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Cidades: O mais recente de arquitetura e notícia

As estratégias dos EUA e da América Latina para criar espaços públicos livres de automóveis

A cidade de Los Angeles (EUA) tem uma área aproximada de 1.300 quilômetros. No centro da cidade, dois terços dos espaços são destinados aos automóveis - seja como ruas, vias expressas ou estacionamentos - segundo Jes Howen McBride, mestre em planejamento urbano e regional pela Universidade da Califórnia (UCLA).

Tomando este dado, que reflete o predomínio dos automóveis, a planejadora destaca os esforços do Departamento de Transportes local para transformar essa realidade através de programas que, sem tanta burocracia, convidam os cidadãos a proporem novas iniciativas para aproveitar melhor os espaços destinados aos automóveis.

Além disso, ela destaca outras iniciativas de Minneapolis e San Francisco que mostram como as pessoas estão buscando recuperar os espaços, um recurso valioso nas cidades que estão se esforçando para garantir um futuro melhor.

A seguir, mostramos alguns programas similares que estão sendo realizados nos Estados Unidos e na América Latina.

Rio de Janeiro, Cidade do México e Santiago entre as melhores cidades para os jovens, segundo a Youthful Cities

A organização internacional Youthful Cities se dedica a promover a participação dos jovens na construção de cidades melhores pois considera que estes são "o centro da urbanização", uma afirmação que se apoia em dados sobre a populações mundial: 50% tem menos de 30 anos e 50% vive nas cidades.

No ano passado, a organização publicou um estudo sobre quais são as 25 cidades mais jovens, entendendo-as como aquelas que são melhores para viver, trabalhar e se divertir de acordo com as necessidades de um público entre 15 e 29 anos. Este ano a pesquisa foi ampliada para 55 cidades e contou com a participação de nove cidades latino-americanas.

Saiba mais sobre a pesquisa e os resultados, a seguir.

Quatro ideias para reconstruir comunidades a partir das ruas

A proliferação de automóveis que se deu no início do século XX e a criação de infraestruturas voltadas para seu uso são fatos que modificaram a paisagem das cidades e a vida de seus habitantes.

Embora antes do surgimento do automóvel o lugar das trocas sociais era a rua, esta continua hoje em dia sendo o palco das relações comunitárias, porém, condicionada pelo trânsito de veículos.

Em relação a isso, é interessante conhecer o que a PPS (Project for Public Spaces) propõe em sua pesquisa "Ruas como lugares: Usando as ruas para reconstruir comunidades", que explicamos com mais detalhes na sequência.

Fotografias aéreas de Los Angeles, por Vincent Laforet

Na mais recente das séries de fotografias noturnas que constituem o projeto AIR, o premiado fotógrafo Vincent Laforet registrou o espraiamento da cidade de Los Angeles de uma altura de mais de três mil metros. Tendo iniciado o projeto em sua cidade natal, Nova Iorque, passando por Las Vegas e San Francismo, em breve AIR levará Laforet a outras cidades do mundo, como Paris, Londres e Tóquio.

Veja, a seguir, algumas das impressionantes fotografias de Los Angeles feitas por Laforet.

Fotografias aéreas de Los Angeles, por Vincent Laforet - Image 1 of 4Fotografias aéreas de Los Angeles, por Vincent Laforet - Image 2 of 4Fotografias aéreas de Los Angeles, por Vincent Laforet - Image 3 of 4Fotografias aéreas de Los Angeles, por Vincent Laforet - Image 4 of 4Fotografias aéreas de Los Angeles, por Vincent Laforet - Mais Imagens+ 1

16 impressionantes fotografias de cidades em 360°

As fotografias aéreas nos mostram uma perspectiva pouco comum das cidades, uma tendência que vem se tornando cada vez mais popular com a proliferação dos drones. Além deste tipo de registro, outro tem se tornando cada vez mais comum: as fotografias em 360°

A técnica que torna possível essas imagens se chama "projeção estereográfica", um tipo de projeção em que a superfície de uma esfera é representada sobre um plano tangente a ela.

