Os escritórios evoluíram tremendamente nos últimos anos, tornando-se cada vez mais como um espaço doméstico, incorporando novas paletas de cores, mobiliários flexíveis, texturas aconchegantes e até mesmo vegetação como parte do design. Neste último caso, não é simplesmente um acréscimo estético, mas o verde é integrado de tal forma que transforma e valoriza completamente a experiência de trabalho de quem está dentro. Como as plantas podem se tornar protagonistas do espaço de trabalho? Vamos rever 7 casos que os integram de forma criativa em prol do bem-estar dos usuários.
Se um estilo de música não lhe agrada, você fica entediado no teatro ou não se sente atraído por obras de arte, você quase sempre pode evitá-los. Com arquitetura é diferente. Um projeto mal pensado afetará a vida de muitas pessoas e por muito tempo. Nos interiores isso é ainda mais amplificado, uma vez que a humanidade tem passado cada vez mais tempo em ambientes internos e isso impacta diretamente no nosso bem-estar e saúde. Em períodos de recolhimento obrigatório, como na pandemia atual da Covid-19, temos a noção do quão importantes são os espaços interiores para o nosso bem-estar e, até mesmo, para a prevenção de doenças. Projetar um ambiente interno é de uma responsabilidade enorme para um profissional. Um designer de interiores é alguém que planeja, pesquisa, coordena e gerencia esses projetos de aprimoramento do interior de um edifício para obter um ambiente mais saudável e esteticamente agradável para as pessoas que usam o espaço. Mas o que é, de fato, Design de Interiores?
Cactus Towers (Kaktustårnene), Copenhague. Image Cortesía de Sigfox España
O controle da resistência e maturidade do concreto em projetos de grande escala é tradicionalmente registrado e medido manualmente. Hoje em dia, existem novas tecnologias que permitem fundir sensores diretamente dentro do concreto, o que, conectado a um transmissor, permite conhecer continuamente suas diferentes temperaturas, enviando os dados remotamente à plataforma em nuvem. O software então calcula automaticamente a maturidade e a resistência com base em dados históricos, de forma que o processo de desenvolvimento da mistura e da resistência do concreto possa ser acompanhado de qualquer dispositivo e em tempo real.
Esses sensores, baseados na tecnologia 0G da Sigfox, uma das principais operadoras de IoT (Internet of Things) em todo o mundo, permitiram a construção de um dos projetos arquitetônicos mais inovadores da Europa, as Cactus Towers (Kaktustårnene) em Copenhagen, auxiliando a conhecer quando exatamente retirar a fôrma para gerar sua fachada característica.
Há uma diversidade de revestimentos de paredes, fachadas e forros no mercado, com múltiplas opções estéticas, cumprindo diferentes funções e fornecidos por muitas empresas. Algo que todos têm em comum é que se estruturam sobre montantes, os quais dificilmente recebem a devida atenção, uma vez que influenciam diretamente na instalação e no resultado final. Estes montantes podem variar em materiais e complexidade, bem como a forma como os painéis serão conectados ali. Nem sempre a fixação dos painéis consegue ser feita ocultamente, fazendo com que parafusos ou outras peças permaneçam aparentes, demandando outros artifícios para escondê-los.
A empresa neozelandesa Fastmount é especializada no desenvolvimento de sistemas de painéis ocultos e acaba de lançar um novo sistema para interiores: Stratlock. O diferencial é que o produto oferece aos projetistas e construtores um sistema completo e integrado, especialmente desenvolvido para a construção de estruturas de teto e parede em substratos irregulares para fixar com precisão o painel interno, podendo ser cortado sob medida para construir-se a grade para fixação dos painéis.
A popularidade de casas pré-projetadas e pré-fabricadas vem crescendo, transferindo grande parte do processo de construção do canteiro de obras para as fábricas. Enquanto países como Cingapura, Austrália e Reino Unido estão adotando cada vez mais edifícios modulares para atender à escassez de mão de obra e moradias, países nórdicos como a Suécia já constroem 90% das residências unifamiliares em madeira pré-fabricada. Apesar do recente aumento de interesse, a construção off-site não é, de forma alguma, um conceito novo. Na verdade, o método construtivo esteve presente ao longo da história em muitas tentativas de consolidar seu uso: ainda em 43 DC, o exército romano trouxe consigo fortes pré-fabricados para a Grã-Bretanha, enquanto o Japão já vinha construindo em madeira off-site e partes móveis em pré-montagens por pelo menos mil anos.
