A baixa qualidade e a má aplicação do piso de pedra do novo Museu da Cultura em Milão levou o arquiteto David Chipperfield a se dissociar do edifício. Acusando os responsáveis de terem cortado recursos para a compra dos materiais, o arquiteto britânico exige que seu nome seja removido do projeto, dizendo que o edifício é agora um "museu de horrores" e um "desfecho patético para um trabalho de 15 anos" devido a baixa qualidade da pavimentação.
Por sua vez, a Prefeitura de Milão disse que a escolha dos materiais foi feita com base nos "impostos pagos pelos contribuintes", e continuou, dizendo que, de acordo com o conselheiro Filippo del Corno, Chipperfield se mostrou "não razoável e impossível de agradar".
Pavilhão da Vanke. Cortesia de Milan Expo 2015 / Archilovers
Esse passeio - possível através do Instagram da Expo - nos oferece um panorama atualizado do desenvolvimento de projetos como o pavilhão da Vanke, de Daniel Libeskind, revestido com painéis metálicos autolimpantes que fazem a purificação do ar, e do pavilhão italiano que "come poluição", concebido pelo escritório Nemesi. Com a abertura da Exposição Universal marcada para daqui pouco mais de um mês, Milão se tornará, por um período de seis meses, uma vitrine global para o tema do estudo dos alimentos. Com mais de 140 países abordando a questão de "como garantir alimentos saudáveis, seguros em em quantidade suficiente para todos, e ao mesmo tempo respeitar o planeta e seu equilíbrio", inovações na arquitetura, engenharia e design de materiais serão tópicos centrais no evento.
Veja algumas imagens dos pavilhões em construção, a seguir.
O escritório Herzog & de Meuron divulgou o projeto do Slow Food Pavilion para a Expo Milão 2015, previsto para ser concluído até maio. Exibindo o trabalho da organização Slow Food, de Carlo Petrini, o pavilhão promove a visão da organização de proporcionar acesso a "alimentos bons, limpos e justos".
Implantado em um terreno triangular no limite leste do bulevar central da Expo, o pavilhão utiliza uma configuração triangular de mesas para evocar o que Herzog & de Meuron descreve como "uma atmosfera de refeitório e mercado".
Esta é sem dúvida uma das maiores mudanças que nossas cidades estão enfrentando. O reinado do automóvel chegou ao fim e o espaço das ruas está sendo aos poucos devolvido às pessoas,
São cada vez mais evidentes os efeitos negativos que os automóveis criam nos espaços urbanos. Os mais evidentes são a poluição do ar, os acidentes de trânsito e, claro, todo o espaço que ocupam, gerando congestionamentos e ambientes desagradáveis para as pessoas que caminham.
Em muitas cidades hoje em dia, o automóvel não é a forma mais eficiente de se deslocar. Por exemplo, em Londres os automóveis têm uma média de velocidade inferior a das bicicletas. Os motoristas de Los Angeles passam 90 horas por ano presos em engarrafamentos e, segundo um estudo britânico, os condutores passam 106 dias de suas vidas procurando uma vaga para estacionar seu carro.
A Fast Company realizou uma seleção de 7 cidades que seguem em frente na iniciativa de tirar os carros das ruas, um processo que muitas outras cidades experienciarão num futuro não muito distante.
Ao ser contatado pela primeira vez por Miuccia Prada e Patrizio Bertelli para projetar o novo espaço da Fondazione Prada em Largo Asarco, o OMA iniciou um trabalho para "expandir o repertório de tipologias espaciais nas quais a arte pode ser exibida e compartilhada com o público." O resultado é um "ambiente excepcionalmente diverso", incorporado a uma histórica destilaria do século XX localizada ao sul de Milão, que vai além da tradicional tipologia da caixa branca empregada em museus.
Domingo passado a Prada abandonou o tradicional desfile durante o lançamento de sua coleção masculina outono/inverno 2015, que aconteceu em uma "paisagem desorientadora" projetada pelo AMO, organização do OMA voltada para pesquisas. A passarela fragmentada transformou um ambiente da Fondazione Prada na Via Fogazzaro 36, em Milão, em uma série íntima de espaços interconectados, carinhosamente chamada de "The Infinite Palace".
“O ambiente existente está disfarçado em uma clássica sequência de espaços, mudando gradualmente de proporções como em uma perspectiva maneirista abstrata. Em oposição ao palco único, a nova sequência de espaços multiplica e fragmenta o desfile em uma série de momentos íntimos", descreveu o AMO.
A organização russa divulgou imagens de sua participação na Expo Milão 2015. Levando em consideração os pavilhões russos mais bem sucedidos em exposições internacionais - das quais o país vem participando desde 1851 - e a importância das "tecnologias verdes", o escritório SPEECH propôs uma estrutura de madeira expansível de 4 mil m² com uma cobertura que se prolonga 30 metros sobre a principal entrada do pavilhão.
O escritório b720 arquitectos, de Barcelona, projetou um pavilhão inspirado em uma estufa para representar a Espanha na Expo Milão 2015. Simbolizando a fusão entre tradição e inovação na gastronomia espanhola, a estrutura em pórtico será dividida em duas partes, unidas pela repetição das formas.
Competição:Pavilhão do Brasil na Expo MIlão 2015 Premio:Proposta Projeto:André Cavendish, Caio Bruno Carvalho, João Pedro Neri, Lola Belchi, Lucas Ramos, Priscila Bellas, Thiago Almeida Autores:André Cavendish, Caio Bruno Carvalho, João Pedro Neri, Lola Belchi, Lucas Ramos, Priscila Bellas, Thiago Almeida, 2.800 m², 2014, Milão, Itália
Dos arquitetos: O pavilhão do Brasil na EXPO Milano 2015 deve não apenas afirmar o lugar do país como um dos principais atores na produção e distribuição de alimentos e seu importante papel em escala mundial em termos de inovação tecnológica, mas também mostrar ao mundo como a produção agrícola se tornou uns dos principais motores do crescimento econômico brasileiro e como, não obstante, é peça chave para o avanço social da população.
O escritório MVRDV, em colaboração com a fabricante de móveis belga Sixinch, projetou uma série de móveis lúdicos que imagina um antídoto para o crescimento urbano genérico e espraiado das maga-cidades do leste asiático. Cada uma das 77 grandes almofadas da "Vertical Village" - atualmente em exposição na Semana de Design de Milão - assume a forma de pequenas e densas residências, alternativas coloridas para o skyline horizontal das metrópoles asiáticas, formado por blocos residenciais.
"A Vertical Village - uma observação do crescimento descontrolado das cidades asiáticas, que levou ao desaparecimento de conjuntos urbanos na escala humana, leva os designers a desenvolver um modelo de cidade habitável que promova um crescimento para cima: uma vila vertical composta por pequenos núcleos residenciais que garantam as relações humanas e, ao mesmo tempo, proporcionem espaço para áreas verdes e lugares de encontro. A instalação é composta por 77 grandes almofadas na forma de pequenas casas, todas diferentes."
O escritório Naqsh,E,Jahan-Pars (NJP), em colaboração com o Laboratorio di Architettura e Design (LAD), venceu a competição internacional para o Pavilhão do Irã na Expo Milão 2015. Baseado em "uma narrativa dos processos vivos no planalto central do Irã", a proposta vencedora responde ao tema da Expo - "Alimentando o Mundo" - ao expor os canais subterrâneos de água que trazem vida a muitas cidades no deserto iraniano.