Certa vez, uma colega arquiteta comentou comigo que haviam contratado um novo estagiário no escritório do qual ela era sócia. Rapaz competente, dedicado que estava cursando os semestres intermediários do curso de arquitetura. Sua admissão se deu, principalmente, pelo fato de ter apresentado boas habilidades em softwares de modelagem BIM (Building Information Model), com um portfólio repleto de projetos de escala média bem resolvidos.
É muito comum que arquitetos utilizem mais de um programa no decorrer de um projeto. Enquanto determinado software pode ajudar na concepção e nos primeiros testes de forma, outro pode funcionar melhor para a confecção da documentação de projeto como plantas e cortes. Um terceiro pode ser usado para o modelo tridimensional, e ainda outros para a renderização. Há ainda programas usados na pós-produção das imagens, vídeos, ou mesmo para a diagramação de pranchas e cadernos. A lista é grande e os processadores dos computadores podem sofrer.
Ainda que com os programas BIM (Building Information Model) essa peregrinação entre programas tenda a diminuir por abrangerem todo o processo projetual, entender a vasta lista de extensões de arquivos nas pastas nem sempre é algo tão simples. Além disso, não é raro que haja incompatibilidades entre versões e mesmo em tipos de arquivos, quando o projeto precisa ser encaminhado para as equipes complementares, por exemplo. Fizemos um apanhado das extensões de arquivos mais usados pelos arquitetos, focando principalmente nos programas BIM, mas abrangendo as principais extensões que um arquiteto provavelmente irá se deparar em algum momento durante sua prática:
BIM (Building Information Modeling) é uma sigla cada vez mais usual entre os arquitetos. A maioria dos escritórios e profissionais já vem migrando ou planeja mudar para esse sistema, que representa digitalmente as características físicas e funcionais de uma edificação, integrando diversas informações sobre todos os componentes presentes em um projeto. Através dos softwares BIM é possível criar digitalmente um ou mais modelos virtuais precisos de uma construção, o que proporciona maior controle de custos, eficiência na obra. Também há possibilidade simular o edifício, entendendo seu comportamento antes do início da construção, e seu respectivo suporte ao projeto ao longo de suas fases, inclusive após construído ou na sua desmontagem e demolição.
A arquitetura e o urbanismo do século XXI tem em mãos inúmeras tecnologias que auxiliam arquitetos e planejadores a pensarem o espaço. Atualmente, inovações como realidade aumentada, renderizações hiper-realistas, impressão 3D, entre outras, fazem parte do cotidiano da profissão. Mas é possível que nenhuma delas influencie tanto o processo de projeto como a tecnologia BIM, sigla para Building Information Modelling (ou a Modelagem da Informação da Construção). Sua aplicação impõe aos arquitetos uma nova maneira de abordar a construção de nossas edificações.
Arquitetura e Urbanismo é um dos mercados que mais evolui de acordo com os novos desenvolvimentos tecnológicos. É assim com o maquinário pesado usado na construção, com os materiais de obra e também com as ferramentas de projeto. Hoje, essa evolução está relacionada à tecnologia BIM.
Essa é a sigla para Building Information Modeling, ou Modelagem da Informação da Construção. Trata-se de um método de trabalho que reúne, por meio de ferramentas digitais, todas as informações que dizem respeito à construção de um edifício.
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A Alves Espíndola está organizando o Evento BIM CREA-SC que será pioneiro em nossa região! Será nos dias 07 e 08 de novembro, na cidade de Florianópolis-SC, onde reuniremos especialistas renomados em BIM de todo o Brasil.
