Concreto, metal ou madeira, todos os materiais de construção se degradam com o tempo quando expostos à água e umidade. Além disso, cada elemento construtivo está mais ou menos exposto a essas intempéries, da fundação ao telhado. Em todos os casos é necessário prever camadas de proteção que impeçam a água de ter contato com o material em estado bruto — a impermeabilização—, garantindo a manutenção e longevidade da obra.
O tema da habitação no noroeste do Arkansas está atualmente enfrentando dificuldades. A área metropolitana entre a cidade universitária de Fayetteville, o movimentado centro de artes de Bentonville e as residências de Rogers e Springdale dobrará de tamanho nas próximas duas décadas e, como muitas outras áreas urbanas em rápido crescimento no país, não há moradias suficientes.
Mycelium-Grown Bio-Bricks / Evocative Design & The Living. Image Courtesy of The Living
A indústria da construção é uma das maiores poluidoras do mundo, com algumas pesquisas dizendo que 38% de todas as emissões de CO2 estão ligadas a ela. Como resposta, arquitetos, designers e pesquisadores estão tomando medidas para reduzir sua pegada de carbono durante e após a construção. Muitas iniciativas atuais se mostram interessadas em analisar materiais de construção para encontrar soluções de baixo carbono e reduzir os impactos da profissão.
Um dos campos de pesquisa mais proeminentes diz respeito à biofabricação, um tipo de processo que envolve o uso de organismos biológicos para a confecção de materiais. Ao se compreender as habilidades de organismos como algas de fungos, materiais amplamente utilizados poderão ser substituídos por alternativas de carbono neutro ou até carbono negativo. Outras iniciativas buscam, ainda, novas maneiras de usar recursos inexplorados, mas prontamente disponíveis, como areia do deserto, terra ou resíduos de demolições.
Você consegue imaginar um mundo em que o ambiente construído ao nosso redor seja impresso em 3D a partir de materiais vivos? Que os edifícios irão germinar, florescer, murchar, produzir novos tipos de materiais, e eventualmente retornar ao solo? To Grow a Building é um laboratório performativo que imprime em 3D - em tempo real - uma estrutura ao vivo. O projeto apresenta uma nova abordagem para integrar a flora no processo de arquitetura, desenvolvendo um novo material para impressão 3D, através do qual a semeadura é parte inseparável do processo de fabricação. Crescer um edifício é uma porta para um mundo futuro onde algumas pessoas constroem e outras cultivam os edifícios.
No início deste ano, a invasão russa à vizinha Ucrânia forçou milhões de pessoas a fugir de suas cidades e do país em busca de segurança. Conversei com um dos principais arquitetos da Ucrânia, Oleg Drozdov, que foi forçado a mudar seu escritório e a escola de arquitetura que ajudou a fundar em Kharkiv, para Lviv, mil quilômetros a oeste, próximo à fronteira polonesa. Sua equipe de arquitetos e professores retomaram seu trabalho apenas algumas semanas após o início da guerra.
A identidade arquitetônica e o tecido urbano da cidade velha de Frankfurt, na Alemanhã, cresceram organicamente ao longo dos séculos. Lojas, bares e oficinas de artesãos sempre atraíram muitos visitantes para a área entre a Catedral, ou "Dom" em alemão, e a Römer, a praça principal do centro de Frankfurt. Historicamente, a área incluía edifícios de muitos estilos diferentes — arquitetura gótica, renascentista, barroca e clássica — que a maioria dos moradores só conhecia por fotografias em preto e branco, pelo famoso modelo em miniatura da cidade no museu histórico, ou histórias transmitidas oralmente por gerações.
Os edifícios e becos pitorescos do bairro foram quase totalmente destruídos durante a Segunda Guerra Mundial, no entanto, o trabalho colaborativo da comunidade e das autoridades locais fez a cidade voltar no tempo. Todo o bairro foi reconstruído exatamente como era originalmente, trazendo a história medieval de Frankfurt de volta à vida e criando o que hoje é conhecido como Neue Alstadt.
Minhocão, São Paulo. Foto de D A V I D S O N L U N A, via Unsplash
O uso das bicicletas tem crescido nos últimos anos e alterado a paisagem nas grandes cidades do Brasil. Entre os fatores que podem ter contribuído para essa mudança, um dos mais evidentes é o investimento em infraestrutura cicloviária. Dados de uma pesquisa brasileira reforçam essa perspectiva, ao demonstrar que ciclovias são um fator determinante para a adoção da bicicleta por quem ainda não pedala.
https://www.archdaily.com.br/pt/988154/3-acoes-para-promover-a-bicicleta-e-a-equidade-no-acesso-a-cidade-no-brasilPaula Manoela dos Santos, Ariadne Samios, Larissa Oliveira e Fernando Corrêa
Conseguir o design e o layout do banheiro perfeito para cada usuário vem com muitas decisões detalhadas. Um deles é decidir sobre incluir uma chuveiro ou banheiro, com argumentos válidos a favor de cada uma das opções, sem certo ou errado. Ao projetar um banheiro, arquitetos devem usar sua experiência e percepção para tomar decisões que melhor responderão às necessidades espaciais do layout. Dimensões padrão de chuveiro ou banheira, colocação de elementos e seleção de materiais são alguns dos fatores que devem ser estudados antes de se ajustar aos requisitos do usuário.
