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Cidades: O mais recente de arquitetura e notícia

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O legado do Teatro e a vitória do Parque: a criação do Parque do Rio Bixiga

A cidade de São Paulo, marcada por sua imensidão e diversidade cultural, por vezes também é palco de muitos conflitos relacionados à ocupação de seu espaço urbano. Uma história que se estendeu por mais de quatro décadas, a disputa pelo terreno ao lado do Teatro Oficina, projetado por Lina Bo Bardi na região do Bixiga, finalmente culminou na criação de um tão esperado equipamento público: o Parque do Rio Bixiga. Esse processo não é apenas uma vitória para a comunidade local e artística, mas também uma conquista notável na perspectiva do direito à cidade e do lazer paulistano, especialmente após anos de confronto com o Grupo Silvio Santos.

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Terra e Tuma e Estúdio Síntese propõem um novo modelo de HIS no Programa +Lapena Habitar

Como a arquitetura e o urbanismo podem voltar a contribuir no debate e na produção de Habitação de Interesse Social (HIS)? Essa foi uma das principais perguntas que orientou o processo de elaboração do Caderno de Diretrizes de Habitação de Interesse Social no Jardim Lapena, desenvolvido pela Fundação Tide Setubal e pelo BlendLab para a região da Zona Leste de São Paulo. Esse caderno reuniu um conjunto de diretrizes sobre habitação, modelo de gestão, implantação e integração com o meio urbano e orientou as propostas para uma Chamada de Projetos + Lapena Habitar realizada no fim de 2022 .

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A mobilidade urbana sob o olhar das crianças

O Instituto Corrida Amiga atua com o propósito de aproximar e conectar as pessoas ao espaço em que vivem, visando a transformação do cotidiano dos(as) cidadãos(ãs) a partir da perspectiva da mobilidade ativa, do acesso e do direito à cidade.

Parte das ações do instituto, são práticas pedagógicas realizadas com diferentes públicos, compostas de atividades lúdico-educativas que estimulam a participação ativa e a colaboração, permitindo que seus participantes expressem suas opiniões e desejos, contribuindo com o desenvolvimento de habilidades de tomada de decisão, pensamento crítico e empatia.

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Uso não se tomba

Nos idos dos anos 40, enquanto diretor da Divisão de Estudos e Tombamento do IPHAN, Lucio Costa mandou seus servidores a campo para identificar o patrimônio cultural que estaria espalhado Brasil afora, esperando ser descoberto.

“Quem”, “quando” e “como” eram as perguntas que seus assistentes levavam na manga. Supostamente, elas deveriam descortinar as características dos bens analisados, para então separá-los em dignos ou não dignos de tombamento.

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O que é reciclagem?

A reciclagem é o processo de reaproveitamento de materiais descartados. Seu objetivo é reintroduzi-los na cadeia produtiva a fim de que ainda gerem valor e sejam reutilizados, aumentando a preservação dos recursos naturais e melhorando a qualidade de vida das pessoas. É considerada uma das alternativas mais eficientes para tratar os resíduos sólidos, tanto do ponto de vista ambiental quanto social, e está diretamente inserida no contexto da economia circular.

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"Nossa arquitetura é muito hostil e pouco hospitaleira": entrevista com Padre Júlio Lancellotti

Um projeto arquitetônico pensado a partir do sistema neoliberal, só pode ser hostil. É o que diz Padre Júlio Lancellotti, figura ativa em ações de apoio a moradores de rua em São Paulo. Seu trabalho à frente da Pastoral do Povo da Rua tem merecidamente recebido a atenção da mídia nacional e internacional, além de ser frequentemente divulgado em suas próprias redes sociais, chamando a atenção do público e das autoridades para questões urgentes de desigualdade, invisibilização dos mais vulneráveis e a hostilidade de nossas arquiteturas e espaços públicos.

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Precisamos repensar os cursos de arquitetura

Desde que os primeiros cursos de arquitetura foram criados no final do século XIX, poucas mudanças foram feitas em suas matrizes curriculares. A maioria dos cursos do mundo todo é focado em uma universidade neoliberal, cada vez mais projetada e definida pela produção de sucesso implacável e pelos moldes da indústria da construção.

Pouco se discute sobre o erro e a falha e a produção projetual é ainda extremamente voltada para formar star architects (arquitetos estrela) – termo usado para descrever arquitetos cuja celebridade e aclamação da crítica os transformaram em ídolos do mundo da arquitetura, criadores de grandes projetos e masterplans.