A segunda era das máquinas, violência baseada em gênero, sul global, cidades em desenvolvimento, infraestrutura precária, influxo, digitalização, sustentabilidade, afro-futurismo? Continuamos ouvindo as palavras da moda repetidas vezes, mas o que tudo isso significa? Como essas noções se cruzam espacialmente em resposta às necessidades do desenvolvimento das cidades? As cidades são como ecossistemas, coletivamente dependentes do ambiente circundante. Quanto maiores e mais complexas elas se tornam, maiores são as pressões e repercussões, a saber: crescimento populacional, expansão urbana e escassez de recursos físicos.
https://www.archdaily.com.br/pt/926362/urbanismo-afro-futurista-de-wakanda-um-ecossistema-de-estruturas-bim-para-nomades-urbanosKhensani de Klerk, Solange Mbanefo
Uma das maiores condicionantes da construção civil é o orçamento; grandes ideias e propostas inovadoras podem simplesmente encontrar a barreira econômica e nela ficar, sem nunca sair efetivamente do papel. Com o objetivo de ajudar arquitetos, engenheiros e construtores a melhor organizar os orçamentos de obras, Antônio Fascio, formado em sistemas de informação, fundou a OrçaFascio.
https://www.archdaily.com.br/pt/922287/startup-cria-software-que-calcula-quanto-voce-vai-gastar-em-uma-obraEquipe ArchDaily Brasil
Com a conscientização da importância do uso da tecnologia BIM para o desenvolvimento dos projetos, muitas empresas da área da construção civil têm tido dificuldade para encontrar um BIM Manager. Surgem muitas inseguranças, principalmente porque, muitas vezes, o entrevistador ou a própria empresa não sabem exatamente o que estão procurando, ou como e onde procurar - e muito menos qual candidato é o mais indicado para a tarefa.
A gradual mudança do sistema CAD para o BIM nos escritórios de arquitetura de todo o mundo, e particularmente no Brasil, traz consigo uma série de benefícios para o processo projetual, da redução do tempo de trabalho investido em cada obra à facilidade de compatibilização dos diferentes projetos.
Contudo, para que estes benefícios sejam explorados ao máximo, é preciso dispor de famílias BIM que atendam às exigências projetuais. Para facilitar o processo de busca desse tipo de conteúdo, a plataforma online Família BIM disponibiliza mais de 800 famílias para download gratuito mediante o cadastramento no website.
O trabalho em BIM propõe que a produção de desenhos técnicos seja uma consequência ou resultado de um trabalho de modelagem com informações em três dimensões. O resultado disso, em geral, são modelos 3D que, ao levá-los às planimetrias, não conseguem expressar o nível de detalhamento e complexidade que o trabalho com as metodologias BIM permite. Para isso, é necessário desenvolver configurações que permitam gerar desenhos técnicos expressivos e, assim, representar nossos projetos da melhor forma possível.
Neste artigo, você encontrará um arquivo de projeto de arquitetura no Revit com uma série de modelos de visualização (View Templates) configurados. Orientado a arquitetos que estão apenas começando a trabalhar com o Revit e sistemas BIM, este arquivo permitirá que você incorpore View Templates em seus projetos Revit, transmitindo de uma maneira melhor as idéias e conceitos que estão por trás das plantas e cortes.
Atualmente, existem vários softwares de diversas empresas que são utilizados ao longo do ciclo de vida de um projeto executado sob metodologias BIM, no entanto, no que diz respeito ao estágio de desenvolvimento de modelos, ArchiCAD e Revit são os mais utilizados a nível mundial. Geralmente, considera-se que o Revit tem a maior parte do mercado, embora o ArchiCAD tenha aproximadamente 18 anos a mais. Na verdade, foi o primeiro software BIM no mercado. No entanto, isso não significa que o Revit seja uma ferramenta melhor que o ArchiCAD. Como vamos explorar abaixo, há muitas considerações a se ter em mente antes de chegar a uma conclusão.
O desenho auxiliado por computador (CAD) é hoje o sistema mais utilizado como ferramenta de produção de desenho técnico entre profissionais e acadêmicos da construção civil. Através do AutoCAD (Autodesk) se tornou popular por representar geometrias que traduziam as intenções de projeto em duas dimensões. Lançado nos anos 80, ainda muito atual e utilizado por grandes corporações, estende sua utilidade através da tradição que construiu ao longo de quatro décadas de mercado.
