É difícil encontrar alguém que nunca brincou de LEGO quando criança. E se pensássemos em edifícios como grandes jogos de montar? U-Build é um sistema de construção modular em madeira desenvolvido pelo Studio Bark para ser fácil de construir, agradável de habitar e simples de desconstruir no final da sua vida útil. O sistema remove muitas das dificuldades associadas à construção tradicional, capacitando indivíduos e comunidades a construir suas próprias casas e edifícios. O sistema usa usinagem CNC de precisão para criar um kit de peças, permitindo que a estrutura do edifício seja montada por pessoas com habilidades e experiência limitadas, usando apenas ferramentas manuais simples.
Vista geral do edifício industrial revitalizado com jardim. Imagem Cortesia de Foster + Partners
O escritório britânico Foster + Partners está liderando uma grande reforma em um edifício histórico de Madri, na Espanha. O projeto consiste na construção de um conjunto corporativo para a Acciona e busca requalificar uma antiga edificação industrial de 1905, criando mais de 10 mil metros quadrados de escritórios.
Kubuswoningen, projetado por Piet Blom em Roterdã, Países Baixos (1984). Foto de Nicole Baster, via Unsplash
Com um dos melhores sistemas de ensino superior do mundo, os Países Baixos oferecem anualmente bolsas de estudos para brasileiros através do programa Orange Tulip Scholarships. As inscrições para o ano letivo de 2021/2022 já estão abertas para estudantes de graduação, pós-graduação ou MBA.
Mais de 20 universidades holandesas participam do programa, oferecendo opções de bolsas para cursos das áreas de Artes, Ciências Biológicas, Saúde, Exatas, Tecnológicas e Humanas, incluindo alguns voltados à arquitetura e planejamento urbano – todos ministrados em inglês.
Possivelmente as edificações industriais sejam as que melhor exemplificam a célebre frase proferida por Louis Sullivan de que “a forma segue a função”. Geralmente, elas se tratam de edificações funcionais, eficientes, de construção rápida e sem ornamentos. É por isso que, ao estudarmos o patrimônio industrial das cidades e países, somos capazes de entender sobre os materiais locais, as tecnologias e tradições construtivas da época, além de relembrar o passado da indústria. As fábricas de tijolos vermelhos da Inglaterra logo vêm à mente, bem como os lanternins nos telhados utilizados para proporcionar iluminação natural às fábricas e muitas outras soluções típicas. Estruturas metálicas e de concreto pré-moldado atualmente são as mais utilizadas por conta da combinação entre eficiência construtiva, custo e possibilidade de vãos expressivos. Muitas vezes, estes galpões industriais também caracterizam-se por serem extremamente frios e impessoais, além de conterem uma pegada de carbono considerável. Mas a experiência do Canadá, nos últimos anos, chama a atenção. Há cada vez mais aceitação de edifícios de madeira para programas industriais.
Bridge House / BIO-architects. Image Cortesia de Ivan Ovchinnikov
Metaforicamente, construir pontes equivale a criar novas oportunidades, conexões e caminhos. As primeiras pontes possivelmente tenham surgido de forma natural com a queda de troncos sobre rios ou depressões naturais, e os humanos têm construído estruturas rudimentares para ultrapassar obstáculos desde a pré-história. Os avanços tecnológicos permitiram erigir pontes que são ao mesmo tempo impressionantes e esculturais, desempenhando função chave nas conectividades. Geralmente necessitando vencer grandes vãos, com poucas possibilidades de apoios, estruturá-las não é uma tarefa tão simples. Mas quando, mais que uma ligação entre dois pontos, a ponte é também uma edificação com um programa complexo? Como estas podem ser estruturadas?
