No ano em que a cidade do Rio de Janeiro comemora 450 anos e passa por importantes transformações arquitetônicas e urbanísticas, será lançado um guia online gratuito, idealizado por Isabela Ledo, Lucas Franco e Maria Fernanda Duarte, que revela as principais obras arquitetônicas da cidade. Abrangendo diversos períodos históricos e estilos arquitetônicos, o site arqguia.com reúne pontos de interesse arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade.
Cada vez que converso com Germán não traço nenhuma rota a seguir. Nunca defino uma pauta para a conversa. Essa é a graça, não tenho perguntas feitas; apenas conversamos. Ou melhor, apenas escuto. Esse dia, como de costume, nos encontramos em seu escritório ao meio-dia. Germán sabe do meu interesse pela literatura e pela arquitetura; me perguntou se eu havia visto no jornal um material sobre Nicanor Parra. Disse a ele que eu era muito mal para as notícias e que não leio jornal nem vejo televisão. Germán fez um sinal de que entendia... “as notícias são o que mais te mata”, porém logo completou dizendo que uma vez por semana, talvez, é possível encontrar algo de bom, como esse texto sobre Parra. Conversamos vários minutos sobre literatura, sobre um esquema que havia feito seu filho sobre um livro de Todorov, e sobre outras coisas. Logo lhe propus que nos centrássemos na fotografia y sua relação com a arquitetura, o tema que, contra nosso costume, agora tínhamos como determinado.
Trilhando um caminho entre cinema e arquitetura, grande parte da obra de Emigholz explora a relação entre construção e biografia, isto é, como o legado construído de arquitetos e engenheiros civis age como autobiografia destas mesmas figuras e como seus edifícios estão contextualizados em realidades bastante distintas.
Tivemos a oportunidade de entrevistar o cineasta, que esteve presente também em algumas sessões de debate no CCSP, e conhecer mais a fundo sua visão acerca dos pontos de contato entre estes dois campos que sua obra explora de maneira tão incisiva.
Leia, a seguir, a entrevista completa com Heinz Emigholz.
Homenageado pela Ordem dos Arquitetos de Portugal nesta última sexta-feira, 17 de julho, Eduardo Souto de Moura – segundo arquiteto português a ser laureado com o Prêmio Pritzker – concedeu uma entrevista à agência Lusa, onde destacou que "a arquitetura é dependente das condições do mundo e da cultura e não é uma arte autónoma", uma vez que "está ligada à economia, à cultura, aos conflitos e às vicissitudes".
Na entrevista, que aconteceu após a cerimônia na Casa das Artes do Porto, Souto de Moura esclareceu sua visão em relação à profissão, comentando: "ainda estamos muito ligados à imagem do arquiteto-artista na sua torre de marfim, e eu penso que isso vai acabar. Vem aí uma nova disciplina.”
Sempre me impressionou a definição que de arquitetura dava o teórico chileno Juan Borchers quando dizia que a arquitetura é “a linguagem da imobilidade substancial”. Sou consciente de que tal definição sublinha, uma vez mais, a vigência que para uma definição da arquitetura tem a noção de linguagem. Porém o que mais me surpreende de tal definição é o conceito de “imobilidade substancial” em que a definição de Borchers se fundamenta.
Michael Green uniu esforços à empresa de reflorestamento finlandesa Metsä Wood e à Equilibrium Consulting para reprojetar o Empire State Building em madeira. O projeto é parte do programa "Plan B" da Metsä Wood, que explora como seriam alguns edifícios icônicos se fossem construídos com esse material renovável. A iniciativa mostra que não apenas a madeira pode ser usada para produzir enormes estruturas em contextos urbanos adensados, mas também que torres de madeira podem se adequar ao entorno urbano e mesmo se mimetizar com edifícios emblemáticos, apesar da diferença de material.
