.jpg?1464332647&format=webp&width=640&height=580)
-
Arquitetos: Carolina Castroviejo, Diana Radomysler, Gabriel Kogan, Studio MK27 - Marcio Kogan
- Área: 640 m²
- Ano: 2014
-
Fabricantes: By Kamy, Tora Brasil
.jpg?1464332647&format=webp&width=640&height=580)
.jpg?1615469357&format=webp&width=640&height=580)
Já falamos aqui sobre os materiais km zero: todos aqueles que podem ser adquiridos diretamente no local sem ter passado por diferentes etapas de processamento ou tratamento com produtos tóxicos, e mais do que isso, que no final de sua vida útil possam ser devolvidos ao meio ambiente sem causar grandes danos ou impactos negativos na paisagem natural.
Por exemplo, a madeira que cresce no local, a poucos quilômetros da obra, é um material extremamente sustentável, muito porque, dispensa a necessidade de transporte, reduzindo custos globais e emissões de gases do efeito estufa além de valorizar os recursos e a mão de obra local, permitindo estabelecer processos mais simples, eficientes e sustentáveis—vinculados às pessoas e ao território na qual a obra se insere.


As técnicas vernaculares e os materiais locais têm ganhado protagonismo no debate da arquitetura, mas, é possível trazer esses conceitos para os grandes centros urbanos?
O arquiteto amazonense Severiano Porto já apontava em 1984 a necessidade de se pensar em uma arquitetura mais conectada com o lugar onde está implantada. A lógica do uso de materiais e técnicas locais cada dia mais se mostra necessária quando pensamos no impacto que a cadeia produtiva da construção civil têm no planeta. Não à toa, cada dia está mais comum o número de projetos que partem do princípio das técnicas vernaculares e do uso de materiais locais, assim como a produção de Severiano já anunciava desde a década de 1980.
.jpg?1421761263&format=webp&width=640&height=580)

A arquitetura de povos originários manifesta uma profunda relação com o contexto no qual está inserida, de modo que os materiais encontrados no local são trabalhados e testados empiricamente até se desvendarem técnicas de construção e modos de habitar que melhor satisfazem os sentidos de abrigo e simbólico de uma comunidade. Na Amazônia, não é diferente. Com diversos povos habitando o seu território - seja na terra ou nas águas -, foram tecidas muitas sabedorias construtivas que são buscadas por arquitetos que trabalham nessas regiões. Assim, conjuntamente, há uma troca de conhecimentos que se embasam em culturas ancestrais para trazer novas alternativas arquitetônicas para a região.

Quem já brincou com blocos de madeira ou com o famoso brinquedo LEGO sabe que é uma delícia imaginar algo e ir construindo sua ideia com as próprias mãos. Na Bélgica, essa ideia ganhou outras proporções. Gabriel Lakatos, especialista em construção, sempre gostou de brincar com blocos e transformou essa paixão em um sistema de construção para casas de madeira. A sua empresa, a Gablok, vende kits para construção de casas de maneira simples e eficiente.

Antes mesmo que o estilo colonial se estabelecesse nos Estados Unidos—como em muitas outras colônias do novo mundo—já haviam edifícios sendo construídos. Digamos que antes do “colonial” havia a arquitetura do imigrante. Como um exercício de sobrevivência, a arquitetura do imigrante é aquela feita com aquilo que se tem à mão, com o que se pode encontrar e com o principal objetivo de ter um teto sobre o qual protege-se dos perigos do desconhecido. Depois de um certo tempo e distanciamento, é comum romantizarmos sobre o estilo de arquitetura colonial do país em que crescemos, afinal, somos todos imigrantes não é mesmo? Edifícios simples e honestos, representativos de quem somos e de onde viemos. Estruturas simétricas e de uma sobriedade avassaladora, de pequenos acréscimos e infinitos desdobramentos. Mas acontece que a arquitetura “colonial” não necessariamente é aquela construída com ânsia pelas mãos do imigrante em busca de um teto para morar.

A madeira é um dos materiais mais versáteis que temos hoje em dia na construção civil e sua aplicação é muito variada, aparecendo em diferentes etapas construtivas, desde o início das obras até sua conclusão. Tratar com a madeira, e suas diferentes naturezas, exige um ofício específico dentro da construção que vai além do conhecimento e da prática do pedreiro. As duas especialidades da construção civil que lidam com a madeira são a carpintaria e a marcenaria.
Transitando em uma linha tênue entre suas especificações, essas duas práticas são facilmente confundidas e muitas vezes ficamos na dúvida sobre qual profissional é o mais indicado para um determinado serviço. Neste texto abordaremos a diferença entre as duas práticas, buscando auxiliar na escolha de qual serviço procurar.

O primeiro Shikinen Sengu foi realizado no ano de 690, na cidade de Ise, província de Mie, no Japão. Trata-se de um conjunto de cerimônias, que duram até 8 anos, que se inicia com o ritual do corte das árvores para a construção da nova edificação e conclui com a mudança do espelho sagrado (um símbolo de Amaterasu-Omikami) para o novo santuário pelos sacerdotes Jingu. A cada vinte anos, um novo palácio divino com exatamente as mesmas dimensões do atual é construído em um lote vizinho ao santuário principal. O Shikinen Sengu está ligado à crença xinto na morte e renovação periódicas do universo, ao mesmo tempo que é uma forma de passar de geração em geração as antigas técnicas construtivas em madeira.
A ideia de criar um edifício que terá um prazo de validade não é algo tão comum. Inclusive, muito pouco se aborda sobre a questão da vida útil das construções. Quando demolida, para onde irão os materiais que a compõem? Serão descartados em aterros sanitários ou poderão ser reutilizados em novas empreitadas? Há construções, métodos construtivos e materiais que tornam este processo mais fácil. Outros, inviabilizam uma reutilização, por conta de diversos fatores.

Madeira de demolição é aquela que tem origem no desmonte de uma construção, geralmente casas antigas, barracões ou armazéns rurais. Por desinteresse ou inviabilidade econômica de adaptação, resta a opção de demolir estas estruturas, resultando em escombros e, também, elementos que podem ser reciclados e reutilizados na arquitetura. É o caso da madeira de demolição, que vemos empregada, do revestimento à estrutura, em projetos contemporâneos em todo o mundo.
Para inspirar seus projetos, reunimos 12 casas brasileiras fazem uso deste material reciclado em pisos, paredes, decks, banheiros, áreas externas e escadas.



Quais são os princípios da concepção estrutural em madeira? Como compreender os arranjos estruturais e como desenvolve-los? Como garantir a estabilidade das estruturas e pré-dimensionar seus elementos? Quais seriam os sistemas construtivos mais adequados para o meu projeto? Como dar início a projetos com grandes vãos ou edifícios altos em madeira? Esse curso pretende abordar a essas e outras questões importantes para auxiliar arquitetos, engenheiros, construtores e demais interessados no uso da madeira como material estrutural.