O CAU Brasil lançou dois editais de chamada pública de apoio institucional com o objetivo de selecionar organizações da sociedade civil (OSC) interessadas realizar duas importantes ações de valorização da arquitetura e urbanismo. Mais de R$ 1 milhão será direcionado a projetos culturais e de assistência técnica em habitações de interesse social (ATHIS).
A atmosfera vibrante da laneway. Image Cortesia de Equipe de projeto
Uma equipe de arquitetas brasileiras foi premiada com o terceiro lugar no concurso internacional Toronto Affordable Housing Challenge, organizado pela Bee Breeders. Desenvolvido por Ana Luisa Rolim (Coletivo-rt arquitetura), Isabella Trindade, Beatriz Bueno e Larissa Falavigna, o projeto LaneWAY OF LIVING: Green Villages in The Heart Of Toronto’s Urban Fabric propõe uma série de unidades de estrutura de madeira laminada colada cruzada e acabamento externo em madeira carbonizada.
No final de 2020 foi lançado o documentário Os Mutirões da Leste 1, que traz a história do Movimento Sem Terra Leste 1 a partir de cada um de seus projetos. O documentário foi produzido e dirigido por Paula Constante, que se apresenta como “mãe, documentarista de atuação, arquiteta e mestre pela FAUUSP.” Ao contar a história de um dos movimentos sociais mais ativos da cidade de São Paulo, Paula e o MST Leste 1 nos mostram a importância da luta, do coletivo, da afetividade, e da responsabilidade que precisamos ter com a nossa atuação. Tivemos a oportunidade de conversar com Paula e discutir sobre essa experiência.
Plaza Estacional, Caracas. Gabriel Visconti Stopello AGA estudio. Fotografía: José Bastidas.. Image Cortesía de Jeannette Sordi
Em nossas cidades, frente a todos os urgentes desafios globais que enfrentamos hoje—crises ambientais, sanitárias e econômicas—, há uma questão importantíssima a qual deveríamos tentar responder antes de todas as outras: como preparar as populações mais vulneráveis para enfrentar estes desafios?
Acontece que os dados não são nem um pouco animadores, ao mesmo tempo que a população urbana continua crescendo a um ritmo muito acelerado—produto de uma população desesperada por um futuro melhor e mais promissor—, nos encontramos com o fato de que as cidades, cada dia mais, são as principais responsáveis pela criação e o agravamento destes mesmos problemas. Nesta linha, há outro dado muito particular que tem muito a dizer sobre a atual condição de nossas cidades: 3 em cada 5 cidades da América Latina e Central encontram-se em áreas onde desastres naturais costumam ocorrer com frequência.
Habitação Social é um dos principais temas quando pensamos o direito à cidade, pois fornecer moradia digna a todos em zonas urbanas de boa conexão é fundamental para a construção de territórios mais democráticos.
Infelizmente, em muitos países o termo "Habitação Social" ainda é visto como um empreendimento imobiliário que busca construir o maior número possível de unidades, com os materiais mais baratos e sem preocupação com a qualidade de vida de seus moradores - se fechando em um objeto imobiliário ao invés de servir à urbe e às pessoas. Embora este fato seja recorrente, existem diversos exemplos que retrataram o oposto desta ideia, nos quais arquitetos ao desenhar manifestam seu ponto de vista político através de projetos excepcionais em suas diferentes soluções e que também aprimoram a experiência urbana.
A Icon, startup estadunidense de robótica para construção residencial, nasceu com a promessa de construir casas emergenciais usando impressoras 3D. Uma casa modelo foi erguida em Austin, capital do Texas, em 2018. Na mesma cidade, dois anos depois, a empresa começou a entregar uma série de residências para desabrigados.
Dependente químico em heroína, hoje recuperado, Tim Shea era morador de rua e seu último lar foi uma van. O estadunidense de 70 anos foi o primeiro a receber as chaves da casinha impressa em setembro de 2020.
Reunir projetos arquitetônicos de habitações de interesse social que sejam inovadores, sustentáveis e possibilitem redução do consumo de energia. Esse é o objetivo do Concurso Nacional de Ideias em Arquitetura para Eficiência Energética em Habitação de Interesse Social, lançado nesta segunda-feira (15) pela empresa de cooperação governamental alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. As inscrições vão até 26 de abril.
A lei de assistência técnica é um instrumento de planejamento e transformação legal que poderia aproximar a prática de arquitetura e urbanismo das pessoas e dos lugares onde sua ausência é mais sentida: nos bairros em territórios fragilizados. Dessa forma, auxiliaria no acesso à moradia digna e orientaria melhores práticas para que os recursos fossem utilizados de forma eficaz e precisa. Para discutir sobre o assunto, o Arquicast conversa com o Coletivo Arquitetos da Favela e a ATOS Colaborativos.