Na fotografia superior, de São Paulo, observa-se em primeiro plano a Ponte Octávio Frias de Oliveira, projetada pelo arquiteto João Valente Filho, que se caracteriza por ser a única ponte do mundo com duas pistas curvas que convergem para um mastro central.

Veja, a seguir, imagens de Berlim, Chicago, Sydney e outras cidades.

6 exemplos de espaços compartilhados bem sucedidos

Eliminar a sinalização de trânsito, os semáforos e os limites espaciais entre os diferentes meios de transporte para criar espaços compartilhados, essa é a aposta de algumas cidades para garantir que suas ruas sejam mais seguras para seus cidadãos.

Embora essa medida possa, à primeira vista, parecer drástica, a experiência de algumas cidades demonstra que as ruas não apenas ficam mais seguras para todos, como também se convertem em lugares que atraem mais pessoas.

Veja, a seguir, o caso de seis cidades que investiram na criação desses espaços compartilhados.

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Arte e Arquitetura: Cidades e paisagens urbanas construídas com resíduos de madeira

McNabb & Co. é um estúdio dirigido por um casal de apaixonados pela arte gráfica e arquitetura, James e Stephanie criaram juntos a Serie City, uma coleção de esculturas de madeira, onde cada peça representa a perspectiva de uma paisagem urbana.

Completamente construídas com resíduos de madeira, esta obra é uma interpretação de fazer algo a partir do nada. Cada peça é cortada de maneira intuitiva com uma serra de fita. O resultado é uma coleção de formas arquitetônicas, cada uma diferente da outra.

Saiba mais detalhes e veja um vídeo destas esculturas arquitetônicas, a seguir.

Arte e Arquitetura: Cidades e paisagens urbanas construídas com resíduos de madeira - Arts & ArchitectureArte e Arquitetura: Cidades e paisagens urbanas construídas com resíduos de madeira - Arts & ArchitectureArte e Arquitetura: Cidades e paisagens urbanas construídas com resíduos de madeira - Arts & ArchitectureArte e Arquitetura: Cidades e paisagens urbanas construídas com resíduos de madeira - Arts & ArchitectureArte e Arquitetura: Cidades e paisagens urbanas construídas com resíduos de madeira - Mais Imagens+ 8

Palestra com Raquel Rolnik em Caruaru: “Desenvolvimento econômico e cidades do Brasil: Por que continuamos reproduzindo a precariedade?”

Raquel Rolnik é conhecida por levantar a bandeira do direito à cidade, que vai muito além do acesso à água, luz, saneamento e mobilidade. Direito à cidade prevê a distribuição de todos os recursos que o meio urbano possa oferecer de maneira igualitária aos cidadãos.

Durante uma participação no programa Esquenta, da Rede Globo, Raquel Rolnik ainda ressaltou a importância de os cidadãos poderem participar da definição de como será a cidade em que moram. “As vezes aparece um baita viaduto no meio da rua. Quem é que resolveu fazer aquilo? Quem disse que tinha que fazer aquilo? Eu acho que nós deveríamos poder participar mais na decisão do que vamos fazer, aonde vamos fazer” exemplifica a urbanista.

Na palestra que será proferida em Caruaru-PE, no próximo dia 13 de abril, Raquel Rolnik abordará o tema “Desenvolvimento econômico e cidades do Brasil: Por que continuamos reproduzindo a precariedade?”. O assunto é propício para se repensar a realidade de Caruaru e cidades vizinhas.

O evento, promovido pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da Unifavip | DeVry, se chama Diálogos Urbanos e terá inscrições gratuitas. As 500 vagas disponíveis deverão ser trocadas por um quilo de alimento não perecível, que será doado à Casa dos Pobres São Francisco de Assis.

Anunciados os vencedores do primeiro Knight Cities Challenge

Trinta e dois projetos foram anunciados como vencedores do primeiro Knight Cities Challenge, compartilhando o prêmio total de US$ 5 milhões. Uma iniciativa da John S. and James L. Knight Foundation, o desafio recebeu uma enorme quantidade de inscrições, com os vencedores escolhidos dentre 7 mil propostas. Cada um dos projetos propõe estratégias para o desenvolvimento civil e econômico de uma das 26 cidades nas quais a Knight Foundation tem investimentos, entre as quais estão Detroit, Akron Ohio, San Jose California, Lexington Kentucky, e Biloxi Mississippi.

