Obra cujo projeto foi aprovado no mesmo ano do concurso do Plano Piloto de Brasilia, e concluída quando a nova capital se consolidava, a sede do Jockey Club Brasileiro (1956-72) é um curioso contraponto ao Ministério da Educação assinado pelo mesmo autor (e equipe) a duas quadras e uns quinze anos antes (1936-45). Tanto o Ministério quanto o Jockey ocupam toda uma quadra na mesma Esplanada do Castelo. Mas o Ministério abriga uma instituição pública, e constitui uma exceção à legislação dominante, que impõe o quarteirão fechado, construído no perímetro com um ou dois pátio centrais. Com um partido em T, o Ministério resulta num quarteirão quase aberto, singular e por isso mesmo memorável, monumental. Abrigo de instituição privada e necessitada de renda, o Jockey é uma variante do quarteirão fechado padrão, com o pátio central ocupado por uma garagem em altura para 785 carros.
Por Letícia de Oliveira Neves O edifício é composto por dois blocos, um principal e um anexo, que possuem cota única de implantação. A ligação entre os diversos ambientes fechados se dá por pátio e corredores cobertos, tudo organizado embaixo de uma cobertura única, em concreto, que é dividida em módulos e dá suporte estrutural ao conjunto. Dentro do edifício principal há um jardim interno, que ocupa o espaço de dois módulos.
Na antiga cidade portuária de Gothenburg, na costa oeste da Suécia, se localiza "Bärande Möte", um pavilhão de vidro e concreto de Daniel Ellis Karlsson and Pauine Algeröd.
Vigas de concreto são suspensas no ar por paredes portantes de vidro, invertendo a tradicional hierarquia estrutural entre os dois materiais e permitindo vistas ininterruptas para o rio. Saiba mais sobre esse projeto e veja algumas imagens selecionadas, a seguir.
O conjunto de secretarias é composto por cinco edifícios construídos segundo os mesmos princípios construtivos, aspectos materiais, espaciais, e elementos formais: pré-fabricação e modulação; concreto aparente, fechamentos em vidro, e detalhes metálicos; volume elevado do solo, com traçado sinuoso; e caixas vazadas sobrepostas e escalonadas. A diferença entre eles está basicamente no traçado e extensão da planta, na disposição das caixas externas, e na cor dos elementos metálicos.
Hoje seria o 83º aniversário de João Filgueiras Lima, o Lelé. Para celebrar, inauguramos hoje com o Hospital de Taguatinga nossa seção dos Clássicos da Arquitetura de 2015 com uma série de projetos do arquiteto, que serão apresentados nas próximas semanas.
Os edifícios são grandes blocos longitudinais que apresentam continuidade nos espaços, e são organizados de acordo com a modulação interna do edifício seguindo a regularidade do volume externo. O acesso aos ambientes é facilitado pela presença de circulações horizontais externas, que também reúnem a circulação vertical, e protegem os ambientes contra a incidência solar e intempéries.
O desenho da empena é utilizado no elemento estrutural da grande cobertura que caracteriza o edifício, agora transformado em um pórtico que é reproduzido em uma sequência de treze módulos estruturais.
Os dezesseis pilares internos idênticos são configurados a partir da interseção entre dois triângulos isósceles invertidos de dimensões diferentes. O triângulo inferior apresenta uma altura de seis metros, uma base de um metro e sessenta centímetros e uma espessura constante de mesma dimensão, o que em planta determina um quadrado. O triângulo superior está alinhado com o eixo vertical central do triângulo inferior. Apresenta uma altura idêntica à do inferior, porém com uma base duas vezes maior e uma espessura de apenas vinte e cinco centímetros.
Um elemento de variação aparece na fachada reticular homogênea. Transforma sete dos módulos horizontais da fachada em cinco mais largos. A condição aberta dos módulos principais torna-se a condição fechada desse elemento de variação da fachada. E o que antes eram duas subdivisões verticais diferentes, agora são três idênticas.
