Novos campi universitários brasileiros: processos e impactos reúne experiências de implantação de nove novas universidades federais brasileiras criadas, ou que passaram por expressiva expansão, entre 2004 e 2014. Trata-se de um período fecundo de experimentações pedagógicas, metodológicas e arquitetônico-urbanísticas decorrentes do envolvimento do governo federal e das instituições de ensino superior.
Ecossistema Urbano, um dos vencedores do Prêmio J. Irwin e Xenia S. Miller, propõe Cloudroom como parte da edição de 2021 da Exhibit Columbus em Columbus, Indiana. Trata-se de uma instalação que procura repensar os espaços públicos para a educação através da conscientização a respeito dos desafios ambientais contemporâneos. Esta nuvem inflável flutuando sobre uma estrutura de madeira está localizada na área verde da Escola de Ensino Médio Central e cria um espaço comunitário com um microclima sombreado para aprender, brincar e compartilhar. Incentivando novas metodologias de aprendizagem através da experiência direta, o projeto apresenta um ambiente acolhedor e adequado para uma série de atividades entre a escola e o espaço público.
Um enfoque ecológico e social conforma os dois pilares que norteiam o projeto da Cloudroom, esta instalação projetada com a participação dos alunos e funcionários da escola, e que responde ao mote "New Middles: From Main Street To Megalopolis, What Is The Future of The Middle City?", proposto pelos curadores Iker Gil e Mimi Zeiger.
A Reitoria da Pontifícia Universidade Católica de Goiás pretende extinguir a Escola de Artes e Arquitetura Professor Edgar Albuquerque Graeff.
A justificativa para o ato inesperado é a redução de custos da instituição. O argumento seria até admissível. Administrar ou reduzir despesas é um procedimento habitual, não apenas para universidades filantrópicas. Mas não está claro — e sequer razoável — é porque que, para reduzir os custos ordinários de uma instituição, seja necessária a extinção de uma de suas partes mais antigas e mais reconhecidas; uma Escola que se destacou excepcionalmente, em cenário nacional, com uma história que precisa ser lembrada aqui, a fim de darmos conta da atitude trágica que se exaspera; uma atitude tomada sem diálogo com os professores, artistas e arquitetos, que lá estão; sem considerar, também, a identidade e a memória de milhares de arquitetos, artistas e designers que nela estiveram nos últimos 70 anos.
No artigo do Commom Edge desta semana, Duo Dickinson faz uma análise de seu percurso como arquiteto, das salas de aula à prática profissional e finalmente, a volta à escola de arquitetura como professor. Explorando a fundo as transformações na prática da arquitetura ao longo destes anos, Dickinson afirma que “ninguém mais acredita que as nossas escolas de arquitetura estejam hoje preparadas para educar os profissionais que a arquitetura precisará daqui a dez anos”. Nesta jornada, o autor explica como o ensino da arquitetura evoluiu ao longo do tempo, apontando possíveis direções para garantir que o ensino da arquitetura permanece relevante no futuro.
É inquestionável que os ambientes influenciam diretamente no comportamento e nas emoções de seus usuários. Estima-se que os seres humanos passem cerca de 90% de seu tempo de vida em espaços internos, por isso é tão importante que eles favoreçam positivamente nossa capacidade cerebral. Um termo específico para relacionar os estímulos que o cérebro recebe dependendo do ambiente em que está é neuroarquitetura. Diversos estudos têm sido publicados sobre esse tema, a maioria sobre o impacto em ambientes de trabalho. Este artigo pretende abordar sobre esse conceito, enfatizando sua importância no projeto de espaços destinados a crianças na primeira infância.
A cidade neozelandesa de Auckland lidera a classificação geral na pesquisa anual das melhores cidades para se viver da Economist Intelligence Unit (EIU). Listando 140 cidades, as quais foram avaliadas segundo cinco diferentes categorias, incluindo estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, a edição da EIU deste ano foi totalmente influenciada pela pandemia de COVID-19. Austrália, Japão e Nova Zelândia assumiram as primeiras posições, disparadas na frente de outras cidades e países que costumam figurar entre as melhores colocadas do ranking.
A relação entre saúde mental e os arquitetos, especialmente os estudantes de arquitetura, não é uma questão inédita. Em um contexto onde o estresse é um dos grandes problemas do século, atingindo mais de 90% da população mundial segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o universo da arquitetura e suas práticas, tanto profissionais quanto estudantis, normalizaram o estresse e a ansiedade como parte integrante da profissão. Entretanto, pesquisas recentes de estudantes mostram insatisfação com essa realidade, agora agravada devido a pandemia. Seria, portanto, o momento de rever as práticas institucionais e pressionar para uma mudança de cultura?
CAMBRIDGE, EUA - 1 de dezembro de 2016: Cúpula do Massachusetts Institute of Technology (MIT) - Cambridge, Massachusetts, EUA. Imagem via Shutterstock / Por Diego Grandi
O escritório catalão de arquitetura, Miralles Tagliabue EMBT, fundado e dirigido pela arquiteta Benedetta Tagliabue, acaba de ser anunciado como vencedor do Concurso Internacional de Arquitetura para o projeto do Conservatório de Música de Shenzhen, um dos dez novos edifícios culturais que estão atualmente em fase de projeto. Buscando estabelecer um diálogo direto com o seu entorno imediato, a proposta apresentada pela equipe do Miralles Tagliabue EMBT integra espaços dedicados à música e à arte à exuberante paisagem natural de Shenzhen, delineando um edifício de formas orgânicas e altamente sustentável.
O Prêmio da União Europeia para a Arquitetura Contemporânea, Prêmio Mies van der Rohe, acaba de anunciar as primeiras 449 obras para concorrer na sua edição de 2022. Selecionados em 279 cidades de 41 países, os projetos foram nomeados por especialistas europeus independentes, associações nacionais de arquitetura e pelo Comitê Consultivo do Prêmio.
Ateliê de projeto - construção: Habitáculo. ELA Escola Livre de Arquitetura. Imagem cortesia de ELA
O primeiro curso de arquitetura no Brasil foi criado há mais de 200 anos como parte da “Missão Francesa” de 1816. A Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios do Rio de Janeiro ofereceu o único curso do país por mais de cinquenta anos e era uma instituição orientada para o ensino da elite brasileira, sem finalidade de pesquisa, e que formava um “arquiteto-artista, à serviço da corte”.
Segundo a arquiteta e pesquisadora Sônia Marques, as exigências para ingresso na Escola Real eram “saber ler, escrever e contar” e o currículo do curso de arquitetura era composto por disciplinas como: desenho de ornatos; escultura de ornatos; arqueologia e matemática aplicada; perspectiva e sombras; estereotomia (técnica para corte de materiais de construção); entre outras. Sua base visava corresponder às necessidades de uma clientela consumidora de bens simbólicos, desenvolvida e fomentada principalmente pela recente presença da corte portuguesa no Brasil. [1]
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Background photograph courtesy of Charlie Hui, Viswerk. 2020
Liderado por Khensani de Klerk e Solange Mbanefo, Matri-Archi é um coletivo com sede na Suíça e África do Sul que visa aproximar e empoderar mulheres para a educação espacial e o desenvolvimento das cidades africanas. Por meio da prática projetual, textos, podcasts e outras iniciativas, Matri-Archi — eleito um dos melhores novos escritórios de 2021 pelo ArchDaily — se dedica ao reconhecimento e à capacitação das mulheres no campo espacial e na indústria da arquitetura.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com as codiretoras do coletivo sobre temas como espaço hegemônico, arquitetura informal, tecnologia, idiossincrasias locais e o futuro das cidades africanas e globais. Acompanhe a entrevista a seguir.
