Em 2011 Hamburgo foi nomeada a Capital Verde da Europa pela Comissão Europeia. Esta indicação, refeita todos os anos, reconhece as cidades que desenvolvem planos para melhorar a qualidade de vida de seus habitantes e cuidar do meio ambiente. No caso, Hamburgo estabeleceu como meta reduzir suas emissões de CO2 em 40% até 2020 e em 80% até 2050.
Como parte da nomeação, a cidade lançou um conjunto de planos, chamado “Trem de Ideias”, que busca melhorar os problemas que afetam seus cidadãos. Dois dos projetos mais emblemáticos são o plano para eliminar o uso de automóveis nos próximos 20 anos e a construção de uma cobertura verde sobre a rodovia A7 que formaria um parque urbano.
Pequim é uma cidade de costumes e tradições de centenas (se não milhares) de anos, porém, nas últimas décadas a capital chinesa vem sendo a protagonista de um acelerado processo de urbanização questionado em muitas frentes. Embora alguns apoiem as transformações culturais que tem ocorrido como resultado da urbanização, outros não estão de acordo com a perda da parte antiga da cidade e de seus espaços verdes.
A melhor forma para que arquitetos e urbanistas possam projetar cidades habitáveis, ou seja, com espaços públicos pensados para os cidadãos, é observando o comportamento humano nas cidades. É assim que definem o arquiteto dinamarquês Jan Gehl e a especialista em espaços urbanos Birgitte Svarre em seu livro “How to Study Public Life”, onde resgatam a observação como uma prática que ajuda a entender por que as pessoas agem de certa maneira em determinados lugares, como estes espaços tornam isso possível e qual a relação das pessoas com um determinado lugar, entre outros temas.
Para observar o comportamento das pessoas nas cidades, os autores fizeram uma lista de sete ferramentas, citadas a seguir junto com alguns exemplos do livro.
Costuma-se chamá-los de "lotes vagos". Aparentemente, em todos os lugares do mundo as pessoas e diferentes grupos tentam dar vida a estes espaços que, por fins comerciais ou legais, não possuem um uso formal.
Recentemente nossos parceiros da PPS publicaram um artigo que relata diversas ações nestes locais. Veja abaixo estas experiências.
Sempre que vejo argumentos sensacionalistas sobre a intensidade espacial supostamente sublime de Kowloon Walled City em Hong Kong (demolida em 1994), elas me parecem nada além de fantasias coloniais que têm pouca relação com a realidade de viver no meio de uma das favelas mais cruéis do mundo. Você vê Kowloon aparecer constantemente como sendo ainda uma questão válida ou mesmo interessante. Este assentamento informal foi diagramado, fotografado e discutido por décadas do ponto de vista estético, tornando seus vitimizados e oprimidos habitantes praticamente invisíveis. Não significa que não tenha sido o lar de muitas pessoas e que não existam "boas lembranças" de lá, mas ainda, como todas as favelas, era um lugar difícil de viver, repleto de contradições na névoa de esperança por uma vida melhor.
A forma em que nos relacionamos nas nossas cidades tem sido modificada pela Internet, fazendo com que muitas vezes nos comuniquemos mais através desse meio do que pessoalmente. Com base nisso, o arquiteto italiano Paolo Francesco Ronchi desenvolveu seu projeto “Surfing Architecture 2.0” que busca entender como seria possível construir novos espaços que sigam as condições operativas da Internet e que consigam induzir as pessoas a se relacionarem cara a cara.
Uma das propostas incluída no projeto é o sistema de residências Inter-Active Dwelling que foi projetado para a parte leste de Bogotá (Colômbia). Como esse setor é caracterizado pela sua fragmentação urbana, a idéia é que as residências misturem espaços públicos, privados e divididos, como ocorre nas redes sociais da Internet, criando, assim, comunidades mais integradas.
A empresa americana de consultoria Mercer acaba de publicar seu ranking anual da qualidade de vida de 223 cidades ao redor do mundo. Os cinco primeiros lugares gerais foram ocupados majoritariamente por cidades europeias.
A avaliação é feita a partir de 39 índices que abrangem aspectos climáticos, culturais, econômicos, educacionais, políticos, sociais, de saúde, ambientais, entre outros. No total, foram estudadas 460 cidades, mas apenas 223 foram classificadas, levando em consideração também quais as que apresentam as melhores condições de vida para estrangeiros.
