
- Ano: 2004


Em sua viagem à Ásia, Álvaro Siza e Fernando Guerra, inauguraram esta semana em Macau a exposição “A Sombra da Luz - Retratos de Álvaro Siza por Fernando Guerra”.
A exposição de fotografia reúne 56 imagens a cores do também arquiteto Fernando Guerra, que viveu em Macau nos anos 90, onde trabalhou como projetista no plano urbano NAPE, concebido na década anterior por Siza.
“É uma amostra acima de tudo do que ele tem feito e que eu tenho seguido”, explicou o fotógrafo Fernando Guerra, que acompanha Siza há quase uma década, partilhando a dificuldade em “tentar reduzir dez anos e quase 50 obras em 56 fotografias”.

Após a inaugurar seu primeiro edifício na China - o “Edifício sobre a Água” - Álvaro Siza anuncia agora seu segundo projeto no país, também em parceria com Carlos Castanheira. Trata-se de um museu para a Academia de Arte de Hangzhou, localizada na costa leste, 180km ao sudoeste de Xangai.
O novo museu, que terá aproximadamente 15 mil metros quadrados, uma área semelhante à da Fundação Serralves, e acolherá uma grande coleção de obras e peças da famosa escola de arte e design alemã Bauhaus, fundada em 1919 pelo arquiteto Walter Gropius.

É um imenso prazer compartilhar com nossos leitores imagens exclusivas realizadas pelo fotógrafo de arquitetura Fernando Guerra | FG+SG do primeiro projeto dos arquitetos Álvaro Siza e Carlos Castanheira na China: Edifício sobre a Água.
Como se evocasse um dragão, pousado elegantemente sobre a água, os contornos da edificação parecem mover-se gentilmente numa sinergia perfeita entre o simbolismo local e a sutileza dos elementos de Siza . Serpenteando, a forma escapa à convenção formal, surge como uma entidade autônoma que contrasta com os volumes ortogonais do complexo fabril. A delicada transição da geometria das curvas e das pontes que conectam os diferentes espaços, pavimentos e volumes fazem deste projeto um dos mais expressivos exemplos da inconfundível e inestimável arquitetura de Siza.
As fantásticas imagens de Fernando Guerra nos mostram um cenário poético e as perfeitas relações do edifício construído com o entorno através de diferentes tonalidades, reflexos e de sua sempre inigualável composição de luz e sombras. Podemos vislumbrar as mutações e transições que sofre a edificação de concreto branco em tênue contato com a água ao decorrer do dia.
Veja a seguir as nossas inéditas imagens:

O Pritzker Álvaro Siza e o arquiteto Carlos Castanheira, inauguram hoje mais um projeto em conjunto: A Siza House é parte do Clube de Golf de Taifong, em Changhua Taiwan.
O projeto dos arquitetos portugueses é de 2009, e recentemente concluído, consiste numa sede social de um clube de golf com programa extenso e diversificado que contempla atividades de lazer, eventos e culturais. A edificação demonstra uma profunda relação entre paisagem e cultura local, além da simplicidade volumétrica que revela invariavelmente, uma grande complexidade em suas soluções.
Arquitetos Responsáveis: Álvaro Siza e Carlos Castanheira
Arquitetos locais e Gerenciamento de projeto e supervisão das obras:: Ho+Hou Studio Architects e Studio Base Architects
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O arquiteto e fotógrafo de arquitetura Fernando Guerra, criou há 15 anos com seu irmão o estúdio FG+SG, em Portugal. Hoje, são responsáveis por grande parte da divulgação da arquitetura contemporânea portuguesa.
O notável trabalho de Fernando, é hoje homenageado em nossa celebração pelo Dia Mundial da Fotografia, através do arquiteto brasileiro Marcio Kogan, do studiomk27, nosso convidado a escrever sobre o fotógrafo português Fernando Guerra.




“O pintor é o mágico que imobiliza o tempo.” Iberê Camargo
O projeto da Fundação Iberê Camargo que recebeu o Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2002, é a primeira edificação do arquiteto português Álvaro Siza no Brasil e um referente arquitetônico não apenas para a cidade de Porto Alegre, mas também para o Brasil. Definida por ele como uma “quase escultura” – em que luz, textura, movimento e espaço são cuidadosamente explorados –, a edificação favorece a relação direta entre o espectador e a obra de arte, e torna o contato com o trabalho de Iberê, - um dos grandes nomes da arte brasileira do século 20 - , ainda mais rico.
"Arquitetos não inventam nada, apenas transformam a realidade." Álvaro Siza
Primeira no Brasil a utilizar concreto branco aparente, armado em toda a sua extensão, a construção não utiliza tijolos ou elementos de vedação. O projeto da Fundação conduz o visitante até o último andar, induzindo o trajeto em descenso através de rampas nas nove salas de exposição distribuídas nos três andares superiores. A volumetria monolítica é um maciço desprovido de lajes, pilares e vigas que suporta a carga da estrutura. Nenhum detalhe escapa a mão do arquiteto, o mobiliário e a sinalização também foram criados por Siza.
Na semana passada, o projeto foi nominado um dos sete finalistas ao Mies Crown Hall Americas Prize (MCHAP), evento cuja primeira edição abrange obras construídas nos 13 primeiros anos do século XXI e conta com um destacado grupo de jurados: Francisco Liernur, Sarah Whiting, Wiel Arets, Dominique Perrault, e Kenneth Frampton.
Aproveitamos então a ocasião para compartilhar um incrível registro fotográfico deste imponente projeto realizado por um dos mais importantes fotógrafos de arquitetura do mundo o português Fernando Guerra | FG+SG - Últimas reportagens, que gentilmente nos cedeu as imagens, parafraseando Iberê Camargo, “O fotógrafo é o mágico que imobiliza o tempo.”
Veja a seguir as belíssimas imagens da Fundação Iberê Camargo :