Todos que já construíram alguma coisa; uma maquete, uma casa de passarinho ou um pequeno mobiliário, têm a clara noção da quantidade de coisas que podem sair errado durante o processo. Um parafuso que é impossível de apertar até o fim, uma tábua de madeira empenada, uma desatenção ou um erro de cálculo que podem frustrar os planos de uma hora para outra. Quando transportamos isso para uma escala de uma edificação, com inúmeros processos e diferentes pessoas envolvidas, sabemos o quão complexo uma obra pode se tornar e quantas coisas podem sair do controle, demorando mais tempo e demandando mais recursos para finalizar. E ao falarmos de uma edificação que precisa flutuar, ser completamente autossuficiente e, depois de cumprir sua vida útil, poder ser completamente reutilizada. Você conseguiria imaginar os desafios técnicos de construir algo assim?
| SOBRE | O curso se propõe a introduzir aspectos da arquitetura ecológica por meio do projeto e construção de uma pequena casa, e da integração da arquitetura com o meio: a partir da leitura da paisagem, do uso apropriado de materiais, do fluxo da água e seus processos biológicos, da produção de alimentos, eficiência energética, bioclimatismo, e da capacidade de uma construção e edificação gerar impacto social positivo.
Ancestral, vernáculo, minimalista e harmonioso. Para muitos, essas palavras definem a arquitetura do Japão, um país que há muito tempo serve como fonte de inspiração cultural e tecnológica para inúmeras sociedades em todo o mundo. As técnicas populares japonesas atingiram até os cantos mais remotos do mundo, ganhando força em vários campos que variam de artesanato técnico à inovação digital. Dentro do campo da arquitetura, a apropriação e a reinvenção de vários materiais e sistemas de construção - como o uso de madeira carbonizada nas fachadas - tem sido um tema duradouro.
Por estar localizado na parte ocidental e central da América do Sul, o Peru possui uma enorme multiplicidade de condições geográficas que determinam uma variedade de paisagens e recursos em seu território. Em suas três grandes regiões - costa, serra e selva -, as diferenças entre as temperaturas médias de inverno e verão não são consideráveis, e, exceto nas regiões de alta montanha, os climas são definidos como tropicais ou subtropicais. Por não ter extremos de frio ou calor sufocante, as atividades ao ar livre - e os espaços para que se desenvolvam - adquirem uma grande relevância no desenho de residências e edifícios. As pérgolas e semi-cobertos, como limiares de transição entre os espaços interiores e a paisagem, oferecem a possibilidade de aumentar a superfície de sombra dos projetos, possibilitando o aproveitamento dos espaços externos sem perder a proteção que a arquitetura pode oferecer.
O tramado ortogonal é a manifestação de um princípio de ordem, condição reforçada pela repetição de elementos que expressam a racionalidade construtiva incorporada a um sistema estético. Há também a liberdade enaltecida pela desvinculação entre estrutura e paredes que, aliada à eficiência pragmática, faz com que as grelhas estruturais se mantenham presentes nas construções de diferentes escalas no Brasil e no mundo.
Em uma linguagem técnica, as grelhas são compostas por estruturas lineares, no caso vigas, situadas em um mesmo plano por meio do qual formam uma malha capaz de resistir a cargas estruturais. Geralmente, são vistas com espaçamentos regulares cruzados em ângulos retos que variam em dimensões conforme o material utilizado.
Comumente utilizados como suportes de armazenamento para mercadorias em estoques de supermercados e feiras livres, os paletes tem como característica a versatilidade, e após inutilização em sua função primária é cada vez mais comum sua reutilização para outros fins, sobretudo como matéria-prima para a criação de mobiliários e decks, colaborando ativamente para a diminuição da quantidade de resíduos descartados. No entanto, indo além dos tradicionais móveis comumente destacados em tutoriais DIY no youtube, estas estruturas vem ganhando espaço como principal materialidade na construção de arquiteturas efêmera, a exemplo de pequenos pavilhões e instalações urbanas, de modo que as peças de pequenas dimensões podem ser empilhadas e unidas umas às outras de maneiras e padrões diversos.