Em 2016, os habitantes de Sheffield, cidade situada a 270 km ao norte de Londres, terão um novo meio de transporte: um trem - metrô de superfície. Como o próprio nome diz, ele será um veículo híbrido que poderá circular tanto nos trilhos do metrô de superfície no centro da cidade quanto nos trilhos dos trens ao redor dela.
Embora já ter os trilhos instalados facilita o lançamento do modal, ainda falta realizar modificações no desenho das rodas, proporcionando maior controle nas curvas fechadas e velocidades mais altas. Por enquanto, a Universidade de Huddersfield está trabalhando em um desenho que possa circular nos dois tipos de trilho, evitando que os passageiros tenham que fazer baldeações durante o percurso.
A exposição “Cartografia da Arquitetura Colombiana” discute impacto de obras públicas e privadas nas cidades e faz parte da Semana de Arquitetura da UFPR, trazendo à Curitiba arquitetos colombianos.
A indústria petrolífera brasileira está em expansão. Infelizmente para as companhias de petróleo, as novas reservas estão muito distantes da costa - de fato, tão longe que estão fora do alcance dos helicópteros que transportam os trabalhadores das plataformas. É por isso que os estudantes da Rice University assumiram o desafio de projetar a "Drift & Drive", uma comunidade flutuante onde os trabalhadores e suas famílias podem permanecer por longos períodos de tempo, acabando com a inconveniência do ciclo de duas semanas nas plataformas e duas semanas de descanso.
O projeto venceu o Prêmio Odebrecht do ano passado e agora a Petrobras está trabalhando em um plano para implementar alguns elementos da proposta.
Em comemoração ao aniversário de São Paulo, dia 25 de janeiro, o MIS promove pelo segundo ano consecutivo o Conexão Cultural. O evento reúne exposições, arte urbana ao vivo, música e gastronomia. O Conexão Cultural São Paulo chega ao MIS, novamente, para juntar todas as formas artísticas que se expressam nas ruas de São Paulo.
O arquiteto e autor Christopher Alexander cunhou uma frase The Timeless Way of Building”, “A Maneira Atemporal de Construir” que afeta estes anseios comuns e como as pessoas os tem utilizado de forma intuitiva para construir lugares agradáveis para viver. O processo de construção das cidades de hoje se tornou tão institucionalizado, que as pessoas raramente têm a opção de usar sua intuição e suas ideias nos projetos. Em PPS, acreditamos que dessa maneira atemporal os edifícios e os espaços podem ser revitalizados, e oferecemos uma forma de senso comum para fazê-lo: através da capacitação das pessoas para iniciar melhorias no lugar que habitam. Estes pequenos passos para animar as ruas, os parques e outros espaços públicos são os blocos da construção de uma cidade próspera.
Esta é a ideia da Gran Iniciativa de Ciudades de PPS. A vitalidade de qualquer cidade depende da ação dos cidadãos, como os grupos de vizinhos que reclamam por seus parques locais, as ruas comerciais e tantas outras questões que acontecem na cidade. Muitas vezes as comunidades precisam apenas de um pequeno empurrão na direção correta para colocar este processo de revitalização em movimento. E em pouco tempo, todo o bairro pode ser objeto de uma mudança de tendência, com os habitantes tendo conforto e orgulho de seus espaços públicos.
O Professor Dr. Carlos Leite descreverá dois de seus projetos recentes de pesquisa - "Indicadores de Sustentabilidade no Desenvolvimento Urbano" e "Laboratórios de Co-criação de Territórios Informais na Favela de Heliópolis", que olha para o desafio da Megacidade Sustentável através da experiência de São Paulo como uma cidade de 20 milhões de pessoas, de expansão que varia de desenvolvimento urbano formal até o contexto informal de imensas favelas. Este trabalho sinaliza os parâmetros para uma cidade que está se reinventando através do eco-urbanismo após o modelo de expansão desgastante do século XXI, no qual a população da cidade cresceu em 27% e seu território urbano em 40% em um país que possui o 6º maior PIB mundial.
Formalmente a repetição, a monotonia e a sequencialidade são traços sem graça de um objeto, mas ao nos concentrar na fotografia de Martín Volman podemos pensar que “quanto menos há para ver, mais há para dizer”, dentro da paisagem urbana.
Terrorismo arquitetônico, monstruosidade urbana, manifestações puras da cidade contemporânea, cada imagem é um retrato da uniformização do entorno, onde se faz presente a perda de identidade e a desconstrução do conceito do lugar. Fachadas de grandes edifícios carregadas de onipresença e desapego, sem marcos de referência, sem linha do horizonte. Acentuando o impessoal, esses módulos podem estar falando de uma cidade em particular ou de todas simultaneamente.
