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Ciclovias: O mais recente de arquitetura e notícia

Abertas inscrições para bolsa de estudo internacional em mobilidade urbana sustentável

O transporte é um dos principais emissores de gases de efeito estufa no planeta. Além de contribuir com o aquecimento global, ele é responsável por um dos maiores entraves nos grandes centros urbanos. Por esta razão, resolver o problema da mobilidade urbana é urgente.

Para estimular jovens inovadores do mundo todo a pensar soluções para a questão, a Lee Schipper Memorial Scholarship está convocando estudantes a se inscrever para a bolsa de estudo sobre "Transporte Sustentável e Eficiência Energética", concedida anualmente a dois candidatos.

Início das obras da ciclovia na Avenida Paulista

A noite deste último domingo, 04 de janeiro, marcou oficialmente o início das obras da aguardada ciclovia da Avenida Paulista. O projeto recebeu recentemente o parecer favorável do Condephaat, conselho estadual que tem como função identificar, proteger e preservar patrimônio histórico do estado de São Paulo.

Havia a preocupação - ou esperança, para alguns - de que o órgão vetasse a implantação da ciclovia, porque a avenida é considerada área envoltória de prédios tombados, como o Masp e o Conjunto Nacional.

Londres propõe ciclovia flutuante sobre o rio Tâmisa

Muitas propostas inovadoras de como integrar a bicicleta de forma eficiente no sistema de transporte foram feitas em várias cidades do mundo, porém poucas foram concretizadas até o momento, encontrando, justamente pelo fato de serem muito inovadoras, resistência por parte das autoridades.

Mas em Londres há a esperança de que um projeto mude essa situação, já que uma dessas propostas começou a tomar forma e ser vista como uma ideia factível. Trata-se de uma ciclovia flutuante de 11,2 quilômetros de extensão sobre o rio Tâmisa, entre Canary e Battersea.

O projeto é um trabalho conjunto entre atores influentes do urbanismo inglês: o arquiteto David Nixon, a artista e empresária Anna Hill e a empresa Arup.

Paris livre do diesel até 2020

A contaminação atmosférica que afeta Paris levou as autoridades a criarem diversas iniciativas de mobilidade sustentável para reduzir os impactos da poluição na população.

Entre elas estão, por exemplo, a criação de um sistema de automóveis elétricos e a medida inédita implementada em março passado, a qual permite que durante um final de semana os cidadãos usem o transporte público gratuitamente.

Juntamente com estes projetos está o novo Plano de Prevenção de Contaminação que a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, explicou recentemente em uma entrevista.

Até agora, a frase de Hidalgo que mais chamou atenção foi: “quero o fim do diesel em Paris até 2020 e, sim, é possível, para além dos regiões periféricas. Trata-se de acelerar a transformação com a participação do Estado. Comecei erradicando em três meses os veículos a diesel do parque automotivo da cidade.”

The Guardian elege as melhores infraestruturas para o ciclismo urbano

Um antigo túnel ferroviário convertido no túnel mais longo do mundo para ciclistas, uma ciclovia construída em torno de um aeroporto e rotas que margeiam rios urbanos são alguns dos casos que o jornal britânico The Guardian destacou como as melhores infraestruturas para o ciclismo urbano.

Diferente de outras listas, esta foi elaborada a partir de imagens que os próprios leitores enviaram com a infraestrutura que consideram segura e que poderia servir de exemplo para outras cidades do mundo.

Na continuação, veja 13 bons exemplos de infraestrutura cicloviária:

Zurique: “Você é bem-vindo na cidade, mas seu carro não”

Em Zurique, a cidade mais populosa da Suíça, 32% dos deslocamentos são feitos em transporte público e 42% a pé ou em bicicleta - números que fizeram com que esta cidade europeia se tornasse um exemplo de mobilidade urbana. Mesmo que para muitos seja um exemplo menos conhecido do que Amsterdã, Copenhague e Hamburgo, isto não a torna menos admirável.

Zurique conseguiu desenvolver um sistema de transporte eficiente, integrado e multimodal, que permite aos seus cidadãos ir até quase qualquer lugar da cidade sem a necessidade de utilizar um automóvel. Hoje, 26% dos deslocamentos são feitos em veículos motorizados privados (automóveis ou motos).

No vídeo no início desse artigo, a Streetfilms conta – através dos depoimentos de cidadãos, funcionários do departamento de transporte da cidade e outros profissionais relacionados a indústria da mobilidade – como Zurique se converteu em uma cidade que está sempre nos primeiros lugares dos rankings de qualidade de vida.

BRTs como alternativa de mobilidade urbana em cidades globais

Este artigo, escrito por Julio Lamas, foi originalmente publicado na página Planeta Sustentável em novembro deste ano com o título “BRTs quadruplicaram nas cidades globais e RJ e BH têm os dois melhores sistemas do mundo, aponta estudo”.

Cerca de dez vezes mais baratos que os metrôs e entre três e seis vezes mais baratos que os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) por quilômetro construído, os sistemas deBus Rapid Transit (BRT) se tornaram a solução econômica e sustentável favorita para o transporte público de alta capacidade em cidades com mais de 500 mil habitantes de países emergentes. Nos últimos dez anos, a implementação de sistemas BRT no mundo quase quadruplicou, crescendo 383% entre 2004 e 2014. Foram 1.850 quilômetros de um total de 2.580, de acordo com um estudo divulgado esta semana peloInstitute for Transportation and Development Policy (ITDP), endossado pela ONU-Habitat e a ClimateWorks Foundation.

Holanda inaugura a primeira ciclovia solar do mundo que gera energia para a cidade

“O caminho do futuro e o caminho para o futuro”: É assim que é apresentada a ciclovia solar que foi inaugurada recentemente na cidade de Krommenie, a noroeste de Amsterdã - a primeira ciclovia solar do mundo.

O que a faz com que esta ciclovia seja tão especial e única vai muito além de sua inovação tecnológica: ela beneficia as populações e sistemas públicos municipais de seu entorno. 

Plano Mini Holanda: Como Londres pretende integrar a bicicleta na cidade

A Autoridade da Região da Grande Londres conta, desde o início deste ano, com o programa Mini Holanda, uma iniciativa que busca replicar a infraestrutura e cultura do ciclismo da Holanda nos municípios da periferia da capital inglesa. A ação conta com a implementação de novas ciclovias e tem como objetivo trazer mais pedestres e ciclistas para as ruas, melhorando, assim, a vida na cidade.

Segundo explicam, a decisão de iniciar este programa na periferia se deve ao fato de que mais da metade dos trajetos de bicicleta em Londres tem origem nessas regiões, o que é visto como uma grande oportunidade de adaptá-las ao ciclismo urbano.

Este programa é liderado pelo prefeito Boris Johnson e faz parte de um projeto de longo prazo, denominado “Visão para o Ciclismo”, que considera integrar a bicicleta como sistema de transporte oficial.

Veja, a seguir, o plano de Londres para integrar a bicicleta na cidade.

A recuperação de Nova Iorque do domínio do automóvel

Originalmente publicado na Metropolis Magazine como “Playing in Traffic“, este artigo de Jack Hockenberry investiga a relação entre o homem e o veículo, ilustrando a dinâmica complexa criada em Nova Iorque - uma cidade com mais de 2,1 milhões de veículos registrados. Ao contrário dos esquemas que colocavam o carro como elemento central, do famoso ex-chefe de planejamento urbano de Nova Iorque, Robert Moses, Hockenberry argumenta que a cidade é o "espaço negativo", ao passo que os veículos são obscurecidos pelo nosso inconsciente.

É uma curiosidade da vida urbana moderna que, quanto mais carros se aglomeram em cidades, mais eles se tornam invisíveis. É uma característica padrão em qualquer cidade grande de hoje. Infelizmente, não podemos controlá-la a partir do assento do condutor - por mais que gostaríamos de acenar as mãos e assistir através de nossos pára-brisas os carros desaparecendo e libertando-nos da prisão do tráfego. A invisibilidade de que estou falando só ocorre se você é um pedestre ou ciclista. O número de veículos motorizados estacionados ou em movimento em qualquer hora nas ruas de Nova Iorque é surpreendente. De acordo com o Departamento de Veículos Motorizados do Estado, estima-se que 2,1 milhões estão registrados na cidade. Ainda assim, registrá-los nunca os farão totalmente visíveis quando estamos andando nas ruas. A cidade é o espaço negativo e é assim que nossos olhos percebem cada vez mais as paisagens urbanas. Tudo em torno dos carros e caminhões se entrelaçada pelo olho e, apesar de os veículos estarem presentes, gradualmente aprendemos a ignorá-los, menos quando estamos parados na linha direta do fluxo de trânsito.

Cidade do México vence prêmio internacional de mobilidade

A Cidade do México ganhou o prêmio internacional Audi Urban Future Award, organizado pela empresa Audi, que seleciona algumas cidades de diferentes partes do mundo para questionar sobre os futuros avanços na questão da mobilidade. A ideia é desmanchar os pensamentos relacionados ao estado crítico da mobilidade no século XXI dentro de um contexto de desafios complexos, mas também de novas oportunidades.

Este ano, na sua terceira edição, a Cidade do México foi escolhida, juntamente com Boston, Berlim e Seul, para oferecer uma visão de como poderia ser o futuro urbano se os dados fossem utilizados de maneira estratégica. A premiação foi entregue começo de novembro na cidade de Berlim.

Com a participação do Laboratorio para la Ciudad, Jose Castillo, co-fundador do escritório Arquitectura 911sc e Carlos Gershenson, pesquisador e chefe do Departamento de Ciências da Computação do Instituto de Pesquisas Matemáticas (IIMAS) da UNAM, a equipe da Cidade do México, chamada Living Mobilities, obteve o primeiro lugar apresentando a captação de dados de mobilidade como tarefa primordial do projeto.

Saiba mais, a seguir.

