Tubos, cabos e condutos de diferentes materialidades nas paredes e tetos fazem parte de todos os espaços que transitamos e habitamos. Eles representam o conjunto de redes e equipamentos necessários ao desenvolvimento da vida nos nossos edifícios, trazendo serviços como água, luz, gás, entre muitos outros. De acordo com as normas vigentes em cada país e o uso definido em cada espaço, as instalações podem ser deixadas aparentes, conferindo aos espaços interiores um certo caráter e estética.
Cheio de conotações e nuances, o termo paisagem é um conceito complexo e amplo. Ao lidarmos com o material e o imaterial, entendemos que trata-se de uma construção mental que relaciona um ambiente físico a um contexto sócio-cultural específico. De 12 a 27 de novembro, Jordi Giner, Francisco Garrido e Alberto Moragrega apresentaram Al-luvió, uma proposta para Lluèrnia, a festa da luz e do fogo realizada todos os anos em Olot, que reinterpreta a forma como em geral entendemos a ideia de paisagem e as formas habituais de intervir sobre ela.
Evento como bienais, festivais urbanos e exposições mundiais têm operado historicamente como um estimulante território de pesquisa e experimentação em arquitetura, cenários que viram nascer algumas das mais provocativas, controversas mas também inspiradoras obras de arquitetura e engenharia. A verdadeira importância das Exposições Mundiais, em particular, reside no fato de que oferecem aos arquitetos um contexto para que estes possam explorar novas ideias e tipologias em uma outra escala que diversamente, não seria possível. Nesta conjuntura, grandes feiras e exposições têm se estabelecido como uma espécie de plataforma para o intercâmbio de ideias e conhecimento. Desta forma, a arquitetura efêmera—e não apenas—tornou-se um espaço de fala para que arquitetos e urbanistas possam dar voz a novas ideias para o futuro do ambiente construído de nossas cidades.
A famosa obra não-construída do artista Christo no Arco do Triunfo em Paris começou a ser construída. As primeiras imagens, feitas pelo fotógrafo de arquitetura Jad Sylla, mostram o monumento sendo envolvido com 25 mil metros quadrados de tecido de polipropileno reciclável azul prateado e três quilômetros de corda vermelha. Intitulada L’Arc de Triomphe, Wrapped, a obra permanecerá no local entre 18 de setembro e 3 de outubro deste ano.
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‘Carbon to Rock’ en la Biennale Architettura 2021. Fotografías: Raul Betti y Adolfo Guiard Torre-Marín. Image Cortesía de Igneous Tectonics
As condições climáticas estão mudando em todo o mundo e com temperaturas mais extremas e recursos cada vez mais limitados, as soluções arquitetônicas em torno dos materiais devem ser revistas.
"Carbon to Rock" é uma instalação da IGNEOUS TECTONICS (Cristina Parreño e Sergio Araya) apresentada na Bienal de Veneza 2021 que sugere a rocha vulcânica como material resiliente capaz de ajudar a mitigar o aquecimento global.
Viver em isolamento despertou em muitos arquitetos e arquitetas uma centelha de criatividade levando-os a explorar meios e métodos não convencionais para conceber seus projetos e instalações. Ao invés de fecharem seus escritórios e colocarem todos os projetos em andamento em standbyaté que a vida voltasse ao normal, profissionais das áreas criativas se mantiveram ativos, buscando inspiração em outras disciplinas como as artes performáticas e o teatro, vencendo o desafio imposto pelas regras de distanciamento social para (re)aproximarem-se de seus clientes e espectadores.
Ashley Bigham e Erik Herrmann, sócios e fundadores do Outpost Office, utilizaram-se deste tempo de distanciamento físico do trabalho prático para repensar a questão da “mobilidade”, desenvolvendo uma série de desenhos em escala 1:1 durante seu retiro no campus Ragdale, Illinois. Apropriando-se de tecnologias de ultima geração, a dupla utilizou robôs de marcação de campo controlados por GPS para criar uma instalação em escala urbana que procura responder algumas das principais questões relacionadas aos espaços públicos. Como resultado, Bigham e Herrmann receberam o primeiro prêmio no concurso Ragdale Ring 2020.
Stefano Boeri divulgou imagens de seu mais recente projeto, uma instalação circular de madeira intitulada TREE-ROOM. Concebida para aproximar “o homem da natureza, oferecendo um lugar para meditação e contemplação", a instalação faz parte do festival Arte Sella e será construída no jardim da Villa Strobele em Val di Sella, no norte da Itália.
Desde a década de 1990, um grande número de cidades na China está passando por uma renovação urbana. Estimulados por esta reconstrução urbana facilitada pelo estado, arranha-céus estão sendo construídos rapidamente nas principais cidades a fim de atrair classes médias ricas para estes locais resultando em inúmeras relocações e deslocamento da classe trabalhadora, tal processo é conhecido como “gentrificação”.
À medida que as cidades e os bairros estão sendo completamente gentrificados para atender ao gosto da classe média e impulsionar o crescimento econômico, os recursos do solo urbano estão sendo tratados com potencial econômico crescente, deixando pouco espaço para o desenvolvimento da vida urbana nas ruas. Ao analisar as práticas de cinco arquitetos na criação de espaços públicos urbanos habitáveis, este artigo vai discutir os desafios e oportunidades da revitalização urbana na China sob gentrificação.