Berna - Suiça. Image Cortesia de http://obviousmag.org/
As possibilidades oferecidas pela fotografia podem muitas vezes mostrar aquilo que nos passa despercebido - um ângulo ou ponto de vista incomum - ou ainda sugerir atmosferas frequentemente invisíveis aos olhos. Em arquitetura, a fotografia pode registrar ângulos, formas, cores, sensações, usos, práticas... e o mesmo se dá com a fotografia de cidades.
Contudo, a gravidade (frequentemente) limita o fotógrafo ao chão, e a maior parte dos registros visuais é feito ao nível do solo, mostrando a cidade e seus espaços através de uma perspectiva que, embora extremamente rica, deixa escapar possibilidades outras de registros.
As imagens a seguir mostram sete impressionantes registros visuais de cidades através de uma perspectiva pouco comum. Veja a seguir:
Bloco de carnaval na Vila Madalena, SP, durante o último domingo (23/01/2014). Image Cortesia de Raquel Rolnik
Quem vê essa foto certamente pensa que se trata do carnaval do Rio de Janeiro, do Recife ou de Salvador… Puro engano. Essa imagem é do carnaval de rua de São Paulo, que vem crescendo a cada ano. Para se ter uma ideia, um cadastro de blocos aberto pela prefeitura recebeu a adesão de 195 agremiações. Neste site é possível ver a programação e a lista dos blocos do carnaval de rua paulistano.
Um dos blocos mais antigos de São Paulo, Os Esfarrapados, fundado em 1947, percorre as ruas do bairro do Bixiga, um dos redutos do samba paulistano e da cultura negra da cidade. No Cambuci, o Bloco da Ressaca arrasta foliões desde 1984. De acordo com os organizadores, o bloco surgiu da vontade de proporcionar uma festa pública e gratuita pra comunidade, já que os ingressos para o desfile das escolas era caro, e também de resgatar a tradição carnavalesca da região. Foi no Cambuci que surgiu a primeira escola de samba de São Paulo, a Lavapés. Também as guerras de confetes eram tradicionais no bairro.
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No LAX, era importante criar "uma experiência positiva depois do stress da experiência de decolagem," afirma Melissa Weigel. Imagem Cortesia de Moment Factory
A Moment Factory possui um currículo extenso, você já os deve ter visto em espetáculos do Cirque du Soleil, no Superbowl Half Time Show da Madonna em 2012, na atração Disney E3 Booth, ou na estréia de Jay Z no Carnegie Hall. Talvez você se lembre deles quandoprojetaram imagens na fachada da Sagrada Familia ou no distrito do Quartier des Spectacles em Montreal. Ou talvez os tenha visto que foram incluídos na timeline comemorativa de 30 anos da Apple.
Moment Factory foi o principal criador de conteúdo para as instalações no recentemente inaugurado Terminal International Bradley no aeroporto LAX, projeto de Fentress Architects. Foi uma grande colaboração de vários parceiros, incluindo Mike Rubin com MRA International, Marcela Sardi da Sardi Design, Smart Monkey, Digital Kitchen, e Electrosonic com instalação da Daktronics e Planar.
Nestes primeiros anos do século XXI a maioria das grandes capitais latino-americanas está sob governo de partidos ou coalisões progressistas ou de esquerda, com um importante apoio popular. São cidades de alta visibilidade, com meios para realizar políticas transformadoras num sentido democrático e de justiça social. Referimo-nos a Cidade do México, Bogotá, Quito, Lima, La Paz, Santiago, Montevidéu, São Paulo, Caracas. Destaca-se a ausência de Buenos Aires, que teve governos duvidosamente progressistas nos anos 90 e início dos 2000 e hoje é governada por uma direita neoliberal que substitui a justiça pela demagogia. Uma experiência (ruim) a ser levada em conta.
Um governo progressista que pretende consolidar políticas de reforma precisa durar, ao menos, dois ou três mandatos. Para fazer progredir a cultura política democrática nos parece muito conveniente realizar uma análise dessas experiências, como começaram suas jornadas, os primeiros resultados de suas políticas e seus atuais desafios. Não pretendemos agora realizar esta análise de todas as cidades citadas, o conhecimento não seria suficiente e não caberia em um artigo de periódico. Exigiria ao menos uma série. Apenas pretendemos propor alguns critérios do que pode ser uma política de esquerda ou progressista a partir de um conhecimento básico dos casos citados. Como avaliar uma política de esquerda? Consideramos três critérios e cada um deles se situa em uma escala diferente.