Criado pelo designer e artista britânico Alex Chinneck, esta intervenção divertida cria a ilusão de uma casa abandonada com uma fachada de tijolos que derrete. Sob o título "Dos joelhos do meu nariz para a barriga dos meus dedos dos pés", esta peça surrealista se instalou na cidade costeira de Margate.
A instalação intitulada “Fabriqueta de Improvisação”, que aconteceu em Florianópolis – SC em julho deste ano, faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso de André Stahnke, formado em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. O trabalho, do qual fez parte a instalação, se chama “Fábrica de Inquietação: Criando intervenções na cidade-correria” e consiste em uma investigação acerca da qualidade de nossos espaços públicos e nossa posição enquanto agentes- citadinos.
Tem-se assistido a certa subestimação desses espaços, já que estes têm funcionado cada vez mais como espaços apenas circulatórios e não de permanência ou troca; as cidades - não apenas Florianópolis - vivem num ritmo frenético por conta de tudo que se une ao modus operandi do sistema capitalista.
O rabisco não é nada, o risco – o traço – é tudo. O risco tem carga, é desenho com determinada intenção – é o “design”. É por isto que os antigos empregavam a palavra risco no sentido de “projeto”: o “risco para a capela de São Francisco”, por exemplo. Trêmulo ou firme, esta carga é o que importa. Portinari costumava dar como exemplo a assinatura, feita com esforço, pelo analfabeto (risco), com o simples fingimento de uma assinatura (rabisco).
O arquiteto (pretendendo ser modesto) não deve jamais empregar a expressão “rabisco” e sim risco.
Risco é desenho não só quando quer compreender ou significar, mas “fazer”, construir.
Inicia hoje, 23 de julho, a 14ª edição do FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica em São Paulo, que acontecerá até 01 de setembro. A programação ocupará quatro espaços do Centro Cultural FIESP, na Avenida Paulista, e contará com uma grande variedade de obras: instalações interativas, animações, aplicativos para tablet, games, machinimas, performance, experiências sonoras, net e videoarte; representando conexões entre a arte e a tecnologia.
Na primeira semana do festival, o público poderá participar de workshops, palestras e mesas-redondas com pesquisadores e artistas brasileiros e estrangeiros. A participação em todas as atividades é gratuita.
Trabalhando com o tema da memória urbana, o artista neozelandês Mike Hewson apresenta obras que (re)criam espaços virtuais através de desenhos e ilusão de ótica.
Na série Homage to the Lost Spaces (Homenagem aos Espaços Perdidos), Hewson fez intervenções de imagens em destroços de edifícios da cidade de Christchurch, Nova Zelândia, após um terremoto em 2011.
Reflexo, som e movimento. No projeto colaborativo “Symphonie Cinétique – The poetry of motion”, o artista de mídias Joachim Sauter e o compositor Ólafur Arnalds tentam compreender a sinergia entre o movimento e o som, ao ponto de fundir estas formas de expressão. “A música é criada para este espaço e este momento. Ela é bela e muito valiosa sob este aspecto, desaparecerá e poderá nunca acontecer novamente” explica Ólafur Arnalds. Através de uma coreografia perfeitamente coordenada, Sauter e Arnalds criam uma relação narrativa entre estes três elementos – reflexo, som e movimento – trazendo à vida esta harmonia quase mística.
O ser humano está castigado a olhar para a frente caminhando sobre suas pernas. Com este simples feito se estrutura todo o nosso espaço, e nossas cidades. Compostas por ruas, pontos de fuga distantes que potencializam o caminhar. Olhamos ao céu apenas em espaços livres na urbe como parques e miradores. A conquista da cidade é reduzida sempre a esses vazios, as ruas, os pátios, as praças. Vazios que são cada vez mais estreitos na cidade contemporânea.
Essa delineação do espaço livre onde pisamos ou observamos muitas vezes nos oprime, mas também remarca uma vista limitada, irregular, que se altera a cada ponto de vista, para ser preenchida pela imaginação dos sonhadores. Como uma criança vê os animais nas nuvens, que se movem com o vento e devoram uns aos outros, o artista francês Thomas Lamadieu completa o céu com os personagens desenhados pela sua mente.
O metrô de Estocolmo, capital sueca, conta com linhas classificadas em três grupos e 100 estações, das quais 90 tiveram intervenções com várias exposições de arte, esculturas, fotografias, instalações luminosas, mosaicos e pinturas, formando, assim, uma galeria de arte. Acessos, escadas, passarelas, túneis e até mesmo trens receberam intervenções para que os passageiros conhecessem a cultura local desde os anos 50, década que foi inaugurado, até hoje.