Pela primeira vez em 100 anos, as Cataratas Willamette, no Oregon (EUA), serão abertas ao público com uma orla propostas pelos escritórios Mayer/Reed, Snøhetta e DIALOG. Segunda maior queda d'água dos Estados Unidos, as Cataratas Willamette têm uma história diversa e o projeto proposto celebra e engrandece o poder das quedas, levando o pedestre aos meandros de sua rica história cultural e geológica.
Destino final de muitos pioneiros da costa oeste dos EUA no século XIX, as quedas também serviam como ponto de encontro e fonte de alimento para os nativos americanos. Durante os séculos XIX e XX, a cascata foi usada como fonte de energia para a produção de lã, madeira, farinha, papel e tijolo. Contudo, após a falência da companhia Blue Heron Paper Mill, o local se tornou inóspito para o público, assombrado por edifícios industriais desocupados.
Somando-se a uma variedade de aplicativos para arquitetos e designers, o grupo The Morpholio Project lançou recentemente o Crit, um aplicativo de mensagens para arquitetos que permite que os usuários critiquem projetos, compartilhem ideias e enviem informações sobre, por exemplo, dimensões e materiais. Com os projetos envolvendo, hoje em dia, grandes equipes compostas por arquitetos, engenheiros, gerentes de obras e empreiteiras, as decisões de projeto devem ser compartilhadas com um número cada vez maior de pessoas - o que ocasiona a lentidão do processo em um mundo cada vez mais acelerado. Segundo a Morpholio, a ideia para o aplicativo Crit surgiu da questão: "E se fotos, croquis, imagens, desenhos e comentários pudessem ser instantaneamente fundidos e uma única e legível discussão de projeto?"
Foram anunciados recentemente os finalistas do Prêmios FAD 2015, um dos mais prestigiados reconhecimentos do campo da arquitetura na Península Ibérica. Entre as 458 obras inscritas na edição deste ano foram selecionadas 37 finalistas, das quais 9 projetos portugueses.
O Ozadi Tavira Hotel de Pedro Campos Costa, a Casinha no Porto de Paulo Moreira e a Casa E/C de Inês Vieira da Silva e Miguel Vieira estão entre os seis finalistas da categoria Arquitetura dos Prêmios FAD 2015.
Na categoria Interiores há três obras portuguesas na disputa: a Biblioteca São Paulo (Patrícia Marques, J. Paulo Costa), a Casa da Cultura de Pinhel(Luís Sobral, Carlos Azevedo, João Crisóstomo e Carlos Guimarães), e o ACAE – Apartamento na Calçada da Estrela (José Maria Cumbre, Nuno Sousa Caetano).
Ainda duraõ hoje alguns dos amphitheatros, que a soberba Romana edificou para divertir hum povo soberbissimo. Ainda se mostraõ os vestigios das estradas famozas, que sahindo da Cidade capital daquelle Império, hiaõ ter a outras capitaes da sua vasta dominaçaõ. Ainda existem as magestozas piramides do Egypto. A voracidade dos seculos naõ tem podido anihilar tantos illustres monumentos; antes guardaõ nas ruinas hum authentico signal da sua grandeza; como se naquelles tristes restos quizessem competir com o tempo em duraçaõ; ou como se o tempo naõ tivesse força para os destruir, nem actividade para os acabar. Felices edificios, cujos fragmentos destroçados servem para conservar inteira a memória da sua pompa: e assim, que importa que a vicissidaõ das cousas lhes tenha feito perder o esplendor primeiro, se ainda sem uso, e depois de extincto o fim para que foraõ levantados, tem no mesmo abatimento tudo o que basta para infundir respeito; sendo maravilhas raras, ainda no estado inútil em que se achaõ, e sendo admiráveis nesse pouco que agora saõ, independentemente do muito que já foraõ?