As propostas vencedoras abordam uma ou mais das "três diretrizes para o sucesso da cidade" defendidos pela Knight Foundation: (1) Talento: Ideias que ajudam as cidades a atrair e manter as pessoas mais talentosas e brilhantes; (2) Oportunidade: Ideias que criam perspectivas econômica e ajudam a superar crises; (3) Engajamento: Ideias que estimulam conexões e o envolvimento cívico.

Vídeo: Cidades em hyperlapse, por Rob Whitworth

Testemunhe a vida urbana de cinco grandes metrópoles através das lentes de Rob Whitworth com esses vídeos "Vimeo Staff Pick" em hyperlapse. Da urbanidade inexplorada da capital da Coreia do Norte, Pyongyang, ao skyline de arranha-céus de Dubai, cada vídeo apresenta uma incrível sequência de cenas do cotidiano em diferentes cidades ao redor do mundo. Veja mais, incluindo vídeos de Kuala Lumpur e Xangai, a seguir.

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Vídeo: O que podemos aprender com os edifícios em altura

O que você acha que as comunidades de edifícios em altura da América do Norte, Ásia e Europa Ocidental devem aprender umas com as outras? Foi isso que o Center on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) perguntou a cinco renomados arquitetos, cujas respostas compuseram um panorama eclético e significativo sobre o estado dos edifícios em altura em todo o mundo. Como disse Rem Koolhaas, cada região apresenta seu próprio caminho que vale a pena ser compreendido, como por exemplo a transição do mundo Árabe da "extravagância à racionalidade" ou o foco da Ásia da realização de projetos. Mas, como James Goettsch aponta, "nem todo edifício tem que ser algo extraordinário". Está ótimo se alguns edifícios não forem nada além de "bons cidadãos".

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Arte e Arquitetura: "Città Minime" por Matteo Mezzadri

"Città Minime" (ou Cidades Mínimas) explora o espaço no qual a maioria das pessoas vivem, um espaço urbano reconhecível em suas estruturas essenciais: edifícios, estradas e árvores. Mas desta vez ele é visto a partir de um ponto de vista diferente, distorcido e recriado. As diferentes cenas fotografadas por Matteo Mezzadri são o resultado de um trabalho meticuloso, quase obsessivo, em que a imagem é a única evidência das instalações em larga escala feitas no estúdio do fotógrafo ou ao ar livre. O uso do Photoshop foi reduzido ao mínimo, enquanto o ambiente é recriado com um uso inteligente de dispositivos técnicos

Saiba mais sobre este trabalho e novas perspectivas fotografadas abaixo.

Arte e Arquitetura: "Città Minime" por Matteo Mezzadri  - Arte E ArquiteturaArte e Arquitetura: "Città Minime" por Matteo Mezzadri  - Arte E ArquiteturaArte e Arquitetura: "Città Minime" por Matteo Mezzadri  - Arte E ArquiteturaArte e Arquitetura: "Città Minime" por Matteo Mezzadri  - Arte E ArquiteturaArte e Arquitetura: Città Minime por Matteo Mezzadri  - Mais Imagens+ 6

Jan Gehl: “Arquitetos sabem muito pouco sobre pessoas"

Urbanista dinamarquês, Jan Gehl é especialista em criar "cidades para pessoas". Após uma recente palestra sobre cidades sustentáveis proferida na Basileia (Suíça), Gehl se encontrou com o jornal Tages Wocke para discutir o que torna uma cidade desejável e habitável. "Descobrimos que o comportamento das pessoas depende do que você as convida a fazer", disse Gehl. "Quanto mais ruas houver, mas tráfego haverá. Um ambiente público mais atraente será usado por mais pessoas." Leia a entrevista completa e saiba porque Gehl acredita que as ciências sociais e psicológicas deveriam ser ensinadas nas escolas de arquitetura.

