Sentado em sua mesa de trabalho, rodeado de seus “objets trouvés”, seus livros, sua luz, Antoni Arola expressa nesta entrevista como aborta o processo de criação de uma luminária, o caminho que segue para passar da ideia primária a um objeto de iluminação com entidade própria. Fala de sua forma de olhar, sua forma de fazer... de como se deve olhar para enxergar o que não há. E de seu desejo de alcançar em cada projeto seu objetivo: domesticar a luz, fazer com que seja próxima, encontrar o arquétipo que a converte em universal e atemporal.
O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (MDU/UFPE), em parceria com o Porto Digital e a Secretaria das Cidades, promove o Seminário “Economia criativa e espaço urbano: reflexões sobre o quadrilátero do Bairro de Santo Amaro”, nos dias 10 a 12 de Dezembro de 2012, no auditório do Porto Digital.
O objetivo do seminário será discutir os conceitos de Economia Criativa, tomando como objeto de estudo o Quadrilátero de Santo Amaro - área instituída pela Lei Municipal 17.762/2011. Esta área foi recentemente incorporada pelo Porto Digital e recebe incentivos fiscais para o aporte de empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e também para as atividades enquadradas nos setores da Economia Criativa, apresentando-se, portanto, como um foco para renovação urbana.
Recentemente, o empresário norteamericano Mark Suster – ligado à construção de grandes projetos de engenharia como o metrô de Londres e o manejo de águas na mesma cidade – publicou 12 recomendações para criar comunidades cidadãs bem sucedidas e fortalecer seus espaços públicos como grandes destinos. A partir disso, a organização americana Project for Public Spaces (PPS) adaptou suas recomendações para que estas possam ser aplicadas em organizações de qualquer parte do mundo. A ideia consiste em transformar os espaços públicos em destinos que possam ser reconhecidos como parte de uma comunidade, partindo deste a projeção de elementos identitários únicos e que contem com um forte sentido local.
Um dos temas mais discutidos durante o XXIV Congresso Panamericano de Arquitetos(XXIV CPA), que aconteceu em novembro na cidade de Maceió, foi o polêmico contrato firmado entre o Governo do Distrito Federal e a empresa Jurong Consultoria, de Singapura, para o planejamento de Brasília para os próximos 50 anos.
O “Plano Brasília 2060”, sofreu inúmeras críticas não só pelos arquitetos e urbanistas brasileiros, como por todos os profissionais da comunidade americana e europeia presentes no XXIV CPA.
Para o presidente da UIA (International Union of Architects ), Albert Dubler, Brasília é um exemplo para arquitetos do mundo inteiro e a participação da sociedade é fundamental em um planejamento urbano como este. “Não podemos resolver as dificuldades de Brasília sem consultar a população. É preciso ter governança. Eu não imagino como esse diálogo vai acontecer com Singapura”, ressaltou.
Nesta semana, apresentamos uma publicação que é uma compilação de projetos urbanos de diferentes partes do mundo que têm sido parte de processos de reconversão de áreas que estavam abandonadas e que graças à gestão das autoridades, se posicionaram como lugares de encontro e entretenimento. Por exemplo, no espaço residual entre as linhas do trem que une Queens a Manhattan, em Nova York, se criou uma praça pública com jardins e áreas de descanso. Outro caso exposto é o que se desenvolveu no parque Cantinho do Céu em São Paulo, Brasil, onde se construiu uma rede de esgotos que evitou que as vias de circulação para ciclistas e pedestres fossem inundadas. Isto é só um resumo dos 82 casos presentes no livro, cada um classificado em um processo “RE” particular – seja de regeneração de territórios, reutilização de edifícios ou reciclagem de materiais – que altera a análise e discurso linear tradicional dos projetos de arquitetura urbana.
MVRDV , em colaboração com The Jerde Partnership, ARUP, e Wijaya Karya – Benhil Property, divulgou planos de criar um novo marco em Jacarta, Indonésia Dubbed Peruri 88, A cidade vertical de 400 metros de altura integra comércios, escritórios, habitação, um hotel de luxo, quatro níveis de estacionamentos, um casa de casamentos, uma mesquita, uma sala IMAX e um anfiteatro externo e uma grande área verde.