No momento de considerar a implementação de metodologias BIM (Building Information Modeling), como um profissional independente ou em uma empresa, deve-se levar em conta três aspectos fundamentais e igualmente importante: tecnologias, processos e pessoas. Abaixo, abordamos os pontos-chave em cada uma dessas áreas, para fornecer uma compreensão básica de como começar a utilizar o BIM.
É 2018, e deve ficar claro para todos no campo da Arquitetura e Construção que o BIM é o futuro para projeto, construção e manutenção de edifícios e infraestrutura. Há milhões de dólares em dinheiro de marketing gastos por empresas de software BIM todos os anos, tentando convencê-lo de que o Building Information Modeling não pode acontecer sem seu produto. Eles tentarão convencê-lo de que seu produto é o “verdadeiro BIM”. É claro que vivemos em uma sociedade capitalista aberta, onde esse comportamento é esperado. No entanto, se você e sua empresa estiverem migrando para o BIM, esse ruído de fundo pode ser preocupante ... e, se não for, deveria ser.
via Wikimedia. ImageDom Luis Bridge / Porto, Portugal
Um fato infeliz da indústria AEC (arquitetura, engenharia e construção) é que, dentre todos os estágios do processo - do planejamento e projeto à construção e operações - dados críticos acabam sendo perdidos.
A realidade é que, quando você move dados entre fases, digamos, do ciclo de vida útil de uma ponte, você acaba levando esses dados entre sistemas de software que reconhecem apenas seus próprios conjuntos de dados. No minuto em que você traduz esses dados, você reduz sua riqueza e valor. Quando uma parte interessada do projeto precisa de dados de uma fase anterior do processo, arquitetos, planejadores e engenheiros geralmente precisam recriar manualmente essas informações, resultando em retrabalho desnecessário.
Como comida e roupa, os edifícios são essenciais. Toda edificação, mesmo a mais rudimentar, precisa de um projeto para ser construído. A arquitetura é tão central para a construção quanto a agricultura é para a alimentação, e nesta época de rápido avanço nas mudanças tecnológicas, a agricultura pode nos oferecer lições valiosas.
De acordo com o último censo, havia 233.000 arquitetos nos Estados Unidos; e os 113.000 que estão atualmente licenciados representam um aumento de 3% em relação ao ano passado. Além disso, há um número recorde dearquitetos que se qualificam para o licenciamento: mais de 5.000 este ano, quase o mesmo número de graduados com títulos profissionais. Existe agora 1-arquiteto-para-cada-2.900 pessoas nos EUA. Uma colheita abundante, certo?
Depois de constatar uma enorme ineficiência e desarticulação em seus processos de projeto – trabalhando separadamente no desenho, no modelo e na documentação –, o escritório de arquitetura David Miller Architects (DMA) decidiu, em 2008, entrar de cabeça no mundo BIM (Building Information Modeling). Apesar do sucesso desta empreitada, esta experiência fez com que eles aprendessem uma série de lições que todos os arquitetos deveriam considerar na hora de tomar uma decisão como esta.
"A implantação da tecnologia BIM nos permitiu reorganizar, de uma maneira mais estruturada e disciplinada, a estrutura de projeto do nosso escritório. Com o tempo, isso nos trouxe um maior controle dos processos, resultando não apenas em melhores projetos mas também em uma melhor organização interna, algo que é realmente importante para um pequeno escritório de arquitetura que pretende expandir-se. Finalmente, isso fez com que os nossos clientes tivessem ainda mais confiança no nosso trabalho", comenta Miller.
Conversamos pessoalmente com o arquiteto britânico durante a sua participação na conferência "Por que implementar o BIM em seu escritório até 2020" realizada em Junho de 2018 na cidade de Santiago no Chile. O seminário foi organizado pela Planbim com apoio da Corfo, identificando sete pontos fundamentais que podem facilitar a implementação desta tecnologia em um escritório de arquitetura. Saiba mais à seguir.