
Desde a Revolução Industrial e a introdução da produção em massa, a posse e o uso de produtos e serviços básicos, como vasos sanitários com descarga e água encanada, eletricidade, aquecimento e resfriamento, são vistos como direitos humanos em muitas regiões do mundo. No entanto, como a maioria das casas e projetos residenciais é projetada e construída sob medida de forma individual — portanto, sem as vantagens de velocidade e custo da produção em massa —, o baixo desempenho do setor da construção civil habitacional faz com que muitas pessoas — mesmo nos países mais ricos do mundo — tenham negado um dos direitos humanos mais fundamentais: um lugar para chamar de lar.
O ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) afirma que havia mais de 100 milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo em 2023 — um número que triplicou nos últimos 10 anos. Para os países de acolhimento, encontrar soluções de moradia seguras e sustentáveis para quem precisa, tanto a curto quanto a longo prazo, é um desafio constante e que vem piorando dramaticamente.