Vídeo: Kutsuplus, o serviço "on demand" de transporte público de Hensinki

O sistema de transporte público de Helsinki inaugurou em 2013 um novo serviço chamado Kutsuplus, em que os cidadãos podem chamar um mini ônibus através do seu celular e dividi-lo com outros passageiros que vão a destinos próximos.

Embora algumas pessoas possam pensar que o uso deste tipo de serviço coloca os meios de mobilidade sustentáveis em segundo plano, os benefícios seguem, contudo, essa mesma linha. O uso do Kutsuplus ajuda a diminuir o número de automóveis em circulação nas ruas e contribui para que o sistema de transporte da cidade seja intermodal, um dos eixos centrais do plano de mobilidade de Helsinki para 2025.

As 10 cidades mais agradáveis para andar de bicicleta segundo a MNN

O site Mother Nature Network (MNN), dedicado a temas relacionados ao meio-ambiente e responsabilidade social, elegeu as 10 cidades mais “amigáveis” com as bicicletas, locais onde tanto habitantes quanto turistas podem se deslocar facilmente com esse meio de transporte.

A seleção foi feita levando em consideração diversos fatores como a qualidade da infraestrutura para bicicletas e o respeito dos motoristas em relação aos ciclistas.

Embora na lista estejam incluídas cidades que há vários anos já são consideradas modelos a serem seguidos, ela também apresenta outras que geralmente não se destacam pelo uso da bicicleta, mas que durante os últimos anos demonstraram avanços significativos para promover esse meio de transporte não motorizado.

Conheça, a seguir, as dez cidades do ranking MNN, dentre as quais se destaca Curitiba, única cidade latino-americana a figurar na lista.

Debate: "Bike na Cidade de São Paulo"

Os habitantes da cidade de São Paulo vêm experienciando crescentes dificuldades de mobilidade urbana e, como resposta, têm recorrido a outros meios de transporte públicos e privados, coletivos e individuais.

Um desses meios - a bicicleta - vem sendo debatida tanto por cicloativistas quanto pelo poder público municipal, visando encontrar modos de absorver confortavelmente essa crescente frota de ciclistas urbanos.

O debate “Bike na Cidade de São Paulo” abrirá espaço para a discussão dos prós e contras, das formas e modelos de convívio da bicicleta com outros meios de transporte na cidade de São Paulo.

O uso da bicicleta nos EUA: As mudanças geradas pelas ciclovias segregadas

O aumento recente do número de ciclistas nas cidades brasileiras coloca em pauta a necessidade de uma infraestrutura cicloviária que proporcione mais segurança aos trajetos em duas rodas e que conviva pacificamente com quem se desloca a pé, em transporte público ou de carro. 

Para conhecer soluções para esta necessidade, é útil ver o que têm feito outras cidades em relação a esse assunto.

Assim, mostramos a seguir um estudo que revela algumas cifras dos efeitos positivos gerados pela implementação de ciclovias segregadas das pistas dos veículos automotores em cinco cidades estadounidenses, onde não apenas os trajetos se tornaram mais seguros, como também o número de ciclistas aumentou. 

Vídeo: As iniciativas de Buenos Aires para se tornar uma cidade mais humana

"A cidade é para as pessoas e devemos mudar o uso das ruas, dos automóveis para as pessoas."

Com isso em mente, as autoridades de Buenos Aires propuseram intervenções em alguns espaços públicos da cidade, particularmente no centro, com o objetivo de promover uma cidade mais amigável, sustentável e saudável.

Através da implementação de corredores de ônibus na Avenida 9 de Julho, a principal da cidade, o tempo de alguns trajetos foi reduzido de 55 para 18 minutos. Além disso, foram criadas diversas zonas peatonais e foi restringido o tráfego de automóveis no centro. Outra inciativa foi a construção de uma rede de ciclovias e a criação de um sistema público de bicicletas, que colocou o veículo de duas rodas entre as opções viáveis de transporte urbano diário.

Saiba mais detalhes sobre essas intervenções a seguir.

4 cidades que investiram em infraestrutura cicloviária

Há alguns anos, o prefeito de Londres, Boris Johnson, definiu a cidade como "um centro de revolução do ciclismo", pois entre 2000 e 2011 o número de ciclistas na capital inglesa duplicou. Isso, longe de ser tratado como um problema, foi visto como uma oportunidade que levou à criação de um ambicioso Plano Diretor de Ciclovias.

Embora o Plano de Londres seja recente, outras cidades também tiveram a oportunidade de colocar em prática seus projetos, que não apenas incentivaram o uso da bicicleta, mas transformaram-na no principal meio de transporte urbano.

Veja os projetos abaixo:

“EuroVelo”: A rede de 14 ciclovias que conectará 43 países da Europa

70 mil quilômetros é a extensão estimada da EuroVelo, uma grande rede formada por 14 ciclovias que, em 2020, conectará diversas cidades de 43 países europeus, incluindo os pertencentes à União Europeia.

A iniciativa foi criada pela Federação Europeia de Ciclistas (ECF) com o objetivo de criar uma rede de ciclovias que possam ser usadas diariamente nos trajetos urbanos e que também sirvam para os turistas que queiram percorrer grandes distâncias.