Pablo van der Lugt é arquiteto, autor de livros e palestrante. Sua pesquisa enfoca o potencial de materiais como bambu e madeira engenheirada para o setor da construção civil e seus impactos positivos no mundo. “Ao longo de minha carreira profissional na universidade (incluindo minha pesquisa de doutorado sobre a pegada de carbono de bambu e madeira engenheirada) e na indústria, nos últimos 15 anos, descobri que há muitos conceitos errôneos sobre esses materiais que dificultam sua adoção em larga escala. Por esta razão, eu ‘traduzi’ minhas descobertas de pesquisa em dois livros contemporâneos para designers e arquitetos sobre o potencial do bambu: Booming Bamboo e madeira projetada: Tomorrow’s Timber. Eles visam dissipar esses mitos e mostrar o incrível potencial da última geração de materiais de construção de base biológica na necessária transição para um ambiente de construção circular, saudável e neutro em carbono. ” Recentemente, tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre esses temas. Leia mais abaixo.
E se disséssemos que os cogumelos podem ser o futuro dos materiais de construção? As possibilidades do micélio na arquitetura estão cada vez mais presentes entre nós devido à sua capacidade de ser moldado para produzir desde móveis e embalagens a painéis e tijolos isolantes, com boas características acústicas e térmicas, e até com bom comportamento contra o fogo.
Na Argentina isso já é uma realidade. Refugio Fúngico é um recente projeto experimental de pesquisa e desenvolvimento biotecnológico realizado pela SUPERPRAXIS que materializa uma instalação efêmera na cidade de San Carlos de Bariloche, gerada a partir de um biomaterial produzido a partir de resíduos orgânicos e micélio.
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Zugspitze Mountain Station / Eibsee, Germany - Photo by Christoph Seelbach. Image Courtesy of Vetrotech Saint-Gobain
Embora o vidro seja geralmente apontado como a parte mais frágil de um edifício, isso nem sempre é verdade. Com os avanços tecnológicos e as contínuas inovações do setor, há vidros que, mesmo permitindo a entrada de luz natural em um ambiente, podem proteger o edifício das chamas. Além do fogo, existem também outras ameaças, como gases quentes, fumaça e transmissão de calor, que colocam em risco a evacuação segura de pessoas e a proteção de bens.
As saunas são inseparáveis da cultura dos países nórdicos e estão aumentando em popularidade por conta de seus muitos benefícios para a saúde física e mental. Seus projetos costumam ser bastante arquetípicos, combinando eficiência e sobriedade.
Conversamos com Jakob Gate, cofundador da Native Narrative & Scandinavian Sauna, que tem desenvolvido projetos de sauna que combinam a flexibilidade de ser transportado para qualquer lugar, com a expertise e tradição do design escandinavo. Saiba mais na seguinte entrevista:
A maioria dos proprietários sabe que o mofo pode significar problemas sérios e pesadas contas de remediação. Mas você sabia que o mofo invisível pode destruir sua casa silenciosamente? Parece assustador, mas existem algumas coisas que você pode fazer para evitar que ele tome o controle de sua casa. O mofo cresce em qualquer lugar, desde que haja umidade e qualquer matéria orgânica de que possa se alimentar. Na maioria das casas, o porão oferece um excelente lugar para ele se multiplicar rapidamente. O mofo não só se multiplica rapidamente, mas também pode causar problemas de saúde, como nariz entupido, dores de cabeça, tosse e alergias.
Começaremos examinando como você pode identificar o mofo, lidar com o mofo invisível, identificar os produtos a serem usados e não usados ao lidar com o mofo e determinar quando contratar um especialista.
https://www.archdaily.com.br/pt/970613/o-mofo-pode-destruir-a-arquitetura-silenciosamente-como-identificar-e-tratarSam Smith
Seja figurativamente ou em um contexto urbano, as pontes são um símbolo forte e muitas vezes se tornam projetos icônicos nas cidades. Construir pontes pode significar criar conexões, novas oportunidades. Mas elas também representam infraestruturas fundamentais para resolver problemas específicos em um contexto urbano. Por se tratarem de equipamentos altamente técnicos, com construções complexas e superando exigências estruturais ousadas, exigem projetos que não requeiram uma integração total entre arquitetura e engenharia e, em muitos contextos, trata-se de um programa no qual os arquitetos acabam não se envolvendo tanto. Marc Mimram Architecture & Engineering é um escritório com sede em Paris, composto por uma agência de arquitetura e um escritório de design estrutural. No seu portfólio de projetos, existem várias pontes, bem como várias outras tipologias de projetos. Conversamos com Marc Mimram sobre seu último projeto na Áustria, a ponte de Linz, com ensaio fotográfico de Erieta Attali.
