Em seu mais recente projeto, o escritório iraniano Sstudiomm explora o potencial que o tijolo pode oferecer através da arquitetura paramétrica. Em vez de depender apenas de componentes únicos pré-fabricados, o escritório trabalha as possibilidades de um material produzido em massa - o tijolo e diferentes formas de assentá-lo. A abordagem do escritório é bastante lo-fi, isto é, cria uma parede paramétrica de tijolos usando apenas métodos tradicionais de construção e um pouco de engenhosidade.
Este artigo é parte da nossa nova série "Material em Foco", onde os arquitetos compartilham conosco o processo de criação através da escolha de materiais que definem parte importante da construção de seus projetos.
A Casa Mipibu, projetada pelo escritório brasileiro Terra e Tuma Arquitetos Associados, um exemplo de tipologia de construção que utiliza o bloco de concreto aparente. O projeto com 170 m2 e um programa extenso, está situado num terreno de dimensões muito usuais no Brasil. Os arquitetos consideraram a possível - e inevitável- verticalização das construções vizinhas e conseguiram compor um projeto compacto, complexo e que responde as necessidades de seu cliente com criatividade na definição do conceito e no uso dos materiais. Nós conversamos com o arquiteto Danilo Terra para saber mais sobre as escolhas dos materiais e sobre os desafios do projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/791710/material-em-foco-casa-mipibu-por-terra-e-tuma-arquitetos-associadosEquipe ArchDaily Brasil
Cimento com capacidade de gerar luz? Concreto para construir em Marte? Madeira translúcida? Móveis biodegradáveis? Tijolos que absorvem a poluição? À primeira vista parece loucura, mas estas são apenas algumas das pesquisas que estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo para levar a indústria da construção a outro nível.
Confira a seguir quais são suas motivações e como foram desenvolvidos alguns experimentos que já estão sendo testados em grande escala.
O Laminado BP (Laminado de Baixa Pressão) é um dos revestimentos decorativos mais utilizados no mercado moveleiro. A lâmina celulósica impregnada com resina melamínica e submetida ao processo de termofusão (temperatura + pressão) fazem com que ela seja fundida ao painel de madeira industrializada tornando um único produto, e desta forma, facilitando o seu manuseio e eliminando etapas de processo na confecção de móveis, enfim, garantindo alta produtividade e qualidade diferenciada.
Um novo material desenvolvido pelos pesquisadores de Harvard é capaz de alterar, sozinho, seu tamanho, volume e forma, segundo afirma um artigo publicado na "The Harvard Gazette". O novo material, inspirado na técnica de origami chamada snapologia, é composto por cubos extrudados que possuem 24 faces e 36 arestas.
Atualmente a contaminação do ar em algumas cidades é um grande problema e como consequência, os edifícios que colaboram com a diminuição deste problema estão em alta. Nos últimos anos, no entanto, os projetistas estão indo além de uma simples redução das emissões de um edifício e estão trabalhando com técnicas que contribuam, efetivamente, na eliminação dos poluentes aéreos, através de sistemas como a fachada "fotocatalítica" de Nemesi para o Pavilhão da Itália na Expo Milão 2015 que captura e reage com a contaminação na presença da luz.
Contudo, na maioria dos casos, essas novas tecnologias criadas utilizam produtos químicos que afetam diretamente o ar que entra em contato físico com eles. O que aconteceria se os edifícios tivessem um papel mais ativo na tração dos contaminantes do céu? E se trabalhassem como um aspirador? Essa foi a inspiração por trás do Breathe Brick desenvolvido por Carmen Trudell, professora assistente na Escola de Arquitetura de Cal Poly San Luis Obispo e fundadora da Both Landscape and Architecture.
Mas Subramanian. Cortesia de Oregon State University
Após descobrirem por acidente um novo pigmento de cor azul vibrante, químicos da Oregon State University levaram o composto ao mercado sob a forma de uma tinta que parece ter propriedades úteis para melhorar a sustentabilidade dos edifícios.
Quando experimentavam materiais para estudar aplicações em aparelhos eletrônicos em 2009, o químico Mas Subramanian e sua equipe da OSU misturaram óxido de manganês preto com outros compostos e então aqueceram a 1.090 °C. Surpreendendo a todos, um dos compostos resultantes apresentava uma vibrante coloração azul.
O arquiteto Nguyen Hoa Hiep do a21 studio,em colaboração com estudantes de arquitetura de Saigon, criou um pavilhão inspirado em um casulo. O projeto faz parte de uma exposição organizada anualmente pela página Handhome.net no Vietnã com o objetivo de conectar as gerações mais velhas com a classe de arquitetos e estudantes de arquitetura.
Você provavelmente nunca deu muita atenção às divisórias internas, e, aparentemente básicas de um avião, no entanto, se olhar atentamente perceberá que os códigos de obra são como um passeio no parque se comparados aos exigentes padrões do design de aviação. Aqueles painéis de espessura fina, por exemplo, que separam os assentos dos passageiros da parte que abriga a cozinha do avião também devem ser capazes de suportar o peso dos assentos de emergência dos comissários de bordo e fornecer um espaço suficiente para acomodar as macas de emergência removíveis - isso sem mencionar os rigorosos padrões de segurança e testes de colisão pelos os quais todos os componentes de uma aeronave devem passar. Com todos esses desafios em mente The Living, a Autodesk em colaboração com a Airbus e APWorks, desenvolveram o Bionic Partition Project, que aproveita o design generativo e a impressão 3D para maximizar a eficiência estrutural dos painéis, reduzindo o peso de uma aeronave, e economizando combustível. Esses avanços tecnológicos poderão ter importantes implicações à longo prazo.
Quando convidado por uma loja japonesa que atua no setor da moda a projetar uma instalação temporária, o escritório Kooo Architects decidiu não apenas responder de forma visual e simbólica, mas, através do projeto, conscientizar as pessoas do poder destrutivo dos terremotos. Usando aproximadamente mil capas protetoras individuais para criar um domo de 8 metros de diâmetro, o projeto encorpora as cores e texturas usadas nas criações do cliente, ao passo que lembra o público da força dos desastres naturais.
Este artigo é parte da nossa nova série "Material em Foco", onde os arquitetos compartilham conosco o processo de criação através da escolha de materiais que definem parte importante da construção de seus projetos.
O projeto da Casa da Enseada foi desenvolvido pelo escritório porto alegrense Arquitetura Nacional em 2015 e conta com 317 m2 utilizando uma interessante composição volumétrica e de materialidade tradicional.Nós conversamos com a arquiteta Paula Otto, uma das sócias do escritório para saber mais sobre as escolhas dos materiais utilizados no projeto e sobre a influência que desempenhou estas escolhas no conceito de projeto. Leia a seguir a entrevista:
Os professores Felix Raspall e Carlos Bañón da SUTDSingapore projetaram uma malha fibrosa de 14,5 metros de comprimento composta por encaixes de metal e nylon feitos em uma impressora 3D e barras de alumínio para o SUTD Open House 2016.
Em vez de utilizar a impressão 3D para criar um modelo reduzido, o projeto do pavilhão empregou a tecnologia para criar componentes em escala real.
A maior surpresa neste modelo Archilogic é o espectro de cores. Quem já visitou a Case Study House #26 em San Rafael, Califórnia, em algum momento nos últimos 40 anos, está familiarizado com a clássica estrutura branca de aço da edificação, mas o arquiteto, Beverley David Thorne, tinha originalmente escolhido um esquema de cores muito diferente: dourado para o aço, vermelho e outras cores mais vivas para os interiores. "A escolha de cores externas", escreveu Thorne na revista Arts & Architecture ", foi ditado pelo clima e pelo carácter da paisagem circundante." Este modelo Archilogic recria as condições originais de 1963, até as cores da parede do dormitório e os azulejos.
https://www.archdaily.com.br/pt/791109/a-virtual-look-into-beverley-david-thornes-case-study-house-number-26Madlaina Kalunder and Cord Struckmann, Archilogic
Este novo sistema de portões usa o mesmo mecanismo de um tradicional portão deslizante, porém, em vez de operar horizontalmente, ele movimenta verticalmente o portão para debaixo do solo, fazendo-o desaparecer completamente em menos de cinco segundos. O sistema Fancy Fence foi criado para melhorar a acessibilidade e a estética, eliminando qualquer elemento horizontal, e pode ser instalado em diversas configurações.
A energia solar é considerada por muitos como o futuro da eletricidade mundial. Cidades como Houston e Mumbai estão adotando a incorporação de infraestruturas solares em coberturas de edifícios e também em zonas rurais, sistemas que em sua maioria estão padronizados e compostos por painéis fixos dispostos de forma que otimize a absorção do sol nos horários de pico. Somente os painéis mais sofisticados são ajustáveis e acompanham o sol ao longo do dia e, são capazes de absorver a máxima quantidade de luz permitida pela tecnologia, o que significa que metade do painel do edifício perde uma quantidade significativa da energia disponível.
Pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram um sistema de energia solar que pode absorver a maior quantidade de luz reduzindo ao mesmo tempo a liberação da pegada de carbono proveniente da produção dos próprios painéis. Os resultados são surpreendentemente interessantes: através da utilização da antiga arte japonesa do Kirigami, uma variação do Origami, os pesquisadores foram capazes de aumentar em até 40% a absorção da luz solar em relação aos painéis tradicionais.
Este artigo é parte da nossa nova série "Material em Foco", onde os arquitetos compartilham conosco o processo de criação através da escolha de materiais que definem parte importante da construção de seus projetos.
A Grande Muralha da Austrália, projetada pelo escritório australiano Luigi Rosselli Architects, e selecionada como um dos melhores projetos do ano de 2016 pelo ArchDaily, é um exemplo único de construção em taipa. Com 230 metros de comprimento, a Grande Muralha é a estrutura mais longa deste tipo na Austrália e, possivelmente, do Hemisfério Sul, de acordo com os seus arquitetos. Construída no remoto noroeste da Austrália, o edifício é feito a partir de materiais disponíveis localmente, cujas propriedades térmicas ajudam a suportar um clima variável. Nós conversamos com o arquiteto Luigi Rosselli para saber mais sobre sua escolha do material e do papel determinante que desempenhou em seu conceito de projeto.
As pessoas estão sempre trabalhando em equipe, no entanto, nem sempre existe cooperação entre elas. Para entender melhor o que significa a colaboração no âmbito profissional, a Herman Miller realizou uma pesquisa de opinião com 15 empresas (todas classificadas como altamente colaborativas) nos Estados Unidos, Reino Unido, Índia e Austrália. No total, 2.900 funcionários foram entrevistados e observados durante 700 horas. Os resultados indicaram que o "tipo de colaboração" varia e depende muito da cultura da empresa, da tecnologia disponível e da configuração do espaço de trabalho. Oferecer uma variedade de espaços com finalidades específicas, possibilitar que os funcionários possam observar uns aos outros enquanto estão trabalhando, e melhorar os espaços de convivência nos quais todos os membros de uma equipe se encontram pode ajudar muito nesse sentido.
Encontrados em lugares tão diversos como o Zhangjiajie Grand Canyon, a Willis Tower e o Tokyo Skytree, mirantes com piso de vidro se tornaram uma maravilha da engenharia para aqueles que buscam um pouco de adrenalina. Recentemente, a U.S. Bank Tower, no centro de Los Angeles, elevou a aposta em estruturas de vidro ao construir um escorregador transparente na fachada de seu edifício sede. Indo de uma janela no 70° andar a um terraço no 69°, a nova atração abriu ao público no final de junho, oferecendo aos mais ávidos por adrenalina uma vista panorâmica única da cidade.