Construindo paredes com restos de demolição: a poesia do concreto ciclópico

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As antigas paredes ciclópicas eram construídas por pedras brutas sobrepostas, apoiadas uma sobre a outra, sem a utilização de argamassa. Seu nome deriva dos ciclopes, os gigantes da mitologia grega, já que sua construção exigiria um esforço sobre-humano por conta do peso e da dificuldade de erguer e encaixar cada uma das peças. O concreto ciclópico, por sua vez, mescla esta técnica construtiva antiquíssima aos materiais e técnicas contemporâneas. O que o diferencia do concreto tradicional é essencialmente o tamanho do agregado graúdo: tradicionalmente pedras, mas que também podem ser tijolos ou restos de concreto. Em nossa seção de projetos, temos observado alguns exemplos desta técnica construtiva que, diferentemente dos ciclopes, carrega explicitamente as marcas dos trabalhadores que a construíram. Conversamos com Rafic Jorge Farah, do escritório São Paulo Criação, sobre sua experiência com esta técnica em obras recentes.

O que são biomateriais na arquitetura?

Como parte do esforço para tornar o setor da construção civil mais sustentável no enfrentamento da crise climática, a bioeconomia tem ganhado destaque. Embora o caminho para uma arquitetura neutra em carbono ainda seja muito complexo, é evidente a mudança emergente na cultura e no pensamento geral, e a inovação parece estar impulsionando tal transformação.

Reciclados e biocompósitos: quais são os materiais do futuro

Embora a indústria da construção esteja avançando em novos campos como nanotecnologia e impressão 3D há anos, ainda é uma das mais atrasadas em termos de tecnologia. Muitas das inovações permanecem apenas em fase experimental e, embora haja uma tentativa constante de reverter essa situação, ao mesmo tempo sabemos de um fato preocupante: a construção civil é uma das atividades que mais poluem e geram resíduos do mundo.

Do que serão feitos os móveis do futuro?

Nas conversas sobre arquitetura que estamos tendo no mundo de hoje, os materiais são um assunto muito difundido. Há discussões sobre a viabilidade do concreto no contexto contemporâneo, sobre como a madeira pode ser obtida de forma mais sustentável e sobre como materiais biodegradáveis, como o bambu, devem ser mais presentes em nossos ambientes urbanos.

Materiais de construção para aumentar a resiliência frente aos desastres naturais

As florestas de eucalipto na Austrália são conhecidas por queimarem periodicamente. Essa também é uma forma de propagação das suas árvores, já que os frutos dessas espécies, conhecidos como “Gumnuts”, possuem uma camada isolante que é rompida com o calor do fogo. Ao se abrirem, banham o solo queimado com sementes, iniciando um processo de renovação da floresta. Glenn Murcutt, arquiteto australiano, tem uma obra enraizada na paisagem do país. A inovação de suas casas é que elas não negam a possibilidade dos frequentes queimadas, mas trazem elementos que as permitem controlá-los com o mínimo possível de perda. Em suma, as residências são construídas com envoltórias de materiais muito pouco inflamáveis, sempre contam com enormes reservatórios de água e com um “sistema de inundação” que possibilita que a edificação e seu entorno imediato sejam poupados em um incêndio florestal.

Selvas de concreto: 6 alternativas ao cimento para reduzir seu impacto nas cidades

A expressão "tempestade perfeita" refere-se a um evento, geralmente não favorável, que é agravado em decorrência de uma confluência de fatores negativos ou imprevisíveis. É muito utilizada para retratar fenômenos meteorológicos, mas também abrange outros campos, como a economia, por exemplo. Essa analogia também pode funcionar para a relação entre a crise climática e a dependência do mundo com o concreto. Conforme evidenciado no Relatório da Chatam House, enquanto o cimento (essencial para a fabricação de concreto) é um material extremamente prejudicial ao efeito estufa e à crise climática, representando cerca de 8 % das emissões globais de CO2, prevê-se que sua produção global aumente nos próximos 30 anos para suprir a demanda da rápida urbanização de regiões como o Sudeste Asiático e a África Subsaariana. Ao mesmo tempo, o último relatório da IPCC nos alertou que nos restam apenas 11 anos restantes para reduzir as emissões e evitar danos irreversíveis da mudança climática. Ou seja, o setor de cimento está enfrentando uma expansão significativa no momento em que as emissões precisam cair rapidamente.