Implantada em grande parte dos 110 quilômetros de extensão do metrô, a mostra conseguiu democratizar o acesso à arte, uma vez que todos os passageiros podem esperar o trem ao mesmo tempo em que contemplam esculturas, murais e instalações.
Criado pelo escultor suíço Vincent Kohler, esta maravilhosa instalação desconstrói lindamente uma tora de madeira. Intitulada "Billon", a peça de 110 x 100 x 300 cm é feita de madeira, poliestireno e resina.
A artista neozelandesa, Tiffany Singht, criou o “Drums Between the Bells” com o propósito de que as pessoas caminhem pelo centro de Melbourne, toquem os materiais que compõem a intervenção e se tornem elas mesmas um elemento fundamental da intervenção. Feita com 12 mil pequenos sinos amarrados com fitas brancas em um olmo centenário localizado no centro da cidade, a intervenção também busca, através de sua presença visual e tátil, diminuir a interferência causada pelos ruídos dos automóveis.
Uma mudança de materiais e de escala marca a transição entre o exterior e interior. Da opacidade metálica exterior à luminosidade e naturalidade da madeira interior. Uma cobertura de acesso e um alto pátio interior fazem a transição. A estrutura de concreto armado aparente, visível por todo o edifício, é o elemento que lhe dá unidade e carácter.
O internacionalmente aclamado (e muitas vezes controverso)Christo revelou a "maior escultura indoor já criada". Preparada para sua inauguração pública em 16 de Março, a estrutura inflável "Big Air Package" foi desenvolvida para ocupar um antigo tanque de gás de aproximadamente 36 metros de altura, conhecido como Gasometer Oberhausen na Alemanha. A escultura de 90 metros de altura por 50 de largura é feita de aproximadamente 20.350 metros quadrados de um tecido poliéter semi-transparente e de 4.500 metros de corda e um peso total de 5.3 toneladas e volume de 177.000 metros cúbicos.
A instalação inflável, aparentemente infinita, foi concecbida em 2010 e é um de suas primeiras obras importantes após a morte de sua esposa e parceira na carreira artística Jeanne-Claude em 2009.
Mais sobre a obra "Big Air Package” de Christo a seguir...
O Museu Guggenheim disponibilizou 65 catálogos online de arte. Os catálogos oferecem uma introdução intelectual e visual de antigas exposições e diversos artistas, entre eles Alexander Calder, Edvard Munch, Francis Bacon, Gustav Klimt, Egon Schiele e Kandinsky.
O estudante de arquitetura Carlo de Riaño Carril desenha por hobby. Seus desenhos são uma mistura entre arquitetura e escultura, explica ele. Espanhol e residente em Madrid, se interessa principalmente pela música, cinema, esportes e sobretudo arquitetura e construção. Além da técnica nessas disciplinas, ele possui interesse em história. Depois de viver durante o ano passado em Palermo (Sicília - Itália), através de sua bolsa do programa Erasmus da União Europeia, recorreu toda Itália que é um de seus países favoritos.
Na continuação, uma descrição do trabalho segundo o autor.
Augusto Pacheco, colombiano, é arquiteto, artista, e há 20 anos vive e trabalha em Berlim. Abandou a arquitetura de escritório e há 5 anos se dedica por completo ao trabalho experimental em seu estúdio: Pintura, escultura, arquitetura, desenho, vídeo-animação, entre outras disciplinas.
Toda sua prática é experimental, não há nada terminado, tudo está em processo. Em seu trabalho destaca o uso do espaço em duas dimensões como se fossem três, o plano já não é plano, possui profundidade, as linhas se sobrepõem, aparecem geometrias e formas. Sua conexão com a arquitetura é indiscutível.
Em seu blog documenta tudo o que acontece em seu estúdio. É possível ler uma descrição desde as palavras do próprio artista e ver mais fotos depois do intervalo.
Mark Lascelles Thornton é um artista Inglês que é especialista no uso da caneta nanquim em um suporte tão simples como pode ser um papel em branco. The Hapinness Machine, como chamou seu mais recente projeto, consiste em oito painéis desenhados em cinza e vermelho, cada um representando alguma cidade ícone da arquitetura deste século; no século XX, Nova York, Chicago, Londres e algumas cidades asiáticas, como Taipei e Kuala Lumpur.
Em cada um desses painéis, Mark destaca sua técnica para desenhar todos os detalhes e destacar, de uma forma muito elegante, distintos aspectos de cada edifício. A peça final -os oito painéis- medem 2,4 x 1,5 metros.