A Casa de Vidro, residência onde viveram Lina Bo Bardi e seu marido, Pietro Maria Bardi, por mais de 40 anos e atual sede do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, abrirá suas portas para uma visita especial gratuita em celebração ao aniversário de 465 anos de São Paulo. A programação tem início às 11h30 e contará com a participação do diretor-presidente do Instituto, Waldick Jatobá.
Lina Bo Bardi. Estudo preliminar – esculturas praticáveis do belvedere Museu de Arte Trianon, 1968. Nanquim e aquarela sobre papel, 56,3 x 76,5 cm. Acervo MASP, doação Instituto Lina Bo e P. M. Bardi
O tema “Histórias das mulheres, histórias feministas” será pauta do programa de exposições do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand em 2019. Já estão confirmadas seis monográficas de artistas mulheres - Djanira da Motta e Silva, Tarsila do Amaral, Lina Bo Bardi, Anna Bella Geiger, Leonor Antunes, Gego - além de uma grande mostra coletiva que levará o título do eixo temático.
O Instituto Bardi acaba de inaugurar o seu "Pavilhão de Verão", uma estrutura construída aos pés da Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi, e que contará com uma agenda de concertos, exposições, palestras, entre outros usos. Construída em meio à vegetação e com uma forma orgânica que lembra obras de Lina, o pavilhão ao mesmo tempo mescla-se e chama atenção no contexto. Toda a arrecadação realizada durante as atividades será revertida para a manutenção e programação cultural do Instituto Bardi / Casa de Vidro em 2019.
Veja abaixo o memorial do projeto, desenvolvido por Sol Camacho.
“O MASP de Lina, Croquis de Processo, 50 Anos do Edifício na Avenida Paulista", título da exposição inaugurada no dia 1 de novembro, mês de inauguração do Museu em 1968, reúne desenhos à mão, imagens e documentos que revelam o processo criativo de Lina Bo Bardi do pensamento à obra construída.
A exposição integra a série Acervo aberto do Instituto Bardi/ Casa de Vidro, criada em setembro de 2017, com a proposta de revelar aspectos pouco conhecidos do universo que envolve a residência e o legado do casal Lina Bo e P. M. Bardi, co-fundador do Masp.
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Vista externa do MASP na avenida Paulista, década de 1980. Crédito Luiz Ossaka. Arquivo do Centro de Pesquisa do MASP
Na década de 1960, momento em que se intensificava a verticalização da avenida Paulista com a construção de grandes prédios comerciais, sede de corporações, empresas e bancos, a grande novidade na paisagem foi a construção do MASP, projeto da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992).
O evento acontecerá no dia 5 de novembro e consistirá em uma série de palestras de arquitetos, historiadores e curadores nacionais e estrangeiros que explorarão o caráter coletivo e a fruição pública que definem a arquitetura do MASP, expressando o posicionamento de Lina diante de questões socioculturais e o papel da arquitetura nesse debate.
Divulgação/Croqui: Lina Bo Bardi. Image Cortesia de MCB
O Museu da Casa Brasileira promove, no dia 20 de outubro, o lançamento do livro Uma ideia de arquitetura – escritos de Lina Bo Bardi, de Marina Grinover. Na ocasião, a autora se reunirá com José Tavares Correia de Lira (Professor FAUUSP), Renato Anelli (IAU-USP) e Ana Maria Belluzzo (FAUUSP) para uma mesa de debate.
Tema de uma instalação artística de Isaac Julien intitulada Stones Against Diamonds, de 2015, a arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi terá agora sua trajetória representada no cinema com o filme Ghost of Lina Bo Bardi, do mesmo diretor.
Tombado em nível estadual e federal, o Teatro Oficina, projetado por Lina Bo Bardi e Edson Elito, corre o risco de ter seu entorno profundamente alterado com a construção de duas torres residencias de cem metros de altura. O empreendimento, liderado pelo Grupo Silvio Santos, foi autorizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em reunião no dia 29 de maio.
As cores e suas percepções são responsáveis por uma série de estímulos conscientes e inconscientes em nossa relação psíquico-espacial. Apesar de sua presença e variações presentes em todos os lugares, você já se questionou qual o papel delas na arquitetura?
