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Fabricação Digital: O mais recente de arquitetura e notícia

Projetos desenhados e construídos digitalmente: usando tecnologia para explorar novas formas de construção

Até agora, está claro que a tecnologia assumiu quase todos os aspectos de nossas vidas. Mudou a maneira como nos comunicamos, como nos conectamos, como trabalhamos e estudamos, e até modificou nossos hábitos de compra e alimentação. A arquitetura e a construção não foram exceções e a tecnologia também está presente na forma como são hoje pensadas, projetadas e construídas.

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Automação no canteiro de obras

Há anos, o setor da construção civil vem enfrentando uma escassez de mão de obra especializada, algo que tem impulsionado o desenvolvimento de novas tecnologias e sistemas automatizados de construção. A recente crise sanitária apenas exacerbou essa tendência, fazendo com que muitas empresas de automação—que antes se dedicavam principalmente à fabricação de automóveis—voltassem sua atenção à indústria da construção civil. Neste contexto, espera-se que a automatização dos meios de produção na engenharia e na arquitetura cresça até um 30% ao longo dos próximos anos. No artigo a seguir procuramos explorar as atuais capacidades desta tecnologia e as futuras possibilidades que ela ainda poderá trazer para os processos de construção, além de como tem sido integrada na atual prática e as possíveis mudanças que ela poderá nos trazer no futuro.

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E se os Fab Labs fossem o “faça você mesmo” da arquitetura?

O movimento maker é uma filosofia que gira em torno da atividade criativa do fazer, intrínseca ao ser humano, e que se dá através da utilização, adaptação e modificação de recursos existentes sem ajuda profissional (HATCH, 2013). Além disso, é baseada na cultura do “faça você mesmo”, sendo sua principal diferença a utilização de ferramentas digitais que facilitam e potencializam a colaboração, a documentação e o compartilhamento entre as pessoas. Desta forma os projetos ficam abertos e adaptáveis, qualquer pessoa pode acessar e modificar.

Casas circulares de terra crua: estrutura e revestimento em 200 horas de impressão 3D

Uma recente colaboração entre a equipe de Mario Cucinella Architects (MC A) e a WASP, especialistas em impressão 3D na Itália, resultou na primeira construção impressa que usa um material natural, reciclável e neutro em carbono: terra crua. O protótipo de habitação circular se chama TECLA e foi construído em Massa Lombarda (Ravenna, Itália), por meio de múltiplas impressoras 3D sincronizadas para funcionar ao mesmo tempo.

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Steven Holl explora subtrações em CLT para criar uma escultura lúdica

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Feito localmente a partir de um único painel de madeira laminada cruzada ou CLT, a obra Obolin foi projetada por Steven Holl Architects para o Parque de Esculturas e Arquitetura Art Omi, centro artístico que busca explorar a interseção entre a arquitetura e a arte através da produção de painéis, instalações, intervenções paisagísticas e entornos construídos por arquitetos.

Projeto Bird House: uma atividade de arquitetura e fabricação digital para crianças

A arquitetura é uma disciplina profundamente ligada à percepção do espaço, assim como à sua construção, e poderia ser introduzida na educação infantil. Pensando nisso, os arquitetos do Studio dLux propuseram o projeto Bird House, workshop voltado a crianças do ensino fundamental que tem como objetivo apresentar os processos de desenho e construção de uma casa de passarinho.

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Fabricação digital na arquitetura: onde chegamos e até onde podemos chegar

Há alguns anos, a fabricação digital começava a despontar como uma das grandes novidades no cenário da arquitetura, prometendo transformar para sempre a nossa disciplina e a forma como construímos nossos edifícios. Embora esta revolução arquitetônica de facto ainda não tenha se materializado de forma definitiva, infinitas novas possibilidades parecem surgir a cada ano que passa, principalmente como resultado do trabalho árduo de pesquisadores e profissionais dedicados ao desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à prática da arquitetura e construção. Portanto, neste exato momento, parece oportuno dedicarmos um pouco do nosso tempo para mapear esse avanços, apresentando aos nossos leitores uma perspectiva mais abrangente sobre como a tecnologia está transformando efetivamente a prática da arquitetura dia após dia. Este artigo procura cobrir algumas das principais abordagens que já estão começando a gerar resultados bastante concretos, transformando os processos de projeto e construção e contribuindo definitivamente para a redefinição do potencial da arquitetura, recontextualizando da nossa disciplina na era da informação.

