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Arquitetos: Florian Busch Architects
- Área: 77 m²
- Ano: 2021


Estão abertas as candidaturas para o Prémio Nacional de Arquitetura em Madeira, o PNAM’21. Até 30 de junho de 2021 é possível apresentar candidatura a este prestigiado prêmio da arquitetura portuguesa. O PNAM tem periodicidade bienal e tem como objetivo incentivar e promover a reserva florestal portuguesa através da inovação, valorização, circularidade, promoção e utilização da madeira e seus derivados em edificações.


Sim, eu sei. Temos falado muito sobre carbono. E não só aqui, mas por todo lado lemos sobre efeito estufa, dióxido de carbono, combustíveis fósseis, sequestro de carbono e diversos outros termos que têm entrado, cada vez mais, nos nossos cotidianos. Mas por que o carbono é tão importante e o que nós, arquitetos, estudantes de arquitetura ou entusiastas do tema, temos a ver com algo que parece tão intangível?

Pelas suas características específicas, a arquitetura das saunas é interessante pois nos dá lições relacionadas à eficiência e beleza da simplicidade. Geralmente são estruturas arquetípicas muito básicas, com uma distribuição clara e funcional, criadas para conter diferentes níveis de calor e umidade. Graças a este banho de vapor, as pessoas que nele se encontram liberam toxinas e melhoram a circulação sanguínea, sendo muito utilizadas em climas frios, em estreita relação com a natureza e a presença de água.
Para funcionar, estes espaços normalmente herméticos contêm uma série de bancadas internas com diferentes dimensões e uma fonte de calor que deve atingir temperaturas entre 80 e 90° C, incluindo, se necessário, uma chaminé para expelir a fumaça. A madeira é o material escolhido por excelência, utilizando na maioria dos casos espécies nativas que mantêm o seu aspecto rústico e textura natural. A seguir, revisamos 9 saunas projetadas por arquitetos, incluindo alguns de seus detalhes de construção.


Muitos enquadram o trabalho de Alvar Aalto no conceito de Gesamtkunstwerk (uma obra de arte total), onde arquitetura, design e arte se fundem em um só. A obra do arquiteto finlandês é pioneira na chamada vertente orgânica da arquitetura moderna do início do século XX, influenciando fortemente o que conhecemos hoje como arquitetura escandinava. Segundo sua descrição no site do MoMA: “seu trabalho refletiu um desejo profundo de humanizar a arquitetura por meio de um manuseio não ortodoxo de formas e materiais que fosse racional e intuitivo”. Suas soluções para trazer luz natural aos edifícios são exaltadas e estudadas repetidamente até hoje. Mas em toda a sua carreira, um material que sempre esteve presente e de diversas formas foi a madeira. De estruturas, forros a banquetas, Alvar Aalto trouxe protagonismo a este material natural.

Uma abóbada é um elemento construtivo no qual os elementos que constituem a superfície trabalham em compressão. Embora esta resolução construtiva venha sendo utilizada desde a época romana, alguns tipos de abóbadas (como a catalã ou a valenciana) tornaram-se populares em algumas regiões do mundo a partir do século XIX, apresentando-se como uma solução adequada para a construção residencial (sobretudo por seu baixo custo). Podendo vencer vãos de até trinta metros, esse sistema foi muito usado em certas tipologias industriais, adaptando-se às necessidades e dimensões de oficinas, fábricas e depósitos.



A popularidade crescente dos produtos de madeira em massa, no Canadá e nos Estados Unidos, levou a uma redescoberta dos seus fundamentos entre os arquitetos. Não menos importante para os arquitetos indígenas, para quem a madeira engenheirada oferece um caminho para recuperar e desenvolver as tradições de construção de seus ancestrais. Como a madeira é um recurso natural renovável e uma fonte de empregos florestais, ela se alinha aos valores indígenas de administração e comunidade, obscurecidos pelas práticas de construção dominantes do século XX.



O conjunto do Unhão, cuja construção data do século XVII, constituía-se de um engenho de açúcar com casa-grande, capela e senzala, tombado no ano de 1943. Salvador era a principal cidade brasileira na época da construção, em que o Brasil era uma colônia portuguesa, com a mão-de-obra sobretudo de escravizados, e do seu porto saía grande parte da produção de açúcar para exportação. O conjunto chamou a atenção da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi desde sua primeira visita em 1958, na época que ela passou alguns anos trabalhando e dando aulas na capital baiana. Com participação decisiva de Lina na definição do programa e da própria implantação, as edificações foram restauradas para receberem o Museu de Arte Popular e a Universidade Popular. Mas em todo o conjunto, o elemento que chama a atenção por sua plasticidade, funcionalidade e simbolismo, é a escada helicoidal de madeira.