Pesquisadores australianos usam borracha de pneus velhos para produzir concreto

A borracha de pneus descartados pode substituir 100% dos agregados convencionais usados na fabricação de concreto. É o que descobriram os engenheiros da RMIT University, em Melbourne, na Austrália. O concreto fabricado com o material atende aos códigos de construção e prometendo ser um impulso para a economia circular.

Usando papéis de parede para transformar os interiores

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Os papéis de parede estão longe de ser um consenso. Eles podem fazer referência a espaços domésticos antiquados, mas também podem dotar de personalidade um espaço sem graça. E o melhor, isso pode ser feito muito rapidamente e sem grandes custos. Da mesma forma, faz com que não perdurem por tanto tempo e sejam rapidamente descartados e substituídos, tornando-se, portanto, itens transitórios de decoração. Como afirma Joanna Banham, pesquisadora do tema, “O papel de parede é frequentemente considerado a Cinderela das artes decorativas - a mais efêmera e menos preciosa das decorações produzidas para o lar. No entanto, a história do papel de parede é um assunto longo e fascinante que remonta ao século XVI e abrange uma enorme variedade de belos padrões criados por mãos anônimas e por alguns dos designers mais conhecidos dos séculos XIX e XX.” Atualmente, temos visto mais um ressurgimento dos papéis de parede, com inúmeras possibilidades de materiais, padrões e cores e há diversos exemplos de arquitetos que os têm utilizado para criar novas atmosferas aos seus projetos. Neste artigo, delinearemos um pouco sobre a história destes elementos e algumas das opções mais atuais, através de um mergulho no catálogo do Architonic.

Qual o impacto ambiental de cada material de construção?

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Pirâmides alimentares são familiares a todos nós. Elas são guias visuais que mostram as proporções de alimentos que supostamente deveríamos ingerir diariamente para ter uma boa saúde. Composta por uma série de camadas compreendidas por tipos de alimentos - como grãos, farinhas, gorduras, vegetais, e outros -, na base localizam-se os alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade, e a área vai reduzindo até o topo, onde a ingestão de determinados alimentos deve ser excepcional. Tal pirâmide varia conforme os países e as culturas e o principal propósito é orientar para uma vida equilibrada. 

Fazer o edifício retornar ao solo: entrevista com a arquiteta e cientista Mae-ling Lokko

Agricultura e indústria alimentícia parecem ter pouco em comum com a arquitetura, mas é justamente a sobreposição destas três áreas que interessa à cientista e arquiteta filipino-ganesa Mae-ling Lokko, fundadora da Willow Technologies, com sede em Acra, capital do Gana. Trabalhando com reciclagem de resíduos agrícolas e materiais biopoliméricos, Lokko busca meios de transformar o chamado agrowaste em materiais construtivos.

Materiais para construir a identidade da Índia

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Ao se tornar um país soberano, livre do domínio britânico, o povo da Índia se viu diante de perguntas que nunca haviam respondido. Vindo de diferentes culturas e origens, os cidadãos começaram a se perguntar o que significaria a Índia pós-independência. Os habitantes agora tinham a opção de construir seu próprio futuro, com a responsabilidade de recuperar sua identidade — mas qual era a identidade da Índia? Eram os templos e as cabanas do povo indígena, os altos palácios da era Mughal ou os escombros do domínio britânico? Iniciou-se a busca por uma sensibilidade indiana contemporânea que levasse as histórias coletivas dos cidadãos em direção a um futuro de esperança.

Visita Guiada - Felipe Caboclo Arquitetura

Técnica se discute no canteiro!

Estão abertas as inscrições para nossa primeira visita guiada em obra!

Durante as próximas semanas postaremos mais informações sobre local, data e convidados em nossa página no instagram @felipe_caboclo_arquitetura.

Será um prazer receber todos aqui e compartilhar experiência fora do mundo virtual.