Como pensar as relações entre arte, arquitetura, o homem e a habitação social? A quem a arquitetura se destina? A quem, de fato, atende? Quais questões permeiam e afetam, sobretudo, a vida urbana? Estas e outras questões serão debatidas no seminário Imersões: arte e arquitetura, que será realizado de forma virtual nos dia 2, 3, 4 e 5 de março de 2021, de 17 às 20h, com a participação de convidados nacionais e internacionais. O seminário vai promover um debate crítico sobre temas que se inserem no contexto do 27o Congresso Mundial de Arquitetos - UIA 2021, quando o Rio receberá da UNESCO o título de Capital Mundial da Arquitetura.
Com cerca de um quilômetro de extensão, o complexo residencial Corviale, localizado na periferia sudoeste de Roma, foi idealizado na década de 1970 como uma alternativa à expansão dos bairros-dormitórios nos subúrbios romanos, consequência do aumento populacional significativo entre as décadas de 1950 e 1970 — quando a cidade passou de aproximadamente 1,6 milhão para 2,7 milhões de habitantes — e do consequente espraiamento urbano nas zonas periféricas.
Também conhecido como Serpentone, por suas extensas dimensões, o projeto foi realizado por uma equipe de arquitetos coordenada por Mario Fiorentino entre 1972 e 1974. A construção ocorreu entre os anos de 1973 e 1982, mas a intenção inicial de destinar o quarto pavimento do edifício principal do complexo para usos de comércio, serviços e áreas comuns foi abandonada devido à falência da empresa responsável pela execução da obra. Ao longo do tempo, o pavimento foi tomado por ocupações informais e o acontecimento é tido como a origem dos problemas deste emblemático projeto na história da habitação na Itália.
Na semana em que se comemora o Dia do Arquiteto e do Urbanista, a TV Cultura exibe o documentário Habitação Social: uma questão de Saúde Pública. Pela primeira vez em rede nacional, a produção inédita mostra como a pandemia da Covid-19 escancarou para toda sociedade o problema crônico da habitação social no País. Com direção de Paulo Markun e Marcelo Amiky e apresentação de Adriana Couto, o média-metragem vai ao ar nesta quarta-feira (16/12), a partir das 22h45.
No interior de Pernambuco, na cidade de Caruaru – cerca de 130 quilômetros a oeste de Recife – um escritório de arquitetura se destaca por soluções originais para um problema de sempre: habitação de interesse social. Fundado em 2010 e dirigido por Pablo Patriota e Bernado Lopes, o Jirau vem explorando um fazer projetual profundamente ligado aos modos de habitar de sua região, construindo em diversas escalas e tipologias para diferentes programas.
A história da habitação coletiva tem sido o tema de interesse do grupo de pesquisa PC3 - Pensamento Crítico e Cidade Contemporânea, da FAUUSP, coordenado pelos professores Leandro Medrano e Luiz Recamán. Através dos Cadernos de Habitação Coletiva – desenvolvidos a partir de um acordo de cooperação entre pesquisadores da FAUUSP e da ETSAM-UPM de Madri – o grupo explora os exemplares mais relevantes deste tipo de programa no Brasil.
Segundo a plataforma do grupo, "o objetivo principal dos Cadernos de Habitação Coletiva tem sido realizar uma base completa de dados organizada por décadas que inclui os edifícios de habitação coletiva brasileiros mais relevantes, tanto projetados quanto construídos." A seguir, reunimos oito experimentos de habitação coletiva construídos em São Paulo entre as décadas de 1930 e 1960, estudados em detalhes nos CHC e disponibilizados em artigos individuais aqui no ArchDaily.
A Universidade Johns Hopkins, nos EUA, selecionou, dentre uma lista de quatro escritórios, o dinamarquês BIG para projetar seu novo Centro Estudantil, projeto que faz parte da proposta de regeneração da área central do campus, bem como da reativação da sua experiência social. Com a proposta entitulada "A Vila", o projeto é "um espaço de boas vindas aberto e moderno, que tem como objetivo ser um centro de engajamento social para todos os membros da comunidade universitária".
A série de artigos de Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy y Ernesto Philibert-Petit, sobre o estudo da habitação social na América Latina, nesta ocasião, os autores apresentam conselhos práticos para a realização de projetos que abordem novas soluções para o futuro da habitação social.
https://www.archdaily.com.br/pt/919958/conselhos-praticos-para-o-futuro-da-habitacao-social-na-america-latinaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit