A planta arquitetônica é uma interessante forma de representação e aproximação ao programa funcional dos hospitais e centros de saúde, onde a complexidade do sistema implica a necessidade de estudos específicos de distribuição e organização espacial para uma correta atenção sanitária.
Entre nossos projetos publicados encontramos numerosos exemplos que trazem diferentes respostas e tipos evidenciando desde as plantas mais abertas, que são orientadas a partir dos benefícios da luz solar, até as mais compactas, que priorizam as particulares circulações internas e os acessos.
A seguir, selecionamos uma série de 50 exemplos que podem nos ajudar a compreender como diferentes arquitetos enfrentaram esse desafio.
"Memento Mori: A Peckham Hospice Care Home" por Jerome Xin Hao Ng (Reino Unido), vencedor do Prêmio de Desenho de Arquitetura 2017
Em parceria com Make Architects e o Museu Sir John Soane, o World Architecture Festival (WAF) abriu as inscrições para a segunda edição do Prêmio de Desenho de Arquitetura. Lançado em 2017, o prêmio foi concebido para celebrar e reconhecer a importância do desenho como ferramenta para registrar e comunicar ideias e espaços.
O Prêmio de Desenho de Arquitetura abrange o uso criativo de ferramentas digitais e renderizações produzidas digitalmente, ao mesmo tempo que reconhece a importância duradoura do desenho à mão. Os organizadores incentivam propostas de todos os tipos e formatos: desde desenhos técnicos ou detalhes construtivos até vistas colagens digitais ou perspectivas - e qualquer coisa entre eles. Os desenhos podem ser totalmente especulativos ou relacionados a projetos reais.
As propostas foram avaliadas por um júri de figuras da Biblioteca e Desplans, com um vencedor e 12 menções honrosas selecionadas. Os trabalhos vencedores foram escolhidos com atenção à relevância do tema, diálogo entre texto e imagem, pesquisa gráfica e qualidade de reflexão.
Para que servem desenhos de arquitetura? Transmitir informações visuais sobre o projeto de edifícios. Isso é certo. Mas eles fazem muito mais do que isso. Podem ser idiomáticos e ideológicos, podem expressar a personalidade de quem os cria, e podem ser feitos através de qualquer meio - carvão, lápis, caneta ou programa de computador. Podem inspirar, provocar e radicalizar. Podem ser realistas ou fantasiosos. Ou, claro, podem instruir sobre como construir uma representação tridimensional daquilo que se vê no papel ou nas telas. Inteligência visível, eles também podem ser arte.
Dessa forma, lidar com uma competição aberta de desenhos arquitetônicos de todo o mundo, como o The Architectural Drawing Prize, só pode ser um exercício de julgamento aberto, mesmo quando estes foram classificados em três categorias técnicas: Desenho à mão livre, Digital e Híbrido. Como podemos comparar a intrigante análise digital de Chris Raven de Espaços Publicamente Acessíveis na Catedral de St. Paul com o quase perfeito corte transversal de Xinyuan Cao através da Renovação da Vila de Denggao, dois competidores elogiados na categoria de Desenhos Digitais?
Lorenzo Concas, arquiteto, fotógrafo e designer de iluminação de Florença, cria minúsculos desenhos com uma incrível quantidade de detalhes. A largura desses desenhos não ultrapassa o comprimento de uma caneta, no entanto, Concas consegue encaixar nelas recriações detalhadas de elaborados ornamentos. Seus desenhos acentuam o jogo de luz e sombra na fachada de catedrais góticas e outros monumentos famosos.
Usando nanquim e marcadoras, Concas reproduz essas obras de arquitetura a partir de ângulos singulares, permitindo-nos ver a beleza e o potencial desses edifícios a partir de um novo olhar. De detalhes da Basílica de Santa Maria Novella a perspectivas que acentuam a altura da Torre Eiffel, esses desenhos exprimem o poder do desenho e como a arquitetura pode ganhar vida através da caneta e do papel.
Nos últimos dois anos, temos nos esforçado para destacar aquilo que está na base da prática arquitetônica: o desenho. Percebemos que, após uma década publicando os melhores projetos do mundo, deveríamos assumir o desafio de destacar os casos excepcionais de representação, levando em consideração todas as variedades e tipos de desenhos. Usando o mesmo critério da compilação do ano passado, todos os desenhos selecionados este ano expressam-se sensivelmente - seja de modo artístico, técnico ou conceitual - e representam o respectivo projeto através da simplicidade, detalhes, texturas, e cores.