Emmi Pikler era uma pediatra húngara que introduziu, nos anos pós segunda grande guerra, uma nova filosofia sobre o cuidado e aprendizado durante a primeiríssima infância (crianças até 3 anos). Foi depois do nascimento de seu primeiro filho que decidiu iniciar um experimento: 'o que acontece quando se permite que a criança se desenvolva livremente?'. Os resultados observados culminaram na introdução de uma nova metodologia.
A abordagem Pikler segue o procedimento de observar o livre desenvolvimento da criança utilizando como ferramentas o cuidado com a saúde física, o afeto, o respeito à individualidade e a autonomia de cada criança. Seguindo essa lógica, torna-se desnecessária alguma estimulação ou intervenção por parte do adulto. Para que a criança possa vivenciar o espaço com liberdade de movimentos, alguns cuidados devem ser tomados na preparação desses ambientes.
O ranking 2021 das melhores universidades do mundo, elaborado pela Times Higher Education, acaba de ser lançado. Incluindo mais de 1.500 instituições de 93 países, esta é uma das listas mais abrangentes já realizadas. Apresentando uma variedade de áreas do conhecimento, incluindo arquitetura, a classificação é baseada em 13 indicadores que avaliam o desempenho em ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e reconhecimento internacional.
Dentro do conjunto de debates no campo da arquitetura, a relação entre o desenvolvimento projetual e a educação – especialmente infantil – tem ganhado destaque. A relação entre o campo da arquitetura junto à sociologia e filosofia, por exemplo, é notória. Muitas vezes, ao desenvolver um projeto, discussões entre estes campos são imbuídas projetualmente como instrumento potencializante das relações entre espaço e usuário. Quando pensamos especificamente na tipologia educacional dedicada a crianças, tomamos mecanismos que vão muito além de questões físicas de ergonomia, mas pensamos na arquitetura como ferramenta educacional.
A pedagogia Reggio Emilia foi criada no período pós-segunda-guerra, por iniciativa de mães viúvas e sob a coordenação do pedagogo e jornalista Loris Malaguzzi. Em uma época de reconstrução das cidades, a preocupação primordial do grupo era em relação às novas escolas, onde desejavam criar um ambiente tranquilo, acolhedor e alegre (com uma atmosfera de lar) onde as crianças pudessem ficar enquanto as mães trabalhavam. Entender os interesses da criança e proporcionar um ambiente adequado para permitir experimentos e exploração é um dos pontos focais dessa pedagogia. A preparação de um ambiente seguro e estimulante é tão fundamental que, em muitas literaturas, ele aparece como um terceiro professor.
Este artigo é um trecho extraído do capítulo final do livro Draw in Order to See: A Cognitive History of Architectural Design, no qual Mark Alan Hewitt esboça algumas recomendações para uma reforma integral da prática e do ensino da arquitetura. Ele parte da teoria da cognição corporificada — a ciência que estuda a importância dos nossos sentidos no processo de cognição humana, e como através deles, percebemos e nos relacionamos com o espaço — para ressaltar a urgente necessidade de renunciarmos ao legado alienante do racionalismo iluminista que se estende desde a revolução industrial até os dias de hoje e que, tanto nos afasta de uma arquitetura menos visual e consequentemente, mais sensível. Embora a importância da cognição estendida para a nossa compreensão do espaço e portanto, para o desenvolvimento da prática e do ensino da arquitetura já esteja sendo explorada há décadas por muitos arquitetos e algumas poucas instituições de ensino ao redor do mundo, tais conceitos permanecem ocultos em um território inexplorado pela grande maioria de nossos colegas arquitetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/942060/12-conselhos-para-reinventar-o-ensino-da-arquiteturaMark Alan Hewitt
A história da representação na arquitetura passou por inúmeras transformações ao longo dos séculos. Sua relação com o objeto construído vai muito além da mera e simples reprodução de sua imagem objetiva, atuando principalmente, como uma ferramenta de expressão e crítica que, tem influenciado diretamente a forma como percebemos, nos relacionamos e até mesmo, como concebemos e construímos nossos edifícios e cidades.