Playground interditado em Vancouver, Canadá. Foto: Rod Raglin / Creative Commons / Flickr
No momento em que este artigo é escrito, ainda é difícil vislumbrar o mundo pós-pandemia de COVID-19 que se espalhou por todo o planeta em apenas 3 meses desde que os primeiros casos foram detectados na cidade Wuhan, naChina, em dezembro de 2019. Cenários distópicos de devastação humana e econômica gerenciados por regimes totalitários ainda caminham em paralelo a visões de sociedades que consigam voltar às ruas adotando padrões mais sustentáveis e seguros para seus hábitos, formas de produção, consumo e organização social. De qualquer forma, paira a impressão de que o mundo não será mais o mesmo e que precisaremos reorganizar uma parte significativa das nossas vidas coletivas e individuais. A paralisação das atividades em escala global em virtude da COVID-19 pode orientar saídas não apenas para a pandemia, mas também para outras urgências que estão batendo à nossa porta faz algum tempo, em especial as mudanças climáticas e a perseverante (e ainda brutal) desigualdade social.
https://www.archdaily.com.br/pt/938731/mobilidade-e-pandemia-o-que-podemos-esperar-para-o-futuro-da-vida-nas-cidadesITDP Brasil
Um dos cernes do pensamento urbanístico é, e foi historicamente, o planejamento dos grandes equipamentos e infraestruturas de transporte nas cidades. Esses são projetos que lidam com uma diversidade de aspectos de um programa que, em geral, responde a demandas coletivas no espaço público, e por isso costumam ser construções de grande escala para amparar grandes fluxos de circulação e funcionar como verdadeiros articuladores das formas de se deslocar no espaço urbano.
Ao longo de 2019, o ITDP e a União de Ciclistas do Brasil (UCB) trabalharam em conjunto para disponibilizar um mapa para facilitar e ampliar o acesso a dados sobre a infraestrutura cicloviária nas cidades brasileiras. Em setembro do ano passado, o público votou no nome que seria dado à plataforma, e o CicloMapa foi lançado no Fórum Nordestino da Bicicleta (FNEBici) em Aracaju.
Vista aérea de São Paulo. Foto de Sergio Souza via Unsplash
Quantos postos de trabalho alguém consegue acessar em menos de uma hora usando transporte público? Quanto tempo se leva para chegar até o posto de saúde ou escola mais próxima da sua casa? As respostas a essas perguntas dependem diretamente das políticas de transporte e de desenvolvimento urbano das cidades. Essas políticas determinam, em larga medida, a acessibilidade urbana, isto é, a facilidade com a qual pessoas de diferentes grupos sociais e níveis de renda diversos conseguem acessar oportunidades de emprego, serviços de saúde e educação, atividades culturais e de lazer. No entanto, o tema da acessibilidade urbana tem recebido pouca atenção dos gestores públicos no Brasil, e a pesquisa sobre o tema ainda se encontra restrita a estudos de casos de algumas poucas cidades. Isso se deve em parte a dificuldades de disponibilidade de dados.
https://www.archdaily.com.br/pt/932079/desigualdades-socioespaciais-e-o-acesso-a-oportunidades-nas-cidades-brasileirasRafael Pereira, Carlos Braga, Bernardo Serra e Vanessa Nadalin
Photo credit: M a r t i n M o n t i n g e l l i on VisualHunt.com / CC BY-NC-SA
A Prefeitura de Salvador está lançando a segunda fase do programa "Eu Curto Meu Passeio", que tem o objetivo de promover a reforma das calçadas mal mantidas e que ofereçam risco à população.
https://www.archdaily.com.br/pt/929898/prefeitura-de-salvador-vai-melhorar-calcadas-e-cobrar-os-donos-dos-imoveisMarcos de Souza
Há cerca de quatro anos a Avenida Paulista ganha cores, dança, música e circulação intensa de pedestres e ciclistas aos domingos e feriados. Este é o fruto da mobilização de organizações da sociedade civil e da população, que em 2015 levou à criação do Programa Paulista Aberta pela Prefeitura de São Paulo, no contexto do programa Ruas Abertas. Desde então, uma das avenidas mais movimentadas da capital paulista é palco de atividades econômicas, culturais e de lazer, além de proporcionar um espaço gratuito e amplo para a prática de exercícios físicos.
https://www.archdaily.com.br/pt/928149/paulista-aberta-os-impactos-para-visitantes-e-moradores-apos-quatro-anos-do-programaITDP Brasil
A Rua Miguel Calmon foi cenário de transformações importantes em Salvador. Até o início do século 20, antes da construção do aterro em que foi erguido o lado esquerdo da via e um novo porto para a cidade, ela se chamava Rua do Cais e era banhada pelo mar. Cem anos depois, a rua no bairro Comércio tornou-se a primeira Rua Completa da capital baiana e um dos símbolos das intervenções que têm revitalizado seu centro histórico.
https://www.archdaily.com.br/pt/927819/de-rua-do-cais-a-rua-completa-intervencao-em-salvador-devolve-vitalidade-a-rua-miguel-calmonFernando Corrêa e Bruno Batista
Foto ilustrativa. Créditos: Agência Brasília on Visual hunt / CC BY
A partir de 5 de novembro, usuários de ônibus de Vargem Grande Paulista passarão a ter isenção do valor da passagem. A cidade é a primeira da região metropolitana de São Paulo a oferecer gratuidade no bilhete de transporte público.
O ambiente afeta o comportamento, assim como o comportamento afeta o ambiente. Essa é uma das principais proposições da psicologia ambiental, área que estuda a inter-relação entre o comportamento humano e o ambiente que o circunda, seja ele construído ou natural. Se o ambiente tem o poder de influenciar nossas escolhas e hábitos, então é possível planejá-lo para que incentive escolhas mais sustentáveis. E as ruas completas oferecem uma forma de fazer isso.
Deslocar-se pelas cidades é requisito básico para o acesso e o desenvolvimento da maioria das atividades humanas. São viagens diárias entre residência e trabalho, estudo, lazer, ou outros compromissos cotidianos. E nem sempre são feitas com as melhores condições de conforto, seja em transportes lotados ou congestionamentos. Mobilidade urbana é um tema muito atual e bastante debatido, desde rodas de conversas informais até seminários técnicos e científicos. É difícil encontrar alguém que não tenha uma opinião formada sobre o assunto ou alguma solução milagrosa para os problemas de sua cidade ou região. Já postamos no site diversos artigos sobre o assunto, sejam de propostas utópicas até questões relacionadas ao cotidiano da maior parte da população.
Intervenção e urbanismo tático em cruzamento da rua João Alfredo, em Porto Alegre. Foto: Daniel Kener Neto/WRI Brasil
A medição de impacto é uma etapa indispensável para que uma Rua Completa seja implementada com sucesso e de fato atenda às necessidades da população. Como não existe um modelo único de Rua Completa, o processo se torna ainda mais necessário: para garantir que as diferentes intervenções sejam eficazes e positivas, é fundamental conhecer os cenários de antes e depois das mudanças e avaliar os impactos do projeto na prática.
As famosas estações-tubo de Curitiba, ícones do desenvolvimento urbano da capital paranaense nos anos 1990, serão substituídas por um modelo mais novo. A meta da Prefeitura e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba é substituir doze destas estruturas ao longo da linha Inter 2 de ônibus.
California Air Resources Board, ou simplesmente CARB, é um grupo composto por 16 membros (sendo a maioria nomeados pelo governador), que supervisiona os esforços para controlar a poluição do ar na Califórnia, nos Estados Unidos. Tal grupo aprovou, em dezembro, uma regulamentação inédita nos EUA que estabelece uma meta estadual para que as agências de transporte público façam a transição gradual para frotas de ônibus 100% emissão zero até 2040.
Rua Joel Carlos Borges, em São Paulo. Foto: Pedro Mascaro/WRI Brasil
A implementação de uma Rua Completa é uma conquista a ser celebrada em uma cidade. Um projeto que chega a se tornar realidade é uma indicação de que a mobilidade urbana da região está sendo pensada em prol do uso mais democrático do espaço e da segurança de todos os seus usuários. Mesmo assim, medir o impacto dessas intervenções é de vital importância para orientar futuras ações no local.
A primeira Rua Completa de São Paulo, a Rua Joel Carlos Borges, no Brooklin, passou por uma avaliação dois meses após sua implantação, a qual concluiu que 92% dos usuários da via aprovam o projeto e acreditam que as mudanças são benéficas.
https://www.archdaily.com.br/pt/908598/primeira-rua-completa-de-sao-paulo-tem-92-percent-de-aprovacaoWRI Brasil
Mercado de Durban, África do Sul. Fotografia de: mattk1979 on Foter.com / CC BY-SA
A urbanização está mudando a cara do planeta – para o bem e para o mal.
Populações urbanas, produtos internos brutos e investimentos estão crescendo exponencialmente. Ao mesmo tempo, emissões de carbono estão aumentando, mais e mais pessoas estão vivendo em favelas e a poluição do ar é uma ameaça que cresce. Especialistas apontam para a necessidade de transformações urbanas, ainda que poucas pessoas tenham uma ideia concreta de como desencadear e manter tal mudança.
https://www.archdaily.com.br/pt/907739/5-cidades-mostram-o-que-sao-transformacoes-urbanasAnne Maassen e Madeleine Galvin
Como já tem sido discutido em diversos países do mundo, a promoção da bicicleta como meio de transporte tem diversos benefícios para as cidades e seus cidadãos, tais como: redução de doenças crônicas (como hipertensão e doenças cardiorespiratórias), taxas menores de sobrepeso e obesidade, menos mortes e lesões no trânsito, níveis mais baixos de poluição do ar, entre outros. Apesar de constantemente disseminados todos esses impactos positivos, na América Latina menos de 10% [1] da população adulta usa a bicicleta como meio de transporte, enquanto que em países europeus como Holanda e Dinamarca, esse número ultrapassa 25% das viagens [2].
Com o objetivo de melhor compreender a relação entre ambiente construído e promoção da bicicleta no Brasil, um estudo [3] buscou entender as associações entre uso da bicicleta como meio de transporte e ciclovias e transportes de massa na cidade de São Paulo. A pesquisa foi
O Fórum Internacional de Arquitetura e Urbanismo continuou a pleno vapor no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O Rio Academy concluiu suas atividades com a fase prática, onde os participantes estudantes e profissionais desenvolveram projetos como uma forma de presentear a cidade no ano que completa 450 anos. Iniciada na quarta-feira, dia 22, a segunda etapa do evento segue a dinâmica dos talks pela parte da manhã e o resto do dia para o desenvolvimento dos projetos.