Veja, a seguir, a seleção de desenhos organizada em oito categorias: desenhos arquitetônicos, axonométricas, contexto, diagramas, croquis, GIFs animados, detalhes e outras técnicas.
O WAF (World Architecture Festival), com os co-curadores Make Architects e o Museu Sir John Soane, anunciou os vencedores do prêmio inaugural de Desenho de Arquitetura, criado para reconhecer a "importância contínua do desenho manual, ao mesmo tempo que abrange o uso criativo de renderizações produzidas digitalmente".
A partir de 166 inscrições de arquitetos, designers e estudantes em todo o mundo, 38 dos melhores desenhos foram selecionados em três categorias: Digital, Desenho à mão e Híbrido. A partir dessa lista, destaques e um vencedor por categoria foram escolhidos, com o grande prêmio geral atribuído ao melhor desenho do ano. As inscrições foram avaliadas quanto a habilidades técnicas, originalidade e capacidade de transmitir uma ideia arquitetônica, seja para um projeto de construção conceitual ou real.
O vencedor geral foi Momento Mori: a Peckham Hospice Care Home por Jerome Xin Hao Ng, produzido como parte de seu projeto final de graduação na The Bartlett School of Architecture, de Londres.
"[O desenho é] uma visão perspectivada soberbamente concebida e executada, olhando para o edifício a partir do nível da cobertura, e é enaltecido por sua habilidade técnica e a sensibilidade com a qual retratou os espaços encontrados em tais instituições como configurações de interação sociais entre gerações" disse Jeremy Melvin, curador do Festival Mundial de Arquitetura (WAF).
O World Architecture Festival de 2017 acontecerá em Berlim de 15 a 17 de novembro. Saiba mais sobre o Festival aqui. Se tiver a oportunidade de comparecer, use o código de desconto ARCHDAILY17 para receber 20% de desconto. Palestrantes incluem Alison Brooks, Charles Jencks, Pierre de Meuron e Francis Kéré. Além disso, conferências, passeios guiados, palestras e críticas dos projetos selecionados dos prêmios WAF 2017 são alguns dos eventos programados para o festival.
Veja os vencedores e os desenhos selecionados abaixo.
Para os arquitetos, diz Narinder Sagoo, diretor de design de comunicação da Foster + Partners, desenhos são responsáveis por contar histórias. Também representam uma maneira altamente eficaz de levantar questões sobre o processo de projeto. Embora a história da arquitetura - certamente desde o Renascimento italiano - tenha sido representada por desenhos convincentes que afirmam a supremacia e refletem a glória de edifícios totalmente resolvidos, há outro modo de representação que permitiu aos arquitetos pensar seus projetos sem preconceitos.
Com o recente lançamento do iOS 11 da Apple - e com isso, do sistema da empresa para aplicativos de realidade aumentada, o ARKit - a Morpholio lançou uma nova atualização em seu popular aplicativo Trace que permite aos usuários desenhar com precisão sobre fotografias. Embora sempre tenha existido no aplicativo uma opção para desenhar sobre fotografias, a nova ferramenta Perspective Finder sobrepõe uma malha quadriculada sobre a fotografia que auxilia a seguir a perspectiva da imagem e medir com precisão o desenho.
Desenhar bem é uma das habilidades mais cobiçadas na arquitetura. Infelizmente para aqueles que não têm uma facilidade nata para se expressar através do traço, esta é também uma das habilidades mais difíceis de aprender - mesmo que possa, ao contrário do que muitos pensam, ser dominada com empenho e prática. Para aquelas pobres almas sem tais talentos natos, há uma coisa que pode ajudar: o aplicativo SketchAR.
Disponível para dispositivos iPhone e Android que incorporam a tecnologia Tango da Google, o SketchAR pode fotografar outras imagens, convertê-las em traços e, em seguida, usar realidade aumentada para sobrepor o resultado em superfícies reais.
Um ano após a morte de Zaha Hadid, gostaríamos de recordar uma de suas marcas no início de sua carreira como arquiteta: seus croquis. Algum tempo atrás fizemos uma publicação com uma coleção de suas principais pinturas como ferramenta de representação arquitetônica no processo criativo de suas obras. Desta vez, fizemos uma seleção de seus croquis mais emblemáticos como o exercício formal inicial de pensamento no processo de projeto.