Assim como os próprios elementos construtivos que compõe o objeto arquitetônico, a aplicação das cores nas superfícies também influencia a experiência do usuário no espaço. Segundo Israel Pedrosa, “A sensação colorida é produzida pelos matizes da luz refratada ou refletida pela substância. Comumente, emprega-se a palavra cor para designar esses matizes que funcionam como estímulos na sensação cromática. [...].” [1]
O Estúdio Flagrante de fotografia e vídeo de arquitetura compartilhou conosco seu mais recente vídeo que mostra a dinâmica espacial criada pelos cavaletes de concreto e vidro de Lina Bo Bardi no MASP. Trazidos de volta à vida após revisão do escritório Metro Arquitetos em 2015, os cavaletes continuam impressionantes ainda meio século depois de terem sido introduzidos no museu.
Olivia de Oliveira fez sua tese de doutorado sobre a arquiteta Lina Bo Bardi na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona (ETSAB) e é autora do livro "Lina Bo Bardi. Obras construídas", que surgiu após a visita aos edifícios construídos por Lina ao lado do fotógrafo Nelson Kon em 2002. Nesta obra ela apresenta toda a complexidade arquitetônica e visões culturais, políticas e sociais da arquiteta. O resultado acaba de ser relançado no Brasil pela Editora Gustavo Gili, em português.
Na seguinte entrevista, é possível se aprofundar um pouco mais na história por trás do livro e também sobre Lina Bo Bardi através da perspectiva da autora, que cita importantes questões como o canteiro de obras, o surrealismo presente na obra da arquiteta e como segue a preservação de suas obras.
O Museu de Arte de São Paulo colocou à venda uma edição limitada de cem cavaletes de cristal projetados por Lina Bo Bardi. Implementados em 1968 e tirados do museu em 1996, os emblemáticos cavaletes foram reformulados pelo escritório Metro Arquitetos e trazidos de volta à galeria do MASP em 2015. Cada unidade custa R$ 10 mil e a arrecadação será revertida para atividades do museu.
Apesar de nascida na capital italiana, Lina Bo Bardi tornou-se uma das figuras mais importantes a sintetizar a cultura brasileira ao mundo e ao próprio país, unindo arquitetura, política e cultura popular. Seu perfil inquieto e sua ânsia à quebra de tradicionalismos fez do Brasil o território ideal à aplicação de seus ideais.
Entre os elementos arquitetônicos que Lina trabalhou ao longo de sua obra, a qualidade material e cultural é fundida na busca pela integral poesia dos espaços. Para além dos elementos concretos e solidificados, a arquiteta buscou o desenvolvimento de um trabalho pautado pela presença dos elementos culturais e uma intensa discussão política, idealizando uma arquitetura pautada pelo rompimento de barreiras entre o erudito e o popular.
O Teatro Oficina lançou esta semana um movimento envolvendo artistas e demais cidadãos para a preservação do emblemático edifício projetado por Lina Bo Bardi e seu entorno tombado. O grupo de teatro convida todos os interessados a enviarem pedidos de veto ao Governo do Estado de São Paulo conta a construção de altas torres residenciais no bairro do Bixiga - proposta liberada nesta segunda-feira pelo CONDEPHAAT.
A frente de trabalho de um arquiteto é quase sempre marcada pelo insaciável desejo por desenhar tudo, da maior à menor escala na tentativa de assumir o controle integral do projeto. Como dizia Mies Van Der Rohe, “Deus está nos detalhes”. E, para uma extensa lista de arquitetos, conceber o mobiliário especialmente à composição de suas obras, tornou-se fundamental.
Ao longo da história da Arquitetura brasileira, especialmente desde o Modernismo, arquitetos destacaram-se não apenas no desenho de residências e edifícios, mas também, pelos minuciosos projetos de mobiliários. Muitos nasceram para compor projetos específicos e posteriormente, pela notoriedade assumida, passaram a ser produzidos em série pela indústria.
O Palm Springs Art Museum inaugurou, no dia 9 deste mês, a exposição Albert Frey e Lina Bo Bardi: A Search for Living Architecture - uma exploração inédita da produção dos dois mestres do modernismo da segunda metade do século XX. A exposição foi montada no Centro de Arquitetura e Design do Palm Springs Art Museum e permanece aberta para visitação até o dia 7 de janeiro de 2018.
A mostra faz uso de modelos 3-D, desenhos, objetos de design e fotografias para transmitir a crença compartilhada de Albert Frey e Lina Bo Bardi na arquitetura como uma forma de conectar pessoas, natureza, construção e vida. A exposição é organizada pelo Palm Springs Art Museum e a expografia é de autoria do escritório Bestor Architecture.