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Ciclovias: O mais recente de arquitetura e notícia

Por que é urgente falarmos de mobilidade e gênero

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Dentre tantos temas urgentes no debate sobre gênero, há uma questão que merece destaque: a mobilidade das mulheres.

Caso você nunca tenha pensado sobre isso, pode parecer que a mobilidade urbana e seus condicionamentos relacionam-se a padrões de deslocamento que variam apenas de acordo com a territorialidade e a oferta de sistemas de transporte. Mas a verdade é que o acesso à cidade – a forma como navegamos no território – não é neutro quanto ao gênero.

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Como as medidas de desestímulo ao uso do automóvel melhoram a mobilidade urbana

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As primeiras cidades, datadas de 3.500 AC, inauguraram espaços feitos para encontros, trocas e interações entre pessoas. No decorrer dos séculos, as cidades foram se adaptando de acordo com novos padrões de densidade, zoneamento e transporte. Mas foi no século XX, ou mais especificamente no pós-guerra, que as cidades começaram a mudar radicalmente. Com o surgimento do automóvel, sua valorização enquanto bem de consumo, e a rápida disseminação do seu uso, houve uma inversão total: as cidades foram adaptadas e desenhadas para acomodar as viagens de automóvel. As cidades para pessoas passaram a ser cidades para carros.

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China inaugura a maior ciclovia elevada do mundo

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Em fevereiro, a cidade de Xiamen inaugurou a primeira ciclovia elevada da China, que, com seus 8 quilômetros de extensão, se tornou a maior ciclovia elevada do mundo.

A construção da infraestrutura foi impulsionada pelo Governo Municipal de Xiamen com o objetivo de oferecer aos habitantes novas alternativas de deslocamento que não congestionem as ruas nem poluam o ar. 

Lisboa abre candidaturas para voluntários testarem o novo sistema de bicicletas compartilhadas

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A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) abrirá candidaturas para voluntários que queiram, durante o mês de março, testar a rede de bicicletas compartilhadas no Parque das Nações, fazendo, depois, recomendações ao projeto.

A EMEL busca através do “bike sharing” [rede de bicicletas compartilhadas] dar "a oportunidade aos utilizadores de eles próprios serem co-criadores da solução e, durante um período de tempo e num espaço limitado" testarem e depois darem sugestões. Caberá depois à empresa selecionar as melhores sugestões e incorporá-las à solução final, que estará funcionando em meados deste ano.

Favelas e mobilidade urbana: uma relação simbiótica

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As favelas têm um papel importantíssimo no tecido urbano das grandes cidades brasileiras, pois são a principal alternativa de moradia para parcelas significativas da população excluída do mercado formal da habitação.  

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A estratégia inicial do Brasil na área de transportes para colocar em prática o Acordo de Paris

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Atualmente, 190 países já ratificaram o Acordo de Paris, número que representa 98.9% das emissões globais de gases de efeito estufa, conforme dados do WRI CAIT. Isso significa que todos eles já apresentaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), documento que comunica internacionalmente as medidas que cada país tomará para lidar com as mudanças climáticas e como se direcionará para um futuro de baixo carbono. Até 2025, o Brasil se propõe a reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 37% em relação aos níveis de 2005. Para isso, muito precisará ser feito na área de energia, especialmente em relação a transportes, o setor de maior consumo de combustíveis fósseis no Brasil e, consequentemente, o principal subsetor energético que mais emite gases de efeito estufa no país.

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Moderação de tráfego e sua importância na construção de cidades mais humanas e inclusivas

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Caminhar e andar de bicicleta são as maneiras mais eficazes, econômicas e ambientalmente sustentáveis para realizar pequenos deslocamentos urbanos, especialmente aqueles com distâncias reduzidas: em 10 minutos, uma pessoa saudável percorre 3 km de bicicleta e aproximadamente 0.8 km a pé.

Nas últimas décadas, no entanto, o planejamento e o desenho das nossas cidades priorizaram a circulação de automóveis, tornando pedestres e ciclistas os usuários mais frágeis da rua. Essa inversão de prioridades tem levado a números alarmantes de mortos e feridos em colisões e atropelamentos, além de reduzir cada vez mais a utilização do espaço da rua para convívio e estar.

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São Paulo publica estudo sobre mobilidade das mulheres na cidade

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) acaba de lançar uma publicação sobre a mobilidade urbana das mulheres em São Paulo.

O estudo, feito a partir de uma pesquisa realizada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, mostra que as mulheres utilizam o transporte público coletivo com mais intensidade e andam mais a pé do que os homens. A utilização desses dois tipos de modais representa 74,6% dos deslocamentos feitos pelas mulheres, contra 62,5% dos homens.

O estudo aponta ainda que as mulheres mais pobres são as que mais utilizam esses transportes. Em uma família com ganhos mensais menores que R$ 1.244, 50% das viagens são feitas caminhando e 28% de ônibus.

Ministério das Cidades lança cadernos técnicos para projetos de mobilidade urbana

O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (SEMOB), quer instrumentalizar ainda mais os gestores públicos responsáveis pelo planejamento das cidades brasileiras. O objetivo é oferecer mecanismos voltados à construção de projetos de maior qualidade, devidamente alinhado aos princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Neste sentido, será lançada, no dia 14 de dezembro, a coleção de Cadernos Técnicos para Projetos de Mobilidade Urbana. No total são três cadernos que abordam os temas: Transporte Ativo, Sistemas de Prioridade ao Ônibus e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

São Miguel mais humana, rua para todos: intervenção urbana temporária na Área 40 de São Miguel Paulista

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São Miguel Paulista, bairro no extremo leste de São Paulo, recebeu, no último 19 de novembro, a intervenção urbana temporária “São Miguel Mais Humana: Rua Para Todos”. A iniciativa foi parte do projeto de requalificação urbana e segurança viária da Área 40 de São Miguel - uma parceria entre Prefeitura Municipal de São Paulo e Iniciativa Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito (BIGRS) apoiada pelo ITDP Brasil.