Staatsgalerie, Stuttgart, Alemanha (1977–1984), 1984. Alastair Hunter, fotógrafo. Cortesia de Canadian Centre for Architecture
O arquiteto Britânico, vencedor do Prêmio Pritzker, Sir James Stirling (22 de abril de 1926 - 25 de junho de 1992) cresceu em Liverpool, uma das cidades industriais mais importantes do Reino Unido, e começou sua carreira subvertendo as teorias e o formalismo do movimento moderno. Citando uma ampla gama de influências - de Colin Rowe a Le Corbusier - Stirling forjou uma série de opiniões sobre a arquitetura que se manifestam em suas obras. Com efeito, sua arquitetura, frequentemente descrita como "não-conformalista", contrariava os círculos convencionais.
Antes dos computadores, simulações de iluminação natural eram usadas para otimizar a atmosfera e a energia nos edifícios, e gerações de construtores desenvolveram princípios simples para criar as melhores janelas para cada situação. Dois especialistas em iluminação estudaram essas tradicionais aberturas em edifícios visando encontrar inspiração para projetos atuais mais sustentáveis. Francesco Anselmo, designer de iluminação da Arup, e John Mardaljevic, professor de simulação de iluminação natural na School of Civil & Building Engineering da Loughborough University, analisaram as variações de sol e iluminação natural em latitudes que vão desde Estocolmo até o Haiti e Abu Dhabi.
Continue lendo para saber mais sobre a variedade de janelas tradicionais em cada região.
Ateliê da Escola de Arquitetura da Universidade de Yale, 2008. Imagem via Ragessos / Wikipedia CC
Recentemente publicamos em nossa página uma matéria que indagava nossos leitores sobre os efeitos da cultura de passar noites em claro nos ateliês das universidades fazendo os trabalhos de projeto. Perguntas como: “longas jornadas de trabalho são boas ou ruins para arquitetos e aspirantes a arquitetos?”; ou “fechar o ateliê à noite ajuda efetivamente a lidar com essa cultura?” levaram o publico a refletir sobre esse hábito tão recorrente nas escolas e faculdades de arquitetura no Brasil e no mundo.
A repercussão da matéria mostra que este é um assunto, no mínimo, controverso, levantando – nos mais de 60 comentários em nossa página oficial e (muitos mais em nossa página no Facebook) – opiniões que divergem, sobretudo, para duas vertentes: a ausência de uma grade curricular integrada prejudica o desempenho dos alunos e colabora para essa cultura de virar noites; e a desorganização dos estudantes seria a principal causa das noites em claro.
O último dia do Fórum Internacional de Arquitetura e Construção, 6 de março, é reservado para o Dia do Arquiteto e contará com atrações que ficarão marcadas no calendário de 2015. O evento acontece no Transamérica Expo Center, em São Paulo, e faz parte da Expo Revestir.
Na tarde que fecha em grande estilo a maratona de conhecimento do Fórum, a agenda traz a dupla japonesaKazuyo Sejima e Ryue Nishizawa,vencedores do Pritzker, e promove um encontro mediado por Eduardo Nardelli, presidente da AsBEA, com os renomados arquitetos brasileiros Fernando Vidal, da Rocco Vidal P+W, e Arthur Casas, do Studio Arthur Casas; além de Jürgen Mayer, arquiteto e designer alemão, que será recebido por Guto Requena.
Continuando nossa série de Instagrams para seguir (reveja as partes 1 e 2), apresentamos desta vez contas de fotógrafos, artistas, museus, curadores e entusiastas da arquitetura do mundo inteiro que valem a pena acompanhar de perto.
O objetivo da Tabela é resgatar o valor do trabalho profissional, esclarecendo para a sociedade a complexidade das atividades envolvidas na elaboração e execução de projeto. São mais de 240 atividades em Arquitetura e Urbanismo contempladas. “Uma tabela única, nacional, torna mais claros para a sociedade o escopo do trabalho de Arquitetura e Urbanismo, bem como a remuneração que é cabida para cada tipo de serviço”, afirma o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro.