Recentemente, temos visto muitos projetos que fazem uso de fachadas permeáveis, incluindo alguns vencedores do Building of the Year Award, a ponto de se poder considerar esse elemento arquitetônico uma espécie de tendência ou "moda" na produção contemporânea.
Melhorias na iluminação e ventilação naturais e maior permeabilidade visual são algumas das vantagens proporcionadas por esse tipo de fachada. A seguir, compilamos 15 fotografias que mostram exemplos desse elemento, feitas por proeminentes fotógrafos, como Andrés Valbuena, Pedro Nuno Pacheco e Koji Fuji Nacasa & Partners Inc.
Ladrilhos hidráulicos são revestimentos produzidos de forma completamente artesanal, com matéria prima à base de cimento. Trata-se de uma opção bastante versátil pois ele é frequentemente utilizado em áreas públicas, como praças e calçadas; mas também pode ser utilizado em áreas específicas como bordas de piscinas e/ou rampas de estacionamento, por exemplo. Também se faz cada vez mais presente como revestimento de interiores residenciais de alto padrão aplicado como revestimento de piso, parede ou até mesmo de mobiliários. Isso se deve ao seu alto poder de personalização de cores e modelos, conferindo unidade e exclusividade à cada projeto.
O tijolo é um dos materiais mais populares para arquitetos que buscam uma estética mais rústica ou vintage tornando os projetos de apartamentos, restaurantes e lojas mais quentes e convidativos. No entanto, a cor e o tipo de corte do tijolo podem influenciar significativamente a atmosfera que emana. Enquanto o tijolo branco se presta a um design mais minimalista, o tijolo marrom, por exemplo, tende a parecer mais rústico e terroso. Neste artigo, exploramos algumas das cores mais populares de tijolos, descrevemos formas de colori-los artificialmente e listamos projetos recentes que utilizam o material.
https://www.archdaily.com.br/pt/944534/tijolos-e-suas-coresLilly Cao
Feito localmente a partir de um único painel de madeira laminada cruzada ou CLT, a obra Obolin foi projetada por Steven Holl Architects para o Parque de Esculturas e Arquitetura Art Omi, centro artístico que busca explorar a interseção entre a arquitetura e a arte através da produção de painéis, instalações, intervenções paisagísticas e entornos construídos por arquitetos.
O conceito de Design for Disassembly (DfD) ou “projetar para desmontar”, é uma prática que vem ganhando força ao longo dos últimos anos entre arquitetos do mundo todo. Tal abordagem revela uma crescente preocupação com o excessivo consumo de recursos naturais, o desperdício e a baixa taxa de reciclagem na indústria da construção civil. O artigo a seguir pretende analizar em detalhe esta nova tendência na arquitetura, apresentando algumas diretrizes de projeto que contemplam a possibilidade de desmontagem e reciclagem de edifícios no futuro, oferecendo uma melhor compreensão desse conceito e seu impacto na prática profissional da arquitetura e na economia circular.
Embora o químico e inventor Otto Rohm tenha tido a ideia do plexiglas pela primeira vez em 1901, somente em 1933 a empresa Rohm & Haas o introduziu no mercado pela primeira vez com esse nome comercial. O material, considerado uma alternativa ao vidro, (leve e resistente a estilhaços) teve uma história fascinante e experimentou uma infinidade de usos diferentes naquele tempo. Hoje, o plexiglas continua sendo utilizado de maneiras novas e interessantes, inclusive com o potencial de ajudar a combater a disseminação do coronavírus. Restaurantes, lojas e outras empresas começaram a usar divisórias como escudos de proteção para trabalhadores e clientes, especialmente quando cidades e vilas vêm reabrindo lentamente. Abaixo, mergulhamos neste material incomum, abordando suas propriedades, sua história e as maneiras como ele segue sendo usado hoje.
https://www.archdaily.com.br/pt/943155/o-que-e-o-plexiglas-o-plastico-protetor-que-combate-a-disseminacao-viralLilly Cao
Shiver House é uma reinvenção radical da cabana finlandesa tradicional (mökki). O projeto é uma estrutura cinética que se adapta às forças naturais circundantes. Trata-se de uma exploração da ideia de que a arquitetura pode ser usada como um meio de criar um vínculo emocional mais próximo entre seus habitantes e o mundo natural em que se encontra. Além disso, o projeto aborda que a arquitetura pode parecer "viva" com a intenção de que isso gere um relacionamento emocional mais profundo e duradouro entre as pessoas e as estruturas que elas habitam.
Conceitualmente, a peça sugere que a arquitetura, em vez de estática e conformada por funções, pode ser um elemento poético, vivo e dinâmico que muda a maneira como nos relacionamos com a paisagem que nos cerca.
https://www.archdaily.com.br/pt/943124/600-telhas-cineticas-reinventam-a-cabana-finlandesa-tradicional-mokkiLilly Cao
Com a maior parte do mundo vivendo em cidades e comunidades em crescimento, as pessoas tendem a passar a maior parte do tempo em ambientes internos. Quando não estamos em casa, estamos trabalhando, aprendendo ou até participando de atividades divertidas em ambientes fechados e construídos. Ao todo, 90% do nosso tempo é ocupado em interiores. É essencial garantir uma qualidade ambiental interna confortável, produtiva e saudável, seguindo parâmetros e práticas de projeto bem regulados que considerem temperatura, iluminação, poluição sonora, ventilação adequada e a qualidade do ar que respiramos. Este último é especialmente importante, pois, ao contrário do que podemos pensar, a poluição do ar é muito maior no interior do que no exterior.
Os seres humanos usam espelhos desde 600 aC, empregando a rocha obsidiana altamente polida como superfície reflexiva básica. Com o tempo, as pessoas começaram a usar pequenos pedaços de ouro, prata e alumínio de maneira semelhante, tanto por suas propriedades refletivas quanto por decoração. No século I dC, as pessoas começaram a usar o vidro para fazer espelhos, mas foi apenas durante o Renascimento Europeu que os fabricantes venezianos começaram a fabricar espelhos aplicando suportes metálicos nas folhas de vidro, permanecendo o método geral mais comum hoje em dia. Desde então, os espelhos continuam a desempenhar papel decorativo e funcional na arquitetura, proporcionando uma estética moderna e limpa, apesar de suas origens antigas. Abaixo, investigamos como os espelhos são feitos, fornecemos um pouco de sua história na arquitetura e oferecemos várias dicas para arquitetos que desejam usá-los em seus projetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/942185/espelhos-na-arquitetura-possibilidades-de-espacos-refletidosLilly Cao
Casas inteligentes (smart homes), a Internet das Coisas e as tecnologias Contactless (sem contato) tornaram-se parte indelével das indústrias de arquitetura e design de interiores, assim como iluminações e unidades AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) inteligentes, assim como alto-falantes como Alexa ou Google Home se tornando parte principal das residências mais modernas. À medida que novos dispositivos e sistemas concorrentes são lançados continuamente, listamos algumas das tecnologias domésticas mais populares desenvolvidas pela Lutron, juntamente com dicas de como integrá-las e escolher a mais adequada.
https://www.archdaily.com.br/pt/942027/como-projetar-uma-residencia-inteligente-e-contactlessLilly Cao
Em 1977, um artigo do The New York Times escrito por Carter B. Horsley proclamava “o auge dos glamorosos tijolos de vidro”: antes um material “de segunda categoria”, os tijolos de vidro começavam a ganhar aceitação entre arquitetos em projetos residenciais e de restaurantes por sua translucidez, privacidade, interesse visual e senso de ordem. Após o uso breve, mas generalizado, de tijolos de vidro, muitos agora associam o material a estilos arquitetônicos desatualizados dos anos 80, uma estética que poucos parecem interessados em reviver. No entanto, arquitetos contemporâneos pioneiros começaram a usar esse material exclusivo de maneiras novas e distintamente modernas, seja para banheiros elegantes e minimalistas, bares e restaurantes industriais, janelas residenciais vintage ou até fachadas urbanas experimentais. Como Horsley afirmou, parece que os tijolos de vidro glamourosos estão no auge - de novo.
https://www.archdaily.com.br/pt/941893/os-tijolos-de-vidro-estao-voltando-novamente-a-arquiteturaLilly Cao
A questão do déficit habitacional assola praticamente todos os países. Segundo um estudo da McKinsey Global Institute, 330 milhões de famílias urbanas em todo o mundo carecem de uma moradia decente ou os custos da moradia são tão pesados que elas precisam renunciar a outras necessidades básicas, incluindo alimentação, assistência médica e educação para os filhos. Segundo a WRI (World Resources Institute), estima-se que 1,6 bilhão de pessoas carecerão de habitação adequada até o ano de 2025.
Resolver esse problema é, compreensivelmente, complexo. Ter uma boa moradia significa muito mais do que simplesmente ter um teto sobre a cabeça. Uma boa moradia é essencial para a segurança física e financeira, a produtividade econômica e o bem-estar humano. Além do conforto adequado, é essencial que essas casas sejam integradas à cidade, empregos, infraestrutura e serviços urbanos. Para as pessoas que vivem na rua, essa questão é ainda mais delicada. Entre muitas outras necessidades, ter um lugar para estruturar uma vida é essencial para avançar e prosperar. Um projeto que enfrenta esse problema é o Emerald Village Eugene (EVE), uma comunidade de micro-habitações acessível com um modelo único de moradia estruturado para permitir que os moradores façam a transição das ruas.
As luzes de néon são uma afirmação ousada e cosmopolita que pode facilmente revitalizar ou acentuar um espaço ou estrutura arquitetônica. Com brilho atraente, uma infinidade de opções de cores e vínculos com uma estética retrô, essas peças de iluminação podem fazer com que um espaço pareça simultaneamente moderno e nostálgico. No entanto, poucos compreendem o funcionamento científico ou as propriedades materiais do néon, e muitos arquitetos negligenciam seu uso devido à sua estreita associação com sinalizações comerciais. Abaixo, exploramos como o néon funciona, sua história arquitetônica e como os arquitetos podem continuar a usá-lo hoje.
https://www.archdaily.com.br/pt/940792/como-a-iluminacao-de-neon-pode-moldar-a-arquiteturaLilly Cao
A quantidade total de água em nosso planeta é, teoricamente, a mesma desde sua formação. É possível que aquele copo de água tomado mais cedo contenha partículas que já correram pelo Rio Ganges, algumas que passaram pelo sistema digestivo de um dinossauro e outras que resfriaram um reator nuclear. Claro, antes de matar a sua sede, ela evaporou e caiu como chuva milhões de vezes. A água pode ser poluída, desrespeitada, mal usada, mas nunca criada ou destruída. Segundo um estudo da UNESCO, estima-se que a Terra contenha cerca de 1386 milhões de quilômetros cúbicos de água. No entanto, 97,5% deste montante são águas salinas e apenas 2,5%, água doce. Desse tanto, a maior parte (68,7%) está na forma de gelo e neve permanente na Antártida, Ártico e em regiões montanhosas. Em seguida, 29,9% existem como águas subterrâneas. Apenas 0,26% da quantidade total de água doce da Terra está disponível nos lagos, reservatórios e bacias hidrográficas, mais facilmente acessíveis para as necessidades econômicas e vitais do mundo. Com o aumento populacional, sobretudo em áreas urbanas, diversos países já apresentam severos problemas a ofertar a quantidade de água potável a suas populações.
O uso de materiais pré-fabricados torna a obra mais sustentável, barata e eficiente. Para isso, o projeto deve definir o processo e etapas de construção, respeitando a solução arquitetônica e integrando toda a estrutura com as instalações do edifício. Logo, a obra é realizada em curto prazo, o custo da mão de obra e manutenção é reduzido, assim como o desperdício de materiais.
Selecionamos dez projetos que adotam materiais pré-fabricados e demonstram os benefícios desta escolha aliados à uma criativa estratégia projetual. Veja todos, a seguir.
As preocupações com a higiene, durabilidade e a salubridade dos espaços interiores têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, exacerbando considerações em projetos hospitalares e relacionados à saúde. Consequentemente, a escolha dos materiais se torna essencial a partir da concepção de cada projeto, garantindo que cada espaço apresente desempenho efetivo em todas as áreas, desde resistência e segurança ao conforto e estética do ambiente.
Em particular, os recintos dos hospitais e centros de saúde devem ser regidos por uma série de pautas e dimensões predeterminadas, que respondem às dimensões padronizadas dos diferentes equipamentos e às necessidades de cada procedimento médico. Dentro da estrutura robusta das paredes estruturais, as divisórias - essenciais para subdividir o espaço - devem ser especialmente resistentes a impactos, fogo e umidade, além de resolver efetivamente a acústica entre salas e dentro de cada uma delas.
Vamos supor que você precise de uma estante para seus livros. Há poucos anos, possivelmente pesquisaria nas lojas de móveis de sua cidade - ou talvez em antiquários. Hoje é mais provável que abrisse dezenas de abas em seu navegador de internet para comparar preços e modelos. Mas há outra opção que vem se tornando cada vez mais popular: móveis open source.
É simples: você faz o download do projeto de um móvel e envia para uma máquina CNC (fresadora que corta chapas de madeira a partir de um arquivo digital) - mais ou menos como mandar um PDF para impressão. Com as peças cortadas, é só montar. Usamos como exemplo uma estante de livros, mas poderia ser uma cadeira, uma mesa, um armário, um banco... O Opendesk, uma das plataformas de móveis open source da atualidade, reúne cerca de 30 de móveis disponíveis para download. Lá o usuário pode baixar um projeto para cortar o móvel ele mesmo, em um FabLab ou oficina pessoal, ou ser conectado através do site com um marceneiro próximo de sua casa que faça os cortes.
Em várias ocasiões, ouvimos falar dos Modelos BIM (Building Information Modeling) e da variedade de oportunidades que elas trazem para o setor de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção). Mas como esses modelos BIM são compostos? Este artigo explica os componentes dos modelos e suas características com base em um padrão BIM, abordando a importância dos catálogos e bibliotecas BIM.