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As cidades mais populosas da América Latina em 2023

Em 11 de Julho foi celebrado o Dia Mundial da População, um evento anual criado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em 1990 que busca conscientizar o público sobre as questões demográficas globais. Um tema não menos importante nos dias de hoje, já que espera-se que sejamos quase 10 bilhões de pessoas até 2050 e os últimos relatórios da ONU-Habitat estimam que, até lá, dois terços da população viverão em cidades. Ao mesmo tempo, este ano é especialmente interessante porque a Índia se tornou o país mais populoso do mundo, com 1,4286 bilhão de habitantes, o que naturalmente levanta a questão de como será construir para bilhões de pessoas.

O World Population Review avalia anualmente o crescimento das cidades e a quantidade de habitantes que vivem em áreas metropolitanas para entender as tendências de evolução global. Embora a lista das 20 cidades mais populosas do mundo contenha figuras repetidas da Ásia, como Tóquio, no Japão, Délhi, na Índia, e Xangai, na China, ao mesmo tempo há várias cidades latino-americanas, como São Paulo, Cidade do México e Buenos Aires, que tiveram um crescimento de 0,85%, 0,89% e 0,78%, respectivamente, em relação ao ano passado.

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As cidades médias que assustam as capitais

A divulgação dos primeiros dados do Censo 2022 pegou muita gente de surpresa. Segundo o IBGE, o Brasil tem hoje cerca de 203 milhões de habitantes, número abaixo da expectativa do Instituto, que era de 215 milhões. Outro dado que chamou atenção foi o crescimento das cidades médias (100 mil a 499 mil habitantes), que ganharam 8,3 milhões de habitantes. Considerando que a população do país cresceu 12 milhões desde o Censo 2010, essas cidades respondem por mais de dois terços do aumento.

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O verde insustentável do subúrbio americano

Em uma viagem recente aos Estados Unidos, olhei a vista da janela do avião ao decolar de Tampa, na Flórida, e chamou atenção a perfeita paisagem verde do subúrbio americano. Sequências organizadas de árvores que pareciam iguais, cobrindo o território plano como um tapete verde. Para alguns, o verde pode parecer um sonho de sustentabilidade integrada ao meio ambiente.

Nada poderia ser mais distante da verdade. O subúrbio americano, baseado no conceito ultrapassado da “cidade jardim”, foi projetado para incentivar o automóvel, a moradia unifamiliar residencial de baixa densidade e o zoneamento de atividades. Tal modelo inviabiliza transporte ativo (a pé ou de bicicleta) e torna o transporte de massa, que exige densidade e caminhabilidade, inviável.

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Como o racismo ambiental e climático se manifesta nas cidades

Faltando alguns dias para o fim do mês de novembro, Gramado, cidade conhecida como um dos destinos turísticos mais procurados do sul do Brasil, ganhou os holofotes da mídia nacional e internacional e, infelizmente, não foi por causa do seu festival de cinema ou pelas tradicionais e suntuosas festividades de natal. A cidade, que já vinha sendo castigada pela chuva persistente há semanas, viu o surgimento de enormes sulcos geológicos que rasgaram suas ruas e contribuíram para a formação de um cenário digno de filme pós-apocalíptico.

O perigo eminente da movimentação do solo colocou em alerta a população e os governantes que agilmente evacuaram as edificações localizadas nas colinas do bairro condenado. A conduta foi completamente efetiva e responsável, visto que um dos prédios que estavam na região delimitada, de fato, veio a desabar 3 dias após a evacuação. Entretanto, vale a pena reparar em um detalhe, o bairro em questão era composto por moradias de alto padrão, além de hotéis e pousadas de luxo, o que levanta uma pergunta: será que os esforços seriam os mesmos se a situação ocorresse em bairros periféricos de população de baixa renda?

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Para além do palco: impactos urbanos dos megashows

Quando astros musicais mundialmente famosos como Beyoncé, Taylor Swift e Paul McCartney anunciam suas turnês globais, após o frisson provocado pela divulgação dos países e das respectivas cidades-sede, esses locais se preparam para comportar a série de mudanças que serão desencadeadas por esses eventos em seus espaços urbanos. Esses megashows não se restringem ao âmbito musical, eles transcendem o palco para mobilizar cifras significativas e implicar em diversas transformações no cotidiano urbano dessas cidades. Mesmo que durante um curto período de tempo, esses eventos provocam alterações em variadas esferas e setores urbanos, como o turístico, o hoteleiro, o alimentício e o de transporte.