Desenhar e construir um projeto é um grande desafio. Entretanto, quando a obra é finalizada ainda há desafios em transmitir o projeto para que possa ser compreendido por um novo público. Isto é particularmente certo nos meios digitais, onde os leitores online não gastam necessariamente o mesmo tempo lendo um artigo como nos meios impressos. Desta forma, toda a representação visual e seus novos formatos - como os GIFs - assumem um papel importante na compreensão do projeto.
No ArchDaily nos motivamos como editores e incentivamos os arquitetos das nossas redes ao aproveitar ao máximo os projetos que recebemos e compartilhá-los com o mundo para assim distribuir conhecimento e inspiração a milhões de pessoas. Os desenhos que escolhemos servem como um método de aprendizagem em temas particulares onde a representação arquitetônica é fundamental.
Independentemente se forem digitais ou feito à mão, todos os desenhos arquitetônicos que selecionamos em 2016 possuem uma expressão sensível sejam artísticos, técnicos ou conceituais. Todos buscam expressar e explicar o projeto apoiados na simplicidade, nos detalhes, nas texturas, nos modelos 3D e nas cores como ferramentas principais.
Este ano queremos destacar uma seleção de 90 desenhos organizados em oito categorias: desenhos arquitetônicos, axonométricas, contexto, diagramas, croquis, GIFs, detalhes e outras técnicas.
A representação arquitetônica, tal como a conhecemos hoje, decorre de representação esquemática greco-romana, que foi baseada na observação cuidadosa das formas naturais. O tamanho aparente da composição é determinado pela sua proximidade em relação à cena representada, organizada num contexto de paisagem. Desde então, muitos tipos diferentes de representação têm surgido, a fim de destacar elementos importantes em seu contexto através de técnicas do desenho feito a mão.
Acreditamos que grandes projetos deveriam se expressar por si mesmos. A representação arquitetônica tem um papel fundamental em como um projeto é visto pelo público.
Hoje, o ArchDaily Brasil reconhece os mais incríveis, originais e auto-explicativos desenhos de 2015 com o uso de diferentes técnicas, dos croquis à detalhes axonométricos perfeitamente desenhados e gifs animados.
Saiba mais, a seguir.
https://www.archdaily.com.br/pt/779958/os-melhores-desenhos-arquitetonicosArchDaily Team
Historicamente, a habilidade de desenhar à mão - seja para produzir desenhos técnicos precisos ou perspectivas expressivas - é um ponto central na profissão da arquitetura. Mas, com o lançamento e subsequente popularização de programas CAD desde o início dos anos 1980, o prestígio de desenhar à mão foi ameaçado. Hoje, com softwares de projeto e apresentação cada vez mais sofisticados - do Revit ao Rhinoceros - ganhando popularidade, a importância de desenhar à mão se tornou tema de uma discussão acalorada.
Astropad: use seu iPad como um tablet profissional de desenho para seu Mac. Cortesia de Astropad
Astropad, um aplicativo para iOS e Mac, transforma seu iPad em um tablet de desenho profissional sem a necessidade de hardwares adicionais. Desenvolvido por Matt Ronge e Giovanni Donelli - ambos engenheiros que já trabalharam na Apple - o aplicativo permite que o iPad funcione como um trackpad, aceitando a maioria das canetas de outros fabricantes.
Seagram Building por Mies van der Rohe / Manhattan Cocktail. Cortesia de Kosmos Architects
Parafraseando o antigo provérbio: "por trás de todo há um grande arquiteto". Segundo o escritório suíço Kosmos Architects, uma versão menos familiar desse ditado poderia ser: "além de cada grande edifício, há um drink perfeito". O escritório revelou uma relação cientificamente (não) comprovada entre o álcool e a arquitetura: rampas, por exemplo, são geralmente construídas numa inclinação de 5 a 7 graus, um número próximo à porcentagem de álcool de uma cerveja. Além disso, um telhado com 45 graus de inclinação, projetado para escolar a água e a neve, revela a porcentagem de álcool da vodca usada em climas rigorosos para aquecer as pessoas no inverno.
Kosmos Architects publicou uma série de doze cartões postais ilustrados, relacionando edifícios icônicos os seus drinks adequados. Um Manhattan para Mies, um Blue Blazer para Zumthor, e um Smoky Martini para Herzog & de Meuron, todos fazem parte da série Good Drinks & Good Buildings, uma comparação entre arquitetura e drinks bem a tempo para a virada do ano.