Frank Lloyd Wright e Le Corbusier são arquitetos conhecidos por suas ideias grandiosas e inovadoras, bem como pela alta estima por suas próprias opiniões. Entretanto, os dois não compartilharam das mesmas visões para o futuro das cidades americanas e a civilização. Ambos os arquitetos tinham planos utópicos e abrangentes para sua cidade americana ideal, combinando ideias sociais e arquitetônicas. Em 1932, os dois descreveram essas ideias no The New York Times; nestes dois artigos Frank Lloyd Wright e Le Corbusier tornaram muito claras para o público suas diferenças de opinião sobre o futuro das cidades.
Histoire d’Architecture é o título da monumental obra em dois volumes escrita e ilustrada pelo historiador francês Auguste Choisy em 1899 em que se dedica, como sugere o nome, ao estudo da história da arquitetura, desde os primórdios das artes de construir e da arquitetura egípcia até a investigação de monumentos e edificações mortuárias contemporâneas [de sua época, evidentemente] e revestimentos decorativos, passando também pela observação da arquitetura grega e romana e suas técnicas construtivas. Um enorme compêndio da história da arquitetura de 1.442 páginas e 1.700 ilustrações[1] que esmiúça seus mais detalhados pormenores.
Dando seguimento aos lançamentos regulares de mapas e guias de cidades, a editora londrina Blue Crow Media produziu recentemente o Brutalist Paris Map, em colaboração com Nigel Green e Robin Wilson da Photolanguage. Tendo já abordado os edifícios brutalistas mais emblemáticos de Washington D.C., o mapa o mais recente destaca mais de 40 exemplos parisienses da arquitetura brutalsta.
Não há dúvida de que uma das melhores coisas da arquitetura é a sua universalidade. De onde quer que você venha, o que quer que você faça, arquitetura de algum modo tocou sua vida. No entanto, quando inesperadamente temos que pronunciar o nome de um arquiteto estrangeiro ... as coisas podem ficar um pouco complicadas. Esta é uma situação que a pronúncia errada pode fazer você parecer menos profissional do que você é. (Se você for realmente azarado, isso poderia acabar fazendo você parecer estúpido na frente de seus filhos e do mundo inteiro.)
Para lhe ajudar, compilamos uma lista de 22 arquitetos cujos nomes são um pouco difícil de pronunciar, acompanhada de gravações em que seus nomes são pronunciados impecavelmente. Ouça e repita quantas vezes for necessário até acertar e você estará preparado para qualquer situação potencialmente embaraçosa.
À medida que a poeira abaixava após a Segunda Guerra Mundial, grande parte da Europa permaneceu com uma escassez habitacional. Em Milão, uma série de planos foram elaborados em resposta à crise, estabelecendo comunidades satélites para a cidade do norte da Itália, onde cada uma seria habitada por entre 50.000 e 130.000 pessoas. A construção da primeira dessas comunidades começou em 1946, um ano após o fim do conflito. Dez anos mais tarde, em 1956, a adoção do Il Piano Regolatore Generale -um novo plano diretor- preparou o cenário para o desenvolvimento da segunda, conhecida como "Gallaratese". O terreno da nova comunidade foi dividido em partes 1 e 2, sendo esta última propriedade do Monte Amiata Società Mineraria per Azioni. Quando o plano permitiu o desenvolvimento privado de Gallaratese 2 no final de 1967, a comissão para o projeto foi dada ao Studio Ayde e, em particular, seu sócio Carlo Aymonino. Dois meses depois, Aymonino convidaria Aldo Rossi para projetar um edifício para o complexo e os dois italianos começaram a realizar suas respectivas visões para a comunidade microcósmica ideal. [1]
Nesta segunda edição de sua coluna "Beyond London" para o ArchDaily, Simon Henley, da Henley Halebrown, de Londres, discute uma possível influência que pode ajudar os arquitetos do Reino Unido a combater a hegemonia econômica que atualmente aflige o país - voltando-se para a orientação moral dos brutalistas da década de 1960.