No ano de 2014, um grupo de amigos de Ciudad Juárez, na fronteira do México com os Estado Unidos, se uniu para somar forças no trabalho de recuperação de espaços públicos ociosos da cidade, ajudando a transformar praças, parques, ruas e calçadas através de uma série de projetos socioculturais e intervenções urbanas. Foi assim que nasceu o Nómada Laboratório Urbano de Ciudad Juárez, uma cidade fronteiriça junto à El Paso, Texas. Ao longo dos anos, Juárez foi se estabelecendo como uma cidade de economia de ‘fachada’, muitas vezes figurando entre as cidades mais violentas do mundo, principalmente entre os anos de 2008 e 2012.
Recentemente, vi uma obra de arte pública no principal distrito cultural de Dubai - Alserkal Avenue: era uma instalação de um coletivo de artistas - METASITU, que transformou um armazém anteriormente conhecido como Nadi Al Quoz, em uma ruína do século XXI. O trabalho intitulado: "estávamos construindo castelos de areia_mas o vento os levou para longe" - foi inspirado nas demolições perenes que se tornaram parte integrante do placemaking contemporâneo em todo o mundo. Por meio deste trabalho, o METASITU reflete sobre os processos extrativos de construção de cidades, contextualizando-os dentro de diferentes cronogramas humanos e ecológicos. A visão a longo prazo dos artistas era desconstruir o edifício e devolver seus materiais constituintes ao seu 'estado original'. No final deste ano, eles planejam desconstruir ainda mais a instalação criando um ambiente paisagístico público.
Como uma celebração ao amor e à diversidade, a instalação de arte pública Heart Squared acaba de ser inaugurada em Nova Iorque como parte da 12ª edição do Times Square Valentine Heart Design Competition. Com curadoria de Cooper Hewitt, o Smithsonian Design Museum escolheu como vencedora a proposta desenvolvida em parceira pelo escritório de arquitetura e design com sede no Brooklin MODU e o Eric Forman Studio.
Diante de dados que apontam uma crise climática que atinge todo o planeta há décadas, as perspectivas de reação podem parecer desanimadoras. Mas, ao mesmo tempo em que as notícias indicam um aumento das médias de temperatura globais, o foco político na crise climática também se intensifica, conforme relatório da ONU Meio Ambiente divulgado em 2019, o que se reflete não apenas na ocorrência de manifestações e protestos ao redor do mundo, mas também na expressão da chamada arte ativista.
O bairro residencial Haszkovó, na cidade de Veszprém, na Hungria, foi visto como um projeto fracassado: "cinza, triste e sem alma". No entanto, essa estrutura fria conseguiu abrigar 20 mil habitantes, funcionando como uma "cidade" dentro da cidade
Por ocasião da Veszprém Design Week, um projeto colaborativo assinado por Edward Crooks, Point Supreme, Supervoid, MAIO e Paradigma Ariadné, convidou os visitantes a mudar a percepção e o estado atual de Haszkovó, criando cinco propostas de mobiliário urbano, que fossem vibrantes, portáveis e duráveis.
NAPPE é uma instalação de arte permanente projetada pelo estúdio português FAHR 021.3 e construída ao lado do Centro Nacional de Exposições de Nangang, uma região renovada de Taipei, em Taiwan. Considerando a cultura e as condições geográficas do país, NAPPE busca inspiração na montanha Jade, o pico mais alto da ilha e um símbolo de pureza, honestidade e valores nacionais. Trata-se de um pavilhão ao ar livre que busca atrair cidadãos para uma nova experiência de cidade.
O OMA divulgou o projeto do KUBE, uma instalação localizada em frente à entrada do K11 MUSEA, na orla de Hong Kong. A instalação multifuncional cria um marco urbano em meio ao denso horizonte da cidade através de uma geometria muito simples e envolvente.
Desde 2017, a Escola de Arquitetura do Chipre (CYSOA) organiza uma série de concursos de arquitetura para instalações e projetos temporários para a praia de Geroskipou na Grécia.
No ano passado, a proposta vencedora foi apresentada pelo escritório russo de arquitetura KATARSIS Architects, um projeto temporário de cinema à céu aberto, com uma estrutura translúcida que serve tanto como cobertura quanto como tela de projeção.
Em comemoração ao feriado de Ação de Graças, celebrado em alguns países do hemisfério norte no dia 28 de novembro, o escritório Hou de Sousaprojetou Ziggy, uma instalação composta por arcadas coloridas que ocupará as ruas de Nova Iorque.
Encomendada pelo Centro Nobel da Paz em Oslo, na Noruega, e projetada pelo escritório Snøhetta, a instalação The Best Weapon foi apresentada ao público na esplanada da sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. A pela de mobiliário pela paz urbana tem como objetivo homenagear “os ganhadores do Prêmio Nobel da Paz do passado e seus esforços para unir as pessoas a encontrar soluções eficazes para a paz”.