O edifício possui seis faixas idênticas que determinam os cinco pavimentos tipo e a platibanda da cobertura. Sua fachada principal e o caráter do edifício são determinados por elas. São compostas por um trecho reto, que ocupa os dois terços orientais da fachada, e um trecho curvo, que demarca as varandas dos apartamentos de frente.
A extensão da cobertura reticular uniforme tem a mesma dimensão da largura do lote: cinquenta metros. Porém não se apoia em suas divisas; mantém suas laterais em balanço. Sua largura de trinta e dois metros e cinquenta centímetros e sua disposição no lote é tal que criam duas áreas descobertas, uma de entrada, com vinte metros, e uma de fundos, com trinta metros. Se unidas, configurariam um quadrado de outros cinquenta metros de lado.
Graça, leveza, extroversão, exuberância e porosidade respondem ao desejo de transmitir atributos convencionalmente considerados apropriados para um pavilhão de feira. A teatralidade também convém a um tipo de construção que não deve durar mais que uma estação, como uma peça.
Cinco vigas similares unidas num ponto e logo abertas em leque conformam o perímetro da laje de cobertura que em projeção horizontal forma um triângulo isósceles de vinte e cinco metros de base e vinte e nove metros de altura.
A Igreja da Vila Madalena organiza-se desde um espaço interno praticamente livre de quarenta por vinte metros, com acesso pela porção média da dimensão maior, disposta faceando a rua, mas bem recuada desta. Cria-se assim um amplo adro que aproveita a porção mais plana do lote, organizado em patamares devido à inclinação da rua lindeira, isolando a construção na porção posterior do terreno; que, devido à sua grande declividade, vai obrigar a apoiar o volume da igreja sobre colunas, de maneira a apresentar o nível de acesso em continuidade à praça.
O local destinado à construção da Igreja do Centro Administrativo da Bahia conserva intacta sua beleza natural característica da paisagem de Salvador. Sentimos que nos impunha preservá-la respeitando seu relêvo e sua vegetação. Com êste critério foi fixado o partido do projeto. A indispensável modelação do terreno se integra à topografia existente e limita-se exclusivamente aos trechos onde se localizam as construções. Para o estabelecimento do sistema viário foi levada em conta, ainda, a intenção de utilizar os espaços vizinhos à Igreja como áreas de lazer do Centro Administrativo. Arruamentos estreitos, pavimentados em pedra e acompanhando as curvas de nível naturais serão usados indistintamente por veículos e pedestres. Os gramados que margeiam as vias de acesso e vias secundárias ligadas ao tronco principal serão utilizados como áreas de estacionamento. As ruas se alargam em locais mais sombreados e aprazíveis criando áreas de estar e descanso e servindo também para manobras de automóveis.
Sete vigas semi-invertidas idênticas e paralelas determinam a cobertura do edifício. Seção: oito por quarenta centímetros. Distanciamento: oitenta centímetros de eixo a eixo. Desenho: três segmentos retilíneos contínuos. O primeiro, horizontal, apresenta sete metros e cinco centímetros de extensão. O segundo, em aclive, apresenta três metros e sessenta centímetros a um ângulo de sessenta e três graus. E o terceiro, o principal, dezenove metros e quarenta centímetros em declive a um ângulo de dezesseis graus e meio: ângulo próximo ao declive natural do terreno.
O acesso ao edifício é delimitado pelos muros da garagem a quarenta e cinco graus em relação à fachada principal. Sobre eles uma abóboda rebaixada, aberta em ambas as frentes. Esta é a entrada da casa: o retângulo do portão da garagem e sobre ele o arco da abóbada. Entra-se por um portãozinho de ferro entre muretas de alvenaria pintadas de branco que leva a um caminho descoberto rente à garagem. Logo chega-se a um átrio coberto por uma laje plana.
Dois pares de pilares idênticos e simétricos. Duas vigas transversais idênticas. Duas lajes de estrutura homogênea e idêntica. Duas escadas idênticas e sobrepostas. E ainda assim não se vê regularidade no edifício.