Josep Ferrando é arquiteto radicado em Barcelona. É reitor da Escola Técnica Superior de Arquitetura La Salle (ETSALS) e diretor do Centro Obert d´Arquitectura de Barcelona e do Departamento de Cultura do Colégio de Arquitetos da Catalunha (COAC). Integrando sua trajetória acadêmica e suas frequentes palestras, seu escritório desenvolve projetos que exploram diferentes escalas e materiais, experimentando sistemas construtivos e soluções inovadoras. Conversamos com ele sobre a importância dos materiais na arquitetura e sobre as sinergias que ele encontra entre a prática e a docência.
A canção do grupo inglês Pink Floyd “Another brick in the wall” (Outro tijolo na parede) traz à crítica um sistema educacional alienante e pouco motivador. As pessoas, ou as crianças, são retratadas como tijolos, por conta de sua homogeneidade, seja na forma de viver ou de pensar em uma sociedade pouco afeita à contestação. Os tijolos funcionam muito bem nessa comparação, por terem mudado muito pouco na história e pelo mundo em suas formas retangulares. Mas isso não vale em relação às suas cores. Ainda que estejamos acostumados a remeter ao vermelho quando falamos de tijolos, há infinitas possibilidades de tons, conforme a composição e o processo de fabricação das peças.
Início das obras de revitalização do Vale do Anhangabaú. Homens coexistem com montanhas de entulho gerado pela demolição do calçamento preexistente. Junho de 2020. Elaborado por Guilherme Trevizani Ribeiro. Imagem cortesia Guilherme Trevizani Ribeiro
De que forma um resíduo pode se tornar recurso? Ou melhor, quando que um resíduo deixou de ser um recurso? Porque a arquitetura contemporânea ainda constrói como se nossos edifícios fossem grandes titãs que sobreviverão às diversas eras e às adversidades? Essas são todas questões que passam pela mente de um recém-formado em arquitetura. Um dos desafios atuais da produção arquitetônica em uma metrópole como São Paulo é compreender que, após a demolição, o edifício não desaparece. O que nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos nos aponta?
Mesmo que latente, esta questão é ainda pouco debatida dentro da academia, espaço que deveria ser de proposições constantes de alternativas ao nosso estilo de vida. E mesmo que debatida, onde está seu retorno para a população? De que forma podemos difundir esses aprendizados? A educação ainda sim é a chave para a mudança de trilhos do nosso futuro.
“Local” é uma palavra amplamente usada para descrever algo particular sobre um lugar, que o torna diferente de qualquer outro. Em todo o mundo, a “localidade / regionalidade” de cada cidade é o que a torna única — na maneira como as pessoas vivem, trabalham, se socializam e, especialmente, na maneira como planejam e constroem cidades e infraestrutura. Para alguém que mora em um subúrbio, a maneira como se deslocam de um lugar para outro pode ser por meio de um carro, enquanto alguém que mora em uma metrópole densa, utiliza um metrô ou sistema de ônibus como parte de sua vida cotidiana.
À medida que nossas cidades se densificam e os tipos de edifícios se tornam cada vez mais mistos, tendemos a passar muito tempo em ambientes barulhentos. Quando falamos em conforto acústico, raramente pensamos em lugares como restaurantes, casas de show e grandes escritórios; locais com muitas pessoas, máquinas e ruído de fundo. A qualidade do som pode mudar totalmente a experiência das pessoas em um espaço interior, e melhorar a qualidade acústica do espaço depende do tratamento de todas as superfícies, desde paredes a tetos e pisos. Neste artigo, apresentaremos uma variedade de soluções para tetos, pisos e paredes, suas diferentes combinações, e um guia simples de como aplicá-las corretamente em espaços públicos sem comprometer a estética do interior.
Batlleiroig é um escritório de arquitetura sediado na cidade de Barcelona, cujo extenso de portfólio abrange projetos urbanos, paisagismo, edificações e design de interiores. Conversamos com Joan Batlle Blay, Arquiteto e paisagista, sócio do escritório, sobre as inovações e desafios em sua obra. Ele aponta que, “Em nosso escritório consideramos que P + D (pesquisa e desenvolvimento) é a principal ferramenta para inovar e transformar nosso método de trabalho em uma crença absoluta para o planeta.” Veja a entrevista na íntegra a seguir:
Talvez o mais elementar dos materiais de construção, o termo “tijolo” é utilizado muitas vezes como sinônimo do bloco cerâmico, mas ele não se limita apenas a isso. Usar tijolos em sua construção significa optar por projetos que podem ser modulares, otimizados, e principalmente, versáteis. Este artigo explora o que são e quais as finalidades dos diferentes tipos de tijolos mais usuais na construção civil.