Não há como negar. O concreto aparente é o queridinho entre os arquitetos. Atualmente, vem sendo adotado em uma gama de construções e tipologias, desde obras de infraestrutura até projetos residenciais. Além de suas qualidades estruturais, sua aparência também agrada muito. Seu uso oferece determinadas qualidades e flexibilidade que podem garantir diferentes aspectos plásticos aos projetos. Já mostramos como pré-dimensionar estruturas em concreto, ou mesmo entender o que as rachaduras querem nos dizer. A seguir apresentamos algumas dicas para empregar este material e obter o melhor de suas possibilidades quando deixado aparente:
Muito preconceito e contradições envolvem a história da Cannabis sativa pelo mundo. Estima-se que o cânhamo tenha sido uma das primeiras plantas a serem cultivadas pela humanidade. Arqueólogos encontraram remanescentes de tecidos de cânhamo na antiga Mesopotâmia (atualmente Irã e Iraque), que remontam ao ano 8.000 aC [1]. Há registros na China, entre 6 e 4 mil aC, quanto ao consumo das sementes e óleos. Com a chegada à Europa, seu principal uso era para a fabricação de cordas para navio e tecidos. Inclusive as velas e cordas dos navios de Cristóvão Colombo eram desse material, os primeiros livros após a revolução de Gutemberg [2] e muitas das pinturas de Rembrandt e Van Gogh foram feitas de cânhamo
Beelieve Preeschool of Life / 3Arquitectura. Image
A pedagogia Reggio Emilia foi criada no período pós-segunda-guerra, por iniciativa de mães viúvas e sob a coordenação do pedagogo e jornalista Loris Malaguzzi. Em uma época de reconstrução das cidades, a preocupação primordial do grupo era em relação às novas escolas, onde desejavam criar um ambiente tranquilo, acolhedor e alegre (com uma atmosfera de lar) onde as crianças pudessem ficar enquanto as mães trabalhavam. Entender os interesses da criança e proporcionar um ambiente adequado para permitir experimentos e exploração é um dos pontos focais dessa pedagogia. A preparação de um ambiente seguro e estimulante é tão fundamental que, em muitas literaturas, ele aparece como um terceiro professor.
Uma das considerações de projeto mais importantes que os arquitetos residenciais têm a responsabilidade de abordar é a acessibilidade, assegurando que as pessoas com deficiência possam viver confortavelmente em sua própria casa sem impedimentos que bloqueiem a funcionalidade básica da casa. A acessibilidade para usuários de cadeira de rodas é uma preocupação arquitetônica particularmente importante devido a seus requisitos espaciais e materiais inalteráveis e necessários. Como garantir o conforto de todos os usuários, incluindo pessoas com deficiência, é uma das obrigações essenciais de todos os arquitetos, o design para cadeirantes deve ser feito com o máximo cuidado e atenção, especialmente em ambientes residenciais. Abaixo, descrevemos uma série de estratégias para projetar pisos para circulação de cadeiras de rodas, ajudando os arquitetos a oferecer o máximo de conforto e acessibilidade
https://www.archdaily.com.br/pt/943762/que-tipos-de-pisos-residenciais-facilitam-a-circulacao-de-cadeiras-de-rodasLilly Cao
“Da janela vê-se o Corcovado, o redentor, que lindo”. A letra de Tom Jobim, eternizada pela voz e pelo violão suave de João Gilberto, foi uma das músicas que apresentou ao mundo a ideia de um Rio de Janeiro paradisíaco e um Brasil promissor, cada vez mais urbano e com uma capital moderna sendo construída do zero. Quase 60 anos depois, Paulo Mendes da Rocha cita casualmente essa canção em uma entrevista e aponta que para ele, nessa cena, o elemento mais importante é a janela, e não o Corcovado ou o Cristo Redentor. Isso porque é ela que enquadra a vista e direciona o nosso olhar ao que importa. É uma frase que passa quase despercebida, mas que carrega enorme significado poético e artístico sobre o ofício da arquitetura.
Como alternativas à produção de materiais na construção civil, caracterizada por altos gastos energéticos e altos índices de poluentes lançados na atmosfera, a reciclagem e o reuso de materiais e estruturas têm se tornado cada vez mais comuns na arquitetura. A principal diferença entre esses métodos é que, enquanto o primeiro emprega certo gasto energético no tratamento do material antes do seu reaproveitamento, o segundo não requer esse processo, reutilizando-o na forma em que foi descartado.
Os sistemas de construção leve são basicamente constituídos por uma estrutura base de perfis de aço galvanizado, que pode ser coberta com painéis de gesso ou cimento. Dependendo de suas características particulares, cada painel permite que o sistema adicione maior resistência à umidade e ao fogo, além de diferentes níveis de isolamento térmico e acústico. Por que eles são eficazes quando aplicados em fachadas? Que possibilidades eles oferecem de acordo com sua composição?
A pauta do reuso e da reciclagem no contexto da construção civil é de extrema relevância, sobretudo ao se considerar os montantes de produção de resíduo e consumo de energia envolvidos nos processos ligados ao canteiro de obras. Elementos construtivos forjados a partir da reelaboração da função de antigos objetos ou materiais, representam uma oportunidade objetiva de aderir às formas de pensar no reaproveitamento como caminho para um futuro mais sustentável e responsável.
Arquitetos não constroem edifícios. Arquitetos fazem desenhos de edifícios. Mas é claro, alguém tem que construir o edifício. A indústria da construção é um dos maiores setores econômicos e todos interagimos diariamente com o ambiente construído, mas o trabalho real de obter um edifício do desenho à estrutura evoluiu pouco ao longo das décadas. Enquanto o restante do mundo esteja mudado para a Indústria 4.0, o setor da construção não acompanhou o ritmo. A arquitetura começou a adotar alguma digitalização. Afinal, a maioria de nós já não trabalha com compassos e nanquins sobre pranchetas. Assim, com o vínculo eterno do setor de arquitetura ao setor de construção, este último adotará alguns novos artifícios tecnológicos por associação? E quando isso acontecer, como isso mudará o papel do arquiteto?
Grandes projetos de construção geralmente levam 20% mais tempo do que o planejado e, quando finalizados, até 80% acabam estourando o orçamento. A construção é uma das indústrias com menor margem de lucro na economia de hoje. Nos últimos 75 anos a produtividade aumentou em até 1.500% nos campos de manufatura, varejo e agricultura. Nesse mesmo período, a produtividade na construção permaneceu quase a mesma. O campo emergente da tecnologia da construção, ou ConTech, visa mudar isso e trazer a construção para o século XXI.
A aparência de uma obra de arquitetura ou projeto de interiores e sua manutenção ao longo do tempo são fortemente determinadas por sua materialidade e produtos utilizados. Se a escolha de materiais e produtos não for precisa, o trabalho poderá ser prejudicado estética e funcionalmente.
https://www.archdaily.com.br/pt/942457/como-arquitetos-e-profissionais-da-construcao-especificam-materiais-e-produtosPola Mora
Um ambiente monocromático é um espaço em que a maioria de seus elementos é de uma única cor. E, embora seja muito comum as cores escolhidas serem em preto e branco, devido à sua neutralidade, é possível usar qualquer paleta de cores, aproveitando seus infinitos tons, subtons ou matrizes.
No Teatro do Sesc Pompéia, Lina Bo Bardi projeta um palco central com duas plateias, descortina a estrutura e todas as funções do programa e abre mão de mobiliários tradicionais para os assentos. Sua ideia era que as poltronas não tivessem um estofado, que fossem próximas entre si e que estimulassem uma mais postura altiva, atenta e consciente do público, que segundo ela, honrava a antiga arte do teatro.
Atualmente, os materiais mais comuns utilizados na construção de edifícios em altura – o aço e o concreto –, são materiais não renováveis, cuja produção emprega alto consumo energético. Neste cenário, a madeira representa uma alternativa mais sustentável na estrutura de edifícios em altura, apresentando vantagens já muito difundidas, como renovabilidade, absorção de carbono, baixo consumo energético na sua extração e rapidez de construção. Além disso, ao contrário do que ainda se imagina, a madeira pode apresentar bom desempenho na resistência ao fogo, como apresentamos em um artigo publicado anteriormente.
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Análises estruturais. Image Cortesia de Oliver Krieg
Quando falamos em visualização de arquitetura, logo imaginamos croquis, renderizações computacionais e desenhos. Isso porque quase sempre associamos o termo à graficação de ideias, a mostrar um projeto que ainda não está construído, seja para a validação de decisões estéticas e funcionais ou para entendimento do próprio cliente, muitas vezes não familiarizado com desenhos técnicos. Mas além além das camadas superficiais de materiais, planos, texturas e cores, ao concretizar um projeto o arquiteto precisa estar ciente de questões técnicas e invisíveis a olho nu, que poderão influenciar diretamente no projeto ou no uso futuro da edificação ocupada.
É difícil encontrar alguém que nunca tenha sonhado em construir ou ter uma casa na árvore para chamar de sua. A ideia de um refúgio, um espaço totalmente integrado à natureza e com uma vista privilegiada agrada a quase todas as idades. Há exemplos de casas na árvore de todas as escalas e complexidades, desde pequenas plataformas elevadas até algumas altamente complexas, inclusive com instalações elétricas e hidráulicas. Alguns sites especializados no tema (sim, isso existe!), apresentam valiosas dicas para a construção desses sonhos. Em geral, eles concordam com o lema: “Escolha sua árvore, faça o seu projeto, mas esteja pronto para adaptá-lo!”
O ambiente em que habitamos nos influencia diretamente. Quando pensamos nas crianças, é sempre desejável que consideremos que este ambiente seja seguro, acessível e, ao mesmo tempo estimulante, para que eles possam se mover e se desenvolver livremente sem colocar sua integridade física em perigo. Já falamos em outra oportunidade sobre como criar playgrounds dentro de casa, mas hoje, decidimos reunir uma série de exemplos que usam o calor e a versatilidade da madeira para criar interiores interativos, criativos e divertidos para as crianças.