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Modelagem Paramétrica e Fabricação Digital com Grasshopper

Vamos abordar o desenvolvimento, controle, viabilização e fabricação de geometrias complexas através da associação de parâmetros do projeto usando Grasshopper, o mais avançado software de modelagem generativa para Arquitetura e Design.

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Como projetar e usinar uma estrutura de madeira com uniões ocultas

Novas tecnologias de fabricação digital, particularmente sistemas de comando numérico computadorizado (CNC), estão mudando a forma como projetamos e construímos estruturas em madeira. Seu alto nível de precisão nos permite desenhar montagens perfeitas - sem parafusos ou ferragens visíveis -, gerando estruturas resistentes, montagem rápida e com uma aparência extremamente limpa.

Conversamos com especialistas da Timber sobre aprofundar o processo de mecanização de uma estrutura de madeira, compilando uma série de dicas importantes para um desenho eficiente.

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Usando a arquitetura para criar um novo movimento cívico: entrevista com Chris Sharples, do SHoP Architects

Este artigo foi publicado originalmente pela Redshift, da Autodesk, como "SHoP's Chris Sharples on Urban Architecture, Digital Fabrication, and the Public Realm."

Os irmãos gêmeos Chris e Bill Sharples são dois dos sócios fundadores da SHoP Architects, uma empresa sediada em Nova York, criada há 20 anos para reunir conhecimentos diversos em projetos de edifícios e ambientes que melhoram a qualidade de vida pública.

O estilo da empresa é difícil de definir, mas um denominador comum no portfólio da SHoP é uma filosofia de projeto baseada em restrições. Dos modelos digitais às técnicas de fabricação e entrega sempre à frente de seu tempo, a tecnologia está no centro do movimento da empresa em direção a uma abordagem iterativa que, como diz Chris Sharples, "está começando a obscurecer a linha entre arquitetura e manufatura".

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"Pavilhão invertebrado" questiona a noção da resistência estrutural associada à rigidez

0-VOID é um pavilhão inflável desenvolvido no terceiro ano do ateliê de Projeto Arquitetônico orientado pelo BASE studio na Faculdade de Arquitetura e Arte da Universidad del Desarrollo, em Santiago do Chile. O pavilhão sintetiza e incorpora os temas explorados ao longo do semestre, em torno do potencial presente em sistemas pneumáticos para a formulação de respostas geométricas, materiais e espaciais não convencionais.

Seu desenho foi feito a partir de um processo iterativo entre a exploração do material 1:1 e as ferramentas digitais, o que foi relatado por um número de exercícios anteriores desenvolvidos pelos alunos durante o semestre.

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Estes protótipos CNC foram mapeados em 3D a partir de formas naturais

Estes protótipos CNC foram mapeados em 3D a partir de formas naturais - Image 6 of 4
Ishi Kiri / Fasetto. Cortesia de Anoma

Anoma, liderada pela artista indiana Ruchika Grover, é um estúdio de design de produto que explora o potencial da pedra natural. Suas superfícies, esculturas e instalações são criadas através de um processo único, que combina fabricação digital e mão de obra tradicional.

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PENTA: Projeto colaborativo de estudantes para fabricação digital em larga escala

PENTA é o resultado do primeiro curso de projeto da Oficina de arquitetura da Faculdade de Arquitetura, Design e Urbanismo da Universidade da República (UdelaR). A proposta de cada ano por parte do workshop em Montevidéu é realizar a construção efêmera de um projeto em escala real, concebido e construído de forma colaborativa por seus estudantes.

Nesta ocasião, o pavilhão aborda as possibilidades de fabricação assistida por computador, experimentando técnicas com recursos limitados e sistemas de produção digital.

Conheça em detalhes o processo acompanhado de algumas palavras dos autores, a seguir.

