
O cobogó é a inspiração para a fonte digital Dingbat Cobogó desenvolvida por Guilherme Luigi. Os símbolos foram criados a partir da pesquisa realizada por Josivan Rodrigues para o seu livro Cobogó de Pernambuco.

O cobogó é a inspiração para a fonte digital Dingbat Cobogó desenvolvida por Guilherme Luigi. Os símbolos foram criados a partir da pesquisa realizada por Josivan Rodrigues para o seu livro Cobogó de Pernambuco.

Aderson Passos, arquiteto e pesquisador do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Projeto Digital (LED), um dos responsáveis pelo trabalho Design de Precisão, compartilhou conosco o resultado de um estudo criado no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará que seleciona, a partir de distorções paramétricas de tipologias conhecidas e recorrentes de cobogós locais, um tipo específico de cobogó/distorção para cada uma das orientações de fachada (L, O, N e S), mediante inputs climáticos de sol e ventos.
Desta forma, a peça criada é uma espécie de infograma, que situa, nas fachadas do cubo, qual o cobogó selecionado (em acrílico vermelho) para cada situação L, O, N ou S.
Portanto, foi desenvolvido um método de otimização que, adaptativo ao local de onde se retira as informações de sol, ventos e condições ideais de conforto, nos informa que tipologia conhecida de cobogó e qual distorção paramétrica da mesma é a melhor resposta para cada fachada.
Saiba mais sobre o projeto, a seguir.

Nos trópicos a luz do sol incide de forma generosa. Os elementos vazados desenham a sombra nos pisos e paredes, um efeito que transforma todo o ambiente para quem o vê desde o exterior e interior. Durante as estações e ao longo dos dias essa luz natural surge de diferentes formas como um componente que sobrevém na Arquitetura. No decorrer da noite, a luz artificial atravessa os pequenos vãos do interior para o exterior, tornando a arquitetura uma espécie de luminária urbana que interage com as sombras de seus usuários e mobiliário.
Além de sua função, o cobogó traz consigo certa poética ao projeto de arquitetura. Decidimos destacar esta criação brasileira, escrever brevemente sobre sua história e apresentar uma seleção de projetos que adotam este elemento.

Por Carlos Eduardo Comas
Graça, leveza, extroversão, exuberância e porosidade respondem ao desejo de transmitir atributos convencionalmente considerados apropriados para um pavilhão de feira. A teatralidade também convém a um tipo de construção que não deve durar mais que uma estação, como uma peça.