Antes do Natal, eu terminei de escrever meu livro intituladoRedefining Brutalism. Como o título sugere, estou buscando redefinir o assunto, desintoxicar o termo e encontrar relevância no trabalho, e não apenas um motivo para nostalgia.O Brutalismo concreto é, para a maioria das pessoas, um estilo que você ama ou odeia. Mas o Brutalismo é muito mais do que apenas um estilo; é um modo de pensar e fazer. O historiador e crítico Reyner Banham argumentou em seu ensaio de 1955 e no livro de 1966 intitulado The New Brutalism: Ethic or Aesthetic que o Novo Brutalismo começou como um movimento éticopara depois ser entendido como um estilo. Hoje, é um espelho a ser erguido para a arquitetura do neoliberalismo, para uma arquitetura que serve ao capitalismo. Mais do que nunca, a arquitetura é associada à marca dos grandes arquitetos cujo trabalho tem pouco a ver com os desafios que a sociedade enfrenta, que hoje não são muito diferentes daqueles enfrentados pela geração do pós-guerra: construir casas, lugares para aprender e trabalhar, lugares para aqueles que são mais velhos e doentes, e lugares para se reunir. Podemos aprender muito com essa geração passada.
Le Corbusier foi um arquiteto radical e futurista, mas também alguém igualmente comprometido com a história e a tradição. Sua curiosidade era gigantesca. Viajante incansável, registrou através dos desenhos, da pintura e da arquitetura seu comprometimento com a experiência dos homens e do habitat construído. Procurou conectar os fundamentos da tradição com a experiência contemporânea, partindo do estudo da natureza, dos mestres do passado e da tradição pictórica renascentista para a vanguarda da pintura, do design e da arquitetura dos anos 1920. Durante meio século se posicionou como incansável polemista e teórico, mas também como um dos maiores arquitetos do século XX, das quais são testemunhos diversos edifícios construídos. 50 anos depois de encerrada a vida do arquiteto Le Corbusier, um grupo de arquitetos brasileiros se se propôs a organizar um itinerário por seu pensamento e sua formação, visitando in loco os testemunhos de sua obra e, em 2017, esse roteiro será aberto ao público geral interessado no primeiro Tour Le Corbusier.
Le Corbusier deixou uma marca indelével na arquitetura modernista quando declarou que "une maison est une máquina-à-habiter" ("a casa é uma máquina para viver"). Sua crença de que a arquitetura deveria ser tão eficiente quanto uma máquina resultou em propostas como o Plano Voisin, que transformava os boulevares de Paris em uma série de arranha-céus cruciformes saindo de uma grade de rodovias e parques abertos. [1] Nem todos os conceitos de Le Corbusier, no entanto, foram voltados para transformações urbanas tão radicais. Sua proposta de 1965 para um hospital em Veneza, Itália, foi notável em sua tentativa de buscar harmonia estética com o seu entorno único: uma tentativa de não erradicar a história, mas traduzi-la.
A Visual Resources Collection (VRC) da Columbia University Graduate School of Architecture, Planning and Preservation (GSAPP) lançou a segunda fase de sua base de dados online, agora contendo 20 mil imagens de plantas, cortes diagramas e fotografias de arquitetura. A Avery/GSAPP Architectural Plans & Sections Collection contem imagens relacionadas à história da arquitetura moderna, com ênfase na história de edifícios modernos do século XX.
A Casa Curutchet - um dos três projetos desenvolvidos pelo arquiteto suíço Le Corbusier na América - é considerada a evidência construída do vínculo que o arquiteto estabeleceu com a Argentina a partir de 1930. Seis décadas após a concretização da obra, recordamos a relação entre Le Corbusier e Amancio Williams, que, na gestão da obra, torna-se o intérprete deste projeto à distância.
