O mais recente projeto de Herzog & de Meuron, a Elbphilharmonie, foi concluído em Hamburgo. A 37 metros de altura, o mirante do projeto está desenhado em torno de uma praça pública, que é acedida através de uma escada mecânica de 82 metros de comprimento e que proporciona vistas panorâmicas do porto e do resto da cidade.
Para marcar este evento, a Orquestra Sinfônica da NDR apresentou um set de fotografias de Iwan Baan, com ênfase nos espaços interiores. Espera-se que o projeto abra suas portas em 11 de janeiro de 2017.
Mesmo o modernismo promovendo a transparência da arquitetura de vidro, muitos dentro do movimento estavam conscientes da monotonia de grandes fachadas de vidro, com até Mies van der Rohe usando elementos como sua marca registrada montantes para quebrar suas fachadas. Mas, nos anos seguintes, inúmeros arranha-céus de envidraçamento estrutural uniformes surgiram e entediaram cidadãos urbanos. Em resposta a isso, reinterpretações não convencionais de fachadas despertaram interesse.
Acompanhados pela crença de que a luz e a luminosidade poderiam ajudar na criação de uma arquitetura icônica e um mundo melhor, vidro e metal foram transformados de forma inovadora, para criar imagens cristalinas. Como resultado, o locus do sentido na arquitetura deslocou-se do espaço interno e forma à superfície exterior.
Após anos de espera, a sala de concertos Elbphilharmonie de Herzog & de Meuron, localizada em Hamburgo, Alemanha, finalmente tem uma data precisa de inauguração. O edifício abrirá suas portas ao público com um grande concerto de inauguração da NDR Elbphilharmonie Orchestra nos dias 11 e 12 de janeiro de 2017, seguido por três semanas de festival com a Orquestra Sinfônica de Chicago, a Orquestra Filarmônica de Viena e a Einstürzende Neubauten de Berlim.
A estrutura de vidro, construída sobre um antigo armazém na margem do Rio Elba, foi originalmente concebida em 2003, porém, o orçamento astronômico e questões legais com a incorporadora ocasionaram o atraso no projeto.
Atualmente, cerca de 33% da energia elétrica consumida na Alemanha é proveniente de fontes renováveis, porém, este é apenas um começo: o país está se preparando para concluir sua transição energética até 2050, quando passará a produzir 100% da energia que necessita através de fontes renováveis.
No último dia 8 de maio, o país vivenciou um marco histórico: pela primeira vez a energia de fontes renováveis alcançou uma taxa de geração tão elevada que os fornecedores de energia convencional tiveram que aplicar um desconto na conta de luz dos consumidores.
Ao redor do mundo, são várias as cidades que estão implementando planos de longo prazo para se tornarem mais habitáveis - locais onde os cidadãos possam realizar suas atividades cotidianas gerando o menor impacto possível no meio ambiente.
Isto se dá pois a maioria dessas iniciativas são concebidas sob critérios de sustentabilidade, visando aumentar as áreas verdes e os espaços públicos, fomentando as caminhadas e o uso da bicicleta, além de promover a construção de habitações que incorporem tecnologias de gestão de recursos.
Dos 18,4 milhões de percursos diários realizados na região Metropolitana de Santiago, Chile, mais de um terço corresponde a caminhadas, segundo a última pesquisa origem-destino feita pelo Ministério dos Transportes e Telecomunicações do país.
Apesar da cifra ser alta, isso não garante que as ruas apresentem as qualidades necessárias para que sejam transitáveis, um atributo que a geógrafa e especialista em desenvolvimento urbano do The City Fix, Lara Caccia, define como "a forma segura, conveniente e eficiente que é caminhar em um ambiente urbano."
Para saber como tornar as ruas das cidades latino-americanas mais transitáveis, podemos tomar como inspiração o que está sendo feito em cinco cidades europeias que estão levando adiante a prioridade dos pedestres no ambiente urbano.
Esta é sem dúvida uma das maiores mudanças que nossas cidades estão enfrentando. O reinado do automóvel chegou ao fim e o espaço das ruas está sendo aos poucos devolvido às pessoas,
São cada vez mais evidentes os efeitos negativos que os automóveis criam nos espaços urbanos. Os mais evidentes são a poluição do ar, os acidentes de trânsito e, claro, todo o espaço que ocupam, gerando congestionamentos e ambientes desagradáveis para as pessoas que caminham.
Em muitas cidades hoje em dia, o automóvel não é a forma mais eficiente de se deslocar. Por exemplo, em Londres os automóveis têm uma média de velocidade inferior a das bicicletas. Os motoristas de Los Angeles passam 90 horas por ano presos em engarrafamentos e, segundo um estudo britânico, os condutores passam 106 dias de suas vidas procurando uma vaga para estacionar seu carro.
A Fast Company realizou uma seleção de 7 cidades que seguem em frente na iniciativa de tirar os carros das ruas, um processo que muitas outras cidades experienciarão num futuro não muito distante.
A mostra "João Figueiras Lima - Lelé: a cultura dos materiais e a arte da produção" passa por Colônia e Hamburgo no começo de 2015. Imagem de divulgação
Intitulada João Filgueiras Lima - Lelé: a cultura dos materiais e a arte da produção, a mostra revela o apuro técnico e a grande inventividade das soluções propostas por Lelé, arquiteto seminal na implantação de uma espacialidade adequada ao homem e ao ambiente no Brasil, com seus projetos integrados corretamente à paisagem e a seu contexto sociocultural.
Em 2011 Hamburgo foi nomeada a Capital Verde da Europa pela Comissão Europeia. Esta indicação, refeita todos os anos, reconhece as cidades que desenvolvem planos para melhorar a qualidade de vida de seus habitantes e cuidar do meio ambiente. No caso, Hamburgo estabeleceu como meta reduzir suas emissões de CO2 em 40% até 2020 e em 80% até 2050.
Como parte da nomeação, a cidade lançou um conjunto de planos, chamado “Trem de Ideias”, que busca melhorar os problemas que afetam seus cidadãos. Dois dos projetos mais emblemáticos são o plano para eliminar o uso de automóveis nos próximos 20 anos e a construção de uma cobertura verde sobre a rodovia A7 que formaria um parque urbano.
Cerca de 40% da área de Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, é coberta com áreas verdes, como cemitérios, centros esportivos, jardins, parques e praças. Para uni-los em conjunto com passeios e ciclovias, a cidade lançou o plano Rede Verde, que tem como objetivo eliminar a necessidade de automóveis para o deslocamento das pessoas nos próximos 20 anos.
Pela localização dos espaços verdes na cidade, o projeto seria o primeiro a conectar essas áreas que não estão no centro da cidade e que, segundo Angelika Fritsch, ajudaria na "criação de um sistema integrado."
Batizado como BIQ House, o projeto recentemente inaugurado é composto por uma fachada de algas bio-adaptativas que servirá como banco de provas para a produção de energia sustentável para áreas urbanas através de edifícios autossuficientes. O edifício - desenvolvido pela empresa internacional de design Arup, em conjunto com SSC Strategic Science Consultantsy Splitterwerk Architects-, foi inaugurado no âmbito da Exposição Internacional de Construção de Hamburgo.
Após um concurso internacional, Richard Meier & Partners Architects foi selecionado para projetar um novo edifício de uso misto em Hamburgo, Alemanha. Com o projeto de Richard Meier & Partners - uma das três propostas concorrentes - o local se tornará um lugar de destaque para trabalhar, viver e relaxar no bairro HafenCity.