Your greenhouse is your living room. Office for Roundtable e JXY Studio. Leyuan Li. Image Cortesia de Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo
Entre 18 de setembro e 19 de outubro de 2025, a 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, organizada pelo IABsp, ocupará o Pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera, para discutir como a arquitetura, o urbanismo, o design e o paisagismo podem enfrentar as mudanças climáticas e os eventos extremos.
O conceito curatorial parte do entendimento que vivemos em tempos de extremos, exigindo soluções radicais e inovadoras. Nos quatro pisos da Oca, os curadores propõem reunir ciência e inovação, saberes tradicionais, práticas cotidianas, propostas de mercado e ações do Estado, afirmando que o desafio climático deve ser enfrentado por toda a sociedade.
O curso investiga a relação entre arquitetura, expografia e arte, analisando museus como possíveis territórios de experimentação, contestação e reinvenção cultural. Percorrendo casos como o MoMA, de Nova York, o Centro Pompidou e o Palais de Tokyo de Paris, discute-se o modelo "cubo branco" e seus vínculos com a arte moderna, em contraste com outras propostas espaciais e arquitetônicas ligadas à arte contemporânea.
University of Aberdeen New Library / schmidt hammer lassen architects. Foto cortesia de Schmidt Hammer Lassen Architects
O contraste pode ser amplamente utilizado na arquitetura como recurso para destacar aquilo que desejamos evidenciar. Queremos destacar uma entrada? Que o projeto se sobressaia em relação ao entorno? Que nossa arquitetura se torne um marco na paisagem urbana — ou rural? Precisamos criar simbolismos? Garantir legibilidade? Como fazer isso? Como "colocar luz" em algo?
Tudo aquilo que queremos destacar se amplifica pela comparação — por meio de um contraste exagerado, antagônico. Propositalmente, podemos intensificar o uso da escuridão para evidenciar uma única fonte de luz, marcando uma escada de maneira dramática e teatral. Ou então inserir paredes robustas e opacas para fazer sobressair uma entrada leve e transparente.
O Mapa de Iniciativas Urbanas, criado pela OSPA Place em parceria com o Instituto Cidades Responsivas, se trata de um mapeamento gratuito e colaborativo, que reúne projetos de transformação urbana por meio da inovação, da tecnologia e da participação cidadã. A iniciativa tem como objetivos principais identificar, valorizar e dar visibilidade a experiências urbanas transformadoras, inspirar outras cidades com modelos de inovação aberta, fortalecer redes de colaboração entre agentes públicos, privados, da academia e da sociedade civil, além de compartilhar soluções com impacto real para a população.
https://www.archdaily.com.br/pt/1032513/mapa-de-iniciativas-urbanas-inscricoes-abertasArchDaily Team
Ao final de cada Bienal de Arquitetura, longe dos olhos dos visitantes, toneladas de materiais das exposições são transportadas por Veneza em carrinhos de mão e barcos. Apenas uma fração desses materiais é reutilizada. A principal razão é a escassez de espaços de armazenamento na cidade e os altos custos logísticos — desafios recorrentes da arquitetura circular. Como resultado, a maior parte dos resíduos acaba sendo destinada a aterros sanitários ou centros de reciclagem próximos. Mas essa realidade está prestes a mudar. Diante das crescentes preocupações ambientais, arquitetos têm se empenhado em desenvolver estratégias que viabilizem a reutilização desses materiais. Processos que envolvem não apenas as decisões arquitetônicas e construtivas, mas também abarcam questões de logística e comércio internacional.
Mapas são ferramentas fundamentais para compreender o espaço construído. Mais do que representar localizações, eles permitem visualizar relações espaciais, reconhecer padrões urbanos, sobrepor camadas de informação e produzir novas formas de leitura do território. Na arquitetura, podem ajudar a revelar como os projetos se distribuem nas cidades, quais áreas concentram investimentos ou permanecem à margem deles. Além disso, os mapas nunca são neutros: toda representação cartográfica envolve escolhas — como a seleção de dados, os recortes espaciais e as projeções utilizadas — que podem carregar intenções políticas, reforçando ou questionando estruturas de poder e visões de mundo.
Em parceria com a plataforma PLACE, desenvolvida pelo escritório OSPA, o ArchDaily Brasil apresenta um mapa interativo com a maioria dos projetos publicados no site nos últimos anos. Cada ponto traz informações como imagens, localização e dados técnicos das obras. A iniciativa utiliza exclusivamente dados públicos disponíveis na plataforma e contempla projetos em quase todos os estados brasileiros.
https://www.archdaily.com.br/pt/1030457/place-lanca-mapa-interativo-com-todos-os-projetos-do-archdaily-brasilArchDaily Team
Em setembro de 2000, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha propôs algo possível e impossível: cobrir a Praça da República, no centro de São Paulo, com uma piscina-praia suspensa. Essa atitude provocativa coloca em xeque questões latentes para a sociedade: o direito ao lazer, à ociosidade, à celebração, à higiene, ao autocuidado, à sociabilidade, ao entretenimento e ao corpo. "Cantinas, vestiários-máquinas e rampas" são quase todas as palavras que permeiam esse projeto-narrativa e que inspiram nossa oficina.
O escritório [entre escalas], fundado pela arquiteta Marina Canhadas em 2018, nasce da interseção entre prática profissional, pesquisa acadêmica e experiências internacionais. Com uma trajetória marcada por concursos, colaborações e passagens por escritórios no Brasil e no México, Marina consolidou uma abordagem que valoriza a atenção ao contexto e à história das edificações, especialmente em projetos que lidam com preexistências, uma das principais frentes do escritório.
A atuação do [entre escalas] se destaca pela sensibilidade com que lida com o tempo e a memória dos edifícios. Reformas em sobrados antigos, como a Casa Saracura e a Casa Apiacás, revelam uma espécie de arqueologia arquitetônica que busca resgatar técnicas, materiais e até mesmo fluxos naturais originais, reinterpretando tais elementos a partir de novas possibilidades de uso e conexão com o entorno. O gesto de remover camadas — físicas e simbólicas — é visto como uma forma de revelar histórias ocultas e conectar passado e futuro.
Entre os dias 18 de setembro e 19 de outubro de 2025, a cidade de São Paulo será palco da 14ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura (BIAsp), que volta a ocupar o Pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera, após quase uma década de edições descentralizadas. Organizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo (IABsp), a mostra propõe uma reflexão urgente: qual o papel da arquitetura diante das mudanças climáticas e dos eventos extremos que já impactam o cotidiano urbano e ambiental?
https://www.archdaily.com.br/pt/1029433/bienal-de-arquitetura-de-sao-paulo-retorna-ao-parque-ibirapuera-em-2025-com-foco-no-enfrentamento-da-crise-climaticaArchDaily Team
Edifício Pietro Maria Bardi. Foto: Leonardo Finotti
Tomando o nevoeiro como metáfora, a aula propõe refletir sobre as formas cada vez mais imateriais e difusas do mundo em que vivemos, presente nas fachadas translúcidas das cidades, nas obras de arte imersivas, nas nuvens digitais que armazenam nossos dados, na fumaça dos incêndios e queimadas, nos mecanismos invisíveis de vigilância e no funcionamento opaco do capital financeiro. O encontro também marca o lançamento da trilha de cursos com curadoria de Guilherme Wisnik, com quatro formações sobre arquitetura e arte. Quem participar da aula tem 30% de desconto na inscrição dos cursos deste eixo temático.
Em um momento de profundas mudanças sociais, espaciais e culturais, a 12ª edição do Arquiteturas Film Festival convida a refletir sobre como as fronteiras — físicas e simbólicas — moldam o ambiente construído, influenciam o cotidiano e as dinâmicas coletivas. Que papel têm a arquitetura e o pensamento urbano para entender esse mundo em transformação?
Desde que passou a ser organizado pelo centro cultural INSTITUTO em 2021, o festival se firmou como uma plataforma crítica que une cinema, arquitetura e práticas espaciais para discutir temas urgentes. Nos últimos anos, abordou migração, crise ecológica, descolonização e novos modos de habitar. Em 2025, o foco é a 'fronteira' em suas múltiplas dimensões.
https://www.archdaily.com.br/pt/1031145/12a-edicao-do-arquiteturas-film-festival-propoe-reflexao-sobre-fronteiras-fisicas-e-simbolicasArchDaily Team
Pia Quagliato, Giovana Giosa, Luiza Giurni, Amanda Castro e Gabriela Mestriner. Cortesia de Vestigare Agency
A arquitetura se constitui tanto na materialidade dos espaços quanto na forma como é percebida, discutida e registrada. O discurso arquitetônico, suas mediações e representações são partes inseparáveis do ato de projetar, pois definem o alcance e a permanência da obra no tempo.
A partir dessa compreensão, a Vestigare Agency surge como uma agência de mídias sociais direcionada para arquitetura e design, mas também como um espaço de curadoria arquitetônica e uma ponte entre arquitetos e um público mais amplo. A plataforma, criada e liderada por Luiza Giurni, se estabelece como uma nova instância de comunicação na arquitetura contemporânea e destaca, entre suas parcerias, uma construção coletiva estabelecida a partir da colaboração com arquitetas mulheres.
O 8º Prêmio {CURA} anunciou os vencedores do concurso que teve como tema a habitação coletiva para o século XXI. O concurso convidava os participantes a refletir sobre novos modos de morar na cidade, considerando principalmente questões relacionadas à mobilidade urbana, densidade e eficiência bioclimática.
Cada projeto foi analisado individualmente, levando em consideração aspectos como: coerência com o tema proposto; qualidade conceitual e arquitetônica; criatividade e visão crítica na solução proposta; adequação ao contexto urbano e territorial; qualidade da representação gráfica e clareza na comunicação da proposta; impacto social e ambiental e cumprimento dos itens descritos no edital. A identificação das equipes só foi revelada após a decisão final do júri.
https://www.archdaily.com.br/pt/1029613/conheca-os-vencedores-do-8o-premio-cura-habitacao-coletiva-para-o-seculo-xxiArchDaily Team
Adesivo de distanciamento em universidade no Canadá. Fonte: Ana Laura Pavin, 2025
Vivemos hoje em um mundo pós-pandêmico, onde as conexões humanas e a atenção à fragilidade da existência foram sutilmente redesenhadas. Mais do que hábitos, foi o próprio espaço urbano e arquitetônico que aprendeu a respirar de outro modo, tentando acolher um tempo incerto. Hoje, caminhamos na serenidade do 'quase normal', mas as cicatrizes daquele tempo ainda sussurram pelas ruas, pelas formas, pelos silêncios — sobreviventes delicados de um passado recente que insiste em permanecer.
https://www.archdaily.com.br/pt/1029484/as-cicatrizes-da-covid-19-nos-espacos-coletivosEduardo Baptista Lopes e Maria Clara Stefanovicz do Prado
A Trienal de Arquitectura de Lisboa anunciou os 20 ateliês selecionados para o Prêmio Début 2025, iniciativa que reconhece práticas emergentes no cenário internacional. Nesta edição, foram recebidas 75 candidaturas válidas, provenientes de 28 países — um retrato da diversidade e do alcance global da premiação.
Voltado a profissionais com até 40 anos, o Début recebe propostas tanto por inscrição direta quanto por indicação: dezenas de especialistas da crítica, curadoria e prática arquitetônica são convidados a nomear até três nomes. O processo de seleção envolve três etapas: uma shortlist de 20 nomes, cinco finalistas e, por fim, a escolha da prática vencedora.
https://www.archdaily.com.br/pt/1028984/trienal-de-lisboa-divulga-selecionados-para-o-premio-debut-2025-e-apresenta-novo-trofeu-assinado-por-alvaro-sizaArchDaily Team
Na semana passada, anunciamos os 15 finalistas do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025, um prêmio que celebra o melhor da arquitetura lusófona, convidando nossos leitores a escolherem seus projetos favoritos construídos nos países de língua portuguesa. Chegou o momento de conhecer os três grandes vencedores!
Convidamos você a participar do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025. Em sua nona edição, atribuímos aos nossos leitores a responsabilidade de reconhecer e premiar os projetos que causaram o maior impacto na profissão. Ao votar nos projetos, você passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados reconhecendo os projetos mais relevantes do último ano construídos em países de língua portuguesa. Faltam apenas alguns dias para encerrar a etapa de votação que selecionará, dentre os 15 finalistas, os três grandes vencedores do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025
Os usuários registrados podem votar em seu projeto favorito uma vez por dia. A etapa de votação encerra no dia 9 de abril às 23h59 (GMT-3).
https://www.archdaily.com.br/pt/1028738/ultimos-dias-para-votar-nos-finalistas-do-premio-archdaily-brasil-obra-do-ano-2025ArchDaily Team