breve olhar nos registros realizados por fotógrafos como Marcel Gautherot, Pierre Verger e Lázaro Roberto, entre as décadas de 1950 a 1970, permite verificar que as dinâmicas cotidianas realizadas junto ao mar eram abissalmente diferentes das atuais.
O design ativo e a redução de velocidade vêm transformando os municípios que adotam essa estratégia de planejamento urbano em espaços mais seguros e qualificados para as pessoas caminharem, pedalarem, praticarem esportes ao ar livre e se divertirem.
Ao projetar uma infraestrutura que incentiva os moradores de todas as idades a terem uma rotina mais saudável, mudando a forma como se deslocam e aproveitam os ambientes públicos, as cidades ativas impactam positivamente na saúde física e mental da população, aumentam a atratividade desses lugares e sua vitalidade econômica e diminuem a poluição ambiental e sonora.
https://www.archdaily.com.br/pt/990541/zonas-de-baixa-velocidade-tornam-a-cidade-mais-ativa-e-seguraSomos Cidade
É notório que cidades em todo o mundo precisam empreender esforços para que mais pessoas optem pelos meios mais sustentáveis de transporte – a caminhada, a bicicleta e o transporte coletivo – em detrimento de carros e motos. Mas o que nos leva a escolher um meio de transporte em vez de outro? Quais fatores estão por trás da nossa escolha? Será que são, de fato, decisões conscientes ou apenas “hábitos automáticos”? Compreender este processo é passo importante na promoção de ações para a mobilidade sustentável.
O primeiro serviço de trem a hidrogênio começou a operar na Alemanha, um feito inédito no mundo. A linha ferroviária 100% a hidrogênio estreou na pequena cidade de Bremervörde, perto de Hamburgo. No total, serão 14 veículos que vão substituir locomotivas a diesel, no norte do país, em quase 100 quilômetros de linha. Além de Bremervörde, a linha regional atende as cidades de Cuxhaven, Bremerhaven e Buxtehude.
Minhocão, São Paulo. Foto de D A V I D S O N L U N A, via Unsplash
O uso das bicicletas tem crescido nos últimos anos e alterado a paisagem nas grandes cidades do Brasil. Entre os fatores que podem ter contribuído para essa mudança, um dos mais evidentes é o investimento em infraestrutura cicloviária. Dados de uma pesquisa brasileira reforçam essa perspectiva, ao demonstrar que ciclovias são um fator determinante para a adoção da bicicleta por quem ainda não pedala.
https://www.archdaily.com.br/pt/988154/3-acoes-para-promover-a-bicicleta-e-a-equidade-no-acesso-a-cidade-no-brasilPaula Manoela dos Santos, Ariadne Samios, Larissa Oliveira e Fernando Corrêa
De tempos em tempos, há pessoas que propõem transporte público gratuito. Os apoiadores têm uma variedade de motivos, incluindo uma tentativa de comparar com carros, socialismo ideológico, externalidades positivas e a eficiência de se livrar da cobrança de tarifas.
https://www.archdaily.com.br/pt/984731/os-custos-do-transporte-publico-gratuitoAlon Levy
Oosterdokbrug: ponte para pedestres e ciclistas em Amsterdã. Foto: Mariano Mantel/Flickr
A explicação para algumas pessoas caminharem mais do que outras pode ir além da escolha pessoal: em muitos casos, os níveis de caminhada no dia a dia são determinados pelo desenho urbano. A maneira como as ruas e bairros são traçados ultrapassa questões estéticas ou de planejamento e afeta diretamente o estilo de vida, a saúde, a prática de atividade física e o bem-estar de quem mora ou frequenta cada área da cidade.
Nos últimos anos, as prioridades de mobilidade dos habitantes dos EUA apresentaram notórias mudanças, sobretudo entre os jovens. Se antes, a opção quase unânime de deslocamento era o automóvel, agora as opções incluem caminhadas, bicicletas ou o transporte coletivo, segundo apontam pesquisas recentes.
É preciso encarar de vez a questão: o estacionamento gratuito não existe, não passa de uma ilusão. Ponto. Sempre tem um custo, e esse custo deve ser pago por alguém.
Padre Alonso de Ovalle, Santiago de Chile. Image Cortesía de Urb-I
Proporcionar mais espaço aos pedestres é uma das principais metas dos projetos de renovação urbana em muitas cidades do mundo.
Recorrendo à distribuição do espaço público, que implica, muitas vezes, em restringir o espaços dos automóveis - seja nas ruas ou estacionamentos -, plantar mais árvores, construir mais calçadas e ciclovias e estabelecer novas zonas de lazer, é possível projetar lugares mais acolhedores, com menos congestionamento viário e que fomentam o uso de meios de transporte sustentáveis, como as caminhadas e o ciclismo.
O escritório Weston Williamson + Partners (WW + P), sediado em Londres, venceu o concurso "Route 2020" para a linha de trem Expo Dubai 2020, de 2,2 bilhões de libras e 15 quilômetros, nos Emirados Árabes Unidos.
Trabalhando em colaboração com engenheiros da CH2M, Alstom, Acciona e Gulermack, a empresa foi selecionada entre dez propostas concorrentes para o projeto de ponta, que conectará Nakheel Harbour & Tower com o local da Expo Mundial 2020.
O escritório Grimshaw divulgou novas imagens e um vídeo de seu projeto para o Pavilhão Sustentável na Expo 2020 Dubai. Com a intenção de "iluminar a engenhosidade e as possibilidades da arquitetura na medida em que a sociedade busca estratégias inteligentes para uma qualidade de vida sustentável", o pavilhão se une a projetos de Foster + Partners e BIG para criar as três principais estruturas da Expo, cujo masterplan foi desenvolvido por HOK.
Parece fazer parte do cotidiano de um arquiteto: curvar-se sobre um desenho ou uma maquete, agachar-se desconfortavelmente para conseguir aquele ângulo perfeito de seu modelo na escala 1:100. Javier Cuñado, designer na Actiu, resolveu estes conhecidos problemas com a Mobility, uma mesa que sobe e desce de acordo com suas necessidades. Disponível numa seleta paleta de cores - preto, branco ou com acabamentos em alumínio - esta mesa é um investimento e suas costas agradecerão por isso. Saiba mais no vídeo acime e veja mais imagens a seguir.
Nesta terça-feira, 10 de setembro, o Studio-X Rio promove uma palestra com o especialista em mobilidade urbana e presidente da Copenhagenize Design Company, Mikael Colville-Andersen, uma das principais vozes mundiais em planejamento urbano e que se dedica a redefinir a bicicleta na paisagem das cidades.
O movimento cunhado por ele, Copenhagen Cycle Chic, tem papel importante na tendência global que posiciona a bicicleta como componente central no desenvolvimento das cidades. Colville-Andersen contrinui em uma variedade de projetos em diversas cidades, incluindo a inserção da bicicleta no currículo escolar de São Paulo e desenvolvendo estratégias de comunicação para incentivo ao uso da bicicleta como modal de transporte. A palestra será em inglês, com tradução simultânea disponível.