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Reduzir a velocidade para preservar vidas

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Uma das medidas adotadas para reduzir o número de mortes no trânsito é a redução dos limites de velocidade. Ao redor do mundo, mais de uma centena de países já estabeleceram o limite de 50 km/h recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para vias urbanas. Em áreas com grande circulação de pedestres e ciclistas, praticam-se velocidades ainda menores, como 30 km/h ou menos.

Reduzir os limites de velocidade é uma tendência contemporânea em cidades que priorizam o direito à vida. Todos o dias as ocorrências de trânsito, como colisões e atropelamentos, fazem novas vítimas e essa questão deve ser tratada com urgência e prioridade. O trânsito mata 1,3 milhão de pessoas por ano no mundo, o equivalente à queda, sem sobreviventes, de 2,6 mil aviões Boeing. No Brasil, é mais provável morrer em um acidente de trânsito do que em decorrência de um câncer ou mesmo por homicídio.

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A bicicleta como uma aliada no acesso ao transporte coletivo

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O acesso a um sistema de transporte público coletivo de qualidade pode transformar vidas. Sistemas de transporte de média e alta capacidade têm sido a forma mais utilizada para comportar os deslocamentos de grandes distâncias nas cidades, seja para trabalho ou lazer. No entanto, esses sistemas não são apropriados para deslocamentos mais curtos, além de não fornecerem serviços de porta-a-porta. Os deslocamentos em cidades grandes precisam ser vistos em cadeia, com integração intermodal, nos quais o transporte de público cumpre parte dos trechos. Assegurar que todos tenham acesso a sistemas completos de transporte, com integração efetiva, é uma tarefa fundamental para tornar as cidades mais conectadas, justas e sustentáveis.

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A relação entre a felicidade e a velocidade nas cidades

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A crença de que o mundo está se tornando um lugar cada vez melhor é consequência dos constantes avanços tecnológicos e científicos que o homem está alcançando. No entanto, ao analisarmos o contexto por uma ótica em que se percebe um cenário de mudanças climáticas, instabilidade econômica e iniquidade social, essa ideia pode variar radicalmente. Entre tantas crises que precisam ser administradas pelas cidades, elas podem estar esquecendo um fator fundamental para o crescimento de pessoas e comunidades: a felicidade.

Instituto Corrida Amiga lança manual do transporte a pé

Construído de modo colaborativo pelo voluntariado da Corrida Amiga, equipe do The Run Commuter, equipe da Lobo Assessoria Esportiva, Nutrição Esportiva Serena Del Favero e orientações da profissional de educação física Nathália Maria Zampronha, o Guia de Deslocamento Ativo oferece dicas e sugestões de como tornar suas caminhadas e corridas pela cidade mais agradáveis e seguras.

WRI Brasil Cidades Sustentáveis lança manual de mobilidade corporativa

As políticas de incentivos adotadas por empresas desempenham um importante papel na forma como o funcionário se desloca ao trabalho, tanto em relação ao meio de transporte quanto ao horário escolhido. Um Plano de Mobilidade Corporativa é composto por medidas integradas para promover deslocamentos mais sustentáveis e trazer benefícios para a organização, seus funcionários e a região.

Ao trazer orientações e diretrizes para a produção de um plano de mobilidade corporativa, a publicação desenvolvida pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis tem o objetivo de estimular uma ação coordenada e conjunta entre funcionários e gestores, a fim de melhorar a mobilidade nas cidades. A responsabilidade pela busca e implantação de soluções para melhorar a qualidade de vida nas cidades é de todos.

No Pedal para o Trabalho: ação incentiva a mobilidade corporativa em São Paulo

O que um prédio com 5 mil funcionários pode fazer pela mobilidade urbana de São Paulo? Saiba que ele ou qualquer outro de menor ou maior tamanho pode dar início a uma transformação no trânsito do principal centro financeiro da América do Sul. Pensando nisso, o WRI Brasil Cidades Sustentáveis organizou a ação No Pedal para o Trabalho, em parceria com a CBRE e o Eldorado Business Tower, local onde ocorreu o evento.

Transformar a rotina e os hábitos de uma população pode começar com ações simples. Incentivar as pessoas a escolhas mais sustentáveis no dia a dia ajuda a tornar qualquer cidade mais sustentável. A mobilidade urbana pode ser um dos principais vetores de mudanças nos grandes centros urbanos. Pensar em alternativas mais eficientes para a maneira com que as pessoas se locomovem diariamente precisa ser uma preocupação dos próprios locais de trabalho, um conceito chamado de mobilidade corporativa.

Novo aplicativo permite avaliar a mobilidade urbana

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade(ICS) e o Laboratório de Experimentação Digital (LED) lançou o aplicativo MoveCidade. O app tem o objetivo de gerar dados sobre qualidade e conforto dos serviços e infraestrutura dos transportes. Por enquanto, disponível apenas para Android, o aplicativo permite avaliar quesitos como pontualidade, segurança e acessibilidade dos sistemas de transporte coletivo e de bicicletas compartilhadas.

Como o desenho das cidades pode ajudar a reduzir a obesidade

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Caminhar pela cidade não é apenas uma forma de conhecer os espaços urbanos, mas um estímulo a uma vida mais ativa. Para isso, é preciso que a rua seja atrativa para os pedestres. E a obesidade, doença que já afeta grande parte dos países desenvolvidos, é uma das questões que podem ser em parte solucionadas pelo desenho urbano.