O edifício mais sustentável é o que já está construído: espaços polivalentes e saudáveis

A teoria da seleção natural de Charles Darwin buscava explicar a origem e a sobrevivência das espécies no Planeta. Em suma, aponta que o organismo mais apto sobrevive e pode reproduzir-se, perpetuando as variações úteis a cada espécie em determinado local. A adaptação é, portanto, uma característica que favorece a sobrevivência dos indivíduos em um contexto. No mundo da construção poderíamos traçar alguns paralelos. Seria a adaptação uma qualidade realmente importante para acrescer a vida útil e a eficiência de uma edificação ao longo do tempo, considerando as mudanças e demandas da sociedade, bem como as tecnologias e os estilos de vida?

Transformando argila em estrutura: como a cerâmica é usada na construção civil

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As figuras e fragmentos de cerâmica encontradas no sítio arqueológico neolítico de Mureybet, no vale do Médio Eufrates, na Síria, sinalizam que os trabalhos com a argila e o fogo remetem ao sétimo milênio antes de Cristo. Isso significa que o trato com a cerâmica é uma das atividades mais antigas da história da humanidade. Mais de 9 mil anos depois, a cerâmica, e todas as suas derivações, se tornou um dos materiais mais utilizados na construção civil, aparecendo em diferentes momentos, da estrutura aos acabamentos.

Funcionais e simbólicas: claraboias circulares em residências e edifícios públicos

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Durante a primeira metade do século II dC, um dos edifícios mais emblemáticos da história da arquitetura foi erguido em Roma: o Panteão de Agripa. Sua principal característica é uma cúpula de concreto arrematado em uma abertura central perfeitamente redonda. Este óculo deu início a uma série de projetos posteriores que destacaram o valor das aberturas circulares, replicadas como claraboias envidraçadas e como elementos de composição em fachadas, evoluindo, por exemplo, em direção às rosáceas detalhadas e coloridas das antigas basílicas góticas. Em todas as suas configurações, o óculo (do latim Oculus, que significa olho) apresenta-se com um simbolismo que vai além da janela tradicional: sua projeção luminosa marca graciosamente a passagem do tempo, tornando-se um marco que permite um destaque solene espaço ou elemento arquitetônico.

Cidades do futuro: Julia Watson sobre tecnologias baseadas na natureza e materiais radicais

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Olhando para o futuro do nosso ambiente construído, escolher somente uma abordagem simplesmente não funcionará. Questões como o aumento do nível do mar, das temperaturas e escassez de água nas comunidades urbanas precisam de soluções localizadas que levem em consideração questões de sustentabilidade, cultura e saúde pública. Tendo investigado infraestrutura vernacular em comunidades nativas para seu livro Lo-TEK. Design by Radical Indigenism, a designer Julia Watson é especialista em tecnologias locais baseadas na natureza que são inerentemente adaptáveis e resilientes. Conversamos com ela sobre o futuro de nossas cidades, materiais de construção e seu mais recente projeto para Our Time on Earth – uma exposição de cinco anos e turismo que acabou de abrir no Barbican Centre de Londres para investigar como ideias colaborativas e radicais da maneira como vivemos podem nos levar a um local muito melhor até o ano de 2040.

Piso de madeira: infinitas possibilidades de paginações e cores

Pisos de madeira trazem aconchego, personalidade e estilo para quaisquer interiores, sejam eles antigos ou novos. Com um aspecto ao mesmo tempo rústico e elegante, a madeira entrega boas características térmicas, com uma temperatura agradável ao toque, além de melhorar a acústica do ambiente, por absorver parte das ondas sonoras. Também são altamente duráveis e resistentes ao desgaste diário e, não por acaso, um dos materiais preferidos e mais cobiçados para interiores residenciais. Sua aparência também agrada a muitos: mesmo de uma mesma espécie e fabricante, há variações entre as peças, conforme o local de onde saiu do tronco. Entre diferentes espécies de árvores, tonalidades e desenhos também variam muito, de amarelos claros a marrom escuro, com infinitas possibilidades. Além disso, é possível paginar os pisos de madeira das formas mais diversas, conforme as dimensões das peças e o efeito desejado para o espaço. Veja, abaixo, uma série de possibilidades de pisos de madeira no Architonic.

Neuroarquitetura: como o seu cérebro responde aos espaços

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Já ouviu falar em neuroarquitetura? Como seriam os espaços se os arquitetos projetassem os edifícios baseados nas emoções, na cura e na felicidade do usuário? Hospitais que ajudam na recuperação do paciente, escolas que estimulam a criatividade, ambientes de trabalho que te deixam mais concentrado…