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Neri Oxman e MIT desenvolvem biocompósitos programáveis para fabricação digital

Neri Oxman e MIT desenvolvem biocompósitos programáveis para fabricação digital - Image 4 of 4
Cortesia de MIT Media Lab

Neri Oxman e MIT desenvolveram biocompósitos programáveis à base de água para projeto e fabricação digital. Chamado de Aguahoja, o projeto exibiu um pavilhão e uma série de artefatos construídos a partir de componentes moleculares encontrados em galhos de árvores, exoesqueletos de insetos e nossos próprios ossos. Utiliza ecossistemas naturais como inspiração para um processo de produção de material que não produz desperdício. “Derivado de matéria orgânica, impresso por um robô e moldado pela água, este trabalho aponta para um futuro em que o natural e o feito pelo homem se unem”.

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Fundindo artesanato e fabricação digital: pavilhão experimental de blocos cerâmicos na China

Unindo a inteligência material da mão de obra vernacular com a precisão e flexibilidade proporcionadas pelas novas tecnologias de fabricação e design digital, o Laboratório de Fabricação de Robótica da Escola de Arquitetura da HKU desenvolveu o "Pavilhão de Informação Cerâmica" (CeramicINformation Pavilion), com o objetivo de encontrar níveis adequados de automação para serem utilizados em favor das economias emergentes e em transição.

Parte de uma série em evolução, cada um dos seus 1000 componentes é único e se relaciona especificamente com as unidades vizinhas. Os elementos são construídos através da impressão em 3D e são feitos de tijolos de terracota, material comumente usado na construção chinesa moderna.

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7 Mitos sobre detalhamento que estão mudando na era digital

A recente disponibilidade de técnicas automatizadas de projeto e produção está mudando a forma de desenvolver detalhes arquitetônicos. Com métodos de projeto paramétricos e com o uso de algorítimos e da fabricação digital, os arquitetos precisam adquirir novas habilidades para a etapa de detalhamento, ao mesmo tempo em que novos atores estão começando a participar do seu desenvolvimento.

Embora nem sempre recebam a atenção necessária, os detalhes arquitetônicos são de extrema importância para muitos aspectos de uma edificação. Eles podem definir sua expressão teórica e seu caráter técnico, e impactar seu processo de produção, seu método de construção e até mesmo sua pegada ecológica. A arquitetura contemporânea mostra um novo interesse no detalhamento, o que não deve ser confundido com o retorno à valorização do trabalho artesanal [1]. Este novo interesse está relacionado ao recente envolvimento do arquiteto com a execução física dos edifícios, como resultado do uso de tecnologias digitais [2]. O novo "mestre de obras digital" [3] conta com os processos file-to-factory, nos quais a morfologia dos detalhes da construção está diretamente relacionada ao conhecimento dos processos de produção disponíveis.

Projeto "PleatPod" estuda formas de usar o tecido como elemento arquitetônico

Projeto "PleatPod" estuda formas de usar o tecido como elemento arquitetônico - Image 1 of 4Projeto "PleatPod" estuda formas de usar o tecido como elemento arquitetônico - Image 2 of 4Projeto "PleatPod" estuda formas de usar o tecido como elemento arquitetônico - Image 3 of 4Projeto PleatPod estuda formas de usar o tecido como elemento arquitetônico - Mais Imagens+ 6

O "PleatPod", de Leanne Zilka, dá continuidade à uma série de projetos que busca a independência estrutural de materiais que os arquitetos costumam aplicar como acabamento ou tratamento. Feito de tecido reciclado e um núcleo em MDF, este é um exemplo de um objeto independente onde "estrutura, padrão e pele" são inseparáveis.

IAAC apresenta 5 novos materiais e sistemas robóticos que regulam a temperatura

O IAAC (Institute for Advanced Architecture of Catalonia) desenvolveu uma série de materiais e sistemas avançados de climatização e ventilação passiva que permitem reduzir até 5 graus a temperatura interior de uma habitação e mais de 25% o uso de ar condicionado. Quando mais quente, reduz-se mais a temperatura e se economiza mais energia nos espaços internos.

Os projetos Breathing Skin, Hydroceramics, Hydromembrane, Morphluid e Soft Robotics, desenvolvidos por alunos do estúdio Digital Matter Intelligent Constructions do IAAC, coordenado por Areti Markopoulou, pesquisam a climatização passiva dos espaços mediante novos materiais que imitam processos orgânicos, estruturas adaptativas ou sistemas robóticos que ajudam a regular a temperatura e criar microclimas.