SOM divulga o masterplan para a nova capital do Egito

O escritório Skidmore, Owings and Merrill (SOM) divulgou um masterplan conceitual para a nova capital do Egito na sequência do anúncio feito na Conferência Egípcia de Desenvolvimento Econômico. "Capital Cairo", uma cidade de 700 quilômetros quadrados, busca estimular a estagnada economia do Egito e aliviar o galopante adensamento urbano em Cairo, ao mesmo tempo que adere às condições culturais e climáticas de sua localização.

Mais detalhes a seguir.

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O que é "placemaking criativo" e como ele se relaciona com a resiliência?

Já abordamos em várias oportunidades o conceito de placemaking e sua importância no desenvolvimento de um sentido de comunidade. Seu emprego tem, geralmente, o objetivo de construir espaços públicos onde as pessoas se sintam à vontade para passar grande parte de seu tempo.

As medidas que aplicam esse conceito para gerar mudanças e avanços nesse sentido vão desde dedicar mais ruas ao fluxo exclusivo de pedestres e construir mais parques até reestruturar os departamentos municipais encarregados de administrar os espaços públicos, assegurando instâncias de participação urbana.

Contudo, uma variável do conceito de placemaking que está tomando cada vez mais força tem a ver com a relevância da arte na cidade e sua relação com a resiliência urbana - o que dá origem ao placemaking criativo.

O que é placemaking criativo?

Ranking 2015 das 10 cidades mais caras do mundo segundo a UIE

O custo de vida em 131 cidades de 97 países foi medido pela Unidade de Inteligência Econômica (UIE) da revista britânica The Economist e resultou no ranking do "Custo de Vida no Mundo 2015".

A medição foi realizada a partir de 400 preços de 160 produtos e serviços de Nova Iorque, que estabeleceram um índice base de 100 pontos. Todas as 10 cidades consideradas as mais caras do mundo superaram essa cifra.

Assim, o ranking permite comparar os custos de vida entre as 131 cidades tendo em vista duas finalidades. Por um lado, busca-se que os governos estejam a par das tendências que podem influenciar essa situação e, por outro, as empresas podem calcular as políticas de compensação quando têm que deslocar seus funcionários para algumas das cidades que fizeram parte do ranking.

Quais são as 10 cidades mais caras? Veja a seguir:

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Vídeo: A grande transformação das ruas de Nova Iorque

Nos últimos anos, a mudança de algumas das principais ruas de Nova Iorque tem sido realmente impressionante. Fotografias com milhares de automóveis têm dado lugar a outras, que mostram o desaparecimento dos carros e a apropriação dos espaços públicos por pedestres e ciclistas.

Vincent Laforet registra San Francisco a dois mil metros de altura

O fotógrafo Vincent Laforet, vencedor do Prêmio Pulitzer, foi até San Francisco para realizar a terceira parte de sua impressionante série de fotografias aéreas de cidades. Capturando a densa metrópole a uma altura de mais de dois mil metros, Laforet ficou hipnotizado pela "malha conflitante", pelas belas pontes e pela avassaladora sensação de "paz e ordem" na cidade.

"Há alguma coisa no clima dessa cidade - um equilíbrio perfeito entre a pulsação frenética de Nova Iorque e o ritmo mais relaxado e tranquilo de Los Angeles", disse Laforet. "Parece que cada pecinha do quebra-cabeça encontrou, de algum modo, seu lugar naquilo que é uma topografia absolutamente caótica."

Veja uma seleção de imagens da série de Laforet sobre San Francisco, a seguir.

Vincent Laforet registra San Francisco a dois mil metros de altura - Image 1 of 4Vincent Laforet registra San Francisco a dois mil metros de altura - Image 2 of 4Vincent Laforet registra San Francisco a dois mil metros de altura - Image 3 of 4Vincent Laforet registra San Francisco a dois mil metros de altura - Image 4 of 4Vincent Laforet registra San Francisco a dois mil metros de altura - Mais Imagens+ 1