Com este objetivo, extraímos 10 fatos interessantes da recíproca amizade entre Amancio e Le Corbusier, descrita detalhadamente no livro de Daniel Merro Johnston, "O Autor e o Intérprete: Le Corbusier e Amancio Williams na Casa Curutchet", Edições 1:100.
A precisão e variedade dos detalhes internos convidam à reflexão sobre as relações existentes entre os indivíduos que interviram no processo de configuração e construção da obra, demonstrando a complexidade da Casa Curutchet.
Entre as 29 obras candidatas a Patrimônio da Humanidade a serem avaliadas na 40.ª sessão do Comité da UNESCO, que acontecerá no próximo dia 20 de julho em Istambul, estão trabalhos de três nomes fundamentais da arquitetura no século XX: o franco-suíço Le Corbusier, o brasileiro Oscar Niemeyer e o norte-americano Frank Lloyd Wright.
O exame dos microfilmes e cópias existentes no Arquivo Público Municipal de Porto Alegre oferece um panorama confiável da estratificação formal da cidade através das décadas. As imagens de projetos do começo do século XX mostram um art-nouveau rústico local, chalés decorados com lambrequins e ecletismos de gosto alemão, italiano ou afrancesado. Os anos trinta apresentam uma incidência extensa do que se convencionou como art-déco; arquitetura de apelo fácil sem a intelectualização das vanguardas modernas da mesma época. Ainda nos anos trinta surgem os primeiros exemplares dentro do chamado “estilo californiano”[1], que passou a disputar a supremacia dos anos quarenta com o que poderia se qualificar como déco ou “protomoderno”, tornando-se rarefeito no começo dos cinquenta. E às vésperas dos anos cinquenta detectam-se os primeiros projetos modernos identificados com as vanguardas europeias, com visível débito com a Escola Carioca e sua origem corbusiana.
Em termos de homenagem a uma pessoa, ser escolhido para representar seu país como estampa em uma cédula de dinheiro é uma das maiores honras que se pode alcançar. Mesmo com as transações eletrônicas cada vez mais presentes, o dinheiro em espécie permanece como um padrão confiável de troca de bens e serviços; então, ter seu rosto estampado nas notas é garantia de que as pessoas o verão diariamente, assegurando, de algum modo, que seu legado permaneça vivo.
Entre as personalidades escolhidas para estampar as notas de diferentes moedas, alguns poucos arquitetos foram imortalizados e continuam circulando diariamente nas carteiras de pessoas de várias partes do globo. A seguir, mostramos 15 arquitetos imortalizados desta forma e quanto eles "valem".
Ville Radieuse (Cidade Radiante) foi um plano urbano não construído de Le Corbusier, apresentado pela primeira vez em 1924 e publicado no livro homônimo em 1933. Projetado para conter meios eficientes de transporte, bem como uma abundância de espaços verdes e luz solar, a cidade do futuro de Le Corbusier não só almejava oferecer uma vida melhor aos residentes, mas contribuir para criar uma sociedade melhor. Embora radical, rigorosa e quase totalitária na sua ordem, simetria e padronização, os princípios propostos por Le Corbusier tiveram extensa influência sobre o planejamento urbano moderno, levando ao desenvolvimento de novas tipologias de habitação de alta densidade.
O artista e ilustrador francês Vincent Mahé compartilhou conosco seu trabalho mais recente. Trata-se de uma série de ilustrações feitas para uma edição especial da revista Telerama, que retratam a vida do renomado arquiteto franco-suíço, Le Corbusier. Em somente oito páginas, o artista destaca os feitos mais relevantes da passagem deste inesquecível personagem pela terra. Feitos que sem dúvida mudaram o fazer arquitetônico contemporâneo, que tornaram-se conhecimento geral para a indústria e que hoje podemos ver refletidos em tons de verde e rosa, com extrema clareza e cuidado que apresenta o trabalho de Mahé.