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Natal em Pyongyang: o relato de um fotógrafo brasileiro na capital da Coreia do Norte

“Procurando por um lugar único para passar este Natal e ter uma história divertida para contar à família e aos amigos? Junte-se a nós em nossa terceira visita de Natal à República Popular Democrática da Coreia! Que melhor lugar para passar o Natal do que no coração de Pyongyang?”

Até agora não sei se deveria ter levado a sério o anúncio. Em todo caso, no dia 24 de dezembro de 2018 embarquei no “ultra-budget tour de Natal” promovido pela Young Pioneer, uma das poucas operadoras de viagem autorizadas a levar visitantes estrangeiros à Coreia do Norte.

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Espaços públicos socialmente justos são cruciais para sociedades prósperas

Uma das instâncias mais radicais de transformação do espaço público aconteceu recentemente. Durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19, o espaço público se transformou em "um recurso médico, centro de distribuição, espaço de transbordamento, local de protesto e resistência, academia, centro para idosos, centro comunitário, creche, pátio escolar, boate, via de transporte, restaurante ao ar livre, shopping center, parquinho infantil, teatro aberto, espaço de música, refugio natural e um lugar de pertencimento, de 'sentir-se em casa'".

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O impacto das ferramentas de inteligência artificial na arquitetura em 2024 (e além)

Em 2022, uma audiência mais ampla teve acesso a ferramentas de inteligência artificial inesperadamente poderosas, como Stable Diffusion, Midjourney e DALL-E 2 para geração de texto para imagem, além do chatbot da OpenGPT.  

Um ano depois, analistas, organizações e governos afirmaram que essas tecnologias representarão riscos profundos para a sociedade e a humanidade, desde a perda de empregos causada pela automação até a perturbação dos processos democráticos e a automatização de armas.

Os melhores artigos de 2023: narrativas pessoais, novas realidades e a desconstrução de ideias

Em 2023, testemunhamos grandes conflitos, crises políticas e desastres ambientais catastróficos em todo o mundo. Também observamos a diminuição na gravidade da pandemia de COVID-19, o contínuo aumento de modelos de IA generativa, bem como a ascensão da Índia como o país mais populoso do mundo, ultrapassando a China. 2023 também provocou discussões em todo o mundo no âmbito arquitetônico. A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia desafiou seu público a pensar de maneira diferente e mais empática, adotando uma perspectiva mais ampla sobre a arquitetura e deslocando seu foco para a disciplina em vez de apenas para a profissão. Essa mudança também abriu espaço para vozes e discussões frequentemente negligenciadas em exposições globais. A Trienal de Arquitetura de Sharjah 2023 celebrou o sul global, onde lugares prosperam em meio à escassez. Os principais temas do ano giraram em torno da descarbonização do ambiente construído, recursos e produção, materiais e know-how tradicionais, cultura de consumo, bem como decolonização, narrativas locais e identidades.

O ArchDaily acompanhou de perto todas essas histórias, examinando-as de forma consistente por meio de uma perspectiva urbana e arquitetônica para abordar questões globais. Alinhada com nosso compromisso de "empoderar todos os envolvidos na formação da arquitetura para aprimorar a qualidade de vida", a seleção dos Melhores Artigos do ArchDaily em 2023 destaca um amplo espectro de tópicos atuais.

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Cidades em destaque: lições de 2023 sobre resiliência ambiental

No cenário em constante evolução do século XXI, as cidades despontam como modelos de inovação em relação aos objetivos de desenvolvimento sustentável. Criativamente, enfrentam desafios urbanos urgentes, como densidade populacional, transporte, habitação e resiliência. Possuem o potencial de liderar uma agenda climática abrangente, atuando como laboratórios para iniciativas sustentáveis, inovações inter-setoriais e estratégias orientadas para a comunidade. As cidades agem como catalisadoras de revoluções, implementando soluções impactantes que podem ser aplicadas globalmente.

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Jardins flutuantes estão transformando o rio Chicago

O projeto Wild Mile é uma iniciativa ambiciosa da organização sem fins lucrativos Urban Rivers, que visa recuperar um trecho de 1,5 km do rio Chicago, nos Estados Unidos. O projeto envolve a criação de um oásis urbano vibrante e sustentável com calçadões e jardins flutuantes.

Desde a inauguração de sua primeira seção em julho de 2023, o Wild Mile já atraiu mais de 30.000 visitantes, incluindo moradores locais, programas educacionais e eventos especiais. Os líderes da Urban Rivers expressam seu orgulho das conquistas do projeto, destacando a transformação de um trecho do rio antes negligenciado em um espaço público próspero tanto para a vida selvagem quanto para as pessoas.