Analisando quatro fatores - necessidades espaciais, demandas do usuário, inovação e sustentabilidade - o artigo a seguir visa discutir os prós e contras das banheiras e dos chuveiros. Através de uma seleção de layouts de banheiros inovadores, acessíveis e que economizam espaço, que incluem produtos da categoria Banheiro no Architonic, a discussão exemplifica soluções para possíveis problemas de chuveiros e banheiras.
O projeto de iluminação em arquitetura é um assunto muito amplo, pois passa pela discussão dos aspectos físicos e perceptivos da luz, das suas aplicações em projetos de iluminação, dos efeitos luminosos e das variáveis de conforto e desempenho. Além disso, é no projeto luminotécnico onde a integração entre os sistemas de iluminação natural e artificial acontece. O Arquicast convidou duas profissionais da área, uma do campo da indústria e outra da prestação de serviços de projeto, a fim de delinear o atual cenário dessa especialidade no Brasil.
Clarice Lispector e Carolina Maria de Jesus durante lançamento de livro. Figura produzida pela autora
Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector estão entre as mais relevantes escritoras brasileiras do século XX. Este ensaio é uma análise sobre as representações que as envolvem e, principalmente, um gesto que complexifica a comparação entre as duas, traçando uma reflexão sobre corpo e cidade, de um ponto de vista interseccional.
https://www.archdaily.com.br/pt/987981/representacoes-de-carolina-maria-de-jesus-e-clarice-lispector-corpo-cidade-e-territorioLuiza Fraccaroli B. da Costa
No Brasil, é comum pensar que as políticas urbanas são de responsabilidade ou dos municípios, ou da União, mas há outra instância que não pode ser desprezada: a dos estados. Políticas urbanas estaduais são tão importantes quanto as municipais e federais.
https://www.archdaily.com.br/pt/988147/quando-a-cidade-se-torna-invisivelJosé Antônio Apparecido Junior e Victor Carvalho Pinto
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, apostou em seu plano de transformar Paris em uma “cidade de 15 minutos”. Foto de Pascal Weiland, via Unsplash
A história mostra que, quando atingidas por crises e desastres, as cidades em geral se recuperam e saem mais fortes e resilientes do que antes. O grande incêndio de Chicago ficou famoso por dar origem aos arranha-céus. Surtos de doenças contagiosas contribuíram para políticas de saúde pública e para as práticas modernas de saneamento. A devastação causada pela Segunda Guerra Mundial catalisou investimentos sem precedentes em habitação e infraestrutura.
Cada nova geração entra no local de trabalho com seu próprio estilo de comunicação. De TikToks virais a declarações provocativas como “Raramente usamos e-mail”, a entrada da Geração Z na força de trabalho certamente criará suas próprias características. Mas o que precisamos considerar ao recrutar, manter ou vender para essa próxima geração de arquitetos?
Margarete Schütte-Lihotzky em seu apartamento, em 1981. Foto: Margherita Spiluttini
Tantas vezes sombreadas por parcerias amorosas e profissionais com homens, as mulheres arquitetas foram, e ainda são, constantemente testadas e colocadas sob violências simbólicas, disfarçadas de piadas ou "simples" brincadeiras. A conversa do episódio 51 do Betoneira Podcast, com a professora e pesquisadora Silvana Rubino, levantou um debate sempre urgente: qual o lugar da mulher na arquitetura?
Herzog & de Meuron e o paisagista Piet Oudolf estão trabalhando juntos para projetar os Jardins Calder, que abrigará e exibirá obras de arte do escultor americano Alexander Calder. Localizado entre a Vine Street e a Benjamin Franklin Parkway, na Filadélfia, o local de 6.500 m² abrigará um edifício de dois pavimentos, com metade da área no subsolo. Em vez de projetar o local como um típico museu, a equipe decidiu transformá-lo em um jardim como uma alternativa atraente para os moradores da Filadélfia.
Através de seu site, a XII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo (BIAU) anunciou hoje os vencedores de suas quatro categorias: Obras, Ações à margem, Publicações e Programas educacionais.
Um total de 9 obras e 20 projetos ganharam a edição deste ano do BIAU, evento organizado pelo Governo da Espanha através do Ministério dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana (MITMA) por meio da Direção Geral de Agenda Urbana e Arquitetura. O encontro acontecerá no âmbito do Festival de Arquitetura e Cidade MEXTRÓPOLI, na Cidade do México, de 21 a 25 de setembro.
O metaverso promete revolucionar a maneira como vivemos. Ao integrar tecnologias imersivas como realidade virtual e aumentada (VR e AR), a expectativa do metaverso é adicionar outra camada à maneira como vivemos cotidianamente. Sugere-se que o metaverso crie espaços virtuais onde as pessoas possam se encontrar e compartilhar experiências independentemente das restrições geográficas. As possibilidades parecem infinitas: trocar conhecimentos, incentivar a colaboração profissional, desenvolver e democratizar a arte, a educação, a cultura e até mesmo possibilitar o engajamento político. As interações sociais estão no cerne da ideia de metaverso. Isso levanta a questão: como os novos espaços virtuais podem adquirir as propriedades dos espaços públicos?